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31 de maio de 2011

Intervenção : Método Bobath

O Conceito Bobath

Descrição
 
O Conceito Bobath, é um tipo especializado de Fisioterapia.
 
Contéudo
 
O Conceito Bobath, é um tipo especializado de Fisioterapia, constituído principalmente pelo trabalho do Neuropediatra Dr Karel Bobath e de Sua Esposa a Fisioterapeuta Berta Bobath, através de 25 anos de pesquisa. Na atualidade o tratamento por eles desenvolvido é bem conhecido e aceito em vários países (Bobath, 1990). O princípio do Conceito Bobath é a inibição dos padrões reflexos anormais e a facilitação dos movimentos normais.

No Método Bobath, o paciente aprende a sensação do movimento, e não o movimento em si. O objetivo é facilitar o movimento motor e inibir movimentos e posturas anormais. Segundo a Terapeuta Ocupacional, Lélia Elena Zonzini Ramos, este método é extremamente importante para o desenvolvimento motor da criança, podendo ser aplicado precocemente em bebês, antes que se estabeleçam as desordens de postura e de movimentos, que, em muitos casos, podem ser evitadas.

A senhora Bobath descobriu a técnica há 30 anos. Como só obteve resultados por breves períodos, ela continuou suas pesquisas e observou que podia conseguir um aumento do tônus muscular combinando a técnica de inibição com a técnica de facilitação. Assim, o trabalho muscular passou a permitir ao paciente, uma melhor sustentação da cabeça, da rotação da cabeça e do tronco e conseqüentemente, uma melhor reação de equilíbrio. A partir daí, o paciente conseguiria então, desenvolver uma maior capacidade sensorial e motora dos seus movimentos.


A Bola de Bobath é um dos equipamentos mais utilizados neste conceito. Outros equipamentos são: o rolo, o andador, o espelho, etc... A indicação do(s) equipamento(s) depende(m) do comprometimento neuro-motor e da inabilidade dos movimentos de cada paciente.
"Esta técnica é empregada em crianças com paralisia cerebral e outros problemas neurológicos de origem central como: traumatismos cranianos e hemiplegia", cita Lélia. "Podemos definir o Método Bobath como uma técnica de reabilitação neuromuscular que utiliza os reflexos e os estímulos sensitivos para inibir ou provocar uma resposta motora, sempre respeitando os princípios da normalização do tônus e da experimentação de um movimento ou de um controle estático normal", completa a Terapeuta Ocupacional.

O tratamento realizado pela fisioterapia inclui movimentos ativos e passivos, mas só os ativos podem dar as sensações essenciais para a aprendizagem dos movimentos voluntários. É indicado para adultos e crianças com disfunções neuro-motoras. O método demonstra que muitas posturas desordenadas e movimentos típicos, por exemplo, da paralisia cerebral, são o resultado de reações posturais não controladas e que persistem até idades em que elas já são consideradas anormais.

O objetivo dessa técnica é diminuir a espasticidade muscular e introduzir os movimentos automáticos e voluntários, a fim de preparar o paciente para os movimentos funcionais, onde o tônus anormal pode ser inibido e os movimentos mais normais, facilitados.

"O Bobath trabalha com a facilitação do movimento, ou seja, solicita-se ajustamentos automáticos na postura, a fim de produzir reações automáticas de proteção, endireitamento e equilíbrio. A faci1itação, então, baseia-se nas reações de endireitamento (são reações estático-cinéticas que estão presentes desde o nascimento e se desenvolvem, obedecendo uma ordem cronológica) e nas reações de equilíbrio, a partir dos movimentos que produzem adaptações posturais possíveis para mantê-lo. Dentro da compreensão do movimento normal, incluindo a percepção, usa-se a facilitação de movimentos e posturas seletivas, objetivando-se um aprimoramento da qualidade de vida do paciente", finaliza a Fisioterapeuta Maria Cristina Ricetto Funchal Oliveira.


Indicações do Método:

- Variar posturas
- Aumentar o controle sobre esta postura
- Simetria do corpo
- Alongamento
- Propriocepção
- Aumentar ou diminuir tônus muscular
- Estimular reação de proteção e equilíbrio
- Estimular extensão de cabeça, tronco e quadril nas crianças hipotônicas
- Suporte de peso para as mãos
- Trabalhar as rotações do tronco
- Trabalhar a dissociação de cintura pélvica e escapular, facilitando a marcha

A Bola de Bobath é um dos equipamentos mais utilizados neste conceito. Outros equipamentos são: o rolo, o andador, o espelho, etc... A indicação do(s) equipamento(s) depende(m) do comprometimento neuro-motor e da inabilidade dos movimentos de cada paciente.

Fonte:http://www.universoautista.com.br/autismo/modules/works/item.php?id=19

30 de maio de 2011

28 de maio de 2011

Autistas podem ser recuperados

Autismo é uma denominação dada a um conjunto de comportamentos derivados de um desenvolvimento.
 
CASOS NO MUNDO - No Brasil, país com uma população de cerca de 190 milhões de pessoas, estima- se que haja cerca de um milhão de casos de autismo, segundo um projeto do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. Mariana não tem noção do número de famílias brasileiras que já se trataram por meio do Son-Rise. Ela sabe que, no mundo inteiro, dezenas de milhares de crianças e adultos participaram do programa. Os recentes números de estatísticas do autismo entre a população dos Estados Unidos e da Europa apontam para a existência de uma epidemia atual do autismo, com os números nacionais nos EUA saltando de 1 em cada 2.500 pessoas na década de 90, para 1 caso de autismo em cada 150 pessoas em 2007. 

Patrícia Machado(18) 3636-7742
aracatuba@folhadaregiao.com.br 


FLORESCER DO FILHO - Hoje, inúmeras crianças e adultos conseguem  a recuperação por meio do Son-Rise simplesmente porque esse programa foi criado por um casal americano que, diante do diagnóstico de autismo de grau severo do filho e das dificuldades de tratamento, resolveu cuidar da criança e resgatá-la ao mundo real.
Os princípios do programa Son-Rise tornam-se ainda mais efetivos quando integrados ao dia-a-dia da criança. Eventos diários, como as refeições, os hábitos de higiene e a hora de dormir representam ótimas oportunidades para encorajar o desenvolvimento social. Muitas crianças com autismo também necessitam de um ambiente especialmente construído para auxiliar na aceleração do aprendizado. Os pais aprendem, por meio do curso desenvolvido pelo Son-Rise, a criar um quarto de brincar específico para as atividades com o filho. Cada ambiente familiar é diferente, mas é necessário impor dois princípios para que o quarto dê resultado: poucas distrações sensoriais e o controle máximo. O ideal é escolher um quarto silencioso, longe das principais atividades da casa ou das distrações vindas de fora da casa. Os pais são orientados a retirarem alguns móveis, a pintar as paredes de branco, colocar piso confortável, lâmpadas incandescentes, providenciar equipamentos como um  pequeno escorregador ou duas grandes bolas de fisioterapia, manter o quarto livre de qualquer brinquedo eletrônico, escolher brinquedos como bichos de pelúcia, fantoches, fantasias, instrumentos musicais e blocos de montar.  Além do ambiente de aprendizagem otimizado, os pais aprendem técnicas que podem ser implementadas para inspirar a criança em áreas fundamentais do desenvolvimento, como passar 30 minutos por dia com a criança; juntar-se à criança, como uma maneira de entender e construir uma relação ais profunda com ela, fazendo exatamente o que ela está  fazendo, e concentrar-se para divertir no mundo dela; e concentrar-se também no contato visual, pois quanto mais a criança olhar, mais ela aprenderá. O contato visual é de fundamental importância para todos os aprendizados futuros. 
Para aqueles que não acreditam, o autismo, uma desordem neurológica e metabólica da criança, que leva o déficit em quatro grandes áreas do cérebro: a interação, comunicação verbal, contato visual e flexibilidade, pode ter cura sim. Prova disso, são os excelentes resultados obtidos por meio do programa Son-Rise, desenvolvido no Centro de Tratamento do Autismo na América, em Massachusetts, EUA, e lançado no Brasil há cerca de quatro meses. O programa é intermediado pela instituição brasileira Inspirados pelo Autismo, que auxilia os próprios pais a tratarem de seus filhos autistas. No Son-Rise, os pais são as  melhores fontes de apoio para os filhos, por isso, se capacitam por meio de cursos e workshops da área com o intuito de aprender a entrar no mundo da criança, amorosamente, de forma divertida e sem julgamento. A diretora da Inspirados pelo Autismo, Mariana Tolezani, que também é facilitadora infantil certificada pelo Programa Son-Rise, deu entrevista à Folha da Região na terça-feira (29) e afirmou que existe esperança de cura para os autistas. "Já vi e presenciei muitos casos de crianças com grau severo de autismo que foram recuperadas. O que importa nesse tratamento é a interação dos pais com a criança. A beleza do programa é o respeito ao tempo, a paciência e o prazer de se conectar com o mundo do autista", contou.
 

QUARTO DE BRINCAR -
Os fundadores do programa, ouviram dos especialistas que não havia esperança de recuperação para seu filho Raun. Porém, decidiram acreditar na ilimitada capacidade humana para a cura e o desenvolvimento, e puseram-se à procura de uma maneira de aproximar-se de Raun - que se encontrava em estado de total isolamento. Foi a partir da experimentação criativa e amorosa com o filho que eles desenvolveram o programa Son-Rise. Por que Son-Rise? Mariana explica que a sigla é um trocadilho: significa o nascer do sol, mas nesse caso, é reconhecida como o florescer do filho. Raun Kaufman se recuperou do autismo após três anos e meio de trabalho intensivo com seus pais. Ele continuou a se desenvolver de maneira típica, cursou universidade altamente conceituada e hoje é professor dos cursos aplicados no Centro de Tratamento de Autismo na América. "Ele foi meu professor nos Estados Unidos", completou a facilitadora. Desde a recuperação de Raun, milhares de crianças do mundo inteiro, utilizando o programa Son-Rise têm se desenvolvido muito além das expectativas convencionais, algumas delas apresentando total recuperação do autismo. Mariana explicou que os métodos desenvolvidos pelos facilitadores, e posteriormente ensinados aos pais, giram em torno da brincadeira com a criança. Por exemplo, se o autista passa a maior parte do tempo batendo uma colher no chão, eles fazem a mesma coisa; se ele grita, os facilitadores gritam também, pois dessa maneira, a criança acaba percebendo que não está sozinha em seu mundo e começa a se comunicar com a outra pessoa.
Há evidências de que esta diferença  neurológica esteja presente desde o nascimento ou até um período anterior. No entanto, os comportamentos observados - por meio dos quais a síndrome é diagnosticada - tendem a ser apenas detectáveis a partir dos 18 meses de idade. Dados do programa Son-Rise alertam que o autismo é freqüentemente referido como TEA (Transtorno do Espectro  utista), nomenclatura  que indica uma ampla variação na sintomatologia. Crianças com os diagnósticos de PDD (Transtorno Global do Desenvolvimento), PDD-NOS (Transtorno Global Não specificado do Desenvolvimento) ou Síndrome de Asperger tendem a exibir comportamentos similares em um nível moderado. Um autista pode ser superdotado ou ter deficiência mental. Ser um exímio pianista ou não ter qualquer controle do movimento das mãos. Incapaz de pronunciar uma palavra ou demonstrar total domínio as regras gramaticais. Por isso, hoje não se fala mais tanto emautismo, e sim em espectro autista. O espectro abrange uma série de distúrbios que vão do autismo clássico, com retardo mental, à síndrome de Asperger, uma forma branda muitas vezes associada a um Q.I. muito acima da média. Pesquisas científicas de estudo da síndrome têm sido desenvolvidas em diversos países, mas a comunidade científica ainda não  chegou a um consenso em relação  as causas do autismo, síndrome que atinge indivíduos de ambos os sexos e de todas as etnias e classes sociais.
Já vi e presenciei muitos casos de crianças com grau severo de autismo que foram recuperadas. O que importa nesse tratamento é a interação dos pais com a criança. A beleza do programa é o respeito ao tempo, a paciência e o prazer de se conectar com o mundo do autista Monique Bueno.

monique.bueno@folhadaregiao.com.br

Justiça - Falsa Psicóloga

RJ: falsa psicóloga se entrega à polícia

Beatriz Cunha estava acompanhada do advogado

24/5/2011 às 12:9:0 por R7

Beatriz Cunha foi presa pela primeira vez em 27 de abril
Beatriz Cunha foi presa pela primeira vez em 27 de abril (Foto: André Muzell / R7)

falsa psicóloga Beatriz Cunha, de 32 anos, se entregou na Delegacia da Gávea (15ª DP), na zona sul do Rio de Janeiro, na noite de segunda-feira (23). Ela se apresentou com o advogado, que disse que só vai se pronunciar após ter acesso à decisão judicial.

Na tarde de segunda-feira, o marido dela, Nelson Antunes de Farias Junior, foi preso em um dos apartamentos do casal, na rua Dona Mariana em Botafogo, zona do sul do Rio de Janeiro, segundo a Polícia Civil. A Justiça do Rio decretou nesta segunda (23) a prisão preventiva dos dois, que são acusados de estelionato e crimes contra as relações de consumo. Beatriz ainda responde por falsidade ideológica.

Os policiais também fizeram buscas no apartamento onde o marido de Beatriz foi preso, com o objetivo de colher provas da relação profissional de Nelson com o consultório da mulher.

O juiz Alcides Fonsaca Neto, da 11ª Vara Criminal da Capital, atendeu ao pedido de prisão preventiva do Ministério Público sob a justificativa de que os crimes atribuídos ao casal são graves e suas consequências abalaram a ordem pública.

- Portanto, os injustos culpáveis atribuídos aos dois acusados trouxeram enorme comoção e imensa repercussão no meio social carioca, haja vista que foram diversas as famílias atingidas quando entregaram, por erro, seus filhos, portadores de autismo, aos cuidados da ré, sempre escorada por seu marido, uma vez que propagavam as maravilhas de um tratamento diferenciado para os quais a acusada não estava nem de longe preparada.

Quebra de sigilo bancário e fiscal

No dia 16 de maio, a Justiça do Rio de Janeiro autorizou na segunda-feira (16) a quebra dos sigilos bancário e fiscal, nos últimos cinco anos, e o bloqueio dos bens da falsa psicóloga Beatriz Cunha, de seu marido, Nelson Antunes de Faria Junior, e do Centro de Análise do Comportamento, em Botafogo, na zona sul, onde eram atendidas as crianças autistas.

Na mesma decisão, a juíza Leila Santos Lopes, da 11ª Vara Criminal, também negou o pedido de prisão preventiva dos réus, alegando, entre outras razões, que "não há notícias nos autos de risco à integridade das vítimas ou seus responsáveis legais, tampouco das testemunhas".

A juíza também deferiu um pedido de busca e apreensão de bens, documentos e laudos que estejam armazenados no computador onde funcionava a clínica.

Beatriz estava solta desde o dia 8 de maio

A Justiça concedeu liberdade à falsa psicóloga no dia 8 de maio, um dia após ela ser presa sob a suspeita de tortura. A falsária entrou com pedido de liberdade, que foi aceito pelo plantão Judiciário no fim de semana do dia 7 de maio.

No dia 11 de maio, o MP-RJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) denunciou a falsária à Justiça e o marido dela, Nelson Antunes de Faria Junior. De acordo com o MP-RJ, ele foi denunciado por estelionato e propaganda enganosa. Beatriz deve responder pelos mesmos crimes e ainda por falsificação de documentos.

Segundo o delegado Maurício Luciano de Almeida e Silva, titular da Decon (Delegacia do Consumidor), o marido da falsa psicóloga disse que não trabalhava na clínica da mulher e que jamais ouviu falar sobre as práticas de tortura que Beatriz teria praticado.

Doze anos de fraude

Beatriz Cunha foi presa em flagrante no dia 27 de abril durante uma consulta em sua clínica de tratamento especializado em autismo. Ela foi solta depois de três dias. Segundo a Polícia Civil, a falsa psicóloga atuava há 12 anos como uma das principais especialistas da síndrome no país. Ainda de acordo com a polícia, Beatriz cobrava R$ 800 pela primeira consulta e depois a hora custava R$ 90.

A falsária disse à polícia que só cursou dois períodos da faculdade de psicologia. A fraude foi descoberta pelos pais de um paciente, que desconfiaram de Beatriz quando pediram a ela recibos para declarar as despesas no Imposto de Renda

Fonte:

24/5/24/rj_falhttp://www.painelnoticias.com.br/noticia/2011/5/24/rj_falsa_psicologa_se_entrega_a_policiasa_psicologa_se_entrega_a_policia

Terapias e terapias... Devemos tentar tuuudo...

Artigo - Terapias existentes para o autismo
Atualmente existem várias correntes terapêuticas que podem ser usadas isoladas ou conjuntamente. Todas têm críticos e defensores. Um método pode ser muito útil para uma criança e inócuo para outra.
 
Cabe aos pais decidirem que linha adotar e por quanto tempo, já que também é possível que um método chegue até determinado ponto e estacione. O importante é não parar de tentar, de pesquisar e de lutar. Para facilitar, aqui vão alguns dos mais conhecidos:
 
 
Quelação (no Brasil Medicina Ortomolecular)
 
Parte do princípio de que algumas crianças são mais sensíveis aos agentes tóxicos que outras, em especial ao mercúrio, muito usado em vacinas como a Tríplice que usa o Thimerosal como conservativo e de uso suspenso em vários países do mundo. Este tratamento no Brasil é realizado por médicos Ortomoleculares. A partir de exames como o mineralograma (feito com amostras de fios de cabelo) e outros de sangue e fezes, os agentes tóxicos são eliminados por um processo chamado quelação (no Brasil Medicina Ortomolecular), que consiste na administração de agentes queladores como DMSA e ALA. O acompanhamento médico para verificar a desintoxicação é seguido de novos exames para verificar o nível de desintoxicação. Muitas crianças, em especial as autistas tem apresentado melhoras.
 
Reorganização Neurólogica
 
Método Doman - criado por Glen Doman e Delacatto, o método é usado mundialmente desde os anos 60. Original da Filadélfia, no Brasil é utilizado pelo Instituto Veras que fica no Rio de Janeiro. Entendendo que o ser humano segue uma escala de desenvolvimento e maturação neurológica, entendo que cada etapa depende da outra, Doman explica que uma falha numa das etapas pode impedir o acesso as outras. O método consiste em realizar uma ponte, permitindo um desenvolvimento coerente. Abrangente, este método é aplicado pelos pais, que vão ao instituto com a criança a ser avaliada e são orientados quantos aos exercícios que deverão fazer em casa para a estimulação global da criança. Todo paciente é avaliado individualmente e recebe um programa de estimulação que normalmente precisa de muita dedicação dos pais para ser aplicado.

 
Imunoterapia Ativada ITA
 
Partindo do conceito das alergias, este método terapêutico é aplicado após a realização de exames específicos visando determinar que substâncias poderiam estar desencadeando uma alergia no sistema nervoso, agindo como um bloqueador de desenvolvimento. Utilizado também para casos de epilepsia. O tratamento é feito por médicos e consiste na aplicação de vacinas específicas.
 
 
Maiores informações sobre os tratamentos podem ser encontradas no site da
Associação Brasileira de Medicina Complementar: http://www.medicinacomplementar.com.br/
 
 
Texto adaptado para divulgação no site do Instituto Indianópolis
Fonte: Autistas.org

Terapia do Abraço


HOLDING TERAPY
TERAPIA DO ABRAÇO



A terapia do abraço vem sendo empregada e defendida com crescente entusiasmo por um grupo bastante numeroso. A revista Communication da National Autistic Society de junho 89 apresentou um artigo de Michele Zappella (Psiquiatra) e John Richer (Pediatra) que resumimos a seguir.O holding é uma forma de intervenção intrusiva cujo objetivo é reduzir o isolamento social, aumentar a comunicabilidade e desenvolver laços de união. O holding deve ser sempre parte de um pacote maior de terapias, mas parece ser uma eficinete de desenvolver as condições da maioria das crianças autistas e de remover comportamentos indesejáveis. Welch desenvolveu esta forma de terapia como parte de uma ampla abordagem.
Ainda não está claro como a holding atua, porque a eficácia depende de quem a aplica e qual a interrelação com as demais terapias aplicadas simultaneamente. O fato é que se obtém resultados, independente de gravidade do autismo. Vamos dar um exemplo:
"Uma criança com 1 1/2 ano foi diagnosticada como autista e colocado em um programa de um hospital escola, onde ficava a maior parte do dia com outras crianças autistas. Depois de dois anos ela se apresentava seriamente retardada e com comportamento fortemente autístico, com péssimo prognóstico. Foi submetida então a tratamento envolvendo interações físicas acentuadas, com Michele Zappella. Depois de 6 meses o comportamento social da criança estava dentro da faixa normal da idade. Este exemplo é uma ilustração e não pode, evidentemente, ser apresentado como evidência."
Deve ser lembrado, inicialmente, que existem muitas variações de terapia do abraço. De um modo geral porém são elementos comuns:
  • O adulto mantém a criança abraçada mesmo que ela se oponha e lute para se livrar, até que ela se acalme e relaxe.
  • O adulto deve manter o controle da criança.
     Uma sessão atípica apresenta os seguintes passos:
  • Inicialmente a criança pode ficar quieta, mas a seguir começa a se debater. Os pais continuam a abraçá-la.
  • A criança se debate mais e mais e ocasionalmente começa a gritar. Os pais mantém o abraço.
  • Os ciclos de luta, gritos e aquietamentos podem se estender até por mais de uma hora.
Durante, em especial, as sessões iniciais, a criança se enraivece mais, então soluça, depois relaxa e se amolda ao corpo dos pais. A partir de então a criança se torna mais comunicativa, acochegante e aberta . A insistência em confrontar a criança é uma importante característica do holding. A intervenção é realizada mantendo a criança em contato estreito, fixando-lhe o olhar, beijando-a e falando com ela (Alguns usam um fundo musical) .
Zapella aplicou a terapia a 50 crianças autistas, com idades de 3 a 15 anos, envolvendo a família e tendo como base a terapia do abraço. Ela registra que 12% se normalizaram após dois anos, 18% perderam o comportamento autístico, 44% apresentaram progressos moderados e 26% não demonstraram resultados. J. Prekop, na Alemanha reportou resultados similares. Ela também comparou o desenvolvimento destas crianças com outras que não tinham sido submetidas ao holding, concluindo que, relativamente, fizeram maior progresso.

Este artigo foi retirado do site http://www.geocities.com/Athens/Agora/4140/paginaterap.html

Terapias e autismo


TERAPIAS


INTRODUÇÃO
O autismo é um disturbio , cuja causa , tratamento ou cura são desconhecidos . Existe um consenso entre as diversas linhas científicas ( seja ela psicológica , fisioterapéutica , psiquiátrica , farmacológica , etc...) , que apesar de desconhecida , existe uma causa orgânica para o autismo e que esta não é responsável por todos os aspéctos ou sintomas do mesmo . Assim , quando ouvimos dizer : "quanto antes se iniciar o tratamento do autismo melhor serão os resultados ", na verdade , está sendo dito que apesar de não haver atualmente tratamento e/ou cura para o autismo , muitos de seus sintomas podem ser tratados . Esses sintomas (e causa(s?)) interagindo entre si , constituem o complexo sintomático e invasivo chamado autismo , ou sindrome de autismo .
( Autismo e Outros Atrasos do Desenvolvimento - Christian Gauderer) ."
"É bom começar esta discussão enfatizando que não existe um tratamento específico . Existem muitas abordagens individualizadas para o autismo , dependendo do autor , escola ou grupo de cada um . Os resultados variam , mas , em última análise , nenhum deles sobreviveu ao implacável teste do tempo . Basicamente diferentes foram o empenho e o entusiasmo por este ou aquele método , levando a resultados conflitantes e a não supremacia de uma abordagem terapêutica sobre outra
Não existe um tratamento padrão universalmente aceito para o autismo , cada método tem seus críticos . Estes métodos de tratamento se agrupam em categorias ou grupos generalizados :
  • Bioquímico
  • Neurosensorial
  • Psicodinámico
  • Condutual
  • (alergias a comidas, medicação , alimentação e suplementos vitamínicos ) (integração sensorial (SI) , sobreestimulação e aplicação de padrões , integração auditiva (AIT) , comunicação facilitada (FC) , terapias relacionadas com a vida diária ) (terapia de abraços, psicoterapia e psicanálisis , opção instituto (que também se enquadra em Condutivista ). (Ensaios Incrementais ( Lovaas e outros ) , modificação da conduta com ou sem castigos , TEACCH )
Comunicação Facilitada
Curriculum Funcional Natural
Educação Física
Equoterapia
Escola Convencional
Estimulação Tátil - Produção da Ocitocina
Fisioterapia
Fonoaudiologia
Holding Terapy ou Terapia do Abraço
Ludoterapia
Método ABA - Applied Behavior Analysis
Método Lovas
Método Teacch
Método Tomatis
Musicoterapia
Método Doman
Natação
PECS - Picture Exchange Communication System e PCS - Picture Communication Symbols
Softwares Educativos
Vitamina B15 (DMG , B6 e Magnésio
Fonte: http://www.autismo-br.com.br/home/terapias.htm

27 de maio de 2011

Brincar... Brincar e brincar...

Estamos empenhados em aplicar o programa Son Rise, todos os dias estamos com um tempo apenas para o Lucas em seu quarto, sem distrações... Enfim, um tempo onde estamos à disposição total para que ele interaja ou não, para que ele faça o que quiser... Está sendo incrível! Ele já está super habituado e muitas vezes nos chama para o quarto.
Esta semana o Márcio (voluntário) fez uma sessão filmada e foi muito legal! Logo que ele chegou em casa o Lucas já o puxou para o quarto interagindo muito. Convidei a Márcia Valéria (psicomotricista da escola) para vir e ela contribuiu muitíssimo. Disse que o Lucas mostra muitas coisas que ele sabe na sessão e que não mostra na escola. Ela o viu tocando o piano e ficou abismada com a maneira dele tocar... É como se ele já tivesse assistido um pianista tocando... com as nuances e presença...
As brincadeira já tiveram resultados... Esta semana na escola ele fez as atividades espontâneamente. A professora me contou que ele chegou a sentar e esperar o papel para desenhar e quando o papel chegou ele ainda disse "obrigado"... Um amiguinha até fez um comentário para a professora "Tia ele está aprendendo". Achei maravilhoso!!! É tudo tão simples e prazeroso. Brincar, apenas isso...
Encontrei um site que vende brinquedos educativos e estou alucinada querendo tudo...rsrsrsr Está abaixo:
Já fiz uma listinha de coisinhas e tenho certeza que será muito compensador.
Vale a pena!!!

Brincadeira influencia aprendizagem de crianças autistas


A especialista Bryna Siegel destacou hoje, no Porto, a importância da brincadeira para a aprendizagem das crianças autistas, que aprendem «com maior facilidade, se estiverem em contacto com objectos que gostam».
Bryna Siegel, autora do livro «O mundo da criança com autismo – Compreender e tratar perturbações do espectro do autismo», caracterizou o comportamento dos autistas e apresentou várias técnicas que os pais e educadores podem implementar durante a aprendizagem das crianças.
«Sem a brincadeira, não há bases para a aprendizagem. Embora as crianças autistas não brinquem com os brinquedos da mesma forma que as outras crianças, aprendem com maior facilidade, se estiverem em contacto com objectos que gostam», afirmou Bryna Siegel, especialista em autismo, da Universidade da Califórnia.
Bryna Siegel relatou uma situação em que uma criança normal brinca com um camião, enquanto uma criança autista «coloca todos os camiões numa fileira simétrica e analisa cada detalhe do brinquedo».
De acordo com Siegel, através da repetição das palavras e da pronúncia feita num tom de voz mais elevado, as crianças com deficiência social podem aprendem os nomes das cores, dos números, das partes do corpo, horas e datas.
«As crianças com autismo repetem tudo o que ouvem, mas não conseguem compreender o significado de cada palavra», explicou a investigadora.
Bryna Siegel disse ainda que os autistas compreendem «mais facilmente substantivos do que os verbos, porque fazem a relação com as coisas que vêem» e que os educadores devem utilizar fotografias para levá-los a pensar sobre o objecto.
«Muitos deles têm boa memória fotográfica e processual, sendo capazes de montar um quebra-cabeça com as imagens viradas para baixo», disse a especialista.
Siegel explicou que a criança autista tem a tendência a não estar consciente dos sentimentos das outras pessoas e apresentam problemas de comunicação.
«Embora as crianças não falem, podem fazer-se entender. Conseguem brincar e relacionar-se com crianças normais e com as que falam outras língua, através da linguagem não-verbal», afirmou a investigadora.
Bryna Siegel disse que «por não ter uma linguagem verbal, a criança autista apresenta uma dificuldade acentuada em iniciar uma conversa com outras crianças, mas consegue utilizar a linguagem quando precisa de alguma coisa, o que é conhecido como linguagem instrumental».
Referiu também que «a criança autista é capaz de compreender que um sorriso e um aceno de cabeça podem ter significados positivos, que remetem a uma acção correcta».
«Mas a criança que não compreende o gesto, não compreende o funcionamento da mente, por isso nem sempre pede ajuda porque não têm consciência de que os outros conseguem interpretar o mundo à sua volta», frisou Siegel.
Bryna Siegel é directora da Clínica para o Autismo e professora de psiquiatria na Universidade da Califórnia, em São Francisco.
Na sua obra, «O mundo da criança com autismo – Compreender e tratar perturbações do espectro do autismo», descreve o que designa por «comportamentalismo desenvolvimental», que está na base do tratamento de dificuldades específicas do autismo no campo da percepção, do processamento e da recuperação da informação.
O seu projecto mais recente, Jump Start, consiste num «modelo para ajudar crianças com autismo a aprenderem a aprender e ajudar os pais a integrarem serviços da escola e da casa».
Fonte: Diário Digital / Lusa.

Artigo - O brincar como auxílio no comportamento e na comunicação da criança autista

A brincadeira é a linguagem das crianças. Pela brincadeira se pode aprender a interação social, trabalhar a atenção, seqüências, habilidades, solucionar problemas, explorar sentimentos, desenvolver causa e efeito, estimular a criatividade. Com a falta de interação social, comunicação e problemas no comportamento, muitos autistas vão necessitar de ajuda para estabelecer uma relação com outras crianças e muitos não sabem brincar, o que precisa ser ensinado.
Para começar escolha algo que funcione com o autista, o que chamaria a sua atenção (dinossauros, tubarão, fadas, jogos, bola). Deixe a criança iniciar a brincadeira, fazer uma escolha. Se a criança recusar a sua presença na brincadeira comece apenas observando-a brincar, depois introduza comentários ("nossa, este carro é bem veloz!"). Não se preocupe se a criança ignorar seus comentários, continue a introduzi-los aos poucos.
 
Ajude a criança a engajar-se na comunicação recíproca na brincadeira. Exemplo: a criança está brincando com um carrinho. Você pode pegar outro carro e dizer: "este carro amarelo corre melhor que o azul. Vou mostrar! Cadê o azul? Ah! aqui está". (Pegue o carro marrom e deixe a criança corrigir você). Cometa outros erros e comece uma corrida de carros com isso.
 
Quando a criança estiver confortável em brincadeiras recíprocas, aumente a interação.
Exemplo: Ela só quer brincar de carrinho, pegue um brinquedo de animal e peça carona, depois reclame que o cachorro está com fome proteste e insista, com o tempo a criança vai parar e brincar de alimentar o cachorro. Aumente a brincadeira e encontre alguns amigos para o lanche, como o elefante, leão, e outros, alargando o horizonte e os interesses da criança. Se for muito sobrecarregado para a criança este passo, volte um pouco para traz.
Evite questionamentos e direcionamentos. Muita estrutura e perguntas nesta hora podem inibir tanto a iniciativa da criança como o processo dela solucionar problemas. Quando a criança estiver se sentindo confortável com a brincadeira recíproca, você poderá direcionar a brincadeira para conceitos e seqüências que deseja trabalhar. Exemplo: Ela só brinca de carrinho e sempre os coloca na mesma ordem. Introduzindo o cachorro e novos problemas, a criança começará a dar atenção a outros brinquedos.
Brinque e interaja. Pretenda ser um dos brinquedos e explore isso. Exemplo: Ao invés de dizer "venha e me ajude a construir um forte", seja um personagem que está pedindo ajuda. Converse com os brinquedos. Quando a criança estiver acostumada com este tipo de brincadeira tente mudar sua estrutura. Exemplo: Se ele só quer brincar com o carro azul, peça para deixar que você brinque uma vez com o carro azul.
Se a atenção da criança for mínima, não puxe a brincadeira por muito tempo. O importante é ela aprender como é gostoso brincar com outras pessoas.
Não se preocupe se está fazendo certo ou errado. Se divirta com o processo. O único erro é não brincar ou não tentar interagir com a criança.
 
Fonte: Autism Asperger´s Digest Magazine
 

23 de maio de 2011

PECS- Picture Exchange Communication System (Comunicação usando trocas de fotos)

A comunicação é uma das muitas áreas afetadas pelo autismo e o PECS é um processo auxiliar no desenvolvimento da linguagem e propõe-se a implementar um "caminho" de comunicação entre o autista e o meio que o cerca. Algumas crianças autistas desenvolvem a chamada linguagem tradicional, entretanto, outras talvez nunca falem, mas poderão utilizar um instrumento preciso para se relacionarem ("falar") com o mundo e expressarem seus anseios e desejos.
O PECS é esse instrumento fundamental para assessorar e compreender a rotina do autista. Criado há mais de 12 anos pelo Delaware Autistic Program, esse método baseia-se no ABA (Applied Behavior Analysis) e ensina o autista a trocar uma foto por algo que deseja.
A vantagem do PECS é a sua simplicidade e racionalidade em proporcionar uma resposta primária por parte do autista, ou seja, ele escolhe a foto (visual) do PECS que demonstra o que quer estabelecendo a comunicação com os outros e, em muitos casos, promovendo o desenvolvimento da fala. Vale ressaltar que a primeira "língua" da maioria dos autistas é a visual.


Consegui alguns exemplos de cartões Pecs no site abaixo:


22 de maio de 2011

DICAS PARA ESTIMULAR SEU FILHO


A seguir você verá algumas dicas que servirão para estimular seu filho.Lembre-se que são dicas gerais, adapte-as com critério para seu filho, levando em conta a idade e dificuldades dele.Se possível, converse com o terapeuta que acompanha a criança, ele poderá adaptar estas ou lhe fornecer novas dicas.



1 - Brincar na frente do espelho - se puder, tenha um espelho que seu filho possa se ver inteiro.Sente-se atrás de seu filho e brinque de mostrar seu cabelo, sua boca e etc.Dependendo da crinaça, você precisa segurar a mão dela e ajudá-lo a por nas partes do corpo.Faça comentários tipo, olha o ( cite o nome dele(a)) e a mamãe.Olha a mãmãe e o ( nome da criança) abraçados etc.Este exercício ajuda criar conciência do eu e os outros.


 2 - Rasgar jornal.De início é comum a mãe ficar atrás da criança e segurar suas mãozinhas para pegar e rasgar jornal.Comece com pedaços grandes e vá diminuindo aos poucos.Este exercício ajuda na coordenação motora.Você pode inventar uma brincadeira no final tipo juntar os papeizinhos e jogar do alto ( chuvinha de papel!!).


3 -  Brincar de massinha.Esta brincadeira auxilia a coordenação, mas normalmente os autistas estranham muito a massinha.Será preciso insistir


4 - Pintura a dedo - ótimo para estimular, você deve ir falando as cores e deixe a criança se lambuzar um pouco, dá aflição no início, mas aos poucos vai entrando nos eixos.Não jogue as artes fora.De vez em quando mostre para ele as obras que já fez!!


5 - Pegue três latas de tamanhos diferentes ( pequena, média e grande) e faça um furo na tampa de maneira a passar uma bolinha. Brinque com seu filho de por as bolinhas nas latas, reforçe sempre as palavras Graaaande, mééédia ,  pequeeena.Depois empilhe também as latas.As bolinhas pode ser de pingue e pong que se acha nas lojas de miudezas.


6- Dance - Dançar auxilia muito as crianças, brinque de dançar com seu filho, invente passos, mesmo que ele pareça não se interessar, continue.Ponha músicas de criança, chame os irmãos ou o pai para fazer uma roda.


7 - Tente jogar bola, pode ser uma bexiga, se puder chame alguém para ajudar.Se seu filho não participa, peça para alguém ficar atrás dele e ajuda a pegar e jogar a bexiga para você.


8 - Um ambiente rico em estímulos pode ajudar, deixe o rádio ligado, numa altura média, se possível numa emissora que toque boa música brasileira, e em determinados períodos música clássica.è comum os autistas terem preferências por determinados sons, como voz mais grave, como as de locutor de fm, desta forma você estará facilitando o aprendizado do idioma, acostumando o ouvido dele a ouvir o som do português.


9 - Programas infantis como Castelo Ra Tim Bum, Mundo de Beakmann, além de educativos são ricos em estímulos.

10 - Massageie seu filho.Comece pela parte de trás, dos pés a cabeça.Na parte da frente do corpo, sentido inverso, da cabeça aos pés.Use um óleo ou creme anti alérgico, de odor suave.Fale com seu filho enquanto o massageia.Diga como seus braços, suas pernas seu corpo é forte.Diga-lhe o quanto é amado.Se quiser, ponha uma música suave de fundo.Procure fazer da massagem um ritual diário.Não precisa técnica especial, precisa ter um toque suave e firme, é quase como um carnho.Os resultados são ótimos.

11- Insista sempre, é normal seu filho não se interessar no início, talvez até ficar arredio, não se incomode e continue, deixe as brincadeiras que ele mais gosta por último, faça uma sequência e siga-a, aí ele entenderá que logo virá a parte que ele gosta .

Fonte : O Mundo Maravilhoso dos Autistas

Terapia Ocupacional e Deficiência Mental


Terapia Ocupacional e Deficiência Mental
pensando a ação sob uma ótica sócio-interacionista


Terapia Ocupacional e Deficiência Mental um caminho em direção à independência: A Terapia Ocupacional tem como eixo fundamental a compreensão da ação humana. Essa ação, humana porque consciente e significativa, é constituinte do sujeito: podemos dizer que o homem se constrói em sua ação no mundo (Bartalotti, 1995).


Segundo Vygotsky (1991), o desenvolvimento humano é um processo sócio-cultural: o homem se desenvolve a partir da apropriação que faz da cultura, apropriação esta que só é possível mediante um processo de relação com outros homens. Nesta perspectiva, o desenvolvimento não é um processo puro e simples de acumulação, mas um processo dinâmico de transformações que se dão tanto no nível físico como, e primordialmente, no nível psicológico. A criança que se apropria do mundo se constrói como indivíduo, libertando-se, pouco a pouco, da prisão do determinismo biológico e tomando posse das possibilidades de ação independente. Agir independentemente é, para Vygotsky, agir de maneira auto-regulada, gerir seus desejos, escolher possibilidades de ação, agir conscientemente.


Durante muito tempo se pensou a pessoa com deficiência mental como alguém que dificilmente atingiria tal grau de complexidade psíquica. Partindo do pressuposto que seu desenvolvimento, por um lado, era igual ao das outras pessoas mas mais lento e que, por outro, se caracterizava pela limitação, os trabalhos dirigidos a essa clientela mantinham uma preocupação voltada ao treinamento de hábitos, adequação de condutas, instalação e manutenção de habilidades consideradas importantes para a vida. Acreditando na limitação, construía-se para esta pessoa um mundo que nela coubesse.


Vygotsky nos ensina a olhar a pessoa com deficiência mental de uma outra maneira: não mais como alguém que é menos, mas como alguém que é diferente. Partindo de uma base diferente (pois não se nega a diferença, a deficiência), a criança com deficiência mental desenvolve processos diferenciados para poder seguir no seu desenvolvimento cognitivo. Estes processos são chamados compensações: compensar é, para Vygotsky, encontrar uma outra forma de chegar ao mesmo resultado. Não importa, esclarece o autor, o caminho seguido, mas sim o resultado alcançado. Partindo desta estrutura teórica, podemos pensar o trabalho da Terapia Ocupacional junto à pessoas com deficiência mental como um trabalho de construção de significados, através de ações sobre o mundo concreto, que propiciem a esta pessoa desenvolver-se em direção à independência. Não basta desenvolver a habilidade, é preciso que esta habilidade esteja encadeada em um contexto de significação que permita à pessoa com deficiência mental construir um raciocínio flexível, no sentido de fazer uso desta habilidade como instrumento de transformação e compreensão do mundo.


No campo da deficiência mental é muito comum observarmos em nossos clientes formas de ação que, na verdade, pouco têm de próprias, mas em grande parte, são ações externamente determinadas, fruto de anos de treinamento, de relacionamentos que se estruturam sobre a idéia da incapacidade e que, por isso mesmo, não permitem ao sujeito perceber-se em sua individualidade. A construção desta individualidade, entendida como consciência de si como indivíduo dentro de um contexto social, deve se configurar em um dos principais objetivos terapêuticos nos processo de atendimento à pessoa com deficiência mental.


O terapeuta ocupacional analisa a ação da pessoa com deficiência mental e intervém, tendo como base uma interpretação do encadeamento, das inter-relações dos componentes desta ação (neuromotores, perceptivos, cognitivos, sócio-emocionais). Esta intervenção se constitui em um processo no qual mediadores instrumentais e simbólicos se complementam. É preciso ter em mente que a independência está aqui entendida como capacidade de auto-regulação. Assim, o processo terapêutico ocupacional configura-se em um caminho para a libertação possível da regulação externa, através da construção do sujeito como indivíduo, alguém que reconhece suas necessidades, desejos, possibilidades e, fazendo uso desta consciência, age. Retomando a discussão realizada sobre integração/ inclusão social, podemos afirmar que a Terapia Ocupacional tem aqui um papel primordial. Sua ação não se limita à intervenção junto à pessoa com deficiência mental mas, conforme os princípios inclusivistas, estende-se ao meio social ao qual pertence esta pessoa. Atuar como parceiro em processos de inclusão escolar, inclusão em creches, inclusão no ambiente de trabalho, em espaços comunitários, de lazer, etc., tem sido parte integrante, e muitas vezes central, no trabalho do terapeuta ocupacional junto a esta população.


ESTE TEXTO É TRANSCRIÇÃO DE PARTE DO ARTIGO: A Terapia Ocupacional e a atenção à pessoa com deficiência mental, de Celina Camargo Bartalotti, publicado na revista O Mundo da Saúde, ano 25, v.25 n.4, out/dez 2001, editora do Centro Universitário São Camilo

21 de maio de 2011

Festa do dia das mães na natação

Recebi hoje as fotos da festinha do dia das mães que teve na natação em que o Lucas frequenta. Foi muito legal!!! Todas as mães entraram na água com os seus filhos e foi uma bagunça enorme misturada com muito amor.




20 de maio de 2011

Videos do Lucas... Abençoado!!!

Alguns videos do meu amor..

NASCIMENTO - 10/01/2008

http://www.youtube.com/watch?v=WhKA6N_QXbY

LUCAS GARGALHANDO COM 9 MESES

http://www.youtube.com/watch?v=lWaxNgUasns

PASSEIO NA LAGOA - 2010

http://www.youtube.com/watch?v=SbSusraAC0g

FESTA JUNINA - 2010

http://www.youtube.com/watch?v=RUYkEqTpOHk

ANDANDO COM O SEU CARRO

http://www.youtube.com/watch?v=g3VP7eEhFqQ

EQUOTERAPIA

SON RISE - Interação de uma hora.

Fizemos mais ou menos uma hora de sessão no quarto de brincar. Pela primeira vez, o Lucas interagiu o tempo todo, sem intervalo de isolamento.
Foi muito legal!!! Eu me diverti tanto quanto ele. Brincamos de esconde esconde embaixo do cobertor, onde eu o cobria e dizia pausadamente a palavra ESCONDER. Fazia um suspense procurando... Ele morria de rir...depois eu puxava o cobertor de uma só vez dizendo que eu tinha o encontrado ...  No início pedia apenas para ele olhar para mim se ele quisesse continuar a brincadeira. Quando ele olhava, eu admirava o seu olhar e brincava novamente. Fizemos isso algumas vezes, até que não precisei mais pedir para ele olhar, pois já era espontâneo e ainda me dava a mão para bater (sinal do início da brincadeira). Depois resolvi ousar e pedir para ele dizer "ESCONDER" quando ele quisesse brincar. E ele dizia "COLO" (palavra que ele adooooora!!! rsrsrsr). Eu explicava que se ele quisesse colo eu o pegava no colo, mas se ele quisesse esconder era só dizer esconder. Até que em algum momento ele começou a dizer "ECONDÊ" e assim foi por algum tempo. Muito lindo!
Também brincamos de "Pé de Chulé". Enquanto eu cheirava o seu pé, fazia milhões de caretas e ele gargalhava a cada mudança de expressão.
Fizemos cócegas e brincamos de balançar na rede.
O SON RISE é leve e além de ajudar na reabilitação da criança, também nos faz bem... Brincar com o nosso filho é maravilhoso! Quem tem um filho autista, sabe do que eu estou falando... O Lucas não brincava, não interagia, a maior parte do seu tempo era fazendo ismos (movimentos repetitivos)... Agora ele adoooora brincar, nos chama na maior parte das vezes e diminuiu muitos os ismos. É fantástico saber que eles conseguem. Eu sei que ainda falta muito, mas se continuar assim, ninguém segura esse garoto. Lucas, Amor da minha vida!!! Eu te amo muito!!!

19 de maio de 2011

Ótima reportagem! "Casa dos Autistas causa comoção..."

http://www.youtube.com/watch?v=dzUSeviJ1B8&feature=related

A Casa do Autista - Resposta a MTV

http://www.youtube.com/watch?v=GThZGPBEGkw

Como ensinar crianças autistas

 
Muitas técnicas de educação geral, não são eficazes quando se tem de aprender a ensinar crianças autistas. Quer você esteja ensinando seu filho em casa ou trabalhando em um programa de educação individualizada, como parte de um projeto escolar público ou privado, crianças autistas requerem considerações especiais.
As pessoas têm basicamente três estilos de aprendizagem. Na visual, os alunos aprendem através da leitura ou ao assistir a demonstração de uma habilidade. Na auditiva, os alunos aprendem melhor a partir de palestras, instruções faladas, ou até mesmo música. Um aluno sinestésico verifica que movimentar-se o ajuda, e que aprende mais rápido, por exemplo, se imita uma ação demonstrada em vez de apenas observá-la.

A maioria das pessoas utiliza dois ou três destes estilos de aprendizagem. Uma determinada pessoa poderá, por exemplo, aprender melhor visualmente, mas ainda pode aprender eficazmente em aulas de forma auditiva ou sinestésica. Autistas, no entanto, muitas vezes focalizam apenas um desses métodos, em certos casos, com a completa exclusão dos outros dois. Uma criança autista pode ficar nervosa e vagando pela sala de aula durante uma palestra, porque ela não entende que a palestra é a lição. É importante não apenas identificar os comportamentos, mas entender as causas deles e empregar técnicas de ensino bem-sucedidas.

Houve um tempo em que se acreditava que muitas crianças autistas simplesmente não poderiam aprender. Hoje pesquisas sobre o autismo, que ganharam respeito, e a experiência escolar revelaram claramente que o ensino de crianças autistas requer alguma modificação na técnica, e que estes alunos podem não só aprender, mas normalmente podem aprender em uma classe regular – bastando em alguns casos ser um ambiente adequado para a aprendizagem de crianças autistas. Para obter mais informações sobre como educar alunos com necessidades especiais em classes regulares, veja How To Understand Special Education Inclusion. (como compreender a educação especial de inclusão).

Aqui estão algumas dicas sobre o ensino de crianças autistas. Nenhuma dessas regras é fixa, já que cada criança autista responde ao ambiente de maneira diferente. Isso irá requerer experimentos e observação cuidadosos para ver qual será mais eficaz.
  • Determine qual estilo de aprendizagem melhor se adapta à criança autista, e enfatize esse método de aprendizagem e comunicação. Tomando o exemplo da criança que está ignorando a palestra, se ela for um aluno visual, você pode mostrar-lhe a cadeira, ou a imagem de uma cadeira, para ajudá-lo a compreender que é hora de se sentar. Se ele for um aluno sinestésico, você pode sentá-lo na cadeira com uma leve pressão sobre seus ombros.
  • É comum que uma criança autista seja incapaz de processar múltiplas entradas sensoriais ao mesmo tempo. Por exemplo, pode ser impossível para ela processar tanto a visual quanto a auditiva simultaneamente. Neste caso, separe o ensino em "canais" e focalize apenas um sentido de cada vez.
  • Se a criança tem sensibilidade visual, as luzes fluorescentes ou CRT do computador podem parecer similares a cintilação de luzes estroboscópicas. Use iluminação incandescente, ou natural a partir de uma janela, e laptops ou computador de tela plana.
  • Se a criança tem sensibilidade auditiva, uma campainha escolar, o sistema de som, ou mesmo a voz do professor poderão parecer uma buzina. Abaixar a campainha ou o sistema de som, deixando-os ainda audíveis, pode ajudar o aluno a permanecer focado. O professor poderá ter de falar mais baixo, especialmente ao abordar diretamente o aluno. Pode ser possível dessensibilizar o aluno a um ruído específico, tal como um alarme de incêndio, dando-lhe uma gravação do barulho para que ele possa tocar a sua vontade. É importante que a criança mantenha o controle do ruído quando for tocado, para permitir que a dessensibilização tenha lugar.
  • Autistas frequentemente têm problemas em generalizar, o que pode afetar a maneira de eles aprenderem habilidades. Ao ensinar uma criança a olhar para os dois lados antes de atravessar uma rua, pode ser necessário mostrar isso a ela em vários locais. Senão, ela pode pensar que precisa apenas fazer aquilo naquela área particular.
  • Esta falta de generalização pode estender-se aos objetos também. Por exemplo, Hilde de Clereq, da Bélgica, teve um caso de um menino que usava o banheiro em casa, mas não conseguia usar em outro local. Eventualmente ele percebeu que na casa dele havia um assento preto e o menino não podia conectar o conceito de "toilet" nos lugares que tinham assento branco. Eles conseguiram ensinar-lhe a generalizar, colocando fita adesiva preta sobre o assento da escola, e em seguida, eliminando os pedaços de fita ao longo do tempo. Eventualmente, ele foi capaz de generalizar "toilet" para incluir lugares brancos também.
  • Crianças autistas poderão fixar algo de que gostam, como trens. Incorpore estas memorizações nas suas aulas, acrescentando histórias de comboios, problemas matemáticos envolvendo trens, e assim por diante. Isso dará motivação para aprender.É comum que um autista tenha problemas em conectar dois eventos, mesmo se estão muito próximos entre si. Por exemplo, se for ensinar leitura com cartões flash, use cartões tanto com a palavra escrita, quanto a imagem do objeto do mesmo lado do cartão. Se eles estão em lados diferentes, a criança pode não entender que representam a mesma idéia.
Essas dicas apenas tocam a superfície do ensino à crianças autistas. Se a criança está sendo ensinada em casa, ou numa sala de aula, é imperativo que você trabalhe com um especialista treinado no ensino de crianças autistas. O especialista deve ser incluído na preparação do plano de educação da criança. Depois que boas técnicas de ensino foram descobertas, crianças autistas têm ido para a faculdade e cursos de graduação. Como pai de um autista, tenha tempo para saber se o aprendizado de seu filho representa as melhores perspectivas para a futura educação dele.

17 de maio de 2011

Terapia Ocupacional

A Terapia Ocupacional (TO) trabalha conjuntamente habilidades cognitivas, físicas e motoras. O objetivo da TO é ajudar a pessoa a tornar-se independente e participar mais da sociedade. Para uma criança com autismo, o foco pode ser as habilidades de brincar e aprender, assim como as habilidades básicas para as atividades da vida diária.Um terapeuta ocupacional vai avaliar o grau de desenvolvimento da criança, assim como os fatores psicológicos, sociais e ambientais que possam estar envolvidos. Preparará então estratégias e táticas para o aprendizado de tarefas essenciais que serão praticadas em casa, na escola e em outros ambientes. A terapia ocupacional normalmente é ministrada em sessões de meia hora ou uma hora, e a freqüência é determinada pelas necessidades da criança.
Os objetivos de um programa de terapia ocupacional podem incluir saber se vestir, alimentar-se, arrumar-se e usar o banheiro de forma independente, bem como melhorar as habilidades sociais, motoras finas e de percepção visual. A terapia ocupacional é ministrada por terapeutas ocupacionais registrados. Referências no Brasil: ABRATO - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS TERAPEUTAS OCUPACIONAIS Presidente: Dra. Carlene Borges Soares E-mail: abrato.to@gmail.com

Son-Rise: Uma abordagem inovadora.

Qui, 16 de Setembro de 2010 11:51 | Escrito por Mariana Tolezani
por Mariana Tolezani
 Diversos tratamentos biomédicos e abordagens educacionais têm sido desenvolvidos mundialmente com o objetivo de promover o desenvolvimento social e a recuperação das pessoas com autismo, dentre eles o Programa Son-Rise*.  O programa é um eficiente método educacional para crianças com autismo, desenvolvido pelo The Autism Treatment Center of America, em Massachusetts, nos Estados Unidos, e tem sido aplicado em diversos países com excelentes resultados. No início dos anos 70, o casal Barry e Samahria Kaufman, fundadores do Programa Son-Rise, ouviram dos especialistas que não havia esperança de recuperação para seu filho Raun, diagnosticado com autismo severo e um QI abaixo de 30. Decidiram, porém, acreditar na ilimitada capacidade humana para a cura e o desenvolvimento, e puseram-se à procura de uma maneira de aproximar-se de Raun – que se encontrava em estado de total isolamento, não interagindo nem mesmo com os pais. Foi a partir da experimentação criativa e amorosa com Raun, cerca de 30 anos atrás, que eles desenvolveram o Programa Son-Rise. Raun Kaufman se recuperou de seu autismo após três anos e meio de trabalho intensivo com seus pais. Ele continuou a se desenvolver de maneira típica, cursou uma universidade altamente conceituada e agora é o CEO do Autism Treatment Center of America, fundado por seus pais em Massachusetts, nos EUA. Desde a recuperação de Raun, milhares de crianças utilizando o Programa Son-Rise têm se desenvolvido muito além das expectativas convencionais, algumas delas têm apresentado total recuperação do autismo. Os resultados do Programa Son-Rise têm recebido cobertura da mídia internacional, principalmente nos EUA e Europa, destacando-se o documentário produzido pela TV inglesa BBC intitulado “I Want My Little Boy Back” (“Eu Quero Meu Garotinho de Volta”), e o filme produzido pela NBC americana inspirado na história da família Kaufman “Son-Rise – A Miracle of Love” (lançado no Brasil com o título “Meu Filho Meu Mundo”, pela Globo Vídeo).


A Aplicação do Programa

“No Programa Son-Rise, a aceitação da pessoa com autismo, associada a uma atitude positiva – de entusiasmo e esperança – em relação ao potencial de desenvolvimento desta pessoa, são princípios básicos para o tratamento.”
O Programa Son-Rise oferece uma abordagem educacional prática e abrangente para inspirar as crianças, adolescentes e adultos com autismo a participarem ativamente em interações divertidas, espontâneas e dinâmicas com os pais, outros adultos e crianças. O corpo de experiência do Programa Son-Rise demonstra que quando uma pessoa com autismo passa a participar deste tipo de experiência interativa, ela torna-se mais aberta, receptiva e motivada para aprender novas habilidades e informações. A participação da pessoa nestas interações seria então fator-chave para o tratamento e recuperação do autismo.
O Programa Son-Rise é centrado na criança (ou no adulto) com autismo. Isto significa que o tratamento tem início na busca de uma profunda compreensão e genuína apreciação da criança, de como ela se comporta, interage e se comunica, assim como de seus interesses. O Programa Son-Rise descreve isto como o “ir até o mundo da criança”, buscando fazer a ponte entre o mundo convencional e o mundo desta criança em especial. Com esta atitude, o adulto facilitador vê a criança como um ser único a ser respeitado, não como alguém que precisa “ser consertado”, e pergunta-se, “como eu posso me relacionar e me comunicar melhor com essa criança?”. Quando a criança sente-se segura e aceita por este adulto, maior é a sua receptividade ao convite para interação que o adulto venha a fazer.
Nesta abordagem centrada na criança, adotamos um estilo responsivo de interação, onde procuramos responder aos sinais de comunicação que a criança nos oferece, sejam estes verbais ou não verbais. Em primeiro lugar, observamos o estado de disponibilidade para interação em que ela se encontra a cada momento. Ao notarmos uma criança em comportamento repetitivo e/ou de isolamento, caso este não seja um comportamento que promova qualquer risco para a sua integridade física, dos outros, ou da propriedade, permitimos que o comportamento ocorra, para que a criança possa fazer a sua autorregulação e satisfazer suas necessidades sensoriais. Além de respeitarmos o ritmo da criança, nos juntamos a ela, fazendo o que ela faz naquele momento. Esta experiência demonstra para a criança a nossa aceitação e nos informa sobre muitos de seus interesses, assim como de suas necessidades e preferências sensoriais. Estas valiosas informações nos ajudam em outros momentos a criar atividades interativas que atendam a estas necessidades e preferências da criança.
Enquanto nos juntamos à criança, permanecemos disponíveis para interagir com ela quando ela quiser e puder. Quando ela passa a nos oferecer “sinais verdes para a interação”, como por exemplo, olhando em nossa direção ou para o que estamos fazendo, olhando em nossos olhos, falando conosco, oferecendo algum contato físico, seu estado de disponibilidade está mudando e ela está agora interessada em nós e em nosso mundo. Aproveitamos esta oportunidade para tentarmos então criar alguma atividade interativa com ela, convidando-a para interagir conosco em uma atividade que possa ser interessante e divertida para ela. Enquanto a criança participa da atividade ou da brincadeira, inserimos metas educacionais personalizadas que ajudam a criança a aprender brincando. Quanto mais motivada a criança estiver dentro da atividade, mais  participações conseguiremos solicitar dela e, de uma forma divertida, incentivá-la a superar suas dificuldades e desenvolver suas habilidades.
No Programa Son-Rise, toda a aprendizagem acontece no contexto de uma interação divertida, amorosa e dinâmica. A ênfase está na diversão. O mesmo aplica-se para o trabalho com um adulto. As atividades são adaptadas para serem motivadoras e apropriadas ao estágio de desenvolvimento específico do indivíduo, qualquer que seja sua idade.

O papel dos pais é essencial neste processo de tratamento. O Programa Son-Rise propõe a implementação de um programa domiciliar dirigido pelos pais, os quais podem contar com o auxílio de um grupo multidisciplinar de profissionais e voluntários. As sessões individuais (um-para-um) do programa são realizadas na residência da criança ou adulto com autismo, em um quarto especialmente preparado com poucas distrações visuais e auditivas, contendo brinquedos e materiais motivadores para a criança ou adulto com autismo que sirvam como instrumento de facilitação para a interação e subsequente aprendizagem. Os pais aprendem a construir, no dia-a-dia, experiências interativas estimulantes que convidem a criança a desenvolver-se socialmente dentro de um currículo claramente definido.

Ao propor uma abordagem inter-relacional, de valorização do relacionamento com a pessoa com autismo, o Programa Son-Rise promove oportunidades para que pais, profissionais e crianças construam, juntos, novas formas de se comunicarem e de interagirem, em que atividades motivacionais e lúdicas fornecem a base para o aprendizado social, emocional e cognitivo, para a autonomia e para a inclusão social.

Para informações sobre o Programa Son-Rise e dicas de sua aplicação, visite o site Inspirados pelo Autismo (www.inspiradospeloautismo.com.br) ou o site do instituto Autism Treatment Center of America (www.autismtreatment.org).

Mariana Tolezani é diretora da Inspirados pelo Autismo e facilitadora infantil certificada no Programa Son-Rise®, em 2006, pelo Autism Treatment Center of America (ATCA), em Massachusetts, EUA, além de ser formada em Comunicação Social, pela Escola de Comunicações e Artes da USP.
*Programa Son Rise é uma marca registrada pertencente ao The Option Institute & Fellowship, nos EUA.

Habilidades de Stephen Wiltshire

30/10/2009 - 00:33
Fonte: http://colunistas.ig.com.br/obutecodanet/2009/10/30/artista-autista-precisou-apenas-de-20-minutos-para-recriar-nova-york-com-impressionante-riqueza-de-detalhes/comment-page-6/#comment-418094

Artista autista precisou apenas de 20 min. de memorização para recriar Nova York com impressionante riqueza de detalhes

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Muita gente já deve ter escutado falar de Stephen Wiltshire. Ele é um artista que tem um dom absolutamente incomum. O inglês consegue memorizar paisagens em poucos minutos e depois desenhá-las com extrema precisão.
Ele está de volta, com um impressionante trabalho que mereceu destaque na imprensa internacional. De acordo com uma reportagem do britânico Daily Mail, ele simplesmente precisou de 20 minutos em um vôo panorâmico de helicóptero sobre Nova York para desenhar a mesma paisagem, em um quadro de 5,5 metros.


Se você comparar as imagens acima (clique para ampliar), perceberá que elas são incrivelmente complexas e idênticas, respeitando inclusive as proporções e detalhes. Destaque para o Empire States Building e o Chrysler Building, que podem ser vistos imponentes em meio a outros edifícios menores.
Diagnosticado com autista, o talentoso Stephen precisa apenas de seu iPod, algumas canetas e cerca de uma semana para terminar todo o processo artístico.
A reportagem cita que, em 2006, Stephen foi nomeado membro da Ordem do Império Britânico por seus serviços à arte. Ele abriu sua própria galeria no Royal Arcade, no mesmo ano.

Ah, para quem se interessou em saber o que o rapaz escuta durante os desenhos, dá para dizer que o repertório é vasto. Ele ouve desde blues, soul, funk, pop, Back Street Boys, All Saints e, acredite, New Kids on the Block.

Plasticidade Cerebral


A plasticidade cerebral é a capacidade que o cérebro tem de se remodelar em função das experiências do sujeito, reformulando as suas conexões em função das necessidades e dos fatores do meio ambiente.
    Há alguns anos, admitia-se que o tecido cerebral não tinha capacidade regenerativa e que o cérebro era definido geneticamente, ou seja, possuía um programa genético fixo. No entanto, não era possível explicar o fato de pacientes com lesões severas obterem, com técnicas de terapia, a recuperação da função.
      O aumento do conhecimento sobre o cérebro mostrou que ele é muito mais maleável do que antes se imaginava, modificando-se sob o efeito da experiência, das percepções, das ações e dos comportamentos.
   Deste modo, podemos referir que a relação que o ser humano estabelece com o meio produz grandes modificações no seu cérebro, permitindo uma constante adaptação e aprendizagem ao longo de toda a vida. Assim, o processo da plasticidade cerebral torna o ser humano mais eficaz.
   A plasticidade cerebral explica o fato de certas regiões do cérebro poderem substituir as funções afetadas por lesões cerebrais. Como tal, uma função perdida devido a uma lesão cerebral pode ser recuperada por uma área vizinha da zona lesionada. Contudo, a recuperação de certas funções depende de alguns fatores, como a idade do indivíduo, a área da lesão, o tempo de exposição aos danos, a natureza da lesão, a quantidade de tecidos afetados, os mecanismos de reorganização cerebral envolvidos, assim como fatores ambientais e psicossociais.
   Porém, a plasticidade cerebral não é apenas relevante em caso de lesões cerebrais, uma vez que ela está continuamente ativa, modificando o cérebro a cada momento. Os mecanismos através dos quais ocorrem os fenômenos de plasticidade cerebral podem incluir modificações neuroquímicas, sinápticas, do receptor neuronal, da membrana e ainda modificações de outras estruturas neuronais.

     Plasticidade Sináptica
     As sinapses são conexões especializadas que permitem transmitir informação entre os neurônios. São, por isso, estruturas dinâmicas que governam e moldam o fluxo de informação do circuito nervoso.
    Sendo assim, a plasticidade sináptica consiste na capacidade de rearranjo por parte das redes neuronais. Ou seja, perante cada experiência nova do indivíduo, as sinapses são reforçadas, permitindo a aquisição de novas respostas ao meio ambiente.
   Por isso, a plasticidade sináptica constitui um dos mecanismos mais importantes da plasticidade cerebral, permitindo igualmente que uma lesão ao nível da transmissão de informação neuronal seja recuperada através da criação de outras redes neuronais que possam substituir os danos causados pela lesão.
  A reabilitação do cérebro lesionado pode promover a reconexão de circuitos neuronais danificados. Quando há uma pequena perda de conectividade neuronal, esta tende a ser recuperada de uma forma autônoma.
No entanto, quando essa perda é de maior grau, tenderá a tornar-se uma perda permanente, daí a impossibilidade de recuperar certas funções depois de determinados acidentes ou doenças provocarem elevados danos neurológicos.
 Mesmo assim, em muito destes casos, as lesões aparentemente irreparáveis podem tornar-se potencialmente recuperáveis. Para isso, necessitam de objetivos precisos de tratamento, proporcionados por diversos tipos de terapia.

Referência:

http://cerebro.weebly.com/
 
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