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28 de fevereiro de 2013

Brasil cria política de proteção à pessoa autista

Mais de dois milhões de famílias brasileiras poderão se beneficiar da Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. Essa nova forma de proteção social está prevista em lei sancionada pela presidente Dilma Rousseff e em vigor desde o dia 28 de dezembro. A Lei 12.764/2012 resultou de projeto (PLS 168/2011) de autoria da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), presidida pelo senador Paulo Paim (PT-RS). Esse PLS, que estabelece os direitos fundamentais da pessoa autista e a equipara à pessoa com deficiência para todos os efeitos legais, cria um cadastro único com a finalidade de produzir estatísticas nacionais sobre o assunto. A proposta surgiu de sugestão da Associação em Defesa do Autista (Adefa), transformada em projeto da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). Paim, que é presidente da CDH, leu em Plenário, recentemente, carta que recebeu da líder do movimento em defesa do autista, Berenice Piana. O texto narra todo o processo que culminou na votação da política nacional, desde as primeiras articulações e audiências públicas, passando pela construção do projeto, até a luta pela aprovação. “Esta é a história de uma lei. O que semeamos deu fruto, para o bem de mais de dois milhões de famílias”, diz Berenice Piana, que dá nome à nova lei, na carta lida pelo parlamentar. Articulação A política de proteção deverá articular, conforme o projeto, os organismos e serviços da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios nas áreas de saúde, educação, assistência social, trabalho, transporte e habitação, com vistas à coordenação de políticas e ações assistenciais. Entre outras conquistas, é assegurado o acesso a ações e serviços de saúde para as pessoas autistas, incluindo o diagnóstico precoce, o atendimento multiprofissional, a nutrição adequada e a terapia nutricional, os medicamentos e as informações que auxiliem no diagnóstico e no tratamento. A nova lei assegura, ainda, o acesso à educação e ao ensino profissionalizante, à moradia, ao mercado de trabalho e à previdência e assistência social. Para cumprimento destas diretrizes, o poder público poderá firmar contrato de direito público ou convênio com pessoas jurídicas de direito privado. Vetos A presidente Dilma Rousseff vetou dois dispositivos do projeto. O primeiro, conforme o Ministério da Educação, tem o objetivo de eliminar da lei a possibilidade de exclusão do estudante autista da rede regular de ensino, o que violaria a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. O segundo veto atingiu a concessão de horário especial a pais de autistas que sejam servidores públicos. O argumento do Ministério do Planejamento para o veto é de que a alteração afrontaria a competência privativa da presidente da República para a proposição de leis sobre o tema. Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado) http://www12.senado.gov.br/noticias/materias/2013/01/03/brasil-cria-politica-de-protecao-a-pessoa-autista

19 de fevereiro de 2013

Sobre a consulta publica do projeto/au​tismo

Gente é muito importante a nossa participação. Repassando... Como você já deve saber, o Ministério da Saúde está elaborando uma espécie de protocolo de atendimento ao autismo que está chamando de “ Linha de Cuidados ...” e que foi colocado em consulta pública . Colocamos o texto do Governo na íntegra no site da AMA, WWW.ama.org.br, assim como as sugestões de alteração da AMA, feitas pela Meca e o Felipe. O site instrui como enviar a tua própria opinião para a Consulta Pública, pede a quem concordar com a nossa opinião que assine o abaixo assinado disponível e que também encaminhe a nossa sugestão para o e-mail da Consulta Pública. Por favor, participa e ajuda a divulgar o mais rápido possível para quem você puder, pois o prazo para as sugestões ao texto do Governo se encerra em 2 de março. Quanto mais participações houver, maior importância será dada ao autismo e mais chances para estas crianças. Tenta envolver teus amigos e pais e profissionais da tua região. Temos que correr.

18 de fevereiro de 2013

Psicóloga de Belo Horizonte conta em livro como é criar um filho com autismo

Psicóloga de Belo Horizonte conta em livro como é criar um filho com autismoPedro Ivo, de 26 anos, é um dos 2 milhões de brasileiros afetados pela disfunção do desenvolvimento J efferson da Fonseca Coutinho - Estado de Minas Publicação: 18/02/2013 00:12Atualização: 18/02/2013 07:23 Mãe e filho: Mônica cuida de Pedro sem o pai e com ajuda de uma secretária. Ela agora sonha em compartilhar a experiência com outras mulheres Na primeira pessoa, o desabafo de quem tem muito a dizer. Uma psicóloga de Belo Horizonte levou o coração para a ponta dos dedos e escreveu livro sobre o filho autista. Pedro Ivo, de 26 anos, mineiro da capital, é um dos cerca de 2 milhões de brasileiros abatidos pela disfunção global do desenvolvimento. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), são 70 milhões de pessoas com autismo no planeta. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças, nos Estados Unidos, aponta que há um autista para cada 110 indivíduos no mundo – o que faz a síndrome ser mais comum que Aids, câncer e diabetes juntos. Mônica Santos de Oliveira, de 53 anos, dá testemunho visceral sobre os desafios na lida com o rebento, imerso em si mesmo. Pedro Ivo – autismo em prosa e verso (Ed. Getsemani), a ser lançado em março, é leitura para os fortes. “O corpo, como que querendo alçar voo, acompanhava a alma que não parecia se encontrar na Terra, tamanha a ausência daquele menininho que demonstrava tão pouco interesse pelas coisas”, diz uma das páginas iniciais, convite para mergulho em história de vida arrebatadora. Impossível manter-se distanciado, profissional apenas, no avançar dos capítulos. Que o diga a revisora Patrícia Sathler, de 30. “Em princípio, a gente recebe o trabalho profissionalmente. Aos poucos, com a leitura, foi impossível não se envolver com o drama e com o testemunho de vida de mãe e filho”, diz. Patrícia revela predileção pelo livro, entre os revisados por ela. Não pelo estilo – não há nenhum virtuosismo literário na obra –, mas, especialmente, pela simplicidade da escrita e verdade impressa na soma e força dos sentimentos descritos na saga de 26 anos e 130 páginas. O produtor editorial Salvador Santana, de 50, pai de dois filhos, conta que se sentiu tocado no primeiro momento que soube da história da psicóloga. “É uma lição de vida. Mônica aprendeu a viver com o filho Pedro Ivo, com seu crescimento monitorado 24 horas por dia.” No dia da entrevista, Mônica não pôde falar ao Estado de Minas. Precisou correr ao hospital para ver o filho, com um corte na cabeça. Queda da própria altura nas aulas de capoeira. Uma convulsão na parte da tarde levou Pedro Ivo, o Pepê, ao chão. Resultado: seis pontos próximo da orelha esquerda. Pela manhã, no dia seguinte, a psicóloga falou da luta contra as convulsões. “Desde os 10 anos. Às vezes, uma por semana. Às vezes, todos os dias. E mais de uma vez por dia”. Nem os 18 comprimidos diários de fórmulas diversas dão conta de controlar as crises. Há, no entanto, um aparelho chamado VNS que, no Brasil, custa R$ 115 mil. “É um estimulador neuro vagal. Um marca-passo que ajuda no controle das convulsões. Mas não temos dinheiro para o aparelho”, lamenta. Lamento que se desfaz num sorriso, com a chegada de Pedro Ivo à sala. Vestido de pijama, com camisa azul – sua cor predileta –, o moço ocupou sua poltrona de único lugar, “o trono de Dom Pedro I e único, imperador da minha vida”, brinca Mônica. De olhar distante, Pedro coloca os pés sobre banqueta de centro e toma conta do ambiente. Impossível ficar indiferente à presença de Pedro. Aparentemente, um jovem como outros tantos da cidade, de futuro. É bonito, delicado, tem os olhos azuis e o cabelo curto, aparado pela mãe por meio de máquinas 1 e 2. “Ele gosta. Fica bem para ele”, sorri, carinhosa. Pedro me toma a mão esquerda e segura-a. Passamos um tempo do encontro, assim, de mãos dadas. Foi difícil dar ouvidos às histórias de Mônica sentindo a mão de Pedro Ivo tão cheia de vida. Silencioso, o moço aceitou os carinhos da mãe e os disparos da câmera fotográfica. DEUS E O PARAÍSO A psicóloga fala da segunda gravidez, quando Pedro Ivo estava com 10 anos. “Estava com um mês. Sonhei com um menino brincando na sala. De repente, ele parou e me disse: ‘Não vou. Não pertenço a essa família’. Passou pouco tempo perdi o bebê.” Mônica revela não ter religião. “Acredito em Deus, mas não sei quem ele é”, diz. São inúmeras as passagens marcantes ao lado do filho. Uma, porém, não lhe sai da cabeça. “Ele tinha 12 anos. Dei uma surra nele com os sapatos que ele usava. Ele passou quatro anos sem usar calçados.” Teve também a vez em que, ainda criança, Pedro Ivo levou muitas palmadas da mãe, desesperada sem dar conta do berreiro dele. Mônica conta que ele parou de chorar e, pela primeira vez, a abraçou. Entre os desabafos, há parágrafo cortante que diz: “Muitas vezes, assisti e convivi com pessoas que perderam precocemente seus filhos, por acidente ou doença. Percebi que a dor é imensa, mas há um momento em que se enterra o seu morto. No meu caso, o que senti, me perdoe, é que eu não tinha nem mesmo esse direito”. Em um mundo distante Pedro se cansa do assunto, da entrevista na sala do apartamento do Bairro Santo Antônio, na Região Centro-Sul. Deixa o ambiente para se acomodar no quarto, abraçado a um brinquedo, jogo de boliche. Nas páginas que emocionam, desabafo de mãe, a psicóloga critica a falta de preparo da sociedade para lidar com o autista. Revela que trocou Belo Horizonte por Alcobaça, na Bahia, nos anos 1990, em busca de paz e tranquilidade para a família. “Já que em BH não tinha o menor preparo para lidar com o meu filho, fomos em busca do paraíso. Lá também não tinha preparo, mas tinha o mar”, escreve. Disposta a “rasgar o coração e as amarras”, Mônica não poupa a família. É dura com o ex-marido, que, segundo ela, não deu conta de lidar com o problema de saúde do filho e “afastou-se, simplesmente”. Ressalta que por meio da Justiça “pode-se cobrar ajuda financeira, mas não se pode cobrar amor”. A psicóloga lamenta ter ouvido de parente próximo que o melhor a fazer com o “monstro” que ela tinha em casa era interná-lo, escondê-lo da sociedade. Com o ex-marido, pai de Pedro Ivo, não há contato desde 2008. Mônica diz que a principal força sempre veio de fora. Cita Rosa, a “secretária” que atualmente a ajuda a cuidar do filho. Também dedica escrita carinhosa às doutoras Bernadete Tassara e Andrea Julião. Agradece à mãe, Ignez Montepulciano, ao Gustavo Maciel, personal de Pedro, e aos responsáveis pela escola DiaDia, onde Pedro fez avanços dos mais significativos nos últimos anos. Atualmente, o moço tem se revelado excelente nadador e com forte inclinação para a música. Tem aulas de circo e capoeira, enquanto a mãe, com a publicação autobiográfica, cuida do sonho de compartilhar emoções e ajudar outras mães. No cinema Veja alguns filmes que tratam do assunto » Rain Man (1988) - Com Tom Cruise e Dustin Hoffman. Os conflitos entre dois irmãos muito diferentes. » O nome dela é Sabine (2007) - Documentário de Sandrine Bonnaire sobre sua irmã autista. » Temple Grandin (2010) - história real de uma autista que conseguiu fazer doutorado. http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2013/02/18/interna_gerais,351103/psicologa-de-belo-horizonte-conta-em-livro-como-e-criar-um-filho-com-autismo.shtml#.USKeXu37oDU.facebook

16 de fevereiro de 2013

Método TEACCH para pais

Dra. Carla GikovateMédica — Neurologista infantil — Mestre em Psicologia Especialista em Educação Especial Inclusiva MÉTODO TEACCH (Treatment and Education of Autistic and related Communication-handicapped Children) Objetivo: aumentar o funcionamento independente. Valoriza o aprendizado estruturado (principalmente no início do tratamento). Dá importância à rotina e a informação visual. É necessário organizar e simplificar o ambiente, apresentando menos estímulos sensoriais concomitantes. Isto facilita a criança a focar a atenção nos detalhes relevantes UTILIZAÇÃO DE MATERIAL COM INFORMAÇÃO VISUAL A informação dada visualmente tem como objetivo amenizar as dificuldades de comunicação existentes. A programação das atividades do dia deve ser dada visualmente. Pode existir um quadro indicando, em seqüência, quais atividades ou tarefas a criança deve realizar. Alguns quadros são feitos de maneira a induzir a criança a retirar o cartão com a foto ou desenho da próxima atividade e depositá-la no local onde deve ir. Por exemplo, retirar a foto da piscina do quadro e colocá-la em um lugar com o mesmo símbolo na piscina. É claro que a utilização dos quadros requer um aprendizado. Inicialmente alguém fará cada passo com a criança, colocando os cartões em sua mão e ensinado-a a colocá-lo no local. Quando a atividade tiver acabado, a criança deve voltar ao quadro de tarefas para ver qual a próxima atividade e pegar seu respectivo cartão. Com o tempo ela poderá realizar a tarefa de maneira independente. O fundamental é a persistência até que a criança aprenda a utilizar a informação visual. Na maioria das vezes a utilização deste método traz tranqüilidade à criança já que possibilita melhor compreensão e comunicação, por exemplo:guardar mochila, ir ao banheiro, jogo, lavar as mãos, lanchar e ir para casa. Ao invés do nome pode-se colocar uma foto da criança em cima do quadro de suas atividades. É necessário que ao ver a figura a criança entenda o que se espera dela. Isto ajuda na organização, minimiza possíveis problemas de linguagem receptiva e dá independência para a criança. É possível também utilizar material visual para ensinar a fazer determinadas tarefas como fazer café, escovar os dentes, etc... Pode se fazer um álbum para ensinar a fazer café. As páginas do álbum possuem uma seqüência de fotos que ensinam cada passo de como fazer café. Primeiro pega a água, depois colocar na cafeteira, etc. Este tipo de orientação pode servir para qualquer coisa que se queira ensinar para a criança. É obvio que isto implica em um aprendizado. Inicialmente os passos serão dados com auxílio, mas sempre utilizando o álbum como referencial para a criança. É fundamental iniciar com tarefas bem simples (como por exemplo, pegar biscoitos em um pote) e sempre utilizando as fotos para a criança aprender a obter a informação ordenada e organizada visualmente. A família pode ter também um esquema na parede para a criança se situar com relação aos dias da semana e o que fará em determinado dia. Nos dias de semana pode-se colocar uma foto dela com uniforme da escola ou algum logotipo que a criança associe à escola. Nos sábados e domingos pode-se colocar uma foto de casa ou foto da criança com os pais ou avós. O importante é que fique claro para a criança que dia é hoje e o que ela fará. É também útil fotografar os locais e pessoas que fazem parte da vida da criança. Assim, quando os pais forem explicar para a criança aonde ela vai, podem mostrar uma foto ilustrativa enquanto passam a informação verbal (“hoje vamos à casa da vovó” e mostra a foto). Outro método utilizado com o intuito de aumentar a comunicação é o PECS (Picture Exchange Communication System). Este sistema utiliza cartões contendo fotos ou logotipos de coisas relevantes para a criança. Pode-se iniciar com coisas que a criança gosta de comer e ensiná-la a utilizar os cartões como objeto de troca pelo que deseja. Pode ser qualquer coisa. É importante utilizar coisas que a criança goste como: É interessante que exista sintonia entre os métodos utilizados em casa e na escola. O ideal é utilizar o método de cartões e organização visual das tarefas em casa e na escola. Espero que estes exemplos sejam úteis para vocês. Ai vão algumas fotos de pessoas utilizando este método pelo mundo:

Aproaut

Esta semana o Lucas iniciou na Ong Aproaut. Os dois primeiros dias foram um pouco cansativo por conta da escolinha da manhã e a correria para chegar, mas a princípio ele ficou muito bem. Percebi que ele gostou e isso é o mais importante. Eu também gostei muito de todos os profissionais e também das mães do Clube de mães. Ele terá o acompanhamento pedagógico (método teacch), fonoaudiologia, psicologia, terapia ocupacional, educação física, fisioterapia e atendimento com a neurologista. Acredito que será um ótimo lugar onde o Lucas vai se desenvolver muito. Gostei da energia que me foi passada, um calor humano e muito carinho demonstrado para as crianças. Fico feliz que Deus está nos mostrando novos caminhos. O meu Lucas é muito abençoado e só temos a agradecer. Obrigada Deus!!! Esta é a aproaut, o espaço é bem bonito, vejam abaixo:

Ah, se vocês pudessem olhar o Mundo com os olhos de um Autista ...

Caras mães e caros pais de Autistas e Aspergeres: Como muitos (as) de vocês sabem, também sou autista e como todos tive infância e tive muito na minha vida esta experiência na minha vida, de ficar olhando para o Infinito, para o Nada, até mesmo depois de adulto isto ainda perdurou um certo tempo, com vocês observam em seus filhos, especialmente quem tem filhos pequenos. Sei que ao vê-los assim, vocês sofrem muito e acham que eles estão sofrendo e se sentindo solitários. Mas deixa eu lhes falar uma coisa por experiência própria, de alguém que viveu isto na própria pele: Seu filho, quando faz isto, ele NÃO está infeliz, NÃO está triste, nem se sentindo só, ou curtindo a dor da solidão. Na verdade nem há drama nenhum. Ele está é feliz, alegre, da maneira dele, e na verdade ele não está olhando para o Nada, ele está olhando para o imenso, incrível mundo interno que ele está construindo para si, e como um engenheiro que constrói um grande empreendimento imobiliário, ele supervisiona seus personagens construindo este mundo belíssimo e riquíssimo em originalidade, criatividade, valor, exuberância! Ele observa deslumbrado toda esta harmonia filarmônica grandiosa de um mundo inteiro sendo construído, como o grande maestro de uma orquestra, cheio de novidades e belezas ímpares! Ah, se vocês mães pudessem olhar com nossos olhos autistas e vislumbra e se deslumbrar com o descortinar deste mundo tão fantástico que vai tão além da imaginação das outras pessoas, se vocês soubessem quantas alegrias nos dão ver e viver tudo isto... A infância é a época em que passamos mais tempo nestes mundos, depois com o tempo, as necessidades da Vida e do dia a dia vão nos tomando cada vez mais tempo, e ao chegarmos 'a idade adulta ficamos nele muito menos (mas nunca deixamos de visitar), mas aí já é outro mundo, não mais um mundo infantil, mas adulto, maduro, com outros tipos de beleza, mas igualmente vasto e belo... É verdade que os pais, especialmente se neurotípicos como vocês, ao ver o(a) filho(a) assim, tem uma tendência natural a achar que a criança autista quando está assim entretida, esteja triste, solitária, mas é só impressão, a verdade é outra... Ainda assim é compreensível a preocupação de vocês, como mães e pais, especialmente por que se preocupam com o futuro dos filhos e sua sociabilidade. Porém, e de experiência própria de quem já passou por isto na pele, posso assegurar-lhes com convicção de que seus filhos ficarem assim por certo tempo por dia não atrapalha em nada, (nem atrasa) a sociabilidade, nem o futuro deles. Só o que precisam é de uma orientação segura pelo caminho que os convidará a conhecer também o outro mundo o da Realidade, e os fazer entender que ambos os mundos podem coexistir pacificamente, e a utilizar o Mundo fantástico de suas imaginações galopantes como ferramenta de sobrevivência, sociabilidade e ascensão social para a busca da realização de seus sonhos e felicidades! Cristiano Camargo publicou no grupo ANJOS AZUIS https://www.facebook.com/groups/souautistasouumanjosouazul/?fref=ts https://www.facebook.com/cristiano.camargo.50

14 de fevereiro de 2013

Estudo revela que suplementos de vitamina B9 diminuem risco de autismo

Um estudo revela que suplementos de vitamina B9 (ácido fólico) antes e no início da gravidez reduzem em cerca de 40 por cento o risco de autismo do recém-nascido. A análise, realizada na Noruega com cerca de 85 mil crianças nascidas entre 2002 e 2008 e publicada no «Journal of the American Medical Association», aponta para uma redução clara do risco de autismo nas crianças cujas mães tinham tomado vitamina B9 entre quatro semanas antes do início da gravidez e oito semanas depois. «Os resultados confirmam trabalhos anteriores sobre a importância do ácido fólico para o desenvolvimento do cérebro e aumentam a possibilidade de um importante e barato meio de prevenção para reduzir o autismo», indicou um dos autores do estudo, Ezra Susser, professor de epidemiologia na Universidade de Columbia em Nova Iorque. Não foi estabelecida, contudo, uma ligação entre a vitamina B9 e um menor risco da síndroma de Asperger, uma doença do espectro do autismo. FONTE: http://www.abola.pt/mundos/ver.aspx?id=382339

8 de fevereiro de 2013

Folia na Escola - Carnaval 2013

Que folia boa!!! Hoje foi a festinha de Carnaval na escola do Lucas. Foi uma festa muito legal. O Lucas fez tudo que ele gosta, dançou, comeu docinhos, brincou de trenzinho, de roda, de espuma, de confetes e etc. Que felicidade ver meu filho se adaptando tão bem a sua nova rotina. Também, as professoras são uns amores, pacientes, amorosas e muito dedicadas. Acredito cada vez mais na inclusão, principalmente quando vejo que existem profissionais que também acreditam e que estão dispostos realmente a incluir e não somente a cumprir a lei. Obrigada Janine, Fernanda e toda a equipe!!! Olhem os resultados desta bagunça.

2 de fevereiro de 2013

Publicada no Diário Oficial uma consulta pública sobre a linha de cuidado de saúde das pessoas com autismo.

Foi publicada no Diário Oficial Sugestões podem ser enviadas pelo email : linhacuidado.autismo@saude.gov.br A seguir o texto publicado no Diário Oficial sobre a consulta. Nº 23 – 01/02/13 – seção 1 – p.66 MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE CONSULTA PÚBLICA N° 1, DE 31 DE JANEIRO DE 2013 O Secretário de Atenção à Saúde no uso de suas atribuições, torna pública, nos termos do art. 34, inciso II, c/c art. 59 do Decreto nº 4.176, de 28 de março de 2002, minuta de Portaria que aprova Linha de Cuidado para a Atenção Integral à Saúde das Pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo e suas Famílias no SUS. O texto em apreço encontra-se disponível no seguinte endereço eletrônico: http://www.saude.gov.br/consultapublica. A relevância da matéria recomenda a sua ampla divulgação, a fim de que todos possam contribuir para o seu aperfeiçoamento. Eventuais sugestões poderão ser encaminhadas ao Ministério da Saúde até 30 (trinta) dias a contar desta publicação,exclusivamente, para o endereço eletrônico: linhacuidado.autismo@saude.gov.br, especificando o número desta Consulta Pública e o nome do anexo no título da mensagem. O Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas coordenará a avaliação das proposições apresentadas, elaborando a versão final consolidada da Linha de Cuidado para a Atenção Integral à Saúde das Pessoas com Autismo e suas Famílias no SUS para que, findo o prazo estabelecido, seja aprovada e publicada, passando a vigorar em todo o território nacional. HELVÉCIO MIRANDA MAGALHÃES JÚNIOR ANEXO PORTARIA Nº Aprova a Linha de Cuidado para a Atenção Integral à Saúde das Pessoas com Autismo e suas Famílias no SUS. O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE, no uso das atribuições que lhe conferem os incisos I e II do parágrafo único do art. 87 da Constituição, e Considerando a Lei 10.216/2001, que garante os direitos das pessoas com transtorno mental e reorienta o modelo assistencial em saúde mental; Lei nº 12.764/2012 que institui a política nacional de proteção dos direitos da pessoa com transtorno do espectro do autismo; Considerando o Decreto nº 6.949, de 25 de agosto de 2009, que promulga a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo Facultativo; Considerando o Decreto nº 7.612, de 17 de novembro de 2011, que institui o Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência - Plano Viver sem Limite; Considerando a Portaria n 3088/GM/MS, 26 de dezembro de 2011, que institui a Rede de Atenção Psicossocial; Considerando a Portaria nº 793/GM/MS, 24 de abril de 2012, que institui a Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência no âmbito do Sistema Único de Saúde; Considerado as contribuições feitas à Consulta Pública nº 1, de 31 de janeiro de 2013, disponível para consulta e contribuições no site www.saude.gov.br/consultapublica; Considerando a qualificação de profissionais e equipes da Rede SUS para o cuidado integral das pessoas com autismo e suas famílias, garantindo-se, assim, a inclusão da especificidade e singularidade dessa população no processo de atenção à saúde; e Considerando a necessidade de disponibilizar informações e orientações quanto ao diagnóstico, tratamento e acompanhamento dos usuários, que criam mecanismos para garantir o acompanhamento eficaz em todo o território nacional, resolve: Art. 1º Fica aprovada a Linha de Cuidado para a Atenção Integral à Saúde das Pessoas com Autismo e suas Famílias no SUS. Parágrafo único. A Linha de Cuidado de que trata este artigo encontra-se disponível no endereço eletrônico www.portal.saude.gov.br. Art. 2º Esta Portaria entra em vigor na data da sua publicação. ALEXANDRE ROCHA SANTOS PADILHA © 2012 Ministério da Saúde. Todos os direitos reservados. É permitida a reprodução parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte e que não seja para venda ou qualquer fim comercial. A responsabilidade pelos direitos autorais de textos e imagens desta obra é da área técnica. A coleção institucional do Ministério da Saúde pode ser acessada, na íntegra, na Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde: http://www.saude.gov.br/bvs Série A. Normas e Manuais Técnicos Tiragem: 1.ª edição – 2013 – xxxx exemplares Elaboração, distribuição e informações: MINISTÉRIO DA SAÚDE Secretaria de Atenção à Saúde Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas Coordenação Nacional de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas SAF Sul, Quadra 2 Lote 5/6, Bloco II – Sala 8 - Auditório, Edifício Premium CEP: 70070 - 600, Brasília-DF Tel.: (61) 3315-9114Email: saudemental@saude.gov.br Home-page: www.saude.gov.br/saudemental
 
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