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28 de abril de 2013

Ecolalia em crianças com asperger e autismo de alto funcionamento

Um sintoma comum de Asperger e autismo de alto funcionamento inclui repetição de palavras e frases. Em muitos casos, estas frases estão relacionados com algo que o jovem tenha sido exposto a (por exemplo, um filme, livro, música, etc.) O jovem pode continuar a dizer a palavra ou frase durante todo o dia ou até mesmo durante a semana seguinte. Se você é pai ou mãe de um jovem verbal diagnosticado com Asperger, você pode ouvi-los em suas repetições de pedaços de vídeos ou outras fontes. Este tipo de comunicação é chamado de "ecolalia". É uma forma única de expressão, e embora seja pensado como um "sintoma", ele também pode ser um ótimo inicio para começar a trabalhar com o jovem. Ecolalia é, literalmente, a repetição de palavras e sons que a criança tenha ouvido recentemente ou bastante tempo atrás. Crianças Aspergers verbais são muitas vezes "ecolálica" (isto é, eles usam palavras, e às vezes até mesmo usar as palavras apropriadamente, mas a sua escolha de palavras é baseada em um padrão memorizado). Às vezes, ecolalia é imediato (por exemplo, o pai diz: "Michael, você quer um sanduíche? "... e Michael responde:" Você quer um sanduíche "). Assim como, muitas vezes, ecolalia é adiada (por exemplo, um jovem ouve um comercial na televisão, como "Tem Leite?" ... E depois, quando ele está com sede, ele pode dizer "tem Leite?" Exatamente o mesmo tom e sotaque como o anúncio em televisão). Em ambos os casos, a ecolalia pode soar estranho, mas na verdade, é um método que o jovem Aspergers tem desenvolvido para comunicar suas /seus desejos e necessidades. O fato de que a criança tenha feito isso significa que ele / ela é capaz de fazer muito mais com a ajuda de um terapeuta da fala. Em alguns casos, a ecolalia é menos funcional, mas geralmente é um bom ponto de partida para a fala e / ou terapia do jogo . Por exemplo, um jovem pode memorizar segmentos inteiros de um filme favorito e recitá-los mais e mais. Propósito do jovem na recitação pode ser a de acalmar ou reduzir o estresse, mas a recitação também pode indicar um verdadeiro fascínio para os aspectos do filme. Crianças com Asperger podem interagir e comunicar, no entanto, fazem-no de formas diferentes. "Aspies" são realmente mais normal do anormal.Mesmo ecolalia é um caminho normal para aprender a língua. A maioria das crianças usa ecolalia de aprender a língua. A maioria das crianças cavaco de um modo rítmico, que é, na verdade, imitando a cadência da linguagem. Mais tarde, eles copiam sons, palavras, e, eventualmente, frases e frases que se ouvem os adultos usam em contextos específicos, repetitivos. Picos ecolalia por volta dos 30 meses de "típicos" as crianças, e depois diminui. ecolalia foi pensado como apenas outro comportamento inadequado para eliminar de uma criança com Asperger, no entanto, os pesquisadores atualmente vêm como um fenômeno de desenvolvimento que ocorre dentro do jovem cognitivo normal e maturação linguística. Ecolalia parece ser um passo "normal" no desenvolvimento cognitivo do Aspie e maturação de linguagem, e é intrinsecamente gratificante para o jovem. O reforço é, na verdade, o jovem ser capaz de corresponder ao que os outros dizem. Muitas crianças Aspergers tornam especialistas em ecoando o conteúdo do que é dito por outros, assim como a voz, inflexão, e a forma em que as palavras foram originalmente falado. O valor da ecolalia para a criança pode ser que as palavras ecoaram e pistas contextuais tornar a informação armazenada para ele ou ela para se referir mais tarde, como um ensaio interno do evento. A presença de ecolalia tenha realmente sido identificado como um sinal positivo em crianças com Aspergers. A presença de ecolalia é um importante indicador de prognóstico para o crescimento futuro linguagem. Parece que ecolalia fornece a "matéria-prima" para o crescimento linguagem a mais. Crianças com Asperger que estão discurso frase ecolálica desenvolvido mais tarde na vida boa ou não receberam treinamento intensivo de língua. Se ecolalia é uma das fases do desenvolvimento normal da linguagem, parece que ecolalia contínua indica que a criança com Asperger é "presa" no nível de desenvolvimento por um tempo, mas depois parece superá-lo e desenvolver padrões de fala mais normal. Independentemente da utilidade da ecolalia para a criança com Asperger, o hábito pode interferir com a interação social e de aprendizagem. Portanto, a maioria dos terapeutas concentram em ajudar o movimento da criança de uma forma mais criativa de linguagem. Uma criança com Asperger é mais provável usar ecolalia quando ele ou ela não tinha aprendido uma resposta apropriada a uma determinada questão ou solicitação

24 de abril de 2013

A família cresceu...

Estamos muito felizes com a notícia de mais um membro na família. Queríamos muito e desde dezembro decidimos que este ano seria o ideal e já aconteceu. Deus nos abençoa tanto que não sei nem como agradecer tantas bençãos. O Lucas crescendo e evoluindo tão bem e agora mais um pequeno ou pequena para nos fazer ainda mais felizes. Quando a notícia chegou, ouvimos algumas pessoas dizerem "Nossa, e agora como vcs cuidarão de mais um bebê tendo um filho autista que dá tanto trabalho..." ou "Será que este virá autista também???" Infelizmente muitos são tão egoístas que não conseguem ver além de tudo isso. Graças a Deus, nós somos pessoas iluminadas e não pensamos desta maneira tão pequena... Toda a criança dá trabalho e só porque temos um filho autista, não podemos ter outro por conta disso??? Se vai vir outro autista, ou com sindrome de down ou com qualquer outra dificuldade só Deus sabe e em relação a isso não teremos problema algum, pois amaremos esta criança como amamos o Lucas sem restrições ou preconceitos. Nossa vida é tão curta, por isso devemos curtir cada momento e ser feliz. É isso que estamos tentando fazer. SER FELIZ!!!

Terapia com animais

Pesquisas anteriores já haviam demonstrado a capacidade da presença de animais em estimular a interação social entre os seres humanos. O objetivo deste estudo foi analisar as interações de crianças com transtorno do espectro do autismo (ASD) com um adulto e crianças da mesma idade com desenvolvimento típico, na presença de animais (duas cobaias/ Hamsters / Coelhos) em relação aos brinquedos. Método: Noventa e nove crianças de 15 salas de aula em quatro escolas preencheram os critérios de inclusão e participação em grupos de três (uma criança com autismo e dois pares com desenvolvimento típico). Cada grupo foi filmado ao longo de três sessões de 10 minutos de brincadeiras livres com brinquedos e três sessões de 10 minutos com brincadeira livre com duas cobaias. Dois observadores “cegos” ( Isto é: Eles não sabiam quem era a criança com autismo) avaliaram o comportamento de crianças com autismo e as outras duas. Para explicar o desenho do estudo, os dados foram analisados por meio de modelagem linear generalizada e hierárquica. Resultados: Participantes com autismo demonstraram comportamentos mais sociais (incluindo a falar, olhar para rostos, e fazer contato tátil) e receberam abordagens mais sociais das outras crianças na presença dos animais em relação aos brinquedos. Eles também exibiram comportamentos mais pró-sociais e afetivos ( sorrindo e rindo), bem como menos comportamentos de interiorização e afetivos negativos (ou seja, franzindo a testa, chorando, e lamentando), na presença de animais em relação aos brinquedos. Conclusões: Estes resultados sugerem que a presença de um animal pode aumentar significativamente os comportamentos sociais positivos entre crianças com TEA. http://www.plosone.org/article/info%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal.pone.0057010

17 de abril de 2013

Autista ganha na Justiça direito de estudar em instituto federal

Flávia Bernardes Do UOL, em Vitória 17/04/201310h50 Na foto, Eduardo Meneghel Barcellos da Costa (à direita) com os irmãos e o pai Após quatro meses de espera o estudante Eduardo Meneghel Barcellos da Costa, 15, autista e apaixonado pela ciência e pelos bichos, ganhou na Justiça o direito de se matricular no Ifes (Instituto Federal do Espírito Santo). Após cursar o curso preparatório para a instituição e obter 170 pontos no processo seletivo, ele não conseguiu garantir a vaga pelo processo seletivo regular para o curso técnico de agropecuária integral. O instituto não tem reserva de vagas para pessoas com deficiência. De acordo com a decisão da Justiça, o Ifes tem dez dias para adotar todas as providências e orientar Maurice Barcellos da Costa, pai de Eduardo, sobre os procedimentos a serem adotados para início das aulas. Segundo Maurice, a iniciativa de buscar os direitos do filho na Justiça surgiu da luta do próprio estudante por mais autonomia. "Ele foi diagnosticado com autismo aos dois anos e desde lá vem se desenvolvendo muito bem, foi alfabetizado na 4ª série, concluiu o ensino fundamental e frequentou o preparatório do Ifes. Tenho um vago conhecimento das leis que garantem direitos aos deficientes e fui procurar me aprofundar para ajudá-lo", disse Maurice. A escolha do curso agropecuária integral surgiu da paixão de Eduardo pela ciência e por bichos. Segundo o pai, a partir daí começou a busca por um curso que agregasse um pouco dos temas e que possibilitasse a inserção de Eduardo no mercado de trabalho. Professor universitário, Maurice conta que os 170 pontos garantiram apenas a vaga de suplente ao filho, mas que buscou na Justiça os direitos garantidos aos deficientes para que ele não perdesse a vaga. "Sabíamos que o melhor colocado no processo seletivo havia feito 310 pontos e a última aprovada 220. Já os candidatos cotistas [de escola pública] foram aprovados com 110 pontos. O que buscamos na Justiça foi também um acesso privilegiado para situações peculiares, como a de Eduardo", explicou. Para isso, Maurice chegou a protocolar um requerimento administrativo no Ifes requerendo a vaga. Diante da negativa do órgão, mais uma tentativa foi feita, desta vez, pelo Ministério Público Federal através de uma recomendação ao instituto a favor da matrícula do aluno, que também foi negada. "Não temos uma legislação clara e as instituições também não praticam muito a reserva de vagas. Eu lamento o que ocorreu, mas confio na capacidade do Ifes e agora a maior preocupação é recuperar o tempo perdido", ressaltou Maurice. Ansioso para o início das aulas, Eduardo agora terá que aguardar o encontro entre Maurice e a diretoria de ensino do Ifes, em Alegre, para a realização da matrícula e para programar a reposição das aulas perdidas – as aulas começaram em fevereiro. Segundo o professor, tanto as reposições de aula como o apoio educacional no Ifes para de Eduardo são garantidos a ele pela Justiça. Maurice pretende passar a fase de adaptação junto ao filho no município de Alegre, mas garantiu: "Na escola ele tinha um acompanhamento especial, mas nos últimos anos ele não queria mais, vinha tentando dispensar e buscar mais autonomia. Já pegava ônibus da universidade até em casa sozinho", contou o pai. Já a preocupação do filho em não polemizar na escola a sua condição de autista não será possível. Mas, com a repercussão do caso, tranquilizou o pai, a situação do filho deverá servir de inspiração e não de receio. "Espero que o caso sirva de inspiração para as instituições para que se adaptem melhor as necessidades dos deficientes e ampliem seu trabalho em relação a inserção de deficientes na sociedade. Fora isso, eu confio nele, ele é um garoto muito tranqüilo e que consegue ter um auto-controle muito bom diante da doença. Tem as coisas bem resolvidas na cabeça dele", comemorou. Processo seletivo De acordo com o informado pelo Ifes, o Instituto irá cumprir a decisão judicial de garantir a matrícula de Eduardo, mas ressaltou que ainda não há uma política para o cumprimento da reserva de vagas para necessidades especiais previsto no edital, o que dificultou o caso. Apesar do imbróglio, o Ifes informou que possui matriculados na instituição alunos cegos, surdos e cadeirantes que passaram pelo rígido processo seletivo previsto por um edital para o ingresso na instituição.

5 APPS EDUCATIVOS PARA QUE SEU FILHO NÃO APENAS BRINQUE, MAS APRENDA DE VERDADE NO IPAD!

Por André Darugna Publicado no dia 1 de fevereiro de 2012 COMPARTILHE NAS REDES SOCIAIS Olá amigos do iPadDicas.com, hoje vou falar sobre um assunto muito interessante: aplicativos para as crianças. Mas não pense em um artigo comum como vocês encontram em qualquer outro blog, o assunto aqui irá muito mais a fundo! São aplicativos que realmente vão fazer seu filho aprender alguma coisa, são Apps especiais para desenvolver a inteligência e permitir um crescimento saudável. Estes aplicativos foram escolhidos por mim, não tenho filhos mas vasculhei a App Store em busca de aplicativos interessantes relacionados ao aprendizado e as crianças. Vale a pena lembrar que um adulto deverá acompanhar os pequenos utilizando o iPad, já seja por sua tela frágil, como também para não acabar comprando algo sem querer como descrevi neste artigo: Como evitar que crianças realizem compras In-App involuntariamente, proteja seu bolso e cartão! Vamos à lista dos aplicativos educativos? 1. ABC Palavras – $0.99 Este aplicativo é o primeiro da lista pois ele é um dos poucos em português que foram pensados para ensinar palavras ao seu filho. Com este App seu pequeno vai aprender as letras, a escrever as palavras e tudo isso de forma muito interativa e didática. Ele é educativo e divertido pois ensina as crianças a soletração e a construção das palavras básicas em português, seu pequeno deverá formar a palavra correspondente à figura arrastando com o dedo as letras. Para as crianças ainda menores existe um extra, é possível ativar a Marca d’água, assim elas recebem uma ajuda para colocar as letras no lugar correto! 2. LetterSchool – $2.99 Este aplicativo é lindíssimo, dá vontade de aprender as letras novamente. Bom, como o App é para as crianças eu prometo que elas vão adorar, aprender as letras e palavras com ele será muito fácil. Assista o vídeo que coloquei acima e você entenderá do que estou falando. Um App muito intuitivo e divertido, que vai fascinar as crianças e prender a concentração, pois elas podem tocar, deslizar o dedo e muito mais! Apesar do App estar em inglês seu filho vai aproveitar e muito, a idade recomendada para melhor aproveitamento dele é a partir dos 4 anos. Ele funciona da seguinte forma: INTRODUÇÃO – memorizar a forma da letra, o nome e o som TOCAR – aprender onde a letra começa, troca de direção e termina TRAÇAR – aprender o trajeto da escrita da letra traçando ele ESCREVER – testar os conhecimentos da criança sobre a forma da letra (memória) Se você como eu ficou impressionado com o que viu, compre este incrível aplicativo educativo para seu filho, as crianças adoram tecnologia e junto dela poderão aprender muito e se destacar entre os demais. 3. O Circo Mágico do Bita – Grátis Já falamos sobre o Circo Mágico do Bita em outras oportunidades, é um excelente aplicativo para crianças a partir de 2 anos. Claro, você vai participar com a leitura do livro, mas também pode deixar em piloto automático se preferir (o livro possui áudio). Seu pequeno vai poder aprender noções sobre a gravidade, espaço , entender que cada coisa tem seu lugar (poderá interagir com os objetos), além de conhecer uma divertida historinha. Também há um extra neste aplicativo: alguns desenhos para colorear, muito interessante principalmente pela qualidade e gratuidade do App. Leia nossa resenha completa: Conheçam O Circo Mágico do Bita – Um livrinho digital que vai animar toda a garotada! 4. Forca Brasil – $0.99 Quem nunca jogou forca com seus amigos quando era pequeno? É um jogo muito divertido que estimula o raciocínio e o conhecimento das palavras, um game especial para os filhos um pouco mais crescidinhos, já alfabetizados mas que pode ajudar e muito na aprendizagem de nosso idioma. É muito legal aprender brincando. Com o Forca Brasil HD seu filho vai aprender a escrever corretamente, vai exercitar a criatividade e o pensamento rápido, é um dos jogos mais interessantes, desenvolvido por brasileiros para brasileiros. Desafie seus amigos via Bluetooth (contra iPads ou iPhones) Efeitos de animação e sonoros Inúmeras palavras em seu banco de dados, divididas por categorias Gostou? Vale a pena! Confira. 5. MathBoard – $4.99 Seu filho vai se apaixonar pela matemática ao utilizar este aplicativo, um completo sistema de cálculos incluindo soma, subtração, divisão e multiplicação, para que seu filho aprenda brincando. O MathBoard é um aplicativo fantástico, premiado e tão apreciado pela própria Apple que fez parte do último comercial Learn do iPad 2, considere comprar este App, principalmente se seu filho demonstra dificuldade com os números. Considerações Finais Bem amigos, espero que vocês tenham gostado do ponto de vista deste post, resgatar os aplicativos que realmente ensinam e estimulam seus filhos, não somente os engraçadinhos, ou divertidos. São Apps que foram pensados para que seu pequeno fique mais esperto, desenvolva seu intelecto e que esteja um passo à frente de seus amiguinhos. Se você que é pai ou mãe conhece outro aplicativo especial para as crianças, por favor, deixe seu comentário, existem outros pais buscando informação de como aproveitar melhor seus iPads para seus filhos.

2 de abril de 2013

Cerca de 90% dos brasileiros com autismo não recebem diagnóstico

Julliane Silveira Do UOL, em São Paulo Fonte:http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2013/04/02/estima-se-que-90-dos-brasileiros-com-autismo-nao-tenham-sido-diagnosticados.htm 02/04/201307h05 > Atualizada 02/04/201313h59 "Fique tranquila, cada criança tem um padrão de desenvolvimento." Essa é a resposta ouvida por quase todos os pais de autistas na primeira vez em que questionam o médico sobre os diferentes comportamentos de seus filhos. Obter o diagnóstico de autismo no Brasil é difícil e demorado, porque muitas famílias e especialistas não conhecem os sintomas ou menosprezam os sinais. 1 em cada 50 crianças sofre de autismo, segundo dados divulgados há menos de um mês pelo CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) dos EUA "Estima-se que 90% dos brasileiros com autismo não tenham sido diagnosticados. Falta informação: nunca foi feita campanha de conscientização no país", diz o psiquiatra Estevão Vadasz, coordenador do Programa de Transtornos do Espectro Autista do Instituto de Psiquiatria do HC de São Paulo. Enquanto nos Estados Unidos pediatras são treinados para identificar os transtornos do espectro autista até os três anos, no Brasil, o diagnóstico é feito, em média, entre os cinco e os sete anos de idade. E não porque se trata de um distúrbio raro: dados divulgados há menos de um mês pelo CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) dos EUA mostram que uma em cada 50 crianças tem o transtorno. Não há estatística oficial entre os brasileiros, mas especialistas acreditam que a proporção seja semelhante à encontrada em outras partes do mundo. As famílias que procuram a AMA (Associação do Amigo do Autista) – uma das principais entidades do país - relatam com frequência que foi difícil obter o diagnóstico. "Os pais sofrem, porque o autismo está sendo mais conhecido só agora. Ainda há grande dificuldade de encontrar um profissional que conheça a síndrome. Percebemos que há insegurança do próprio médico", relata Carolina Ramos, coordenadora pedagógica de algumas unidades da associação. A esteticista Michella Franca, 35, foi chamada de louca e preconceituosa por um psiquiatra infantil por suspeitar que seu filho era autista, já que ele manifestava atraso motor desde os primeiros meses de vida. Consultaram vários neurologistas em vão. "Diziam que ele era mais atrasado por ter nascido prematuro. Mas, à medida que crescia, percebíamos que ele não atendia ao nome, não dava tchau, beijo, nem mesmo os bracinhos quando queria colo", conta. Só receberam o diagnóstico em um centro de apoio a autistas, depois de dois anos. "Eu e meu marido estudamos por conta própria e tínhamos certeza de que ele se encaixava nos transtornos do espectro autista", diz. Sintomas De fato, esses são os principais sintomas da síndrome em crianças com menos de três anos de idade. Observa-se, ainda, um atraso na aquisição da linguagem ou uma grande dificuldade de se comunicar com palavras e por contato visual. Bebês com autismo, por exemplo, podem não olhar nos olhos da mãe quando são amamentados. Espera-se que o bebê de um ano e meio consiga construir frases simples e pequenas – a maioria dos autistas não faz isso. "Num primeiro momento, a família acha que a criança é surda. Os pediatras pedem audiometria e outros exames", afirma Vadasz. Nessa fase, a criança também pode apresentar movimentos pendulares característicos: pessoa balança as mãos ou o tronco para frente e para trás. Em crianças um pouco maiores, os sinais vão ficando mais evidentes: quadros mais graves levam a impulsividade, irritabilidade, intolerância à frustração, autoagressão. Elas também podem manifestar uma hiper-habilidade isolada, como ler precocemente, fazer cálculos em alta velocidade, decorar dados específicos. "Isso pode despistar o diagnóstico, porque os pais passam a achar que o filho é um gênio", pondera o psiquiatra Estevão Vadasz. Esses sinais são cruciais para o diagnóstico do médico. Como complemento, alguns exames podem ser feitos para excluir a suspeita por outras doenças que causam sintomas parecidos. Se o médico da criança não parecer bem esclarecido e a família acreditar que há algo errado, o mais indicado é procurar grupos de apoio a crianças autistas para o diagnóstico e tratamento corretos. Tratamento Quanto antes os pais identificarem as características e buscarem ajuda, melhor. O tratamento precoce, iniciado antes dos três anos de idade, traz resultados mais expressivos no desenvolvimento da criança com autismo. O transtorno se manifesta de diversas maneiras em cada criança e, por isso, a indicação de terapias pode variar. Em comum a todos os autistas está o fato de que alterações no crescimento, arquitetura, reações químicas e conexões dos neurônios em todas as áreas do cérebro levam à dificuldade de condução, transmissão e processamento de informações. Isso não tem cura, mas pode ser amenizado com métodos que envolvem as áreas de comunicação, comportamento e pedagogia. A ABA (análise do comportamento aplicada, na sigla em inglês) é a terapia mais usada para ajudar a pessoa com autismo a driblar a dificuldade de se comunicar e a reduzir comportamentos indesejáveis. O método é baseado em ação e recompensa: a criança faz e ganha um mimo, que pode ser um brinquedo, o desenho na TV ou outro item que lhe interesse. "Algumas pessoas criticam a técnica, dizendo que se parece treino com animais. Mas o trabalho vai evoluindo, a criança aprende a fazer sem receber algo em troca, a esperar", explica Carolina Ramos, pedagoga da AMA. Para trazer bons resultados, a terapia precisa ser aplicada todos os dias, por ao menos quatro horas. Como nem todas as famílias podem bancar o tratamento ou não têm acesso a centros especializados gratuitos, é comum (e indicado) que os pais aprendam as técnicas em cursos ministrados por associações de apoio e ONGs. "Dessa forma, é possível aplicar em casa e ajudar na estimulação", diz Vadasz. Outro método bastante usado é o PEC (sistema de comunicação por figuras, na sigla em inglês). Como boa parte dos autistas tem muita dificuldade em se comunicar por palavras, imagens e frases são usadas por familiares e profissionais para entender e ensinar os pacientes a expressar vontades e sentimentos. Esse sistema serve de inspiração para diversos aplicativos usados em tablets, que vem servindo com ferramenta de comunicação para os autistas. Fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional e fisioterapeuta também auxiliam no processo de aquisição de linguagem e desenvolvimento motor. Cabe ao médico que acompanha a criança indicar outros tratamentos de acordo com as necessidades de cada uma. O uso da pet-terapia também tem trazido bons resultados. O contato com cães de companhia treinados estimula a produção de ocitocina, hormônio responsável pela criação de vínculos. "Percebemos uma melhora na interação e socialização das crianças", diz Vadasz. Mas vale ressaltar que o cão precisa passar por treinamento antes de entrar em contato com a criança, para evitar ataques inesperados do animal. Remédios são usados para tratar outros problemas que podem se manifestar e atrapalhar as atividades e o desenvolvimento da criança, como falta de concentração, insônia e hiperatividade.

Dia 2 de abril - Ponta Grossa-PR

 
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