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17 de novembro de 2010

Bendita natação!!!

O Lucas ama a natação. Estou percebendo uma grande evolução em seu desenvolvimento motor, como também no seu desenvolvimento social. Os professores são ótimos, estimulam o tempo todo. Fazem dois meses que ele iniciou e já está tentando mergulhar sozinho. Fala "peixe"quando sugerida a atividade de grudar os peixinhos no vidro e me procura o tempo todo com um olhar de satisfação e um sorrizão no rosto. Isto é maravilhoso!!! Hoje ele me procurou no vidro me olhando nos olhos e colocou a mãozinha para eu colocar a minha também. Ficamos nos olhando por alguns segundos. Fiquei meio boba!!! Depois ele fez novamente. Quase tive um troço!!! rsrsrsrs São coisas tão simples para uma criança normal, mas para uma criança autista estes gestos são uma grande evolução. No início ele somente  percebia a água, mas agora ele está observando tudo, os brinquedos, as brincadeiras e o mais fantástico é que ele está percebendo as pessoas. Acertamos o alvo!!!






12 de novembro de 2010

Inclusão Social? O que é isso?

Estamos em tempos modernos onde todos estudam para estarem atualizados em suas áreas profissionais, acolhendo idéias novas e se adaptando a elas. A idéia de se fazer inclusão social está dentro deste pensamento. Na mídia está bombando dizer "que é essencial incluir qualquer indivíduo socialmente". Também está na constituição o direito de todos estudarem em uma escola regular. "INCLUSÃO SOCIAL". Isto é muito lindo! Mas no papel. A realidade é bem diferente.
Tive uma experiência não muito animadora. Fui até uma escola muito conhecida no Rio de Janeiro. Uma escola onde todos elogiam ter estrutura suficiente para qualquer pessoa. Qualquer pessoa, menos autista. Marquei um horário para conversar com a coordenadora. Quando cheguei haviam duas pessoas na sala me aguardando, a coordenadora e a diretora. Logo percebi que ambas estávam apreensivas e com certeza o Lucas também percebeu, pois se irritou desde que entrou na sala.
A conversa começou com uma justificativa de que a escola não tem estrutura para acolher alguém com necessidades especiais e blá blá... Ouvi tudo, concordei em alguns pontos mesmo indignada com a visão daquela educadora. Para finalizar, eu disse que continuaria procurando uma escola com estrtura para receber o meu filho e a diretora incansável tentando me convencer a procurar uma escola especial, onde me fez até a indicação de uma. Também me indicou uma ONG.
Não é isso que dizem as novas metodologias de ensino. Será que alguma dessas profissionais já leram algum livro entre tantos que falam e ensinam como trabalhar com um aluno especial? Será que alguma profissional se interessou em fazer uma especialização nesta área? Acho que não. Poucas pessoas tem esta visão, apesar de todos afirmarem que são a favor da inclusão social. Até entendo a falta de interesse, pois não há ninguém próximo precisando... Mas no mundo globalizado de hoje, precisamos nos reciclar senão somos engolidos.
Compartilho experiências com uma mãe muito especial que tentou várias escolas para alfabetizar seu filho autista não verbal que hoje está com 11 anos. Ele passou por várias escolas, inclusive escolas especiais para tentar a alfabetização, nenhuma conseguiu alfabetizá-lo. Será que é porque ele não tem capacidade? A sua mãezinha nunca pensou isso e resolveu por si só estudar e criar um método próprio para ensiná-lo. Ela iniciou o processo dia 31/08/2010 e hoje em apenas 2 meses e meio, o seu filho já está lendo e escrevendo. Era preciso acreditar e a sua mãe acreditou. Que Deus seja louvado!!!
Esta situação toda me deixou muito triste, muito decepcionada! Mas nunca derrotada.


9 de novembro de 2010

Teatro de bonecos

Paramos para assistir uma apresentação de teatro de bonecos na rua e o Lucas ficou encantado pela boneca. Não queria ir embora, pediu beijo para a boneca e dançou muito. Foi muito engraçado!!!





Agradecimentos

Gostaria muito de agradecer a duas amigas muito especiais que me ajudaram neste final de semana ficando com o meu anjinho para que eu pudesse participar do Curso Son Rise.
Obrigada Alexandra, Márcia e famílias!!!
Segue algumas fotos da bagunça do Lucas com a Isabella. Ele adorooou!!! Acho que levarei ele de vez em quando para continuar a bagunça...rsrsrsrsrsrsr






Amigas e Companheiras de Luta

Estas fotos foram tiradas no Curso Son Rise.




8 de novembro de 2010

PROGRAMA SON RISE - Maravilhoso!!!

Um dia uma pessoa da família expôx o seu infeliz pensamento a respeito do meu filho que dizia assim: "Mais vale um beijinho em um dia inteiro do que ensinar ele a brincar com um quebra cabeça frustradamente". Será que vale a pena? Será que desistiram do meu filho? Será que eu devo ainda ter esperanças? Foram estas as perguntas que passaram em minha cabeça. Porém neste final de semana durante o curso do Programa Son Rise recebi todas as repostas as quais eu também já acreditava. SIIIIMMMMM!!! É possível! Mesmo que eu precise brincar e ensiná-lo 10 vezes ou 10.000 vezes, nunca será frustante... Quer dizer, pode até ser em algum momento frustrante para mim, mas não para ele.
Agora entendi que o Isolamento (esteriotipias ou ismos) fazem parte e é uma necessidade para que ele se auto-regule.  O autista passa por três estágios frequentemente, Isolamento, interessanto e altamente conectado. Quando você consegue brincar com a sua criança com motivação, ela tende a estar altamente conectada e assim ela aprenderá muitas coisas importantes através desta brincadeira. Porém ela oscilará entre um estágio e outro, mas isso é normal e nós é que precisamos entender aquele momento como sua necessidade, repeitando o momento certo e quando ela der o sinal verde, brincar, só isso. Quanto mais brincarmos, mais ajudamos nossa criança a ter desejo de estar no nosso mundo. Mas não é brincar de uma maneira chata, aí realmente ninguém merece...rsrsrs É brincar com os três ÉS ... ENERGIA, ENTUSIAMO E EMPOLGAÇÃO. Que bom nos informar e acreditar que o nosso filho pode SIM. "A arte de sorrir cada vez que o mundo diz não..." (Gulherme Arantes). É assim que eu vivo "sorrindo"e permanecerei por todos os dias. Acreditando sempre no meu filho e tendo a certeza de que ele conseguirá.
O fechamento do curso foi contando a história de uma menina americana que teve pólio na infância. Esta menina hoje é adulta e relata: "Eu ouvia os médicos dizerem que eu nunca andaria. Eu ouvia as pessoas dizerem que eu nunca andaria. Mas eu resolvi acreditar apenas em que a minha mãe dizia: QUE EU ANDARIA." Esta menina começou a andar aos 12 anos e se tornou uma atleta de corrida. Representou o seu país e foi a primeira mulher a conseguir duas medalhas de ouro em um mesmo campeonato.
 
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