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22 de fevereiro de 2012

Link da entrevista sobre o blog "Sou mãe de autista" Rádio CBN

Gostaria primeiramente de agradecer a oportunidade de ter participado do programa da rádio CBN sobre o blog e principamente pela oportunidade de falar sobre o autismo.
A entrevista aconteceu no dia 04/02/2012.
Caso alguém se interesse em ouvir, acesse o link abaixo.

Obrigada pelo carinho de todos que entraram em contato!
Um grande abraço!

http://cbn.globoradio.globo.com/programas/revista-cbn/2012/02/04/BLOGUEIROS-ORIENTACOES-PARA-A-CUIDAR-DE-UMA-CRIANCA-AUTISTA.htm

Como ensinar a criança colorir dentro do limite?

Colorir dentro das limite pode ser bastante difícil para algumas crianças. A atividade de colorir dentro do limite exige coordenação motora fina , viso-motora e viso-espacial. Uma técnica que eu encontrei no Blog da Terapeuta Ocupacional Dra. Zachry pode ser útil para as crianças com dificuldade motora e visual.A dica é delinear as bordas da imagem com pistola de cola quente.





Fonte:http://drzachryspedsottips.blogspot.com

Diferenças cerebrais em crianças autistas manifestam-se com seis meses

Problemas neurológicos acontecem durante desenvolvimento longo e progressivo durante a infânciaO cérebro dos autistas difere de quem não sofre de nenhum problema de desenvolvimento neurológico. Já vários trabalhos usando Imagem Funcional Cerebral revelaram que essas diferenças implicavam dificuldades de comunicação e sociais dos autistas. Um estudo, recentemente publicado no «American Journal of Psychiatry», apresenta essas alterações como fruto de um desenvolvimento longo e progressivo durante a infância.A equipe de investigação da Universidade da Carolina do Norte comparou o desenvolvimento cerebral de crianças de seis, 12 e 24 meses. Todos estes bebés tinham um irmão mais velho a quem fora diagnosticado autismo – um terreno genético que os coloca numa categoria de “alto risco” de vir a sofrer de transtorno do espectro autista (TEA).Com dois anos, 28 destas crianças mostraram sintomas e a técnica de imagem usada apresentou diferenças no desenvolvimento da matéria branca em relação aos seis meses de idade. Esta matéria rica em ramificações nervosas, envolve de forma protetora a mielina – importante no transporte de sinais nervosos e informação entre diferentes partes do cérebro.Reconstituindo em 3D a matéria branca, a equipe norte-americana observou que um desenvolvimento mais lento entre essas ramificações, em crianças, dos seis aos 24 meses, diagnosticadas com autismo. O estudo mostra que as diferenças de desenvolvimento no cérebro de crianças com este tipo de problema ocorrem muito cedo.

Fonte:http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=53167&op=all

Férias, férias e férias...

O Lucas está empolgadíssimo com as férias... Viajando e principamente tendo o papai 24 horas por dia...rsrsrsrs Algumas fotos:

8 de fevereiro de 2012

Férias - Passeio na Lagoa

Nossas férias em família começou somente agora em fevereiro, estamos curtindo muito juntos. O Lucas quer pular com o papai o dia todo se deixar. É muito bom!!! Ainda temos o mês todo pela frente e vamos aproveitar muito.
Fizemos um passeio de bicicleta na Lagoa e foi muito legal. O Lucas adooooora, principalmente porque está com o papai.

3 de fevereiro de 2012

COMPORTAMENTOS AGRESSIVOS OU INTENSA ENERGIA?

Recebi este texto de uma amiga e achei espetacular. Confiram!

TEXTO: Joanicele Brito Postado por Wilde Kate, Professora Sênior do Programa Son-Rise.

Quando um pai descreve que seu filho é como "agressivo", significa que ele bate, morde, arranha, belisca, puxa cabelo, cuspe nas pessoas, dá tapas, socos e chutes usando força física. Es...se termo também é utilizado se a criança morde a própria mão, bate na própria cabeça ou se golpea a si própria de forma auto-prejudicial. No dicionário, "agressivo" é definido como: "Ofensas não-provocadas, ataques, invasões, ou coisas ameaçadoras. Assim, quando usamos essa palavra para descrever os comportamentos dos nossos filhos, estamos dizendo que nossos filhos estão nos atacando. Quando eles estão se auto-flagelando estamos acreditando que eles estão se auto-atacando de uma forma não provocada. "Violento" é outra palavra que é usada para descrever os comportamentos listados acima. Têm pais que procuram minha ajuda dizendo coisas como: "Meu filho está se tornando violento", ou profissionais ainda que dizem estar trabalhando com "uma criança violenta." "Violento" é definido no dicionário como: Ações extremamente fortes que se destinam a machucar as pessoas ou susceptíveis de causar danos a alguém usando ou envolvendo força para ferir ou atacar. Quando chamamos os nossos filhos violentos estamos sugerindo que eles pretendem nos prejudicar. Para mim, a palavra evoca imagens violentas de morte e guerra, e não algo que eu atribuiria a uma criança com autismo. No Programa Son-Rise, não consideramos que as crianças estão nos atacando de forma não provocada como a palavra "agressivo" sugere, as crianças não são más, ou realmente querem magoar outras pessoas. Acreditamos que elas estão tentando cuidar de si, da única maneira que sabem. Nós não rotulamos esse comportamento como "agressivo" ou "violento". Nós os chamamos de energia intensa. Intensa energia não tem nenhuma das associações de julgamento que as palavras "agressivo" ou "violentos" tem. Intensa energia descreve mais precisamente o que está acontecendo. Abaixo há dois dos motivos mais comuns para o seu filho pode ter energia intensa. Compreender a razão ajuda a colocar em prática as estratégias mais eficazes para minimizar a energia intensa do seu filho, bem como novos pensamentos e crenças que você pode adotar para ajudar a se sentir mais confortável com esse aspecto de seu filho. Intensa energia não acontece "de repente". Os pais me dizem que seus filhos os atinge sem razão aparente. Em meus 25 anos trabalhando com crianças e adultos com autismo, tenho sido atingida, estrangulada, chutada, recebido socos, apertos, mordidas, tapas, cabeçadas e arranhada por crianças e adultos que eram muito mais altos e pesados do que eu. A minha formação no Centro de Tratamento de Autismo dos EUA me ensinou a observar uma criança realmente e perceber o que está acontecendo com elea e a relação entre o que eu fiz e o que elas fizeram. Desde então, eu nunca trabalhei ou observei facilitadores e pais atuando no playroom onde as crianças não tenham dado sinais claros de que estavam prestes a bater. Esta é uma notícia emocionante para você, pois isso significa que tudo que você precisa fazer é observar seu filho para tornar mais clara sua compreensão e perceber que o que você faz pode provocar o comportamento indesejado na criança. RAZÃO # 1 - DESAFIO DOS SENTIDOS Sabemos que o sistema sensorial das crianças autistas é muito afetado. Elas podem ter uma energia se acumulando dentro delas e que elas não vão saber lidar com isso. Quando temos excesso de energia em nossos corpos, fazemos alguns exercícios para ajudar a liberar tal excesso. As crianças autistas não parecem entender o que está acontecendo no próprio corpo e assim criam formas originais e interessantes para aliviar o acúmulo de energia delas. Elas mordem, apertam e espremem alguém com grande determinação e com força. A ação de morder, beliscar ou outro comportamento deste tipo lhes permitem liberar essa energia ajudando-as a se organizar fisicamente. Tente o seguinte exercício: 1. Procure um objeto como uma bola de borracha ou um pano embebido em água. - Realmente morda ele. Sim, eu quero dizer isso. Afunde seus dentes com toda força. - Faça isso três vezes, cada vez com duração de pelo menos 20 segundos. 2. Com as duas mãos juntas esprema-as, novamente, não sem entusiasmo mas com todo a sua força. - Faça isso três vezes, cada vez com duração de pelo menos 20 segundos. 3. Anote o que sentiu ao fazer isso. O que eu sinto e o que as pessoas me relatam é uma liberação de toda a tensão acumulada. É bom fazer isso! E é útil para o corpo. Nossos filhos estão fazendo isso pelas mesmas razões. No entanto, a necessidade de liberação de energia de seus corpos é muito maior que a nossa. O truque aqui é ajudar a nossa criança a usar algo diferente do corpo de outra pessoa ou dela mesma para liberar suas energias. As crianças também podem dar uma entrada sensorial em si mesmas, batendo a própria cabeça, mordendo as partes moles da base dos seus próprios dedos, batendo em suas próprias coxas e batendo seus pés. Neste caso, vemos as crianças agirem como seus próprios terapeutas ocupacionais, tentando ajudarem-se a si mesmas no equilíbrio dos seus próprios sistemas sensoriais. Quais são os sinais? Observe se seu filho tem um dos seguintes comportamentos, quer imediatamente antes ou num período de 30 minutos antes da intensa energia liberada por ele: - Pulando e intensamente. - Tensionando parte dos seus próprios corpos, por exemplo, enrijecendo o rosto agitando-o um pouco. - Batendo mais vigorosamente em si mesmos com ambas as mãos em qualquer parte do corpo ou utilizando algum objeto. - Correndo em volta da casa ou dentro do apartamento com maior energia. - Gritando sons mais altos e mais longos que o habitual. - Tornando mais intenso e mais rápido em recitar seus roteiros de filmes ou livros (crianças verbais). - Solicitando respostas dos cuidadores mais rápidas quando eles já conhecem as respostas. - Entrando num padrão contrário, quando elas (as crianças) pedem alguma coisa, dizendo “não” quando você dá a eles alguma coisa, em seguida, pedir para a criança o objeto de volta, em seguida, dizer "não" quando você voltar a oferecer o objeto novamente, e assim por diante (criando uma confusão mental). Se você não tiver certeza do que ocorreu com seu filho no período de tempo anterior à manifestação da intensa energia, torne-se um detetive. Leve o seu caderno de anotações com você e começe a anotar o que você vê. Percebendo o que acontece antes e depois de seu filho manifestar uma intensa energia vai lhe dar pistas valiosas sobre o porquê dele estar fazendo aquilo. Uma vez que sabemos o por quê, então podemos aplicar as estratégias mais úteis para ajudá-los. Queremos cuidar da razão subjacente (que está por tráz, que está oculta, que está por baixo, que está escondida) da "energia intensa" do seu filho ao invés de apenas administrar os sintomas. O que fazer? A idéia é dar às crianças a entrada sensorial que elas estão buscando ao longo do dia, de modo que elas não construam um momento para manifestar nas pessoas a energia intensa. Você pode fazer o seguinte: - Inicie apertando seu filho nas mãos, pés ou cabeça. - Dê um abraço de urso nele (você sentado atrás de seu filho, envolva seus braços e pernas em volta de seu filho, para que possa dar-lhe um grande aperto de corpo. - Role uma grande bola terapêutica sobre a criança. Esta é uma maneira de dar um “abraço de urso” em uma criança maior. - Estimule a criança a saltar num trampolim ou cama elástica. - Para crianças acima de 14 anos, sugiro que você tenha certeza de que vão faze uma série de exercícios, como natação, corrida, longa caminhada a passos rápidos, pular numa cama elástica grande, algo em que elas realmente se esforcem. Providencie isso em três vezes na semana. Você pode fazer qualquer uma das sugestões acima. Escolha uma ou várias em que você acha que seu filho irá se divertir mais. Ao fazer as três primeiras sugestões, você deve experimentar com a intensidade em que você ofereça a pressão adequada para o “abraço de urso” ou para a rolada da bola terapêutica. Lentamente aumente a pressão observando para certificar-se de que seu filho está gostando. Minha experiência diz que as crianças que estão usando a energia intensa necessitam de pressões mais profundas. Como responder ao meu filho quando ele bate? 1. Pense o seguintes: - Meu filho está me batendo, na tentativa de cuidar de seu próprio sistema sensorial. - Não significa nada sobre o amor ou o respeito que ele tem para comigo. - Eu posso ajudar o meu filho, dando-lhe com a entrada sensorial adequada ajudando-o a equilibrar seu corpo. Estes pensamentos vão te ajudar a se preparar para responder de uma forma pacífica, calma e amorosa. 2. Aperte as mãos, cabeça ou maxilar dele. - Se ele está batendo a cabeça no seu colo, a proposta é apertar a cabeça dele com as suas duas mãos espalmadas ... se ele está apertando-lhe, ofereça suas mãos para que ele as aperte... se ele está mordendo-lhe, pressione a sua linha da mandíbula com seus dedos. - Explique-lhe que ele não tem que bater, beliscar ou dar cabeçada em você, e que você ficaria feliz em poder espremê-lo sempre que ele quiser. Agora você sabe os sinais de alerta que você deve ser capaz de oferecer soluções à sua criança devido aos estímulos sensoriais que ela está procurando obter antes que ela chegue à fase de morder, beliscar ou bater. Dê sua mão a ela antes que ela chegue até você para lhe dar um aperto! Dê algo para ela morder antes que ela alcance você. Dicas: - Quando estou trabalhando com uma criança que gosta de morder, muitas vezes, quando ela está me abraçando poderá afundar seus dentes em meu ombro, assim, eu sempre tenho comigo um pequeno brinquedo da mastigação no bolso para lhe oferecer, ou ombrieras adequadas debaixo da minha blusa para proteger meus ombros. - Se o seu filho consegue mordê-lo, passe para a mordida versus (X) afaste-se dele. Por exemplo, se ele está mordendo seu braço, empurre seu braço para dentro da boca dele, se você puxar o braço vai doer mais ainda, evite isso. Leve o seu dedo polegar e o indicador e em forma de pinça num lado e outro da linha do maxilar do seu filho, isso não vai prejudicar ou machucar seu filho e os faz abrir imediatamente a boca. RAZÃO # 2- Ele está se comunicando Bater, morder, cuspir, dar socos, bater a cabeça, morder-se pode simplesmente ser o seu filho dizendo que eles querem alguma coisa. Este pode ser o caso de uma criança que ainda não é verbal e também pode ser o caso de uma criança que é altamente verbal. Se as crianças acreditam que as pessoas vão atendê-las mais rapidamente batendo em uma pessoa ou isto significa para elas que estão pressionando o botão de avanço rápido, elas vão continuar fazendo exatamente isso. Quais são os sinais? - A criança aperta, bate, morde, dá socos logo após alguém ter dito a elas que ela não pode ter algo. - A criança está tendo problemas para fazer suas necessidades serem entendidas. - A criança batem de diferentes formas e esta pode ser a maneira de seu filho tenatr reiniciar uma atividade com você. O que acontece é que as pessoas ao redor da criança se movem mais rápido e "entendem" mais quando as crianças batem. O adulto de repente, se torna mais ágil porque querem evitar os comportamentos indesejados. Uma criança pode começar a pensar – “ok, esse é o caminho para eu conseguir mais o que eu quero, quando bato, todo mundo tenta entender-me mais e mais depressa." Neste caso, é importante você estar consciente quando seu filho está usando a energia intensa, e como você está reagindo em resposta a ela (energia intensa). Tente este exercício: Responda as seguintes perguntas, quando seu filho bater em você por querer alguma coisa ou que esteja tendo um desafio para comunicar a você o que ele quer. - Como é o seu corpo reage? Será que o seu coração bate mais rápido? Suas mãos começam a suar? - O que você está sente? Zangado? Triste? Fica com medo? Se sente feliz? - Como você se move? Mais rápido? Mais lentamente? - Você dá a seu filho o objeto ou a atividade que ele estava pedindo? - Se você não entender o que ele quer, oferece-lhe muitas coisas diferentes? Em seguida, comece a observar. Como os membros da sua família interagem com a criança, como eles reagem quando a criança bate neles. Informe-se na escola do seu filho ou com os profissionais e cuidadores sobre a forma como eles reagem quando a criança bate neles. Se seu filho está batendo para comunicar um desejo, é porque alguém, em algum lugar, responde facilmente a este tipo de comunicação. O que fazer? 1. Pense os seguinte: - Meu filho é inteligente! Ele está tentando conseguir o que quer pela via mais rápida possível. - Isso não significa nada sobre mim ou à minha pessoa. - Eu sei o que fazer. Eu posso ajudar o meu filho, movendo-me lentamente e deixando que ele saiba que eu não entendo quando ele me bate. 2. Mova-se lentamente. Isso é muito importante. Queremos mostrar aos nossos filhos que qualquer forma de energia intensa não vai ajudá-los a ter mais rápido o que eles querem. Na verdade, torna as pessoas mais lentas. 3. Explicar Diga ao seu filho que você não entende o que ele quer dizer quando bate em você. Explique também que, mesmo que ele bata em você, não vai mudar a situação e você ainda não vai atendê-lo. 4. Saia do caminho, e dê uma alternativa. Agora que você sabe por que seu filho se comporta dessa forma pode se preparar melhor. Se seu filho quer algo em que a resposta é não: - Saiba que ele pode bater em você. - Saia do caminho, então ele não poderá alcançá-lo com as mãos e isto lhe dará tempo para se proteger pegando as mãos dele. ou oferecendo alguma coisa para que ele bata, como por exemplo uma bola ou um tambor. - Se seu filho é um adulto ou maior que você, sempre tenha uma bola grande de terapia ou uma almofada grande disponíveis que você possa colocar entre você e seu filho para se proteger. - Acredite que você é forte e segure-o com toda determinação, não deixe-o soltar-se para lhe bater. 5. Não dê ao seu filho alguma coisa para que ele bata em você com aquilo. Isso é muito importante! Você quer ajudar seu filho a entender que a utilização intensiva de energia de qualquer tipo não vai fazer com que ele tenha o que quer. Esta é uma habilidade muito importante para ensinar seu filho, que irá ajudálo socialmente nos anos por vir. Se você deseja dar ao seu filho aquilo que ele quer quando ele tentou obter ao bater em você, certifique-se de lhe pedir para se comunicar de uma forma diferente antes de atendê-lo. Peça-lhe para apontar para o que ele deseja, ou usar uma aproximação da palavra, ou a própria palavra. Celebre-o quando ele fizer isso e certifique-se de explicar-lhe que você está dando a ele, porque ele se comunicou adequadamente, não porque ele bateu em você. 6. Seja persistente e consistente. Se você já tem um histórico de movimento rápido quando o seu filho bate em você, pode demorar um pouco para o seu filho perceber que isso não é mais o jeito que você vai atendê-lo. Mantenha sua atitude da forma descrita acima até seu filho chegar a esse conceito. Se seu filho demorar mais de duas semanas para mudar esse comportamento, certifique-se de que você está seguindo todos os passos sugeridos acima. Talvez você tenha deixado um passo crucial para tráz. Caso você esteja passando por todos os passos sugeridos, é mais provável que alguém do convívio do seu filho esteja atendendo-o de forma rápida. Seja um detetive, descubra quem é essa pessoa.

1 de fevereiro de 2012

Novas visões sobre o autismo

Da psicologia à genética, especialistas de diversas áreas apresentam, em evento realizado em São Paulo, novidades sobre o diagnóstico e o tratamento desse distúrbio.

Por: Adriana Cohen

Publicado em 31/01/2012 | Atualizado em 31/01/2012

A primeira coisa a se falar sobre autismo é que, definitivamente, não se trata de um distúrbio raro. Os Distúrbios de Espectro Autista (DEA) atingem uma média de uma a cada 110 crianças nascidas nos Estados Unidos, segundo dados do Centro para Controle de Doenças e Prevenção (CDC, na sigla em inglês). No Brasil, um estudo epidemiológico realizado em uma cidade do interior paulista apontou um caso de autismo para cada 368 crianças de 7 a 12 anos.
Fala-se em ‘espectro autista’, pois hoje essa denominação engloba os vários tipos desse distúrbio comportamental. O diagnóstico não é simples, embora existam características comuns às pessoas com autismo, como a dificuldade em estabelecer contato visual com pessoas e objetos e a dificuldade de fala, além de comportamento autolesivo e/ou agressivo em graus distintos. Em alguns casos, pode haver também o comprometimento das habilidades motoras.
Durante a Escola São Paulo de Ciência Avançada em Autismo (ESPCA Autismo), realizada pela Universidade Federal de São Carlos no início do ano, os principais pesquisadores da área apresentaram o que há de mais recente em diagnóstico e tratamento de distúrbios autistas, com algumas boas novidades para pais e professores.
O primeiro passo para um tratamento eficaz são pais e especialistas buscarem entender o que cada comportamento significaVertentes modernas das pesquisas em DEA, como as realizadas pelo psicólogo Brian Iwata, especialista em análise do comportamento da Universidade da Flórida (EUA), apontam que modos de ação autolesivos e agressivos são completamente tratáveis. Iwata identificou que esses comportamentos são produzidos ou agravados porque têm funções específicas. Um chute, por exemplo, pode ser a forma que a pessoa com autismo encontrou para dizer que está com fome, já que tem a fala prejudicada. Um dedo repetidamente levado ao olho pode significar um estímulo agradável.
Por isso, o primeiro passo para um tratamento eficaz são pais e especialistas buscarem entender o que cada comportamento significa. Assim, será possível substituir comportamentos lesivos por uma linguagem não-verbal saudável.

Diagnóstico e tratamento precoces

Os especialistas ressaltam a importância do diagnóstico e tratamento precoces do autismo. Mas muitos pais deixam para tratar os filhos em idade mais avançada, quando consideram que eles já estão aptos a receber os estímulos educacionais, como ocorre com as crianças sem o distúrbio.
O pesquisador brasileiro Caio Miguel, da Universidade Estadual da Califórnia (EUA), explica que toda pessoa é sensível à educação. Contudo, os que apresentam algum espectro do autismo não aprendem de forma incidental – vendo e repetindo comportamentos usuais e palavras simples sem serem formalmente ensinados –, como acontece normalmente. “A criança com distúrbio autista precisa ser estimulada e o aprendizado vem via repetição”, ensina.
A psicóloga Cintia Guillhardi, pesquisadora do Grupo Gradual, está desenvolvendo um novo método para auxiliar na detecção de riscos de autismo em crianças de até um ano. A metodologia envolve diretamente os pais, que são orientados a realizar tarefas mensais com a criança. “Essas tarefas incluem a gravação de vídeos”, diz. E completa: “Se houver a percepção de algum sinal autístico, rapidamente os pais já são orientados a maximizar o desenvolvimento do bebê com brincadeiras direcionadas”.
Apesar da existência de métodos de diagnóstico e tratamento precoces, o coordenador da ESPCA Autismo, Celso Goyos, chama a atenção para a dificuldade de encontrar no Brasil profissionais atualizados sobre os novos tratamentos. “A evolução no tratamento do distúrbio autista ao longo dos anos é enorme e sabemos que muitos profissionais estão repetindo práticas que se aplicavam há vinte anos”, ressalta.
O professor Celso Goyos, da Universidade Federal de São Carlos, encerra as atividades da Escola de Ciência Avançada em Autismo, ao lado dos co-organizadores do evento Caio Miguel, da Universidade Estadual da Califórnia, e Thomas Higbbe, da Universidade de Utah. (foto: Marcos Marin)Para Goyos, o Brasil ainda tem muito a desenvolver nas pesquisas sobre DEA e carece de políticas públicas voltadas para o problema. “Para contribuir com a mudança dessa realidade, alguns acordos de cooperação internacional entre universidades foram sendo desenhados durante a Escola de Ciência Avançada, com ações previstas já para este ano de 2012”, conta. “A mobilização dos pais também é fundamental nessa busca por políticas públicas”, completa Caio Miguel.

Pelos caminhos da genética

Os cientistas também têm procurado na genética respostas que auxiliem na identificação e no tratamento dos distúrbios autistas.
O brasileiro Alysson Muotri, que realiza pesquisas com neurônios autistas na Universidade da Califórnia em San Diego (EUA), adiantou os resultados de um experimento bem-sucedido em que conseguiu reverter para o estado normal neurônios derivados de crianças com autismo clássico. A pesquisa, que deve ser publicada até o final de 2012, cria esperança em relação à produção de remédios modernos que impeçam o desenvolvimento ou mesmo consigam reverter o distúrbio.
Outros dois grupos de pesquisa no mundo também já se dedicam ao desenvolvimento de fármacos para o autismo e um outro deve ser formado na Universidade de São Paulo (USP). A base para a criação dessas drogas já é conhecida, mas ainda se buscam substâncias que sejam eficazes e apresentem menos efeitos colaterais. Apesar dos avanços nessa área, os pesquisadores ressaltam que, mesmo obtendo bons resultados na produção do medicamento, ainda levará anos até que ele esteja disponível nas prateleiras.

10 coisas que você precisa saber sobre o autismo

1) Quanto mais cedo o diagnóstico e o tratamento, melhor. Inclusive os bebês podem receber tratamento a partir de brincadeiras.
2) É preciso “ensinar a criança autista a aprender”. Ela aprende com a repetição.
3) Crianças autistas tendem a não focar o olhar. Estimule-a a seguir pessoas e objetos; assim, seu aprendizado será mais acelerado.
4) Agressões podem ser formas de se comunicar e podem significar vontade de ir ao banheiro ou comer.
5) É preciso prestar atenção no que o autista quer dizer com gestos, balbucios ou gritos. Isso tornará o tratamento mais eficaz.
6) No caso de a criança não falar, é importante criar uma forma de se comunicar com ela. Isso pode ser feito por meio de acenos e gestos.
7) A criança com distúrbio autista também reage ao meio em que vive. Se ela parecer agitada, tente notar em quais momentos isso ocorre. Ela pode não estar gostando da cor da sua camisa.
8) Irmãos de crianças diagnosticadas com autismo têm até 10% de chances de desenvolver a doença. Os pais precisam observar possíveis riscos.
9) Para assegurar a integridade física dos filhos, os pais não devem hesitar em intervir.
10) Busque profissionais especializados.
Adriana Cohen*
Especial para a CH On-line

*Colaborou Aline Naoe.

Muotri reverte autismo clássico e discute parceria com Microsoft

Artigos e Notícias - Notícias
Escrito por Redação da Revista Autismo
Sex, 20 de Janeiro de 2012 07:15

Trabalho foi anunciado no ano passado pela Revista Autismo. Atualmente o neurocientista discute uma parceria com a Microsoft.

A revista eletrônica da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) "Com Ciência", especializada em jornalismo científico, noticiou ontem (19.jan.2012) a reversão de autismo clássico em neurônios (leia "Experimento consegue reverter autismo clássico em células") pela equipe do neurocientista Alysson Muotri — trabalho que já adiantamos na entrevista exclusiva à Revista Autismo, realizada no final de 2010, publicada na edição de abril de 2011. Porém os dados ainda não foram publicados.

Nesta tarde, em contato com a redação da Revista Autismo, Alysson confirmou os resultados dos experimentos com autismo clássico, que desta vez envolveu pacientes do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), na capital paulista. "Foi encontrado, inclusive um novo gene, o TRPC6, que nunca havia sido associado ao autismo”, disse Alysson, que trabalha na Universidade da Califoria, em San Diego (EUA). O neurocientista brasileiro ainda complementou: "Esse gene interage com o MECP2, o gene da Síndrome de Rett, revelando que tanto o autismo clássico como Rett dividem as mesmas vias moleculares".

Alysson Muotri faz questão de destacar que os dados do experimento ainda não foram publicados e estão sob avaliação: "deve ser publicado esse ano (2012), se os referees não pedirem mais experimentos", explicou.

Microsoft e autismo
O brasileiro ainda contou sobre a aproximação, há alguns meses, da Nasa e da Microsoft interessadas em contribuir com suas pesquisas sobre autismo. Com a Microsoft a parceria tem caminhado com interesse de ambas as partes. Nesse "namoro", estão discutindo atualmente como a empresa de tecnologia pode ajudar — um exemplo seria acelerar a análise visual dos neurônios.

"Fiz um curso de uma semana intensiva na National Geographic (NatGeo) e fui exposto ao pessoal da Casa Branca, políticos e pessoal da mídia (NPR, NY times, SciAmerican, RadioLab, etc). Conheci pessoas altamente influentes e que estão extremamente interessadas em fazer com que minha pesquisa avance de forma dramática", explicou Alysson que teve essa opotunidade por ter sido eleito em agosto para um seleto grupo de pesquisadores da iniciativa PopTech,em Maine, nos Estados Unidos. Apesar de não muito divulgada no Brasil, a PopTech tem uma presença marcante nos EUA ao promover encontros anuais com uma série de inovadores e líderes mundiais, incluindo políticos, artistas, cientistas e pessoas comuns que podem, com suas ações e boas intenções, plantar sementes de novas ideias e causar um impacto transformador no mundo — assista aos vídeo do evento (em inglês). Esses transformadores são pessoas que se dedicam integralmente à busca de uma sociedade mais justa e equilibrada. A instituição tem forte apoio de gigantes como Microsoft, National Geographic, Nike e Google. Um dos objetivos é transformar a forma como a ciência é feita, através de colaboracoes inusitadas. "Alem disso, eles despertam o interesse de areas que necessitam urgentemente de apoio, como o autismo", contou. Ate o ano passado o PopTech focava bem na parte social e agora estão entrando de cabeça na área biológica. "Acho que minha pesquisa foi atraente para eles pois une o impacto social (ajudar os pacientes) com o impacto biologico (entender o cerebro)", opinou o brasileiro. (leio a coluna de Alysson Muotri no G1, sobre o PopTech)

O curso na NatGeo foi um treinamento sobre como transmitir os resultados das pesquisas científicas para o público (linguagem, imagens, etc.) e como buscar colaborações mais efetivas, que acelerem o que já se tem. "Essa experiëncia me colocou em contato com grandes associações como Nasa e microsoft, que podem fornecer tecnologias para serem aplicadas na busca de novos medicamentos para o autismo", esclareceu Alysson, que citou o site http://poptech.org/accelerator, onde pode-se ver alguns exemplos desse tipo de "aceleradores" de inovação que eles ajudaram a fertilizar .

O CEO de pesquisa da Microsoft foi um dos convidados e também encontrou Alysson Muotri na NatGeo. Desse encontro surgiu a ideia de contribuir com a pesquisa em autismo. "Poderá haver uma colaboração entre meu grupo e Microsoft, por exemplo, na busca de novas metodologias para acelerar a descoberta de uma droga eficaz", explicou o neurocientista.

Os demais integrandes do grupo PopTech 2011 podem ser vistos neste link.

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Como estimular a atenção e comunicação em crianças do espectro autístico

ESTRATÉGIAS PARA FACILITAR O COMPARTILHAR DA ATENÇÃO

Ø Partir de objetos e situações que a criança já mostra interesse para iniciar interação social.

Ø Utilizar estímulos visuais nas atividades pedagógicas e no dia-a-dia (organizar o horário, mostrar aonde ela vai e o que vai acontecer).

Ø Estruturar o ambiente de forma que a criança preveja o que se espera dela em cada situação.

Ø Aproveitar situações e horas naturalmente agradáveis para a criança (banho, comida) para ensinar e trabalhar conceitos.

Ø Diminuir o tempo que a criança fica sozinha e sem atividade.

DICAS SOBRE COMO EXERCITAR A LEITURA SOCIAL

Ø Nomear as emoções na hora que elas acontecem, em situação natural Iniciar com emoções simples como alegria, tristeza, medo e após passar para emoções complexas e mais internalizadas como vergonha e orgulho.

Ø Criar pequenas estórias onde a leitura social é diferente para as diferentes óticas.

Ø Estimular empatia (simpatia pelo sentimento dos outros).

Ø Ensinar qual a resposta emocional apropriada para cada situação.

DICAS DE COMO ESTIMULAR A COMUNICAÇÃO

Ø Responder a qualquer iniciativa e comunicação

Ø Apresentar objetos do interesse da criança

Ø Dar um intervalo de tempo entre mostrar e nomear um objeto. Quando fizer uma pergunta, faça perguntas abertas (que não caibam resposta com uma palavra). Tenha paciência para esperar a resposta.

Ø Utilizar recursos gestuais ou visuais para melhorar a comunicação.

Ø Utilizar situações naturais e reais para estimular a comunicação.

Fonte: www.carlagikovate.com.br
 
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