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26 de março de 2013

Semana da Páscoa - Escola Quero Bem

A semana da Páscoa chegou e a alegria de comemorar com os docinhos e chocolatinhos aguçam a criançada. Este ano acredito que o Lucas vai curtir mais, pois liberamos os doces que é a sua alegria. Preparamos uma cestinha bem recheada para dar de presente para ele no domingo. Vai ficar doidinho... E na escola já estão comemorando e com certeza vão comer muitos docinhos também...rs Olha a turminha dele que fofa! Obrigada tia Jéssica pelos cuidados! Com certeza vc está fazendo muita diferença na evolução deste danadinho. Até o seu nome ele aprendeu...rs Muito lindo ele falando "Jé-ssica" (com espacinho...rs)Obrigada mesmo e que Deus os abençoe!

Evento Ponta Grossa - Dia 02 de Abril

Contamos com a presença de toda população de Ponta Grossa. Vamos divulgar o evento para o dia Mundial de Conscientização do Autismo. 14:00 - CAMINHADA DO PARQUE AMBIENTAL ATÉ O GINÁSIO DE ESPORTES PARA DEFICIENTES. Finalizando com balões azuis, muita brincadeira e um lanchinho especial no ginásio para toda a criançada.

16 de março de 2013

Dia mundial de conscientização sobre o autismo - 2 de abril

Em reunião com a Ministra-chefe da Casa Civil Gleisi Hoffmann no Palácio do Planalto em Brasília, organizada por Berenice Piana de Piana, o Neurocientista Alysson Renato Muotri, PhD da School of Medicine - University of Califórnia, San Diego, expôs o projeto de criação do Centro de Excelência para pesquisas do autismo, falando também sobre suas pesquisas com um olhar no futuro, para que lutemos todos juntos por algo transformador, entre outros assuntos relativos à síndrome. Estavam presentes Luciana Nassif Cavichioli do Movimento Pró Autismo (SP), Luciano Aragão, Advogado e Membro Fundador do Grupo Azul (RJ), o geneticista Rui Fernando Pilotto da UFPR e Antônio Borges Reis, Coordenador de Acessibilidade do CREA em Curitiba (PR), Maria do Socorro Mendes Gomes, Ana Moraes, representando o senador Lindbergh Farias, Janice Steidel Krasniak representando o deputado estadual José Nei Ascari (SC), Luciano Aragão, membro fundador do Grupo Mundo Azul RJ e Nina Gomes Subchefe Adjunta de Articulação e Monitoramento da Casa Civil. Todas as expectativas apresentadas no dia 7 de março terão a análise necessária e o acompanhamento da Ministra Gleisi Hoffmann, que farão grandes transformações na vida das pessoas com autismo em nosso país, como é o caso da Lei 12.764/2012 – Lei Berenice Piana. “Não estamos parados”. Nosso objetivo principal é o aprimoramento da lei 12.764 e o seu pleno funcionamento impedindo que nossos filhos sofram mais do que o inevitável. Dia 2 de abril - É tempo de Conscientização. Faça sua parte. Celebre o que já foi feito. Fonte: Blog: http://autismovivenciasautisticas.blogspot.com.br/2013/03/autismode-olho-no-futuro.html

Recomeçando a natação...

Após um ano afastado da natação, o Lucas recomeçou... Que alegria!!! Esperamos que desta vez não precisa parar por causa das indesejáveis infecções. Então, vamos curtir esta nova etapa. HUHUHUHUHU!!!

15 de março de 2013

Cientistas vão testar fármaco para "reverter" autismo

Um grupo de investigadores norte-americanos utilizou, com sucesso, um fármaco antigo para restaurar as comunicações celulares do cérebro num modelo animal, conseguindo reverter os sintomas do autismo. Face aos bons resultados, os especialistas da Universidade da Califórnia - San Diego, nos EUA, esperam dar início a um pequeno ensaio clínico com humanos já no próximo ano. A descoberta da utilidade da suramina, um "inibidor de sinais purinérgicos das células" utilizado desde 1926 no tratamento da doença do sono, em África, e no combate a outras patologias parasitárias, foi efetuada por uma equipa coordenada por Robert Naviaux que deu, este mês, a conhecer os resultados da investigação através de um estudo publicado na revista científica PLOS ONE. "A nossa teoria sugere que o autismo acontece porque as células ficam 'presas' num metabolismo defensivo que as torna incapazes de comunicar normalmente umas com as outras, o que pode interferir com o desenvolvimento e função do cérebro", explica o professor de medicina Naviaux em comunicado divulgado pela universidade norte-americana. "Utilizámos um tipo de fármaco que já existe há quase um século para tratamento de outras doenças com o objetivo de bloquear o sinal de 'perigo' [que as células recebem e que desencadeia a postura defensiva] em ratinhos e conseguimos que as células retomassem o metabolismo normal e que a comunicação celular fosse restaurada", revela o investigador. Ensaio clínico com humanos arranca em 2014 Durante a investigação, o fármaco corrigiu 17 sintomas da doença, normalizando a estrutura sináptica do cérebro, o envio de sinais entre as células, o comportamento social, a coordenação motora e o metabolismo mitocondrial. Robert Naviaux admite que, "obviamente, mesmo sendo capazes de corrigir falhas em cérebros de modelos animais geneticamente modificados, continuamos a estar longe de uma cura eficaz para humanos". No entanto, os especialistas estão esperançados e planeiam dar continuidade à investigação, desta feita com pessoas, já em 2014. "Sentimo-nos suficientemente encorajados para testar esta abordagem num pequeno ensaio clínico com crianças autistas no próximo ano", desvenda o docente. "Acreditamos que esta terapia [denominada terapia antipurinérgica, APT na sigla em inglês] oferece um caminho novo e entusiasmante que poderá levar ao desenvolvimento de fármacos para tratar o autismo", garante. Segundo o coordenador da investigação, a eficácia demonstrada no estudo quanto à utilização deste tipo de terapia para "reprogramar a resposta das células ao perigo e reduzir a inflamação" constitui-se, portanto, "como uma oportunidade de desenvolver novos anti-inflamatórios para tratar esta e outras doenças". FONTE 1) http://boasnoticias.clix.pt/noticias_Cientistas-v%C3%A3o-testar-f%C3%A1rmaco-para-reverter-autismo_14921.html#.UUMOsNaG2E4 2) Educautismo (educautismo@yahoogrupos.com.br) 3) Estudo completo em inglês. 4) (http://www.plosone.org/article/info%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal.pone.0057380

12 de março de 2013

Dia Mundial de Conscientização do autismo - 2 de Abril

Meu mundo Azul...

Integração sensorial

O cérebro recebe constantemente grandes quantidades de informações através dos sentidos (movimento, toque, cheiro, olhar, som etc). É através deles que a criança, conforme aprende a se mover, equilibrar-se e relacionar-se com os objetos e pessoas ao seu redor, aprende sobre o mundo em que vive. O cérebro organiza e interpreta todas as informações recebidas para possibilitar uma resposta. Essa organização e interpretação que o cérebro dá à informações sensoriais é chamada de integração sensorial. Ela permite que dirijamos nossa atenção para produzir comportamento útil e adaptativo e para que nos sintamos bem sobre nós mesmos. No início da vida o cérebro desenvolve a organização que será a estrutura para comportamento e aprendizagem posteriores. Nesses primeiros anos, os movimentos espontâneos, as brincadeiras que envolvem o corpo todo, são muito eficazes em desenvolver o sistema nervoso. O cérebro humano freqüentemente tem sido comparado a um computador. Ele depende da informação que recebe do ambiente através dos sistemas sensoriais. Depende de informação visual, auditiva , tátil, olfativa e gustativa. Além disso, precisa também de informação sobre gravidade e movimento. O cérebro reúne todas essas sensações e as organiza para um plano de ação. Um distúrbio na recepção e organização das informações sensoriais recebidas sobre o mundo vai afetar o desempenho nas demais áreas. Quando a criança não recebe informações sensoriais importantes de forma clara e concisa, pode não estar recebendo o “alimento” que o cérebro precisa para o processo de aprendizagem. Assim, vemos crianças muito inteligentes que não produzem de acordo com o potencial intelectual que possuem. Podemos então suspeitar que exista uma dificuldade no processamento sensorial. A maioria das pessoas com autismo ou Asperger exibe sintomas de disfunção de integração sensorial, tornando difícil para elas processar as informações trazidas pelos seus sentidos. Elas podem ter um comprometimento sensorial leve, moderado ou intenso, manifestando-se tanto pela hipersensibilidade ou pela hipossensibilidade ao toque, som, etc. Por exemplo, a pessoa hipersensível pode evitar ser tocada enquanto uma hipossensível vai procurar pelo estímulo de sentir os objetos e pode gostar de ficar em lugares apertados, restritos ou quentes (camas com muitas cobertas ou armários, por exemplo.). Muitos comportamentos comumente vistos como "comportamentos autísticos", como andar na ponta dos pés, balançar as mãos e ficar rodopiando, podem ser na verdade sintomas de disfunção da integração sensorial. Alguns sinais de problemas na integração sensorial: - Falta de força e tônus muscular, o que pode resultar em má postura e fadiga - Má consciência espacial e desenvolvimento pobre da percepção de posição, resultando em insegurança durante os movimentos. - Falta de coordenação entre os dois lados do corpo. A criança pode ficar desajeitada e confusa quando as duas mãos precisam trabalhar em conjunto, como para atividades de cortar ou escrever. - Falta de coordenação entre os olhos e o corpo, de modo que há uso ineficaz de informação visual para auxiliar no desempenho de ações. - Atenção de curta duração. A criança geralmente tem dificuldade em focalizar nas tarefas que precisa fazer. - Lentidão ao desempenhar ou aprender tarefas motoras novas, uma vez que precisa pensar sobre cada movimento que faz. Desajeitada, bate-se nas coisas ou cai muito parecendo não ver os obstáculos no caminho. - Comportamento hiperativo; a dificuldade em concentração faz com que perceba todas as coisas ao mesmo tempo e não consiga se concentrar em uma só. - Sentido tátil mal desenvolvido, fazendo com que não goste de ser tocada, tenha dificuldade em aprender sobre a forma e textura das coisas. Por outro lado, pode não perceber seu espaço pessoal e tocar demais as pessoas, chegar perto demais. - Criança extremamente difícil para se alimentar: só come comidas com um certo tipo de textura, ou na mesma temperatura. - Apresenta medo excessivo, isola-se. - Dificuldade em graduar a força que precisa para manipular objetos ou tocar as pessoas. - Problemas em usar e entender linguagem, resultando em problemas na fala, leitura e escrita. Problemas na articulação da fala sem razão aparente. Nem todos esses sinais precisam estar presentes e geralmente não estão presentes ao mesmo tempo. A intensidade com que aparecem e o número deles que a criança apresenta vão determinar o quanto interferem em sua habilidade de aprender. Nos casos em que a informação não é integrada da forma que deveria ser, dizemos que existe uma Disfunção de Integração Sensorial (DIS). Quando há suspeita de que a criança apresenta disfunção de integração sensorial, é indicada uma avaliação por terapeuta ocupacional com especialização nessa área. Dependendo dos resultados da avaliação pode ser indicada uma terapia com uma abordagem de integração sensorial. Um aspecto importante da terapia de integração sensorial é que a motivação da criança e o brincar é que são as ferramentas usadas. Através de um ambiente sensorial enriquecido, recomendações de uma “dieta sensorial” para o lar e brincadeiras que levam a criança a perceber melhor o mundo ao seu redor, essa criança pode desenvolver uma melhor integração sensorial e vir a produzir de acordo com seu potencial intelectual. O objetivo da Terapia de Integração Sensorial é facilitar o desenvolvimento das habilidades do sistema nervoso para que ele consiga organizar, processar e interpretar os estímulos sensoriais normalmente. Com a terapia o cérebro coloca as mensagens sensoriais juntas e devolve a informação correta em resposta ao estímulo que foi dado. A terapia de integração sensorial usa exercícios neurossensoriais e neuromotores para estimular a própria habilidade do cérebro em se reparar. Quando a terapia é bem sucedida, ela pode desenvolver a atenção, concentração, audição, compreensão, equilíbrio, coordenação e o controle da impulsividade nas crianças. A avaliação e o tratamento do processo básico de integração sensorial nas crianças autistas são geralmente oferecidos por terapeutas ocupacionais ou fisioterapeutas. Um programa especial deverá ser planejado para fornecer a estimulação sensorial necessária, sempre em conjunto com atividades musculares propositais, visando o perfeito funcionamento do cérebro em processar e organizar as informações sensoriais. A terapia também sempre requer atividades que consistem num movimento completo do corpo, utilizando diferentes tipos de equipamentos. A terapia envolve atividades sensoriais específicas (balanço, salto, escovação etc) que pretendem ajudar a pessoa a regular sua resposta sensorial. O resultado destas atividades pode ser melhor foco, comportamento melhorado e ansiedade controlada. Sabe-se que a terapia de integração sensorial não ensina habilidades próprias de nível altíssimo, mas incrementa as habilidades do processo sensorial, o que permite a aquisição dessas outras habilidades. Para pessoas com autismo ou Asperger que fazem o programa Son Rise e têm DIS, elementos de terapia de integração sensorial podem ser levados ao quarto de brincar, com o auxílio de um profissional qualificado em Terapia de Integração Sensorial. Referências: http://sites.google.com/site/desvendandooautismo/integracao-sensorial http://www.toi.med.br/t2.htm Mais informações: http://camto.br.tripod.com/trabalhos/intsen.html http://maoamigaong.trix.net/terapiaintegracaosensorial.htm

8 de março de 2013

Notícias do meu pequeno grande menino...

As coisas vão acontecendo na nossa vida tão rápido que as vezes nem nos damos conta. Percebi que quando temos filhos é que tudo isso fica nítido, pois nem percebemos que eles crescem, precisa alguém dizer para a gente se ligar. Isso acontece principalmente nas evoluções psicológicas, por isso registro tudo para depois de um tempo assistir e pensar no que mudou. Mas mesmo assim, insisto em não perceber... Hoje me deparei com uma cena gostosa de ver. O Lucas se aproximou de uma menina do seu tamanho e ficou um tempão olhando para ela e conversando, quando de repente pegou todos de surpresa lascando aquele beijão na menina e depois outro... Quando os beijos acabaram ele ainda pegou a menina pelo braço e a ajudou subir em um degrau (muito cavalheiro). Eu e os pais da menina rimos muito. Foi inusitado e fascinante! Depois fiquei pensando como aquilo aconteceu, sendo ele tão isolado... Enfim, ele ERA isolado e eu não tinha me dado conta ainda. Comecei a lembrar dos relatos da escola onde ele abria as perninhas e os amiguinhos passavam debaixo e todos riam muito, me lembrei dele puxando o filho de uma amiga e pegando em suas mãos balançando como se quisesse dançar, gargalhando e fitando o amigo. Me senti mal inicialmente, pois estou com ele o tempo todo e só me ISOLO no fato dele ser "AUTISTA". Meu filho é uma criança linda e feliz, porque ele tem que ser ISOLADO? Porque é AUTISTA? Ele não tem que ser ISOLADO porque ele é um ser humano e todo o ser humano gosta de estar junto de outro. A sua dificuldade pode sim ser quebrada por nós, pelo amor e pelo desejo de ser amado. O meu pequeno grande menino já está conseguindo ultrapassar essas barreira e agora eu estou vendo e não quero nunca mais me deixar levar pelos RÓTULOS. Me filho pode, meu filho consegue, meu filho é um vencedor, meu filho é... O meu HERÓI!

3 de março de 2013

Alfabetização de crianças com Autismo: instalando a função da leitura e da escrita e a compreensão e interpretação de textos

No último artigo vimos algumas estratégias especiais de alfabetização de crianças com dificuldades de aprendizagem, estratégias estas que se baseiam na teoria da equivalência de estímulos. Dando continuidade a esta fase da aprendizagem acadêmica, veremos agora alguns procedimentos eficazes para instalar respostas de leitura e escrita mais refinadas em crianças com desenvolvimento atípico, particularmente, com autismo. Estas atividades visam treinar a função acadêmica e social da leitura e da escrita. As atividades aqui descritas não precisam, necessariamente, serem feitas após a alfabetização formal, algumas delas podem ser conduzidas paralelamente à alfabetização. A primeira preocupação do terapeuta analista do comportamento durante qualquer processo de ensino deve ser a generalização das habilidades ensinadas para contextos mais naturais, saindo do contexto artificial e especialmente preparado para a aprendizagem no qual se configura o setting terapêutico. Durante a alfabetização esta preocupação também deve permear todo o trabalho. Visando a generalização das palavras aprendidas na pré-alfabetização (tema do último artigo) e o treino da função da leitura e da escrita, o terapeuta pode produzir, junto com a criança, um livrinho com as palavras trabalhadas na pré-alfabetização. A criança deve completar cada página do livro já montado pelo terapeuta, como no exemplo abaixo. Depois de montar o livrinho todo, a criança pode ler a história para alguém. Neste momento, a criança tem a oportunidade de experimentar a principal função da leitura, afinal ela será capaz de ler algumas frases, já que estas são montadas com palavras-chave já treinadas. Com este mesmo livro produzido junto com a criança e, também, com outros livros simples (frases curtas; letra bastão grande; imagens claras; começo, meio e fim bem definidos; etc.), pode-se aplicar um conjunto de atividades que visam o treino de leitura e escrita; ampliação de interesses; aprofundamento do conteúdo de conversas e comentários; treino da atenção na leitura e no reconto do texto; compreensão e interpretação do texto. Abaixo descrevo estas atividades. Visando gerar interesse pela história e, com isso, motivação para as atividades que se seguem, a primeira atividade que deve ser feita é apresentar a história em vídeo (caso exista um filme sobre ela) ou em uma apresentação no Power Point com fotos de cada página do livro. O uso da mídia gera um interesse inicial maior do que se já começarmos direto com o livro. Em seguida, o terapeuta deve contar a história mostrando cada página do livro e garantindo que a criança preste atenção. Para isso, a história deve ser apresentada de maneira clara e breve, de preferência dividida em 4 ou 5 atos. O terapeuta deve estimular que a própria criança leia a história ou partes dela, a depender do passo da alfabetização em que ela está. Se a criança ainda não lê, ela deve, pelo menos, acompanhar a leitura com o dedo nas palavras. Durante a contagem o terapeuta deve, ainda, pedir respostas que garantam a atenção e participação da criança. Por exemplo, em cada página do livro o terapeuta pode pedir que a criança aponte (repertório de ouvinte - identificação) e/ou nomeie (repertório de falante – tato) personagens ou itens do cenário. Com crianças que tenham o repertório verbal mais desenvolvido pode-se, ainda, estimular respostas intraverbais, como “Está de noite ou de dia?”, “Onde morava o Pinguim?”, “Que cor é o lobo?”, etc. Em seguida o terapeuta pode pedir que a criança ordene as principais cenas da história, começando com 3 cenas e depois evoluindo para 5 a 7 cenas. Para isso, o terapeuta deve apresentar figuras com as principais cenas da história em ordem aleatória e mostrar cada uma para a criança. Em seguida a criança deve colocar as figuras na ordem em que ocorrem na história. Se necessário, o terapeuta deve dar ajuda física (pegando cada cena junto com a criança) ou gestual (apontando a próxima cena). Esta atividade vai garantir a compreensão da sequência lógica que permeia qualquer história, além de treinar esta habilidade que é fundamental para a compreensão de histórias, cenas e situações cotidianas. Com crianças autistas o apoio visual é sempre útil, por isso, pode ajudar bastante fazer a ordenação das cenas em uma prancha numerada e com quadros delimitados para cada cena, tal como exemplificado abaixo. Seguindo o sequenciamento visual feito na atividade anterior, a criança deve ser estimulada a verbalizar a sequência da história, utilizando as palavras de conexão como “primeiro, depois, então”. Os quadros ordenados servem de dicas para ela contar a história. Para isso, o terapeuta deve estimular que a criança coloque seu dedo em cada cena na medida em que vai contando a história. A depender do nível de alfabetização, peça para a criança escrever frases simples deste seu “resumo”. Este resumo escrito também pode ser feito com cópia, ou seja, o terapeuta escreve as frases que a criança falou durante o reconto da história e, depois, a criança copia seu próprio resumo. Outra atividade que contribui muito para a compreensão da história que está sendo trabalhada é a dramatização dos principais personagens e acontecimentos. Para isso, devem ser preparadas roupas ou acessórios característicos dos principais personagens. A criança deve preparar estes acessórios junto com o terapeuta, aproveitando para treinar habilidades grafomotoras como: recortar as orelhas do lobo; desenhar e recortar o chapéu do caçador; etc. Também pode-se utilizar brinquedos, miniaturas ou fantoches para a representação dos principais personagens. Depois da caracterização, a criança e o terapeuta devem encenar cada ato da história com diálogos básicos e curtos. O terapeuta deve dar as ajudas físicas e verbais (dica ecóica ou intraverbal) necessárias. Partindo para atividades de interpretação propriamente dita, o terapeuta pode elaborar de 3 a 4 questões sobre a história. Neste momento as questões devem ser sobre informações facilmente extraídas do texto, por exemplo, questões como: “Onde aconteceu?”, “Quem estava lá?”, “O que o personagem fez?”, etc. As respostas podem ser somente verbais; ou por escrito; ou ainda, a criança responde verbalmente, o terapeuta escreve a resposta e, em seguida, a criança a copia. Novamente buscando o apoio visual, sugere-se também fazer atividades de completar lacunas ou questões de múltipla escolha. O terapeuta deve desenvolver exercícios nos quais a criança vai preencher lacunas ou marcar um X na resposta correta, com informações que podem ser facilmente encontradas no livro. Aqui vale introduzir conceitos acadêmicos que estejam no currículo da escola, por exemplo: conceito de opostos; quantidades; estações do ano; formas geométricas; etc. Com crianças autistas, é interessante usar texto e imagens nas questões, como exemplificado abaixo. Com crianças mais velhas e mais avançadas no processo de alfabetização, pode-se também fazer questões que a estimulem a extrair informações das entrelinhas, criando hipóteses e entendendo o “porquê” das coisas. Nesta etapa o aplicador deve desenvolver perguntas que não podem ser diretamente respondidas com as dicas visuais do livro (Ex: “Quem era o porquinho mais esperto?”; “Porque a bruxa não gostava da Branca de Neve?”; etc.). Para responder a criança poderá reler partes do texto. As atividades de registro, comumente feitas em salas de aula regulares após a leitura de uma história, também são fundamentais. A partir do tema da história, a criança deve trabalhar em alguma atividade grafomotora, como: desenho com pontilhado; desenho livre; escrever os nomes dos personagens; recorte e colagem; etc. Os tablets também são um meio eficaz para estimular o interesse pela leitura e pela escrita, bem como para a aquisição da função social e comunicativa destas respostas. Existe uma infinidade de aplicativos que estimulam a leitura e a escrita, como: livrinhos virtuais que contam a história com áudio; treino da escrita de letras e palavras na tela do tablet; aplicativos nos quais a criança pode montar uma história usando fotos ou imagens da internet e digitando as frases; etc. Nesta fase da intervenção terapêutica e acadêmica, também sugere-se apresentar os diversos usos da leitura e da escrita, como: jornal – o adulto pode ler o caderno infantil ou alguma reportagem que envolva um tema do interesse da criança junto com ela, estimulando que ela leia as palavras-chave; livro – trabalhar os livros indicados na escola ou outros que sejam de interesse da criança com as atividades descritas acima; bilhete – estimular que a criança escreva bilhetes para os familiares e amigos da escola (usando ditado ou cópia como apoio, se necessário); e-mail - ensinar a usar o e-mail e mandar mensagem para pessoas que estão distantes; combinados – escrever combinados para a aula ou terapia e ler diariamente; etiquetas – colocar etiquetas escritas pela própria criança nos brinquedos, móveis e objetos da casa; propagandas – recortar e colar propagandas de alimentos preferidos e, depois, ir ao supermercado com esta “lista de compras” e comprar cada item; letra de música – a criança pode ajudar a encontrar a letra de uma música que goste muito na internet e, depois, ouvir a música e cantar junto com a letra na mão acompanhando com o dedinho em cada palavra (sugere-se usar letra bastão grande e destacar as palavras que a criança é capaz de ler); enunciados – nas lições de casa a criança deve ler os enunciados, compreender o que pedem e executar a tarefa; placar de jogos – em jogos coletivos podemos fazer um “placar” onde a criança deve escrever os nomes dos jogadores e sua pontuação no decorrer do jogo, no final ela deve dizer quem ganhou consultando o placar. Com estas e outras atividades que podem ser elaboradas a partir destas, vamos refinando a leitura e a escrita, dando função para este repertório, garantindo seu uso funcional no dia-a-dia e sua generalização para contextos naturais. POR: JULIANA FIALHO Com fontes bibliográficas http://www.comportese.com

1 de março de 2013

Encontro, com Fátima Bernardes, de 27/02/2013, sobre Autismo e Inclusão.

Parte 1 http://globotv.globo.com/rede-globo/encontro-com-fatima-bernardes/t/videos/v/berenice-piana-lutou-pelos-direitos-dos-autistas-no-brasil/2430204/ Parte 2 http://globotv.globo.com/rede-globo/encontro-com-fatima-bernardes/t/videos/v/ana-maria-elias-adotou-dois-filhos-autistas/2430211/ Parte 3 http://globotv.globo.com/rede-globo/encontro-com-fatima-bernardes/t/videos/v/berenice-decidiu-colocar-o-filho-em-uma-escola-especial/2430192/ Parte 4 http://globotv.globo.com/rede-globo/encontro-com-fatima-bernardes/t/videos/v/no-brasil-pedro-foi-estudar-em-escola-publica/2430214/ Parte 5 http://globotv.globo.com/rede-globo/encontro-com-fatima-bernardes/t/videos/v/marie-sobre-filho-autista-pedro-ignora-o-bullying/2430218/ Parte 6 http://globotv.globo.com/rede-globo/encontro-com-fatima-bernardes/t/videos/v/filho-de-maria-gabriela-foi-diagnosticado-aos-15-anos/2430228/ Parte 7 http://globotv.globo.com/rede-globo/encontro-com-fatima-bernardes/t/videos/v/paulo-mudou-novamente-de-escola-e-esta-se-adaptando/2430223/ Parte 8 http://globotv.globo.com/rede-globo/encontro-com-fatima-bernardes/t/videos/v/marilaine-montou-uma-escola-para-o-filho-estudar/2430234/ Parte 9 http://globotv.globo.com/rede-globo/encontro-com-fatima-bernardes/t/videos/v/casal-com-filho-autista-tem-que-decidir-em-que-escola-colocar-a-crianca/2430236/
 
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