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30 de janeiro de 2013

Pesquisa sobre autismo - Reportagem

Entrevista concedida ao Jornal Fala Brasil da Rede Record no dia 21/01/2013 sobre novas pesquisas sobre o autismo e se isso aponta para uma possível cura... http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=OE7NHBFg6Bc

29 de janeiro de 2013

Conceito do ABA na brincadeira

Olha que legal este video. Um exemplo de que com coisas simples e com muita brincadeira ensinamos nossos pequenos. http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=sJNabE3wR8g

Musicoterapia e Autismo

Achei muito interassante e resolvi compartilhar e divulgar este curso de especialização à distância. Segue abaixo: -------------------------------------------------------------------------------- A prática musicoterapêutica no campo do autismo é uma das mais antigas em musicoterapia. MUSICOTERAPIA E AUTISMO: Da avaliação ao tratamento APRESENTAÇÃO: A prática musicoterapêutica no campo do autismo é uma das mais antigas em musicoterapia. No entanto, há uma carência de formações específicas nesta área. A idéia deste curso é fornecer um panorama geral sobre a musicoterapia aplicada ao autismo. O curso é dividido em três áreas: esclarecimentos gerais sobre autismo; prática musicoterapêutica no autismo e considerações teóricas e de investigação sobre musicoterapia no autismo. O propósito desta formação é ajudar não apenas na forma de atuar com o indivíduo autista, mas fornecer um número consistente de informações que ajudem o musicoterapeuta ou estudante de musicoterapia a conhecer mais sobre este campo de atuação dentro da disciplina. OBJETIVO: Instrumentalizar musicoterapeutas e estudantes de musicoterapia para atuar no atendimento de pessoas com autismo. ESTRUTURA E PERIODICIDADE: O Curso de Musicoterapia e Autismo tem o caráter de aperfeiçoamento e é desenvolvido por iniciativa privada. Foi criado para atender musicoterapeutas e estudantes de musicoterapia em estágios mais avançados que desejam estudar este tema tão relevante na nossa atualidade, podendo desfrutar dos benefícios proporcionados por essa modalidade de curso à distância. As aulas serão postadas semanalmente e o material ficará disponível de forma irrestrita ao estudante matriculado regularmente. Ao final de cada módulo haverá uma avaliação do conteúdo pertinente. Coordenação: Ms. MT.Gustavo Schulz Gattino (mini curriculum): Possui graduação em Musicoterapia pelas Faculdades EST (2007). Doutor em Saúde da Criança e do Adolescente pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Realizou estágio de doutorado sanduíche na Universidade do Porto (Portugal). Foi secretário geral da UBAM durante os anos de 2010 a 2011. É sócio da Associação Portuguesa de Musicoterapia. Como musicoterapeuta, tem experiência no atendimento de pessoas com transtornos psiquiátricos (principalmente, autismo) e também no atendimento de pessoas com necessidades especiais (especialmente, crianças com deficiências múltiplas). Como pesquisador, investiga principalmente a influência do tratamento musicoterapêutico em crianças com transtornos do espectro autista, além dos processos de tradução e validação de instrumentos de avaliação em musicoterapia. Ainda, foi musicoterapeuta voluntário em Portugal na Associação Sócio-Terapêutica de Almeida (ASTA) e no Movimento de Pais e Amigos do Diminuído Mental (MAPADI). Atualmente é revisor externo do Nordic Journal of Music Therapy. PÚBLICO ALVO: Musicoterapeutas e estudantes avançados de musicoterapia. Para inscrever no curso é necessário enviar o comprovante de formação em musicoterapia, curriculum vitae, ficha de inscrição preenchida (site) e o comprovante de pagamento. INSCRIÇÃO, MENSALIDADE E MATRÍCULA Investimento*: Formas de pagamento Valores Cartão de Crédito (pagseguro) R$ 1250,00 Depósito bancário R$ 1200,00 4 x R$ 300,00 (a partir de 09/02/2013) * 10% de desconto - pagamentos a vista em depósito bancário Descontos especiais para grupos acima de 5 pessoas Até o dia 08 de fevereiro 4X de R$280,00 Dados para Depósito Bancário: Banco Itaú/ Agência: 4433/ CC: 11610-2 – Instituto Integrado de Neurociências. Carga horária: 80 horas Duração: 4 meses Início das aulas: 04/03/2013 a 30/06/2013 Certificado: Os certificados dos Cursos serão enviados por e-mail pelo Instituto Integrado de Neurociência- IINEURO e Methods- Pesquisa e consultoria em saúde Ltda e será entregue após envio de todas as atividades avaliativas e pelo menos 70% de presença em aulas virtuais. PROGRAMA DO CURSO MUSICOTERAPIA E AUTISMO Março/2013 Autismo: definição, diagnóstico e características principais Autismo e neurologia – considerações neuroanatômicas, neuroquímicas e neurofisiológicas a respeito do autismo Música e autismo: evidências neurológicas e biomoleculares sobre os efeitos da música no autismo História da musicoterapia aplicada ao autismo Encaminhamento, derivação e avaliações no processo musicoterapêutico para pessoas com autismo (parte I e II) Modelos de musicoterapia aplicados ao autismo (parte I) Modelos de musicoterapia aplicados ao autismo (parte II) Musicoterapia aplicada organização e estabelecimento de limites para indivíduos com autismo Musicoterapia aplicada à interação social e comunicação de indivíduos com autismo Musicoterapia e estimulação sensorial de indivíduos com autismo Investigação em musicoterapia e autismo (parte I e parte II) Discussão de casos clínicos Programa sujeito a alterações no decorrer do curso Carga Horária 80 Horas Segue o site com as informações: http://www.neuromusicoterapia.com.br/curso/musicoterapia-e-autismo

28 de janeiro de 2013

Decisão pioneira atende família de autista

21/01/2013 - 19:08 | Fonte: TJRJ Em sentença inédita, a juíza Flávia de Almeida Viveiros de Castro, da 6ª Vara de Família da Barra da Tijuca, deferiu nesta segunda-feira, dia 21, o pedido da mãe de uma portadora da síndrome de Rett - doença do espectro autista considerada de alta intensidade - e obrigou a Amil Assistência Médica a fornecer tratamento domiciliar (home care), terapias auxiliares, além do custeio de medicamentos e fraldas. A decisão da magistrada teve como base a lei federal 12.764/12, que institui a Política Nacional dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. Segundo o artigo 2º, parágrafo 3º do texto, faz-se necessária “a atenção integral às necessidades de saúde da pessoa com transtorno do espectro autista, objetivando o diagnóstico precoce, o atendimento multiprofissional e o acesso a medicamentos e nutrientes”. A regra foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff no dia 27 de dezembro do ano passado. Para a juíza, é na aplicação da lei que a justiça se faz presente. “A lei que dormita no papel não faz justiça. A justiça é feita quando a norma jurídica, na prática, produz seus efeitos, seja porque é voluntariamente cumprida, seja como no presente caso, quando é obedecida através do Poder Judiciário”, afirmou a magistrada. Estima-se que o Brasil tenha cerca de dois milhões de famílias afetadas pelo autismo. Caso o plano de saúde descumpra a decisão, terá que pagar multa diária de R$ 1 mil. Cabe recurso. Processo nº 0001726-08.2013.8.19.0209

26 de janeiro de 2013

Casa da Vovó e do Vovô

Quer coisa melhor do que a casa dos avós??? O Lucas está se esbaldando de brincar... Não para um segundo. E sem falar dos mimos dos avós que ele adooora!!! Com os primos então... Estão deixando os avós doidinhos...rsrsrsrsrs Curtam as poses...rs

Escola Nova - "Quero Bem"

O Lucas já está começando a sua adaptação na escola nova. A primeira semana foi muito tranquila, ele adorou o espaço e a professora. No segundo dia já entrou sozinho e foi direto para a salinha dele sem ninguém levar. Achei isso maravilhoso! Sabemos que todas as mudanças são difíceis e principamente quando mudamos tudo, cidade, escola, amigos e etc... Mas estou muito tranquila com as reações que ele está tendo. A escola me deu muita confiança também. Todos estão muito interessados e empenhados para desenvolver um bom trabalho com ele. Vamos trabalhar juntos e tenho certeza que teremos muito sucesso. Olha ele uniformizado.

11 de janeiro de 2013

Parabéns Luquinha!!! Festinha!!!

Fizemos uma festinha ontem somente com a família e alguns amigos. O Lucas estava eufórico, pulando, rindo, correndo... Realmente ele estava muito feliz. Comeu tudo que tinha direito, principalmente os docinhos... A baguncinha foi boa! Olhem as poses... rs

10 de janeiro de 2013

Lucas - 5 aninhos

Hoje o amor da minha vida completa 5 aninhos. Desde ontem estamos na maior festa. Explico que agora ele está ficando mais velho, que está um rapazinho grande. Falo sobre a festinha, o bolo, pipoca, jujuba, enfim... Tudo que ele gosta e depois canto os parabéns aos sons de muita gargalhada que ele dá. Mais tarde vamos cantar os parabéns com a família e alguns amigos. Sei que ele está eufórico, porque toda a vez que falo ele se estremesse , fecha os olhos e gargalha. Agradeço a Deus por todas as conquistas em mais um ano de luta e esperança. Acredito que a cada ano teremos maravilhosas surpresas vindas dele que só nos alegram e nos tornam mais felizes. Vou postar algumas fotos de cinco anos atrás, quando o Lucas era bebê e me fez esta mulher mais completa e feliz que sou. Parabéns meu filho amado!!!

Lya Luft e o colunismo de Réveillon

Por Lucio Carvalho * Nas edições retrospectivas e prospectivas preparadas pelas revistas semanais, o que não faltam são análises e opiniões sobre os fatos marcantes do ano que fecha e suposições sobre o futuro que se aproxima imediatamente. Jornalistas e colunistas buscam apanhar do imenso cultivo de acontecimentos aqueles que julgam os mais relevantes, dentro do seu raio de observação, mas há quem tente ir além. No caso da Revista Veja, é o que acaba de fazer a colunista e escritora Lya Luft. Lya, que previamente procura avisar aos leitores que não é alguém qualificado a falar a respeito do tema que elegeu, escolheu tratar em sua coluna dos assassinatos de crianças ocorridos nos EUA em 2012 (O ano das criancinhas mortas, p. 221, ed. 2302, nº1, 02/01/13). A escritora está longe de ter sido a primeira a abordar o tema e cabe indagar se existe, de fato, alguém especialista em morticínio infantil capaz de dar conta de tamanho drama. Seu aviso, portanto, deveria suavizar uma leitura mais rigorosa, mas empreender a tarefa resta impossível, pois o tema não é comercial de margarina e uma publicação com milhões de leitores também não pode ser comparada a um comentário inofensivo nas redes sociais ou um post em um blog remoto. Mesmo considerando o salvo-conduto pretendido pelo aviso prévio da autora , é tranquilamente imaginável esperar encontrar-se uma análise emocional dos acontecimentos. Faz parte do espírito de fim de ano, do colunismo de Réveillon, tão impregnado de sentimentalismo. Além disso, o assunto é polêmico e envolvente, como tudo o que envolve a infância. Não é o caminho que Lya escolhe, pois ela tenta ir além das próprias emoções, como observadora do mundo, mas sem perceber ter dado passos aparentemente além da sua compreensão. Ela o faz ao mixar ideias envolvendo questões complexas como psicopatia, deficiência, doenças mentais e inclusão social. Elucidar os mistérios da alma humana tem sido, ao longo do tempo, uma das buscas mais evasivas tanto para cientistas como para filósofos e escritores. Dentre as inúmeras possibilidades de abordagem, talvez a psicanálise seja o fazer que mais tenha se aproximado das bordas de onde se pode explicar o comportamento. Mesmo ela é contestada e, como se trata de um assunto intangível, não se pode pretender a primazia na emissão de opiniões. Todos estão convidados. Os colunistas das revistas semanais, pelo alcance de que dispõem, serão – entre todos – os mais visitados. Sua responsabilidade, entretanto, não pode ser exigida (afinal são convidados dos editores, não experts), mas despir-se dela como condição do inatingível é impensável, ainda mais quando se trata de escritores do porte de uma Lya Luft. Ao induzir o leitor a crer que os brutais assassinatos de crianças ocorridos nos EUA tenha alguma ligação com a tendência atual, “politicamente correta” segundo a autora, de inclusão geral de alunos “anormais” entre “normais”, de acordo com seus próprios termos é, no entanto, uma suposição que extrapola a própria linha de argumentação da autora, além de reforçar estigmas e preconceitos que continuam a impregnar a sociedade no início do séc. XXI e, como se vê, em 2013 ainda estarão por aí. Um esclarecimento urgente em relação ao texto de Lya compete em desfazer a ideia de que deficiência e doença mental sejam sinônimos. Parece simples verificar que uma coisa não tem nada ver com a outra, mas unir seus conceitos em uma mesma argumentação implica pensar que se tratam de pessoas indesejáveis para o convívio social. São pessoas que estariam, nas suas palavras, inclusive “não só perturbando a turma, mas afligindo a criança”. Outro esclarecimento fundamental para a compreensão do texto trata de verificar o que, de fato, uma afirmação como essa pretende explicar do tema principal, que é o terrível morticínio das crianças. Até onde se sabe o assassino de Connecticut não possuía nem diagnóstico de deficiência nem de transtorno mental. Apesar das inúmeras suposições, a tentativa de enquadramento clínico a posteriori de seu comportamento apenas tem servido para que se procure razões imediatas para seu gesto. Parece que, com isso, resolve-se o impasse. Uma das formas de evitar novos acontecimentos do tipo seria separar os “normais” dos “anormais”. Sob o pretexto de preservar a sociedade dos sadios, exclui-se o doente. Em que pese soar novo o argumento de Lya, tal ideia já era verificável na primeira metade do séc. XX e mesmo antes disso, com as políticas de segregação e institucionalização. Embora isso não seja mencionado em nenhuma parte do texto, é relevante considerar que o “politicamente correto” de agora, a “inclusão geral” é um elemento garantido constitucionalmente no Brasil, que se quer uma sociedade inclusiva. Além disso, o princípio de inclusão social é base da Convenção Sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, que o Brasil adotou como emenda constitucional em 2009, através do Decreto 6.949, após votação unânime no legislativo. Se exigir que jornalistas e formadores de opinião estejam cientes dos avanços legais que envolvem minorias possa restar inefetivo, como se tem demonstrado, é algo que não se pode saber sem que se procure realizar um gesto nesse sentido. Há excelentes fontes de referência que estão disponíveis para aqueles que se dispõem a observar o mundo além da sua varanda. De alguma forma, parece que os textos de Réveillon pedem um toque de leveza que, no caso de um assunto como este, é bastante complexo de obter. Mesmo assim, é desejável que ao menos nesse momento de transição entre épocas, respire-se em relativa paz, como quer Lya Luft. Claro que não pela morte de todos os psicopatas, como se isso fosse possível, mas pelo conforto que se pode obter pelo esclarecimento, já que pela vida real nem sempre isto seja possível. * Coordenador-Geral da revista digital Inclusive – inclusão e cidadania (www.inclusive.org.br) e autor de Morphopolis (www.morphopolis.wordpress.com).

9 de janeiro de 2013

COMO SERIA ESTAR POR TRÁS DOS OLHOS DE UM AUTISTA?

"O autismo me prendeu dentro de um corpo que eu não posso controlar" - conheça a história de Carly Fleischmann, uma adolescente que aprendeu a controlar o autismo para se comunicar através de palavras escritas em um computador após 11 anos de enclausuramento dentro de si mesma, e assista também o vídeo interativo "Carly's Café", no qual você poderá vivenciar alguns minutos da experiência de um autista por trás dos olhos de um. Lê se na tela de um computador: "Meu nome é Carly Fleischmann e desde que me lembro, sou diagnosticada com autismo", a digitação é lenta, a ideia não é concluída sem algumas interrupções, é assim que Carly trava contato com o mundo. Carly é uma adolescente de Toronto, Canadá, e atravessou uma batalha na vida. Ajudada pelos pais, ela conseguiu superar a barreira máxima do isolamento humano. “Quando dizem que sua filha tem um atraso mental e que, no máximo atingirá o desenvolvimento de uma criança de seis anos, é como se você levasse um chute no estômago", diz o pai de Carly. Ela tem uma irmã gêmea que se desenvolvia naturalmente, e aos dois anos, ficou claro que havia algo de errado. Ela estava imersa no oceano de dados sensoriais bombardeando seu cérebro constantemente. Apesar dos esforços dos pais, pagando profissionais, realizando tratamentos, ela continuava impossibilitada de se comunicar e de ter uma vida normal. O pai de Carly explica que ela não era capaz de andar, de sentar, e todos doutores recomendavam: "Você é o pai. Você deve fazer o que julgar necessário para esta criança". Eram cerca de 3 ou 4 terapeutas trabalhando 46 horas por semana. Os terapeutas acreditavam que Carly fosse mentalmente retardada, portanto, sem esperanças de algum dia sair daquele estado. Amigos recomendavam que os pais parassem o tratamento, pois os custos eram muito altos. O pai de Carly, no entanto, acreditava que sua criança estava ali, perdida atrás daqueles olhos: "Eu não poderia desistir da minha filha". Subitamente aos 11 anos algo marcante aconteceu. Ela caminhou até o computador, colocou as mãos sobre o teclado e digitou lentamente as letras: H U R T - e um pouco depois digitou - H E L P. Hurt, do inglês "Dor", e Help significa "Socorro". Carly nunca havia escrito nada na vida, nem muito menos foi ensinada, no entanto, foi capaz de silenciosamente assimilar conhecimento ao longo dos anos para se comunicar, usando a palavra pela primeira vez, em um momento de necessidade extrema. Em seguida, Carly correu do computador e vomitou no chão. Apesar do susto, ela estava bem. "Inicialmente nós não acreditamos. Conhecendo Carly por 10 anos, é claro que eu estaria cético", disse o pai. Os terapeutas estavam ansiosos para ver provas e os pais incentivavam Carly ao máximo para que ela se comunicasse novamente. O comportamento histérico de Carly permanecia exatamente como antes e ela se recusava a digitar. Para força-la a digitar, impuseram a necessidade. Se ela quisesse algo, teria que digitar o pedido. Se ela quisesse ir a algum lugar, pegar algo, ou que dissessem algo, ela teria que digitar. Vários meses se passaram e ela percebeu que ao se comunicar, ela tinha poder sobre o ambiente. E as primeiras coisas que Carly disse aos terapeutas foi "Eu tenho autismo, mas isso não é quem eu sou. Gaste um tempo para me conhecer antes de me julgar". A partir dai, como dizem os pais, Carly "encontrou sua voz" e abriu as portas de sua mente para o mundo. Ela começou a revelar alguns mistérios por trás do seu comportamento de balançar os braços violentamente, e de bater a cabeça nas coisas, ou de querer arrancar as roupas: "Se eu não fizer isso, parece que meu corpo vai explodir. Se eu pudesse parar eu pararia, mas não tem como desligar. Eu sei o que é certo e errado, mas é como se eu estivesse travando uma luta contra o meu cérebro". "Eu gostaria de ir a escola, como as outras crianças. Mas sem que me achassem estranha quando eu começasse a bater na mesa, ou gritar. Eu gostaria de algo que apagasse o fogo". Carly explica ainda que a sensação em seus braços é como se estivessem formigando, ou pegando fogo. Respondendo a uma das perguntas que fizeram a ela, sobre porquê às vezes ela tapa os ouvidos e tapa os olhos, ela explica que isso serve para ela bloquear a entrada de informações em seu cérebro. É como se ela não tivesse controle e tivesse que bloquear o exterior para não ficar sobrecarregada. Ela explica ainda que é muito difícil olhar para o rosto de uma pessoa. É como se tirasse milhares de fotos simultaneamente com os olhos, e é muita informação para processar. O cérebro de Carly não possui a capacidade de catalizar a quantidade imensa de informações para os sentidos, e consequentemente, ela não pode lidar com a quantidade excessiva de informação absorvida. Segundo o pai de Carly, ela faz questão de dizer, que é uma criança normal, presa em um corpo que a impede de interagir normalmente com o mundo. O Pai de Carly teve a chance de finalmente conhecer a filha. A partir do momento em que ela começou a escrever, se abriu para o mundo. Carly hoje está no twitter e no Facebook. Ela conversa com as pessoas e responde dúvidas sobre o autismo. Com ajuda do pai ela escreveu um livro chamado Carly's Voice (A voz de Carly). Entre os mais variados comentários que ela recebe sobre o livro, um crítico disse: "A história de Carly é um triunfo. O autismo falou e um novo dia nasceu". Veja algumas perguntas respondidas por Carly que ajudam a elucidar algumas questões do autismo: Questão 1: Carly, você pode me dizer porque meu filho cospe todo o tempo? Ele tem todos os outros tipos de comportamento também: Bater a cabeça, rolar, balançar os braços, mas o cuspe é asqueroso e realmente faz com que as pessoas queiram ficar longe dele. Alguma ideia? Carly: Eu nunca cuspi, quando era criança. No entanto, eu babava, e sentia como se cuspisse. Hoje eu percebo que eu nunca soube como engolir a saliva. Eu nunca usei minha boca para falar, e por isso, nunca usei os músculos da boca. Quando você tem saliva presa na sua boca, existem poucas maneiras de se livrar do desconforto. Tente dar a ele alguns doces por duas semanas. Isso vai fortalecer os músculos e ensina-lo a engolir a saliva. Questão 2: Meu garoto de quatro anos grita no carro toda vez que o carro para. Ele fica bem, desde que o carro mantenha-se em movimento. Mas uma vez que parou, ele começa a gritar. É uma mania incontrolável. Carly: Eu adoro longos passeios de carro. O carro em movimento, e o visual passando rapidamente permite que você bloqueie outros impulsos sensoriais e foque em apenas um. Meu conselho é que você coloque um DVD no carro com cenário em movimento. Questão 3: Você alguma vez já gritou sem razão nenhuma? Mesmo com o semblante feliz, e tudo calmo e relaxado, mas você apenas começa a gritar? Minha filha às vezes faz isso e eu estou tentando entender o porquê. Carly: Ela está filtrando o áudio e quebrando os sons, ruídos e conversações através do dia. Além de gritar, ela poderá chorar, rir alto e até demonstrar raiva. É a nossa reação por finalmente entendermos algo que foi dito há alguns minutos, alguns dias ou alguns meses. Está tudo ok com ela. Questão 4: Como eu faço com que um adolescente pare com movimentos repetitivos na classe? Ele diz que os professores são chatos e que é muito mais divertido na cabeça dele. Eu sei que é, mas ele está perdendo todas as instruções e leituras. Eu estou sempre redirecionando ele, mas ele está perdendo tanto. Me ajude. Carly: Ok. Preciso limpar uma má interpretação sobre o autismo. Se uma criança está fazendo movimentos repetitivos, não quer dizer que ele ou ela não esteja escutando. De fato, ela escuta melhor se ela estiver fazendo esses movimentos. Eu estou estudando e ainda faço movimentos na classe. Eu tento ser discreta, como se estivesse enrolando um pequeno pedaço de papel nos meus dedos. Todos fazem movimentos repetitivos. Pense nos desenhos que você faz quando está no telefone, ou enrolando a ponta dos cabelos, ou enroscando o lápis entre os dedos. Isso é um "stim" (uma movimentação repetitiva). Não há nada de errado com isso, mas às vezes é melhor tentar ser discreto. *GUSTAVO SERRATE Jornalista e cineasta independente de Brasília. Interesses transitando pelo cinema, quadrinhos, fotografia, video making, motion design e toda forma de cultura independente ou marginalizada. 30.12.2012 PONTO CEGO incubador de pensamentos http://lounge.obviousmag.org/ponto_cego/2012/12/como-seria-estar-por-tras-dos-olhos-de-um-autista.html

8 de janeiro de 2013

Indicação de Natação no Rio de Janeiro

Oi pessoal, como muitas pessoas me mandam mensagem perguntando onde o Lucas frequentou natação no Rio de Janeiro e as vezes não consigo responder individualmente, vou colocar abaixo o endereço. Esta academia fez uma grande diferença na vida do Lucas. São ótimos profissionais e que estão abertos a discutir a melhor maneira de ensinar para que os nossos possam aprender, não só a nadar, mas a socializar, falar e etc. Segue: ACQUA MANIA RUA BARATA RIBEIRO (ESQUINA COM A REPÚBLICA DO PERU) TEL: 21-2548-3631 PROFESSORES: ANTONIO, SARA, JAQUELINE E LINDA (FORAM OS PROFESSORES DO LUCAS)

Criança gosta é de parque...

Toda criança adora parque e o Lucas não é diferente. Não pode ver de longe que já me olha, me puxa, resmunga e as vezes até chora para querer entrar. Quando ele era menor não curtia muito. Ficava muito isolado, não gostava de muitas crianças juntas, brincava de uma maneira estranha sem entender o que o brinquedo proporcionava. De tanto frequentar, hoje ele é o que mais se diverte. Brinca em todos os brinquedos. Sempre alguma criança segue-o para lá e para cá, mesmo ele não dizendo nada... É muito legal ver a inocência das crianças, pois elas falam com ele, como ele não responde, elas me perguntam para eu responder, sem questionar o porque dele não falar ou outra coisa assim e ainda continuam atras dele chamando " O amigo, onde vc vai???" AMIGO! Olha que coisa linda, principalmente para uma criança que tem dificuldade de socializar. O Lucas é um cara de sorte mesmo... Como seria bom que todos os adultos tivessem o coração de uma criança...

6 de janeiro de 2013

Passeio no Barra World Shopping

Estamos curtindo os últimos dias de moradores da cidade do Rio de Janeiro. Hoje fomos em um shopping que adoramos passear por ser ao ar livre e por sua decoração linda que representa vários países. Também assistimos teatrinho e o Lucas brincou de correr atrás de um carrinho de controle remoto, foi hilário! rs E na hora de ir embora foi um chororô, pois o Lucas não queria ir...rs Clics e mais clics

5 de janeiro de 2013

Divulgando Curso... Inclusão e Mediação Escolar 2013

Criando alternativas para alunos com deficiência Dia: 16/03/2013 Local: Colégio Pedro II - Rua São Francisco Xavier, 204 / 208 – Tijuca - RJ E-mail: contato@creativeideias.com.br Telefone: (21) 2577 8691 | (21) 3246 2904 | (21) 8832 6047 PÚBLICO ALVO: Professores, Mediadores (Estagiários, Monitores e/ou Facilitadores), Pedagogos, Psicólogos, Psicopedagogos, Fonoaudiólogos, Estudantes de Graduação e/ou Pós, Familiares e demais interessados no assunto. CRONOGRAMA: 8h às 9h - Credenciamento 9h às 10h30 - Selma Inês Campbell 10h30 às 12h - Glória Maria Barros Vargas 12h às 13h - Almoço Livre 13h às 14h30 - Lúcia Helena da Cunha Lima Maia 14h30 às 15h50 - Fátima Alves 15h50 às 16h - Intervalo 16h às 18h - Carolina Rizzotto Schirmer 18h - Encerramento com sorteio de brindes PROGRAMAÇÃO: Atuação do Educador na Inclusão Selma Inês Campbell - Especialização em Docência do Ensino Superior pela Universidade Cândido Mendes; Habilitação ao Magistério Séries Iniciais do Ensino Fundamental; Tutora Online - Curso de Redação de Textos Acadêmicos pela CECIERJ; Curso de Qualificação de Professores na Área de Deficiência Visual pelo Instituto Benjamin Constant; Licenciatura em Letras Português/Literaturas pela UFF. Graduada em Economia pela UFRJ. Autora dos livros: "Múltiplas Faces da Inclusão", "Projeto Político-Pedagógico" e "Reunião de Pais e Mestres", todos editados pela WAK. Intervenções Pedagógicas para Alunos com Deficiência Intelectual Glória Maria Barros Vargas - Extensão e Aperfeiçoamento nas áreas de linguagem e inclusão. Pedagoga - pela UERJ; Professora Recursista; Atualmente atua como Gestora de Unidade Escolar Municipal - Petrópolis. Co-autora do livro "Neuroeducação e Ações Pedagógicas". Inclusão escolar dos alunos com deficiências múltiplas Lúcia Helena da Cunha Lima Maia - Professora Especialista em Educação Especial Inclusiva (UCAM); Especialização Educação Especial na Deficiência Mental (UNIRIO); Pós-graduação Psicopedagogia Institucional (UCAM); Educação Especial e Atendimento Educacional Especializado (UFU). Atualmenre integra a equipe pedagógica da APAE Petrópolis. Para Entender Síndrome de Down Fátima Alves - Fonoaudióloga, Sócio-terapeuta Ramain-Thiers, Psicomotricista titulada pela SBP. Mestre em Ensino de Ciências da Saúde e do Ambiente. Docente da Pós-graduação presencial e da Licenciatura a distância em Pedagogia da AVM Faculdade Integrada. Orientadora de monografia dos cursos de Psicomotricidade e Arteterapia da AVM Faculdade Integrada. Professora Convidada dos cursos de pós-graduação em Psicopedagogia e Educação Inclusiva da FAMESP. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Psicomotricidade, atuando principalmente nos seguintes temas: educação, psicomotricidade, inclusão e down. Presidente da ABP, gestão 2008/2010. Autora dos livros da WAK Editora: “Psicomotricidade: corpo, ação e emoção”; “Inclusão: muitos olhares, vários caminhos e um grande desafio”; “Como aplicar a Psicomotricidade: uma atividade multidisciplinar com Amor e Uniã o” e “Para Entender a Síndrome de Down”. Autora, coordenadora, tutora e professora do Curso Para Entender a Síndrome de Down da GPEC - Educação a Distância - Formação e Aperfeiçoamento. Comunicação Alternativa Carolina Rizzotto Schirmer - Fonoaudióloga (Instituto Metodista de Educação e Cultura/RJ), Mestre em Medicina e Ciências da Saúde (PUCRS). Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Educação (UERJ). Atua na área de Fonoaudiologia, com ênfase em Fonoaudiologia Clínica, principalmente nos seguintes temas: linguagem, psiconeurodesenvolvimento, crianças, educação inclusiva, comunicação alternativa e tecnologia assistiva. Sub-coordenadora do Laboratório de Tecnologia e Comunicação Alternativa - UERJ. INVESTIMENTO: • ATÉ 18/01/2013 - de R$ 60,00 por: R$ 40,00 - individual (cartão) R$ 30,00 - individual (depósito) INSCRIÇÃO: www.creativeideias.com.br Realização: Creative Ideias Apoio: WAK E UERJ

1 de janeiro de 2013

Feliz Ano Novo!!! Reveillon 2013 Copacabana

Este ano foi o primeiro ano que o Lucas assistiu os fogos na praia de Copacabana. Fizemos ele dormir bem a tarde para aguentar até a meia noite. Ficamos um pouco apreensivos, pois a praia estava muito cheia, mas Graças a Deus deu tudo certo. Quando os fogos começaram o Lucas não desgrudou os olhos um segundo, ficou encantado. Que maravilhosa lembrança e o início de um ano que temos certeza que será cheio de vitórias. Feliz 2013!!!
 
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