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28 de dezembro de 2013

Natal 2013

A nossa vida está uma correria com os dois, é difícil conseguir um tempinho para descansar ou me inspirar em escrever. Apesar do cansaço somos a família mais feliz neste momento. Como é bom ter filhos!!! O Lucas ainda está ciumento com a Lara, mas aos pouquinhos está se soltando. Hoje encontrei ele deitado no berço da irmã brincando com a bonequinha dela, pegava a boneca no colo e conversava muito. Quando ele percebeu que eu e o pai estávamos olhando, começou a morder a boneca... Bem... falando do nosso Natal, este ano foi muito especial com a chegada da Lara. Passamos muito tranquilos e felizes. O Lucas não queria dormir, pois ficou tão eufórico com a festa, presentes e comidinhas que queria mais e mais. Fizemos algumas fotos antes da ceia para registrar um poquinho do quanto estamos felizes. Obrigada Jesus por todas as bençãos!!! Que venha agora o ano novo.

12 de dezembro de 2013

Chegou a irmãzinha

Fiquei um tempo sem escrever devido ao cuidado com a minha gravidez, mas Graças a Deus no dia 01/12/2013 nasceu a Lara. Estamos muito felizes e apesar do ciúmes dela comigo o Lucas também parece estar feliz. A maior dificuldade foi nos dias em que eu cheguei do hospital, ele me empurrava, cheirava meu peito, não interagia comigo e quando me olhava fechava os olhos. Sofri muito com esses comportamentos, pois sempre fomos companheiros...Mas faz parte. Agora já está um pouco melhor e ele também já está se aproximando da irmã, dá beijinho na cabecinha, pega na mãozinha e quer dormir comigo e com ela na minha cama. Tenho certeza que eles serão amigos e companheiros para a vida toda. Que Deus abençoe!

7 de setembro de 2013

Programas do fantástico - 2013

1ª Série do Fantástico sobre autismo - 04 de agosto: http://globotv.globo.com/rede-globo/fantastico/v/programa-estreia-serie-sobre-autismo/2735501/ 2ª Série do Fantástico sobre autismo - 11 de agosto: http://globotv.globo.com/rede-globo/fantastico/t/edicoes/v/veja-caracteristicas-que-podem-ajudar-a-desconfiar-quando-a-crianca-tem-autismo/2750954/ 3ª Série do Fantástico sobre autismo - 18 de agosto: http://g1.globo.com/fantastico/videos/t/edicoes/v/drauzio-varella-mostra-como-funciona-o-tratamento-para-autismo/2766483/ 4ª Série do Fantástico sobre autismo - 25 de agosto: http://g1.globo.com/fantastico/videos/t/edicoes/v/pessoas-com-autismo-podem-trabalhar-e-levar-uma-vida-comum/2781397/?fb_action_ids=415885118516641&fb_action_types=og.likes

2 de setembro de 2013

Votação Projeto A fada do dente

Gente, vamos votar neste projeto que tanto está contribuindo com a nossa causa. É só acessar e votar. O caminho da cura está próximo. Vamos a Luta!

29 de agosto de 2013

Academia de Integração Sensório-Motora-Cognitiva

Os estudos atualizados de plasticidade neuromuscular realizados por Taub (1999), Nudo (1999), Weiller (1999), vêm demonstrando através de PET scan (Tomógrafo de Emissão Positrônica) e TSM (Estimulação Transcranial Magnética) o quanto o nosso SNC (Sistema Nervoso Central), especificamente o córtex motor e sua área de representação, pode ser alterado em função de vivências e treinamentos. Esses estudos comprovam que o treinamento de uma determinada parte do corpo, de forma sistematizada, diversificada e controlada, refletirá num aumento considerável da representação dessa área no mapa cortical. Por outro lado, alertam para o desuso e as implicações advindas pós-lesão, amputação, traumatismos, etc. como fatores que reduzem a representação do mapa cortical. Conforme comprovações realizadas nessas e outras pesquisas (Diamond, 2000) a plasticidade cerebral reflete a experimentação e vivência diária do indivíduo (Kandel, 1997). Nosso mapa motor-cognitivo sofre alterações a cada nova experiência e conhecimentos adquiridos. No entanto sabe-se a importância do córtex associativo para a aprendizagem, especialmente a ação proposital. Toda a nossa aprendizagem sensório-motora é registrada, decodifica e memorizada através dos caminhos funcionais. As áreas de associação estão relacionadas com percepção, movimento e motivação. Assim movimentos passivos, estimulação táctil passiva e exercícios desprovidos de eficácia funcional para o SNC, não são interpretados pelo córtex associativo. Dessa forma relacionando à nossa prática terapêutica, um movimento destituído de um aporte funcional não é incorporado por uma criança com lesão neuromotora.(Levin, 2000) (Carr, 1998). Esses achados, agora comprovados por ferramentas avançadas de análise, estão nos últimos anos modificando as abordagens de tratamento, principalmente o Conceito de Tratamento Neuroevolutivo (NDT), que entende agora, a necessidade não só do feedback motor, como também o feedforward (antecipação) que é a imagética do movimento e da sensação que foi armazenada nos bancos de memória do córtex associativo, impregnada das sensações provocadas pelas experiências prévias e aprendizagens funcionais. (Lent, 2001) O movimento está presente no ser humano impregnado de sensações dos sistemas: sensorial somático (propriocepção, tato, nocicepção, pressão e temperatura), vestibular, visual, auditivo e gustativo. De maneira ergonômica o SNC busca sempre as melhoras rotas para realizar essas tarefas operacionais com eficácia energética. (Shumnway-Cook, 1995). Para Jean Ayres, que desenvolveu a teoria de Integração Sensorial (SI), a organização das sensações do corpo e do meio ambiente em um processo freqüente de reconhecimento, interpretação e ação, resulta na Integração Sensorial. No desenvolvimento da criança, esse processo é o caminho da decodificação de cada estímulo e a sua resultante, é o desenvolvimento da capacidade de perceber, aprender e organizar estímulos corporais e ambientais e de processá-los para as funções e atividades significativas, é o caminho de dar significado a cada sensação, a cada experiência. (Ayres, 1979). Essas respostas adaptativas que a criança processa através da experimentação cada vez mais ampla em graus, tipos e combinações de informações sensoriais, são impregnadas de objetivos e intenções e resultam numa modificação do meio ambiente. Essas experiências são armazenadas pelo SNC, e serão as memórias sensoriais resgatadas em experimentações futuras. Esse processo de interagir com eficiência e segurança às demandas e desafios do meio ambiente, se traduz por maior capacidade de organização sensorial e maior capacidade de produzir respostas adaptativas complexas. (Fisher e col, 1991). Assim, SI é um processo neuronal de recepção, registro e organização do input sensorial que será utilizado para as respostas adaptativas do nosso corpo às interações com o meio ambiente. Esse processo inicia-se durante o desenvolvimento pré-natal, e para Ayres, esse processamento reflete-se em desenvolvimento e organização do vínculo pai-filho, em desenvolvimento social, em auto-estima e auto-regulação. Assim SI não é somente a base da aprendizagem como também é a base de um adequado desenvolvimento emocional. Sabe-se também que através das redes interconectivas neuronais, os diversos sistemas operacionais se relacionam intercambiando funções e informações.O processamento de informações mais complexo é feito por conexões em série e em paralelo de diversas regiões cerebrais, enquanto que regiões distintas e localizadas são responsáveis por operações elementares. (Kolk, 2000) Segundo Kandel (1997), mesmo quando a função desaparece de primeiro momento, com o passar do tempo poderá ser retomada parcialmente, porque áreas não lesadas, de uma certa maneira irão reorganizar-se para realizar essa função perdida. A mais simples tarefa cognitiva demandará a coordenação de diversas áreas cerebrais distintas. (Kandel, 1977). A Neurociência compreende também hoje que aportes cognitivos ampliam aportes motores, que aportes sensoriais ampliam aportes cognitivos e vice-versa sucessivamente (Damásio, 2000). Conhecendo essas novas descobertas autoras como: Blanche, Botticelli, Hallway, (1995), vêm propondo aos profissionais de reabilitação neuro-motora que utilizem a combinação das abordagens NDT e SI, como formas complementares de tratamento. Enquanto o NDT busca o aprimoramento motor, o SI busca fornecer recursos para diminuir o impacto que o sistema sensorial deficitário causa ao sistema cognitivo-motor. As equipes formadoras de NDT agora, Bly (1997) entre outras, entedem que os exercícios motores devem equacionar atividades que sejam funcionalmente relevantes para o ambiente sócio-emocional e familiar do indivíduo. Complementando ainda esses achados, os neurocientistas alertam que a plasticidade neuromuscular tão necessária aos indivíduos com lesão neuromotora só poderá ser eficaz se forem considerados os fatores: quantidade, sistematização, freqüência, adequação funcional e ativação do sistema motivacional. O Sistema Límbico, um dos principais sistemas responsáveis pelas emoções, tem importante influência sobre a plasticidade cerebral. A felicidade e o medo podem ativar ou paralisar respectivamente o córtex motor. Considerando o acima exposto brevemente, sugerimos uma sala de estimulação sensório-motora-cognitiva, rica de atrativos visuais, desafios e facilitadora de experiências funcionalmente ativadoras de mecanismos de ajustes posturais (reações de endireitamento, de equilíbrio e proteção), de experimentações graduadas motoras e sensoriais. Uma verdadeira academia de fortalecimento de aprendizado integral, lúdica e um lugar de aconchego emocional e bem-estar. Um lugar para as crianças brincarem felizes enquanto fortalecem e ampliam as redes neuronais do córtex integrativo. Bibliografia : Ayres, A. J. Sensory integration and the child, Los Angeles, Western Phychological, 1979. Blanche, E. I., Botticelli, T. M., Hallway, M. K. Combining neuro-developmental treatment and sensory integration principles an approach to pediatric therapy, Arizona, The Psychological Corporation, 1995. Bly, L. A historical and current view of the basis of NDT, Pediatric Physical Therapy, 3:131-135., 1991 Carr, J. H. e Shephered, R. B. Neurological Rehabilitation. Optimizing motor performance, Oxford, Butterworth Heinemann, 1998. Cohen, H. Neurosciense for Rehabilitation, Texas, Lippincott Williams & Wilkins, 1999. Diamond, M. e Hopson, J. Árvores Maravilhosas da Mente, Rio de Janeiro, Editora Campus, 2000. Damásio, A. R. O erro de descartes, emoção, razão e o cérebro humano, São Paulo, Companhia das Letras, 2000. Fisher, A. G., Murray, E. A., Bundy, A. C. Sensory Integration, Theory and Pratice, Philadelphia, F. A. Davis Company, 1991. Gazzaniga, M.S. (ed.) The Cognitive neurosciences, The MIT Press, Massachussets, 1997 Kandel, E. R., Schwartz J. H., Jessell, T. M. Fundamentos da neurociência e do comportamento, Rio de Janeiro, Editora Prentice-Hall do Brasil Ltda, 1997. Kolk, H. H. J. Multiple Route Plasticity, Brain and Language, 71: 29-131, 2000. Lent, R. Cem bilhões de neurônios, conceitos fundamentais de neurociência, São Paulo, Editora Atheneu, 2001. Levin, H. S. e Grafman, J.(eds.) Cerebral Reorganization of Function After Brain Damage, New York, Oxford University Press, 2000. Nudo, R. J. e Friel, K. M. Cortical plasticity after stroke: implications for rehabilitation,Revue Neurologique, 155 : 713-17, 1999. Shumway-Cook, A. e Woollacott, M. Motor Control, Theory and practical applications, Baltimore, Lippincott Williams & Wilkins, 1995. Taub, E. e col. Constraint-Induced Movement Therapy: A new family of techiques with broad apllication to Physical rehabilitation - a clinical review . Journal of Rehabilitation Research and Development, Vol. 36 (3): 363-379, 1999. Weiller, C. e Rijntjes, M. Learning, plasticity, and recovery in the central nervous sustem. Experimental Brain Research 128: 134-138, 1999. Autora do texto: Gisleine Philot, Terapeuta Ocupacional Retirado de:http://www.expansao.com/home/site/0302.htm

28 de agosto de 2013

Estatuto da Pessoa com Deficiência

Repassando... Prezado (a), Estamos debatendo o Estatuto da Pessoa com Deficiência É uma proposta que tem que reunir todos os direitos consolidados dos deficientes e incluir os novos. Queremos saber a opinião de todas as pessoas de alguma forma lidam com esse tema. Nós Aprovamos na câmara, a Convenção Internacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, e aprovamos de uma forma tão importante, que ela já está na Constituição Brasileira. Temos que adaptar isso para a Lei Brasileira. O que precisa ser feito pra melhorar o dia a dia das Pessoas com Deficiência? Na saúde, no transporte, no lazer, no trabalho, na educação. A todos que são deficientes, é também dado o direito de usufruir dos bens que a civilização criou, das oportunidades q muitos possuem. Participe! Envie ideias e sugestões, até o dia 1º de outubro, pelo site http://edemocracia.camara.gov.br/web/public/home#.Uh4lVdLFWLr Assista o vídeo, entenda melhor e ajude a divulgar: https://www.youtube.com/watch?v=o9rX-0VUabo Otavio Leite Deputado Federal Otavio Leite/RJ

Alfabeto concreto

Olha o que eu encontrei na net e achei muito interessante. Compartilhando.

Como o autismo ajudou Messi a se tornar o melhor do mundo

Roberto Amado 26 de agosto de 2013 Fonte: http://www.diariodocentrodomundo.com.br/como-o-autismo-de-messi-o-ajudou-a-se-tornar-o-melhor-do-mundo/ Os sintomas da Síndrome de Asperger trabalharam a seu favor. Messi é autista. Ele foi diagnosticado aos 8 anos de idade, ainda na Argentina, com a Síndrome de Asperger, conhecida como uma forma branda de autismo. Ainda que o diagnóstico do atleta tenha sido pouco divulgado e questionado, como uma maneira de protegê-lo, o fato é que seu comportamento dentro e fora de campo são reveladores. Ter síndrome de Asperger não é nenhum demérito. São pessoas, em geral do sexo masculino, que apresentam dificuldades de socialização, atos motores repetitivos e interesses muito estranhos. Popularmente, a síndrome é conhecida como uma fábrica de gênios. É o caso de Messi. É possível identificar, pela experiência, como o autismo revela-se no seu comportamento em campo — nas jogadas, nos dribles, na movimentação, no chute. “Autistas estão sempre procurando adotar um padrão e repeti-lo exaustivamente”, diz Nilton Vitulli, pai de um portador da síndrome de Asperger e membro atuante da ong Autismo e Realidade e da rede social Cidadão Saúde, que reúne pais e familiares de “aspergianos”. “O Messi sempre faz os mesmos movimentos: quase sempre cai pela direita, dribla da mesma forma e frequentemente faz aquele gol de cavadinha, típico dele”, diz Vitulli, que jogou futebol e quase se profissionalizou. E explica que, graças à memória descomunal que os autistas têm, Messi provavelmente deve conhecer todos os movimentos que podem ocorrer, por exemplo, na hora de finalizar em gol. “É como se ele previsse os movimentos do goleiro. Ele apenas repete um padrão conhecido. Quando ele entra na área, já sabe que vai fazer o gol. E comemora, com aquela sorriso típico de autista, de quem cumpriu sua missão e está aliviado”. A qualidade do chute, extraordinária em Messi, e a habilidade de manter a bola grudada no pé, mesmo em alta velocidade, são provavelmente, segundo Vitulli, também padrões de repetição, aliados, claro, à grande habilidade do jogador. Ele compara o comportamento de Messi a um célebre surfista havaiano, Clay Marzo, também diagnosticado com a síndrome de Asperger. “É um surfista extraordinário. E é possível perceber características de autista quando ele está numa onda. Assim, como o Messi, ele é perfeito, como se ele soubesse exatamente o comportamento da onda e apenas repetisse um padrão”. Mas autistas, segundo Vitulli, não são criativos, apenas repetem o que sabem fazer. “Cristiano Ronaldo e Neymar criam muito mais. Mas também erram mais”, diz ele. Autistas podem ser capazes de feitos impressionantes — e o filme Rain Man, feito em 1988, ilustra isso. Hoje já se sabe, por exemplo, que os físicos Newton e Einstein tinham alguma forma de autismo, assim como Bill Gates. Também fora de campo, seu comportamento é revelador. Quem já não reparou nas dificuldades de comunicação do jogador, denunciadas em entrevistas coletivas e até em comerciais protagonizados por ele? Ou no seu comportamento arredio em relação a eventos sociais? Para Giselle Zambiazzi, presidente da AMA Brusque, (Associação de Pais, Amigos e Profissionais dos Autistas de Brusque e Região, em Santa Catarina), e mãe de um menino de 10 anos diagnosticado com síndrome de Asperger, foi uma revelação observar certas atitudes de Messi. “A começar pelas entrevistas: é visível o quanto aquele ambiente o incomoda. Aquele ar “perdido”, louco pra fugir dali. A coçadinha na cabeça, as mãos, o olhar que nunca olha de fato. Um autista tem dificuldade em lidar com esse bombardeio de informações do mundo externo”, diz Giselle. Segundo ela, é possível perceber o alto grau de concentração de Messi: “ele sabe exatamente o que quer e tem a mesma objetividade que vejo em meu filho”. Giselle observou algumas jogadas do argentino e também não teve dúvidas: “o olhar que ‘não olha’ é o mesmo que vejo em todos. Em uma jogada, ele foi levando a bola até estar frente a frente com um adversário. Era o momento de encará-lo. Ele levantou a cabeça, mas, o olhar desviou. Ou seja, não houve comunicação. Ele simplesmente se manteve no seu traçado, no seu objetivo, foi lá e fez o gol. Sem mais”. Segundo Giselle, Messi tem o reconhecido talento de transformar em algo simples o que para todos é grandioso e não vê muito sentido em fama, dinheiro, mulheres, badalação. “Simplesmente faz o que mais sabe e faz bem. O resto seria uma consequência. Outra aspecto que se assemelha muito a meu filho”. Outra característica dos autistas, segundo ela, é ficarem extremamente frustrados quando perdem, são muito exigentes. “Tudo tem que sair exatamente como se propuseram a fazer, caso contrário, é crise na certa. E normalmente dominam um assunto específico. Ou seja, se Messi é autista e resolveu jogar futebol, a possibilidade de ser o melhor do mundo seria mesmo muito grande”, diz ela. A ideia de uma das maiores celebridades do mundo ser um autista não surpreende, mas encanta. Messi nunca será uma celebridade convencional. Segundo Giselle, ele simplesmente será sempre um profissional que executa a sua profissão da melhor forma que consegue — mas arredio às badalações, às entrevistas e aos eventos. “Ele precisa e quer que sua condição seja respeitada. Nunca vai se acostumar com o assédio. Sempre terá poucos amigos. E dificilmente saberá o que fazer diante de um batalhão de fotógrafos e fãs gritando ao seu redor. De qualquer modo, certamente a sua contribuição para o mundo será inesquecível”, diz ela.

5 de agosto de 2013

Lucas vai ganhar uma irmãzinha

Até que enfim chegou o dia da minha ultra morfológica, onde conseguimos nos certificar de que está tudo bem com o bebê, com a gestação e também descobrir o sexo do bebê. Fiquei muito aliviada de saber que nesta gestação não estou tendo nenhum problema e que está tudo normal, bem diferente da gestação do Lucas onde tive que tomar vários medicamentos e fiquei de repouso até ele nascer. Creio muito que está será diferente e vou conseguir chegar aos nove meses bem, já que o Lucas nasceu de 7 meses e ainda teve que ficar no hospital por mais de um mês. Peço muito a oração de todos para que continue tudo bem e que a minha menina nasça com muita saúde. Ela será a companheira do Lucas, tenho certeza que eles vão se dar muito bem. O seu nome será Lara e estamos radiando de felicidades por mais esta bênção. Obrigada pelo apoio de todos. Que Deus nos abençoe! FLORES PARA VC LARA!

17 de julho de 2013

Arraiá 2013 - Escola Quero Bem

Fomos para a festinha da Escolinha do Lucas no domingo e foi um arraso. As crianças ficaram malucas com os brinquedos, comidinhas e muita musica... O Lucas se esbaldou de tanto brincar. Brincou até em brinquedos que ele tinha medo há algum tempo atrás, foi ótimo! Também dançou com a turminha super feliz, sorrindo e tranquilo. A tia Marilene o ajudou e ele foi na onda. Muitas fotinhas como sempre...

10 de julho de 2013

Cientista brasileiro estuda remédio promissor para tratar autismo

28/06/2013 07h19 - Atualizado em 28/06/2013 07h29 Colunista do G1 estuda neurônios criados com células-tronco de autistas. Alysson Muotri relata ter obtido resultados preliminares, mas positivos. Rafael Sampaio Do G1, em São Paulo O biólogo brasileiro Alysson Muotri, professor e pesquisador nos EUA (Foto: cortesia UC San Diego) O biólogo brasileiro Alysson Muotri, professor da Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia em San Diego, nos EUA, relatou ter obtido resultados preliminares, mas promissores, em pesquisas com medicamentos para tratar efeitos do autismo em crianças. Analisando os genes de pacientes e reprogramando células-tronco obtidas a partir de células comuns para que elas se tornem neurônios, o cientista e sua equipe têm estudado em laboratório drogas que ajudem a reduzir as limitações presentes em autistas. Em uma das pesquisas, apresentada em congressos, mas ainda não publicada em revista científica, Muotri, que é colunista do G1, aponta ter encontrado vínculo entre mutações genéticas que prejudicam a formação de sinapses (ligações) dos neurônios e alterações causadas pelo autismo. O estudo com uma criança que apresenta uma forma específica de autismo apontou que ela tem um gene defeituoso que dificulta a entrada de cálcio nos neurônios, o que atrapalha a proliferação das sinapses. saiba mais Leia a coluna de Alysson Muotri no G1 Pesquisa revela conexões cerebrais fracas em crianças autistas Pesquisa cria células-tronco com dentes de leite de crianças autistas Estudo de Harvard relaciona poluição com possibilidade de autismo Os pesquisadores retiraram células comuns da criança e fizeram com que elas voltassem a ser células-tronco. Depois, elas foram reprogramadas para se tornarem neurônios. Eles, então, testaram medicamentos para estimular em laboratório o bom funcionamento do gene. "Todo mundo tem duas cópias de cada gene. No caso desta criança, ela tem uma cópia que está mutada [sofreu mutação] e outra que é funcional. Achamos uma droga que estimula o gene ativo a ‘funcionar’ em dobro", disse Muotri, que é pós-doutor em neurociência e células-tronco pelo Instituto Salk de Pesquisas Biológicas, também na Califórnia. O medicamento que estimula o receptor de cálcio respondeu bem aos testes em laboratório e passou a ser administrado ao paciente diluído em chá, para avaliar os resultados. As primeiras observações, após um mês, mostram que a criança tem progredido em atenção e sociabilização. "Avaliamos através de questionários aplicados para os pais, professores, amigos da criança. Fizemos uma observação antes e depois da droga", aponta Muotri. "Os dados que obtivemos depois de um mês são promissores, eles mostram melhora na atenção e na sociabilidade da criança", relata o professor. "Não é tão significativo porque tivemos que dar uma dose pequena", pondera, mas a descoberta é importante. "Abre uma perspectiva que estamos chamando de medicina personalizada. Baseado no genoma da pessoa e em testes com células-tronco induzidas, pode ser possível definir qual a melhor droga e a melhor dose a ser usada em um indivíduo", diz. O caso do autismo é singular porque há vários tipos de distúrbios, causados por situações e mutações distintas. "Dificilmente você vai encontrar uma droga que vale para todo mundo", avalia Muotri. Ele diz que o tratamento que está sendo proposto, o da medicina personalizada, é similar ao que ocorre com alguns tipos de câncer. "Você retira algumas células e vai testando, até encontrar o medicamento e a dose certa." O pesquisador vem ao Brasil neste sábado (29) para dar uma palestra no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), às 14h. A apresentação será em torno do tema: "Remodelando Neurônios Autistas com Células-tronco", e será mediada pela pesquisadora Patrícia Beltrão Braga, da USP. Cérebro maior O grupo capitaneado por Muotri também está investindo em outra linha de pesquisa - analisar dez crianças autistas com quadro clínico parecido, de cérebro com tamanho maior do que o normal. Os pesquisadores estão estudando se estes pacientes têm características genéticas similares, como alguma mutação. A hipótese dos cientistas é que, se as crianças têm um cérebro grande, é porque elas têm mais neurônios do que o necessário para sua idade - por algum motivo as células nervosas podem ter crescido descontroladamente. "Nós estamos pesquisando drogas que inibam o crescimento dessas células. A ideia é controlar o aumento, estamos fazendo testes em laboratório", diz Muotri. A previsão do professor é que essa linha de pesquisa vai dar respostas mais rapidamente. "Proliferação celular é algo que é estudado há muito tempo", pondera. "Talvez dois anos para começar a ter resultados com drogas.” A Associação Brasileira de Autismo, Comportamento e Intervenção do Distrito Federal - Abraci-DF promoveu na manhã deste domingo(16), no Parque da Cidade, em Brasília, o evento "Juntos Somos Mais". Os organizadores montaram um posto de informação para tira (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr )Atividade promovida pela Associação Brasileira de Autismo, Comportamento e Intervenção do DF (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr ) Neurônios vivos Um dos grandes problemas para entender o autismo é conseguir obter neurônios vivos, ressalta Muotri. "Muitas vezes são usados tecidos de autistas mortos, analisados depois que um paciente morre." Mas o avanço de pesquisas em células-tronco pluripotentes induzidas (conhecidas como células iPS, em inglês) está abrindo um novo caminho no estudo do autismo, diz o professor. "A ideia é pegar células do paciente - cabelo, pele, polpa do dente - e fazer com que elas voltem a ser células-tronco. Então você as induz a se tornarem neurônios", explica o cientista. Pesquisas recentes apontam que o cérebro dos autistas, em geral, realiza menos sinapses (ligações entre neurônios para transmissão de informações), o que está sendo explorado nas pesquisas científicas."Começamos a testar medicamentos para elevar o número de sinapses, e alguns deles têm funcionado. Drogas como o fator de crescimento insulínico [IGF-1, na sigla em inglês]", diz Muotri. Um dos problemas do IGF-1 é que é uma proteína muito grande, que não consegue ser bem absorvida pelas camadas mais externas do cérebro. Moléculas menores estão em estudo, afirma o professor. A novidade dos pesquisadores é que os testes com estas drogas até agora estavam restritos ao laboratório, e vão começar a ser aplicados em pacientes em breve. "A fase clínica de toxicidade já foi aprovada para alguns grupos que estão estudando crianças autistas. A ideia agora é testar em um número maior de crianças, para saber se, com seis meses a um ano de tratamento, elas estão melhores em diferentes aspectos, como respiração, ansiedade", informa Muotri.

21 de junho de 2013

Divulgando - CURSO BASICO PECS- OFICIAL NO BRASIL!!!!

O QUE É O PECS? O PECS foi desenvolvido em 1985 como uma intervenções única aumentativa / alternativa de comunicação exclusiva para os indivíduos com transtorno do espectro do autismo e transtornos relacionados com deficiências de desenvolvimento. Usado pela primeira vez em Delaware Autistic Program, PECS tem recebido reconhecimento mundial por focar na componente de iniciação de comunicação. PECS não requer materiais complexos ou caros. Foi criado pensando nas famílias, educadores e cuidadores e por isso é facilmente utilizado em vários locais. OPECS começa ensinando o indivíduo a dar uma figura de um item desejado para um "parceiro de comunicação", que imediatamente honra a troca como um pedido. O sistema passa a ensinar discriminação de figuras e como colocá‐las juntas em sentenças. Nas fases mais avançadas, os indivíduos são ensinados a responder perguntas e fazer comentários. Esse instrumento tem sido bem sucedido com indivíduos de todas as idades que demonstram uma variedade de dificuldades comunicativas, cognitivas e físicas. Alguns alunos usando PECS também desenvolvem a fala. Outros fazem a transição para um dispositivo gerador de fala. Os estudos de apoio a eficácia do PECS continuam a se expandir, com pesquisas de países ao redor do mundo. QUAL O PÚBLICO ALVO? Este curso é recomendado para os professores, assistentes, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, psicólogos, pais/cuidadores ou alguém que mora ou trabalha com indivíduos portadores de necessidades especiais. PALESTRANTE: Soraia Vieira- Fonoaudiologa, Mestre em Estudos Linguísticos pela Universidade de Londres, com mais de treze anos de experiência trabalhando com crianças e adultos portadores de dificuldades de comunicação DATAS: 17 e 18 de Junho de 2013 - Porto Alegre 1 e 2 de Julho de 2013 – São Paulo 8 e 9 de Julho de 2013 – Salvador 12 e 13 Agosto de 2013- Goiania 26 e 27 Agosto de 2013 – João Pessoa 9 e 10 de Setembro de 2013 – Rio de Janeiro 16 e 17 de Setembro 2013 - Curitiba 30 Setembro e 1 de Outubro de 2013- Manaus 28 e 29 de Outubro de 2013 - Vitoria 4 e 5 de Novembro de 2013 – São Luis 25 e 26 de Novembro de 2013 – Belo Horizonte 9 e 10 de Dezembro de 2013 – Belem 16 e 17 de Dezembro de 2013 – São Paulo HORARIO: 8.30 as 16.30 INVESTIMENTO: Antecipado 30 dias antes do cursoPreço normal ProfissionaisR$ 621,00R$ 690,00 EstudantesR$ 540,00R$ 600,00 PaisR$ 468,00R$ 520,00 O pagamento e’ feito atraves do pagseguro e voce escolhe a melhor opção para voce (parcelamento, boleto). O desconto de 10% e’ garantido automaticamente para as inscrições e o pagamentos (total ou parcial) realizados 30 dias antes do curso. Incrições e maiores informações, visite o nosso site www.pecs.com (bandeira do Brasil). Vagas limitadas!!! Conto com a sua presença!!!! Se voce já fez o Curso e gostou, conto com a sua ajuda na divulgação para as pessoas/ Instituições que vocês conhecem que possam se interessar. Att, Soraia Vieira- Diretora Geral

crianças com a doença são coletadas e reprogramadas para virarem células-tronco e, em seguida, se transformarem em neurônios a serem analisados.

Cientistas buscam um remédio para o autismo Pesquisa usa dentes de leite de crianças com a doença para obter células-tronco que são transformadas em neurônios O Dia Rio - Dentes de leite estão ajudando pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) a entenderem as alterações cerebrais em portadores de autismo. As células do interior do dente de Dentinhos começam a ficar moles e cair quando a criança tem 6 anos. Conhecido por ‘A Fada do Dente’, o projeto recebe dentes enviados por pais de autistas. De acordo com Patrícia Beltrão Braga, coordenadora do estudo, além de analisar o comportamento dos neurônios, a pesquisa pretende comparar as células do sistema nervoso de crianças autistas com as de não portadoras da doença. “Queremos testar medicamentos que possam reverter o problema e transformar os neurônios”, explica a cientista da USP. Ainda segundo Patrícia, um vírus que carrega genes presentes nas células embrionárias é inserido na região que fica no interior do dente (polpa). “Com o vírus, a célula do dente volta no tempo e passa a se comportar como uma embrionária”. A partir daí, os neurônios são produzidos, num processo que dura cinco meses. A bióloga explica que o material é melhor para estudar a doença do que a partir de células funcionais. “Não é possível retirar tecido cerebral de pessoas vivas, e em mortos não é possível estudar as conexões, por isso a importância de recriar neurônios”, diz. Desenvolvido em parceria com a Universidade da Califórnia, o projeto surgiu em 2009 e é feito na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP. Pais de todo o Brasil, cujos filhos são diagnosticados com autismo, podem entrar em contato com os pesquisadores ( projetoafadadodente@yahoo.com.br), quando o dente da criança estiver mole. Eles são cadastrados, preenchem um questionário sobre o comportamento da criança e recebem um kit para colher o dente quando ele cair ou for retirado. O kit contém um frasco com um líquido e gelo reciclável, que mantêm as células vivas. O material é enviado por correio e o dente precisa ser colhido com rapidez.

29 de maio de 2013

"Autismo é parte de mim, mas não me define", diz a cientista Temple Grandin

"Autismo é parte de mim, mas não me define", diz a cientista Temple Grandin RODOLFO LUCENA DE SÃO PAULO O melhor tratamento para as crianças autistas é descobrir seus pontos fortes e desenvolver essas habilidades, de modo que elas possam vir a ter uma vida independente e garantir o próprio sustento. Essa é a mensagem de Temple Grandin, 65, uma das mais reconhecidas autoridades em autismo no mundo, que acaba de lançar nos EUA o livro "The Autistic Brain: Thinking Across The Spectrum" (O cérebro autista: pensando através do espectro). No livro, ela mostra evidências de que o cérebro dos autistas é fisicamente diferente e diz que isso deve ser levado em consideração na identificação e no tratamento de pessoas com o distúrbio. Também discute as definições de autismo na nova edição da chamada "bíblia" da psiquiatria, o DSM (Manual de Estatísticas de Diagnósticos), cuja versão mais recente foi lançada nos EUA. A nova edição elimina as diversas classificações de autismo e as junta numa categoria só com diferentes graus de severidade. Mas, principalmente, Grandin procura mostrar como pensam os autistas e como eles podem ser orientados. Ela mesma autista, inventou uma "máquina de abraçar", que a ajudava a controlar a ansiedade provocada por sua condição. Cientista especializada em comportamento dos animais, sua história virou um filme ("Temple Grandin", de 2010), que ganhou prêmios em penca, inclusive sete Emmy. "O autismo é parte de quem eu sou", escreve ela. "Mas não vou permitir que ele me defina. Sou uma expert em animais, professora, cientista, consultora." Foi de seu escritório na Universidade do Estado do Colorado, onde dá aulas e realiza pesquisas, que ela concedeu por telefone esta entrevista à Folha. The New York Times Temple Grandin, que tem autismo e pesquisa sobre o comportamento animal Temple Grandin, que tem autismo e pesquisa sobre o comportamento animal * Folha- Qual sua avaliação da nova definição de autismo estabelecida no novo manual de psiquiatria, o DSM-5? Temple Grandin - Alguns indivíduos não vão mais ser considerados autistas depois das novas definições. Elas terão impacto também sobre o acesso que essas pessoas têm ao seguro de saúde. O diagnóstico é todo baseado em análise do perfil de comportamento da pessoa. Não são levados em consideração os conhecimentos que temos sobre o cérebro dos autistas. Seu novo livro trata do cérebro dos autistas. Em que ele é diferente? As ligações são diferentes, meu cérebro é diferente do cérebro de um neurotípico [pessoa sem o transtorno]. Não é culpa da mãe ou da educação, autistas nascem com diferenças físicas. Como deve ser o tratamento das crianças com autismo na escola? A educação deve levar em consideração as habilidades da criança, investindo nelas. Se a criança tem habilidade para as artes, vamos investir nisso. É preciso trabalhar com a criança para enfrentar suas dificuldades. Se ela tem problemas para se relacionar, é preciso ensinar aos poucos as habilidades sociais, ensiná-la a cumprimentar, a dar a mão. Se não consegue falar, é preciso atacar esse problema, uma palavra de cada vez, ou usar música. Como os país podem saber se seu filho é autista? Não é preciso fazer ressonância magnética do cérebro para identificar autistas ou crianças com problemas de desenvolvimento. Se uma criança chega aos três anos e ainda não consegue falar, existe algum problema. Como a família pode ajudar a criança? A melhor forma é ficar muito tempo com a criança, horas a fio, conversando com ela, tentando ensinar uma palavra, um gesto de cada vez. Avós são muitos boas para isso; em geral, têm tempo para se dedicar aos netos e habilidades pedagógicas. Na escola, devem ser colocadas em classes especiais? As crianças com autismo podem frequentar escolas comuns, mas os professores precisam saber que elas têm necessidades e habilidades especiais. Uma criança autista pode ser muito fraca na escrita, mas ótima com os números. Então, ela deve receber atendimento extra para aprender a escrever ou ler e ser incentivada a progredir naquilo em que for boa --no exemplo, pode passar adiante da classe em matemática. O que precisa mudar no atendimento à criança autista? Os educadores devem focar nas habilidades das crianças autistas, não só nas suas deficiências, para que elas tenham melhores condições de se integrar à sociedade. As crianças autistas devem ser incentivadas a se especializar em alguma atividade. Quando eu estive na escola, sofri muito com as críticas e as gozações dos outros. Eu me refugiei no desenho, no trabalho com os animais. A atividade especializada é muito boa para os autistas: música, artes, robótica, seja o que for. O que fazer para que os autistas possam ter uma vida independente? É preciso entender que os autistas pensam diferente. Alguns pensam em padrões, outros por imagens. É preciso aproveitar isso para ajudá-los, para que possam contribuir com a sociedade. Mas é preciso ajudá-los. Eu sugiro que, a partir dos 12 anos, as crianças recebam orientações e treinamento em áreas que possam lhes ser úteis para que venham a ter um emprego, seja atendendo em uma loja, seja trabalhando com animais ou qualquer outra coisa. THE AUTISTIC BRAIN: THINKING ACROSS THE SPECTRUM AUTORES Temple Grandin e Richard Panek EDITORA Houghton Mifflin Harcourt PREÇO US$ 9,17 em e-book na Amazon.com (256 págs.) http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2013/05/1284675-autismo-e-parte-de-mim-mas-nao-me-define-diz-a-cientista-temple-grandin.shtml

28 de maio de 2013

Cérebro de autistas percebe movimentos mais rápido

Sensibilidade ajuda a explicar a irritação de pessoas com o transtorno em ambientes cheios e barulhentos Por Marcela Bourroul - atualizada em 27/05/2013 11h56 Fonte: Revista Crescer no Pinterest Crianças autistas percebem movimentos duas vezes mais rápido do que crianças sem o transtorno. Essa foi a conclusão de um estudo publicado este mês no Journal of Neuroscience, importante publicação científica americana. A descoberta pode parecer estranha, mas ela dá pistas fundamentais para explicar alguns comportamentos típicos de autistas. Segundo o cientista Duje Tadin, professor de ciências cognitivas na Universidade de Rochester e um dos autores do estudo, essa maior sensibilidade a movimentos pode justificar porque os autistas ficam tão incomodados com muito barulho ou claridade. Ela também pode estar associada a déficits comportamentais. “Vemos o autismo como um distúrbio social porque crianças com essa condição geralmente têm dificuldade de interagir, mas, às vezes, deixamos de lado o fato de que tudo o que sabemos sobre o mundo, sabemos a partir de nossos sentidos. Se uma pessoa vê ou ouve de maneira diferente isso pode ter um efeito relevante na interação social”, afirmou Tadin em nota divulgada pela universidade. Estudos anteriores já haviam mostrado uma maior sensibilidade de visão dos autistas, mas este é o primeiro a avaliar a percepção de movimento. O estudo contou com a participação de 20 crianças autistas e 26 crianças com o desenvolvimento normal. Os autores pediram que elas assistissem vídeos nos quais barras brancas e pretas se mexiam e indicassem para qual direção as barras estavam indo (esquerda ou direita). Se a criança acertasse, o vídeo seguinte era mais curto, aumentando o grau de dificuldade. Se errasse, era mostrado um mais longo. Dessa maneira, os pesquisadores mediam a velocidade com que a criança era capaz de perceber a direção das barras. No caso dos vídeos com pouco contraste (pouca diferença entre barras brancas e pretas), os dois grupos de crianças tiveram desempenho similar. No entanto, com o contraste mais alto (diferença acentuada entre branco e preto) os autistas identificaram a direção duas vezes mais rápido que o grupo controle. “Essa capacidade dramaticamente melhor de perceber movimentos é uma pista de que o cérebro de pessoas com autismo continua respondendo mais e mais conforme a intensidade aumenta”, explicou em nota Jennifer Foss-Feig, pesquisadora da Universidade de Yale, que também participou do estudo. Esse hiperestímulo também está ligado à epilepsia, um problema muito comum em crianças autistas – estima-se que cerca de um terço dos autistas também sofram de epilepsia. A resposta intensa aos estímulos no autismo também pode ser uma razão para a introspecção dos indivíduos.

27 de maio de 2013

É possível identificar o Autismo Infantil antes dos 2 anos de idade

Escrito por Walter Camargos Júnior Qui, 16 de Setembro de 2010 12:04 Share por Walter Camargos Júnior Neste texto o autor, que tem trabalhado muito com o tema, é autor do vídeo “Autismo em Bebês” (www.fhemig.mg.gov.br/pt/publicacoes/campanhas-educativas) e escreve sobre possibilidades e necessidades. Essas informações só são válidas para os 60% a 70% das crianças autistas que nascem com sinais de autismo, já que o restante vai apresentar algum desenvolvimento normal e só depois apresentarão os sinais de autismo, conforme opinião de Eric Fombonne. A afirmação do enunciado deste texto traz ao menos quatro perguntas: 1) quais são os sinais possíveis a serem vistos? 2) por que a maioria das suspeitas ocorrem após a idade de dois a três anos? 3) qual a importância dessa precocidade? 4) o que precisamos mudar? 1) Quais são os sinais possíveis de serem vistos? É possível ver todos os sinais que ocorrem em crianças maiores, todos. Mas, evidentemente estes sinais estão adequados à idade do bebê. Por exemplo: como o bebê ainda não anda, não o veremos correndo e subindo em tudo, como vemos numa criança acima de dois anos, mas haverá a informação de que o bebê não dorme na quantidade esperada, chora muito, é cansativo, etc. Encontramos bebês que só ficam no colo, ou dormem em posições muito estranhas, ou se alimentam com determinados rituais, etc – isso é equivalente aos sintomas de manutenção de rotinas que encontramos na vida posterior. Todos os bebês com desenvolvimento normal apresentam as mesmas características, que não são comuns nem constantes nos que têm autismo: alegria, curiosidade; prazer no contato físico com outros – o aconchego; busca pela “atenção” das outras pessoas; busca pelo olhar das outras pessoas; alternância alegria / irritação e acordado / dormindo. É importante ressaltar que essas características podem ocorrer, mas não são freqüentes nem constantes nos que tem autismo. Isso quer dizer que se alguns comportamentos normais existirem, podem não estar presentes na mesma quantidade que ocorre com o bebê sem autismo. Após chamar a atenção do leitor que comportamentos normais podem também estar presentes mas numa quantidade muito menor, descreverei aqui algumas diferenças de qualidade de comportamentos existentes “facilmente” vistos nos bebês: olham menos para a mãe e outras pessoas, em todas as situações esperadas como nos momentos livres de contato puro e simples, na amamentação, nos momentos de higiene pessoal do bebê, etc.; há menos trocas comunicativas aos encontros com a mãe e outros e o olhar nos olhos como forma de comunicar é ausente ou rara, mesmo quando pede algo; não acompanham com o olhar a movimentação da mãe, mas o fazem com objetos; o aconchego físico pode ser rejeitado com a demonstração de sentir-se melhor no berço quando fica sozinho; pode não levantar os braços para ser retirado do berço; pode não demonstrar alegria com mudanças da mímica facial e corporal e nem emissão de sons às brincadeiras usuais de beijos, cócegas, música, etc. – a mímica não modifica de acordo com as situações que estão acontecendo; pode não demonstrar alegria ao ver a mãe / cuidador; pode não reagir à voz da mãe e de pessoas próximas, assim como a um barulho próximo; pode haver pouco sono noturno e diurno, e alterações na alimentação (muita ou não chorar para alimentar); a partir dos cinco meses não reage / responde ao nome – não se reconhece pelo som de seu nome (este sinal é o mais fácil de ser percebido por qualquer um); por volta de oito meses não aponta o que quer; por volta de um ano não aponta para partilhar interesses; há um atraso nas brincadeiras de esconde-esconde dessa idade (em Minas Gerais isso se chama de “pudi”); a fala geralmente não surge na quantidade esperada; pode haver movimentos de mãos e braços sem finalidade aparente, usualmente mãos na frente dos olhos; quando já anda, pega o outro pela mão e o leva para fazer algo – usa outros como ferramentas; quando fala, usa o terceiro pronome (ele) para se nomear, ao invés do primeiro (eu). O questionário de triagem de nome M-CHAT, indicado para utilização aos 18 meses, que é de fácil uso, possui 23 itens, dos quais seis são os mais importantes, a saber: interessa-se pelas outras crianças; aponta para mostrar algo de seu interesse; alguma vez lhe trouxe objetos (brinquedos) para lhe mostrar; imita o adulto; responde/olha quando o(a) chamam pelo nome; se apontar para um brinquedo do outro lado da sala, a criança acompanha com o olhar. Como se pode verificar já nessa idade, há sinais de prejuízo das três áreas (interação, comunicação e comportamentos) que formam os critérios clássicos de diagnóstico de autismo infantil – Classificação Internacional de Doenças e o Manual Diagnóstico Estatístico de Transtornos Mentais. 2) Porque a grande maioria das suspeitas ocorrem só após a idade de dois a três anos? Porque ninguém quer ver problemas nos filhos; porque a falta de experiência prévia com uma criança de desenvolvimento normal impede a percepção de que a criança está tendo um atraso no desenvolvimento; e porque os médicos pediatras ou dos Programas de Saúde da Família não foram treinados a identificar esses atrasos nessa idade. Os pediatras dominam bem o desenvolvimento sensório motor, mas não os aspectos emocionais e cognitivos. Isso explica o porquê de eles identificarem facilmente um atraso na fala, mas não um atraso na comunicação (olhar, mudança da mímica numa brincadeira, apontar, não resposta ao nome, etc.) – eles só identificam atrasos instalados em sua plenitude. 3) Qual a importância da precocidade da suspeita do Autismo? Porque quanto mais cedo é identificado um transtorno, mais rápido o curso normal do desenvolvimento pode ser retomado. Porém os resultados dependem não somente da identificação dos atrasos e da indicação dos tratamentos adequados e eficazes, mas da aceitação dessa condição diferenciada pelas famílias e pelo futuro de cada um, que não dominamos nem sabemos. .O que eu e minha equipe temos presenciado é a incomparável velocidade na melhora clínica de crianças abaixo de quatro anos quando comparamos com aqueles que iniciam os tratamentos aos seis anos. Outra questão importante é a conclusão do autor Kleinman (2008) de que aproximadamente 90% das crianças diagnosticadas como autistas aos dois anos de idade, mantêm tal diagnóstico posteriormente. 4) O que precisamos mudar para realmente melhorar o futuro das crianças com autismo infantil? Treinar os médicos; criar um cadastro estadual ou nacional para o Autismo Infantil, para ser possível a realização de pesquisas nacionais sobre o tema; instituir uma avaliação de triagem para autismo aos 18 meses através da Sociedade Brasileira de Pediatria e o Ministério da Saúde como já existe nos Estados Unidos; e instituir tratamento realmente especializado para essa população – que não quer dizer em aumentar as vagas de tratamentos focados em sintomas psicóticos e/ou antissociais, como é o atual padrão dos CAPPS-I existentes no País. Concluindo, a suspeição da maioria dos quadros de autismo pode ser realizada já nos primeiros meses de vida na maioria das vezes e tais quadros são passíveis de melhoras clínicas significativas. O conhecimento na área do Autismo Infantil tem crescido muito em nosso País, mas muito caminho ainda há para ser percorrido se não esquecermos que os bebês com autismo são pessoas e cidadãos brasileiros como nós! ANEXO Modified Checklist for Autism in Toddlers (M-CHAT), Diana Robins, Deborah Fein & Marianne Barton, 1999. Resultados superiores a três falhas em no total ou em dois dos ítens considerados críticos (2,7,9,13,14,15), indicam uma avaliação por profissionais especializados. Gosta de brincar ao colo fazendo de “cavalinho”, etc Interessa-se pelas outras crianças Gosta de subir objetos, como, por exemplo, cadeiras, mesas Gosta de brincar de esconde-esconde Brinca de faz-de-conta, por exemplo, falar ao telefone ou dar de comer a uma boneca, etc Aponta com o indicador para pedir alguma coisa Aponta com o indicador para mostrar interesse em alguma coisa Brinca apropriadamente com brinquedos (carros ou Legos) sem levá-los à boca, abanar ou deitá-los ao chão Alguma vez lhe trouxe objetos (brinquedos) para lhe mostrar A criança mantém contato visual por mais de um ou dois segundos É muito sensível aos ruídos (ex.: tapa os ouvidos) Sorri como resposta às suas expressões faciais ou ao seu sorriso Imita o adulto (ex.: faz uma careta e ela imita) Responde/olha quando o(a) chamam pelo nome Se apontar para um brinquedo do outro lado da sala, a criança acompanha com o olhar Já anda Olha para as coisas para as quais o adulto está olhando (acompanha o olhar do adulto como atenção compartilhada) Faz movimentos estranhos com as mãos/dedos na frente do rosto Tenta chamar a sua atenção para o que está fazendo Alguma vez se preocupou quanto à sua audição Compreende o que as pessoas lhe dizem Por vezes fica a olhar para o vazio ou fica andando ao acaso pelos espaços Procura a sua reação facial quando se vê confrontada com situações desconhecidas Walter Camargos Jr. é médico, especialista em Psiquiatria da Infância e Adolescência no Hospital Infantil João Paulo II, Unidade FHEMIG, em Belo Horizonte (MG) e mestre em Ciências da Saúde pelo IPSEMG. Contato: (31) 3261-5976 e e-mail waltercamargos@uiavip.com.br

26 de maio de 2013

Lucas falando e falando... É emocionante demais!!!

Somente nós pais de crianças com autismo sabemos a felicidade que é ouvir uma palavrinha ou uma semi palavrinha ou uma quase semi palavrinha dos nossos filhos. Batalhamos muito para que eles balbuciem, falem e principalmente se comuniquem com a gente. O Lucas começou falando os números, uma palavrinha ou outra repetida, balbucios com uma linguagem que ninguém entende, mas sem problemas, para nós era uma festa cada vez que ele dizia algo mesmo que não houvesse o menor sentido naquele momento. Este ano ele começou a falar tudo que pedimos, tudo mesmo, porém sempre esperava o modelo da palavra e depois repetia. O tempo todo eu peço para que ele fale o que quer, mostro o desejado e repito sempre, sem se cansar. É um trabalho cansativo, mas que certamente dá certo, pois agora ele começou a fase da comunicação com as palavras, sem que eu precise dar o modelo. Ele entendeu que o seu desejo pode ser realizado quando ele diz. É o máximo! Esta pedindo comida e bebida como: biscoito, chocolate, suco, agua, bolo, bala, pirulito e etc... Quando ele pede, eu corro e dou logo o que ele falou e percebo a sua felicidade... .Nós ensinamos também ele a dizer " Pai,Te amo" no telefone e agora sempre que eu falo para ele vir falar com o papai, ele corre e logo diz: "Pai, Te amo!" e depois sai. Quase morro de gosto! A fala ainda é robotizada, porém percebo que ele está a cada dia falando tanto as palavras mais corretas e com mais naturalidade. No início ele dizia "To" para pirulito e agora simplesmente do nada ele começou a dizer "Itoto", não tem problema dizer ainda errado, o importante é que ele mesmo está se corrigindo e aproximando do correto. E isto está acontecendo com várias palavras e de uma maneira progressiva. Ainda fala uma linguagem somente dele o tempo todo, é incrível, parece que ele está contando uma história fazendo gestos e movimentos corporais. O cérebro é realmente fantástico! Fico olhando o meu filho e penso que tudo pode acontecer. Por isso acredite sempre. Nunca desista! Vale a pena tentar tudo! E é claro que o principal é amar muito estes anjos, pois o amor pode tudo. Acho que me empolguei, mas precisava dividir esta alegria e mostrar que é possível. ACREDITEM!!!

24 de maio de 2013

Dicas de estratégias sensoriais para casa e escola

Dicas de estratégias sensoriais para casa e escola com input proprioceptivo (informações sensoriais músculos, articulações e tendões) para acalmar e organizar o comportamento da criança como almofadas pesadas no colo da criança 1- Cantinhos apertados como rede ou cabana (dica para escola) 2- Na hora do banho, balde ou cesto apertado para acalmar e organizar o comportamento nesta atividade 3- Almofadas ou travesseiros pesados no colo para assistir televisão ou escutar uma história na escolinha 4- Bonecos texturizados ponderados ou com vibração para apertar com a mãos ou abraçar com toque profundo Fonte: Blog JOHANNA TERAPEUTA OCUPACIONAL

Dez coisas que todo aluno com autismo gostaria que a professora soubesse

1. Comportamento é comunicação Todo comportamento acontece por uma razão. Ele conta para você, mesmo quando as minhas palavras não podem faze-lo, como eu percebo o que está acontecendo ao meu redor. Comportamento negativo interfere no meu processo de aprendizagem. Entretanto, simplesmente interromper esses comportamentos não é suficiente; ensine-me a trocá-los por alternativas adequadas de modo que a aprendizagem real possa fluir. Comece por acreditar nisto: eu verdadeiramente quero aprender a interagir de forma apropriada. Nenhuma criança quer receber uma bronca por comportamento negativo. Esse comportamento geralmente quer dizer que eu estou atrapalhado com sistemas sensoriais desorganizados, não posso comunicar meus desejos ou necessidades ou não entendo o que se espera de mim. Olhe além do meu comportamento para encontrar a fonte da minha resistência. Anote o que aconteceu antes do comportamento: as pessoas envolvidas, hora do dia, ambiente. Um padrão emerge depois de um período de tempo. 2. Nunca presuma nada Sem apoio de fatos uma suposição é apenas uma suposição. Posso não saber ou não entender as regras. Posso ter ouvido as instruções mas não ter entendido. Talvez eu soubesse ontem mas não consigo me lembrar hoje. Pergunte a si mesmo: Você tem certeza que eu realmente sei como fazer o que você está me pedindo? Se de repente eu preciso correr para o banheiro cada vez que preciso fazer uma folha de matemática, talvez eu não saiba como fazer ou tema que meu esforço não seja o suficiente. Fique comigo durante repetições suficientes da tarefa até que eu me sinta competente. Eu posso precisar de mais prática para dominar as tarefas que outras crianças. Você tem certeza que eu realmente conheço as regras? Eu entendo a razão para a regra (segurança, economia, saúde)? Estou quebrando a regra porque há uma causa? Talvez eu tenha pego um pedaço do meu lanche antes da hora porque eu estava preocupado em terminar meu projeto de ciências, não tomei o café da manhã e agora estou morto de fome. 3. Procure primeiro por problemas sensoriais Muitos de meus comportamentos de resistência vêm de desconforto sensorial. Um exemplo é luz fluorescente, que foi demonstrado muitas vezes ser um problema para crianças como eu. O som que ela produz é muito perturbador para minha audição supersensível e o piscar da luz pode distorcer minha percepção visual, fazendo com os objetos pareçam estar se movimentando. Uma luz incandescente ou as novas luzes econômicas na minha carteira vai reduzir o piscar. Ou talvez eu precise sentar mais perto de você; não entendo o que você está dizendo porque há muitos sons “entre nós” – o cortador de grama lá fora, a Maria conversando com a Lurdes, cadeiras arrastadas, o som do apontador. Peça à terapeuta ocupacional da escola para dar algumas idéias sensoriais que sejam boas para todas as crianças, não só para mim. 4. Dê um intervalo para auto regulação antes que eu precise dele Um canto quieto com carpete, algumas almofadas livros e fones de ouvido me dão um lugar para me afastar quando preciso me reorganizar sem ser distante demais que eu não possa voltar para o fluxo de atividades da classe de forma tranqüila. 5. Diga o que você quer que eu faça de forma positiva ao invés de imperativa “Você deixou uma bagunça na pia!” é apenas a afirmação de um fato para mim. Não sou capaz de concluir que o que você realmente quer dizer é: “por favor lave a sua caneca de tinta e ponha as toalhas de papel no lixo”. Não me faça adivinhar ou ter de descobrir o que eu devo fazer. 6. Tenha uma expectativa razoável Uma reunião de todas as crianças no ginásio de esportes e alguém falando sobre a venda de balas é desconfortável e sem significado para mim. Talvez fosse melhor eu ir ajudar a secretária a grampear o jornalzinho. 7. Ajude-me a fazer a transição entre atividades Leva um pouco mais de tempo para eu fazer o planejamento motor de ir de uma atividade para outra. Dê-me um aviso de que faltam cinco minutos, depois dois, antes de mudar de atividade – e inclua alguns minutos extra no final para compensar. Um relógio, com o mostrador simples ou um “timer” na minha carteira pode me dar uma dica visual sobre o tempo para a próxima mudança e me ajudar a lidar com o tempo mais independentemente. 8. Não torne pior uma situação ruim Sei que embora você seja um adulto maduro às vezes você pode tomar decisões ruins no calor do momento. Eu realmente não tenho a intenção de ter uma crise, mostrar raiva ou atrapalhar a classe de qualquer outra forma. Você pode me ajudar a encerrar mais rapidamente não respondendo com um comportamento inflamatório. Conscientize-se de que estes comportamentos prolongam ao invés de resolver a crise: Aumentar o volume ou tom de voz. Eu escuto os gritos mas não as palavras. Imitar ou caçoar de mim. Sarcasmo, insultos ou apelidos não me deixam sem graça e não mudam meu comportamento. Fazer acusações sem provas. Adotar uma medida diferente da dos outros. Comparar com um irmão ou outro aluno. Lembrar episódios prévios ou não relacionados. Colocar-me em uma categoria (“crianças como você são todas iguais)”. 9. Critique gentilmente Seja honesta – você gosta de aceitar crítica construtiva? A maturidade e auto confiança de ser capaz de fazer isso pode estar muito distante das minhas habilidades atuais. Você não deveria me corrigir nunca? Lógico que sim. Mas faça-o gentilmente, de modo que eu realmente consiga ouvir você. Por favor! Nunca, nunca imponha correções ou disciplina quando estou bravo, frustrado, super-estimulado, ansioso, “ausente” ou de qualquer outra forma que me incapacite a interagir com você. Lembre-se que vou reagir mais à qualidade de sua voz do que às palavras. Vou ouvir a gritaria e o aborrecimento, mas não vou entender as palavras e consequentemente não conseguirei descobrir o que fiz de errado. Fale em tom baixo e abaixe-se para falar comigo, de modo que esteja falando comigo no mesmo nível. Ajude-me a entender o comportamento inadequado de forma que me apóie, me ajude a resolver o problema ao invés de punir ou me dar uma bronca. Ajude-me a descobrir os sentimentos que despertaram o comportamento. Posso dizer que estava bravo mas talvez estivesse com medo, frustrado, triste ou com ciúmes. Tente descobrir mais que a minha primeira resposta. Ajuda quando você está modelando comportamento adequado para responder à crítica. 10. Ofereça escolhas reais – e apenas escolhas reais Não me ofereça uma escolha ou pergunte “você quer…?” a menos que esteja disposto a aceitar não como resposta. “Não” pode ser minha resposta honesta para “Você quer ler em voz alta agora?” ou “ você quer usar a tinta junto com o Pedro?” É difícil confiar em alguém quando as escolhas não são realmente escolhas. Você aceita com naturalidade o número enorme de escolhas que faz diariamente. Constantemente escolhe uma opção sobre outras sabendo que ter escolhas e ser capaz de escolher lhe dão controle sobre sua vida e futuro. Para mim, escolhas são muito mais limitadas, e é por isso que pode ser difícil ter confiança em mim mesmo. Dar-me escolhas freqüentes me ajuda a me envolver mais ativamente na minha vida diária. Sempre que possível, ofereça uma escolha dentro do que tenho de fazer. Ao invés de dizer: “escreva seu nome e data no alto da página” diga: você gostaria de escrever primeiro o nome ou a data? Ou “qual você gostaria de escrever primeiro: letras ou números?”. A seguir diga: “você vê como o Paulo está escrevendo o nome no papel?” Dar escolhas me ajuda a aprender comportamento adequado, mas também preciso entender que há horas em que você não pode escolher. Quando isso acontecer, não ficarei tão frustrado se eu entender o porque: “não posso deixar você escolher nesta situação porque é perigoso. Você pode se machucar.” “não posso dar essa escolha porque atrapalharia o Sérgio” (teria um efeito negativo sobre outra criança). “eu lhe dou muitas escolhas mas desta vez tem de ser a escolha do adulto.” A última palavra: acredite. Henry Ford disse: “quer você acredite que pode ou que não pode, geralmente você está certo”. Acredite que você pode fazer uma diferença para mim. É preciso acomodação e adaptação mas autismo é um distúrbio não pré fixado. Não há limites superiores inerentes para aquisições. Posso sentir muito mais que posso comunicar e a coisa que mais posso perceber é se você acredita ou não que “eu posso”. Espere mais e você receberá mais. Incentive-me a ser tudo que posso ser, de modo que possa seguir o caminho muito depois de já ter saído de sua classe. Por Ellen Notbohn traduzido por Heloiza Goodrich

23 de maio de 2013

Novidades na natação

Como o Lucas adora a natação está sempre aprendendo coisas novas. Depois que retornamos ele já está pulando e tentando mergulhar. A professora Marciele é um amor e consegue interagir muito bem com ele. Esta semana ela jogava um objeto dentro da água e ele mergulhava até o fundo para pegar. Foi muito legal, pois ele se concentrava em saber exatamente onde o objeto estava e mergulhava para alcança-lo. Quando a professora o leva para o fundo, ele tenta nadar e se vira quando percebe que não dá pé, segura nas bordas ou procura a professora para segurá-lo. O mais importante é que ele já sabe onde ele pode ir, com a noção de que no fundo é perigoso, procura sempre estar onde ele sabe que é seguro. Olhem só as fotinhas recentes, que peixinho mais lindo.

1 de maio de 2013

Os quatro reinos autistas - Alysson Muotri

O autismo é, para as doenças neurológicas, o mesmo que a África para os assuntos sociais”, definiu o jornalista Caryn James, em declaração publicada no “New York Times”, em 2007. Com a frase, James buscou enfatizar o emergente reconhecimento público sobre o autismo durante a década passada. Movimentos emergentes pro-África acabaram por polarizar opiniões dos envolvidos, causando certa confusão na percepção pública sobre o assunto. Afinal como ajudar a África? O mesmo acontece com o autismo hoje em dia. Parte da polarização de opiniões sobre o autismo está relacionada com seu caráter heterogêneo: chamamos de autista um garoto de seis anos de idade que não fala, um jovem de 20 anos que estuda computação e tem “tiques estranhos” e um homem de 40 anos que segue uma rotina religiosa e não tem interesse na vida social. “Autismos” seria a melhor definição para esse espectro de comportamentos sociais. Não existe um autismo típico, cada caso tem sua própria natureza. A outra contribuição da polarização vem dos profissionais de saúde. Pessoas com autismo são vistas sob óticas diferentes dependendo do profissional – seja pediatra, neurologista, psiquiatra, terapeuta comportamental, dentista, psicólogo, fonoaudiólogo ou tantos outros que se relacionam com o autista. É a velha história dos cegos e do elefante, em que cada um apalpa uma parte do bicho e acredita estar diante de um objeto diferente. Cada um tem uma perspectiva diferente da condição autista, com opiniões fortes de como o autismo deve ser encarado e tratado. Outros ignoram completamente o problema, buscam aceitação, levantando a bandeira da diversidade, rejeitando opções de tratamento e cura. É óbvio que isso tudo deixa os familiares confusos e pulveriza a força politica pró-autista. Pois bem, no espírito da conciliação, de encontrar o que é comum e válido entre as diversas tribos pró-autistas, proponho quatro perspectivas de comunidades interessadas em autismo que se especializaram tanto na forma como falam sobre o autismo que se tornaram reinos ou feudos isolados e distintos. Cada reino tem suas verdades, mas todos falham na tentativa de entender ou mesmo reconhecer que suas verdades não são aceitas fora de suas fronteiras. Primeiro Reino: o autismo como doença. A condição autista foi descrita pela primeira vez pelo médico Leo Kanner em 1943. Desde então, a pesquisa médica tem sido focada encarando o autismo como se fosse uma doença. Nesse reino encontram-se médicos, pesquisadores, familiares e pacientes. Todos veem o autismo como uma doença do cérebro que pode ser tratada com medicamentos. Investigam a melhoria do diagnóstico, intervenções e a cura como objetivo final. Teorias médicas evoluíram da mãe-geladeira para formas complexas da neurogenética. Buscam-se marcadores moleculares da doença e novas drogas. Ao contrário dos que veem o autismo como uma deficiência, buscando melhores serviços e suporte, esse reino foca na lógica puramente científica para justamente reduzir o número de serviços e suporte dado ao autista. Querem cortar o mal pela raiz. Segundo Reino: o autismo como identidade. Nesse reino, os integrantes substituem a classificação de autismo como doença por uma questão de diversidade – ou mesmo de identidade. Esses, juntos com as comunidades de deficientes, veem o autismo como sendo apenas mais uma entre milhares de variações cognitivas da humanidade, com necessidade de aceitação, não de cura. Pessoas com autismo leve que podem viver de forma independente, mas que não se sentem totalmente acolhidas socialmente, fazem parte desse grupo. Em vez de buscarem formas de se tornarem “normais”, focam na inclusão e aceitação social. Exigem reconhecimento de que o autismo é uma forma de pensar diferente, que pode produzir soluções inovadoras para problemas difíceis. Muitos veem os resultados genéticos como uma forma de eugenia, não acreditam em explicações de causalidade e acham que tratamentos são uma forma compulsória de conformismo social. Como as comunidades de deficientes, membros desse reino buscam apoio da sociedade, melhorias educacionais, serviços ocupacionais e direitos cívicos. Terceiro Reino: o autismo como lesão. Talvez um dos argumentos mais acalorados sobre o autismo seja o papel da vacina como causadora de uma lesão levando ao autismo. Membros dessa comunidade são pais que observaram regressões de desenvolvimento de suas crianças após vacinação. Mesmo frente a fortes evidências epidemiológicas de que vacinas não causam autismo, defensores dessa teoria sugerem que esses estudos estejam mascarando casos raros que foram causados por vacinas. Ao contrário do grupo anterior, os pacientes autistas nesse caso são afetados de formas severas, não verbais, com disfunções imunológicas, gastrointestinais e ataques epiléticos. Familiares desse grupo, sentindo que a ciência e medicina ainda não geraram medicamentos eficazes, buscam alternativas como dietas específicas e desintoxicação, entre outras. A grande distinção desse grupo é que acreditam o autismo fora causado por uma determinada lesão cerebral, causada por algum episodio específico na historia de vida do individuo. Portanto, levantam a bandeira da prevenção, reconhecendo que ao descobrir a causa poderíamos frear a prevalência do autismo. Quarto Reino: o autismo como modelo. Da mesma forma que cientistas usam a cegueira para entender o sistema visual, membros desse grupo buscam no autismo a oportunidade de entender o cérebro social. Esse grupo é composto primordialmente por neurocientistas interessados em compreender o comportamento social humano, usando ferramentas como neuroimagem e neuroanatomia em tecidos cerebrais. O objetivo é mapear o cérebro para encontrar vias nervosas que processam informações socais específicas, tais como reconhecimento de faces, postura em grupo e teoria da mente. Esses cientistas apostam em modelos animais ou estudos de ressonância magnética do cérebro humano como instrumentos importantes para se ganhar insights sobre a natureza humana, sem necessariamente se preocupar com a causa ou cura do autismo. Reconheço que esses quatro reinos não necessariamente representam todo o universo do espectro autista. No entanto, descrevem de forma ampla perspectivas distintas que hoje em dia dividem opiniões sobre o autismo. Esses feudos criaram estruturas super organizadas como sociedades profissionais, ONGs ou redes sociais, para se fortificarem. Infelizmente essa atitude serviu também para criar barreiras entre si, dificultando interações construtivas e trocas de idéias entre seus membros menos extremistas. Assim, podemos entender as críticas que sofrem os geneticistas, que veem o autismo como doença e buscam diagnóstico pré-natal, que seriam agentes abortivos dos autistas da próxima geração. Mas quem afinal está certo? Da mesma forma que ainda não sabemos qual a melhor politica para ajudar a África, não existe uma resposta clara para o autismo. É provável que todos os cegos estejam certos parcialmente. O importante é notar que cada um dos reinos autistas tem oportunidades de oferecer algo de construtivo. Precisamos tanto de melhores diagnósticos e tratamentos, como melhores serviços, estratégias de prevenção e um entendimento mais apurado do cérebro social humano. Acredito que quanto mais os membros desses grupos se mantiverem isolados, pior será para o autismo. Acho que deveríamos buscar o oposto, abrindo a fronteira desses reinos e favorecendo a fertilização cruzadas de ideias. Essa atitude pode mostrar o que existe de comum entre esses reinos. Por exemplo, a luta por melhores serviços profissionais que atendam a demanda autista. Outro exemplo seria a de criar um centro de excelência que testasse sem bias idéias vindas das diversas áreas. Propus algo assim para o Brasil recentemente e fiquei pasmo com a recepção positiva de pessoas com opiniões bem diferentes sobre o autismo o que sugere que a proposta mereça ser considerada. Com o crescente número de crianças autistas tornando-se adultos com autismo, a situação começa ficar crítica e requer ação imediata. Penso que nada de muito positivo vá acontecer se cada grupo insistir na sua própria visão. Será uma pena olharmos do futuro para o que acontece hoje e concluirmos que poderíamos ter lutado juntos por algo transformador, buscando cooperação ao invés de conflito. Acho é possível unirmos forças para atingir metas a curto prazo, como melhores escolas para os autistas, e também soluções a longo prazo. Dessa forma teremos um mundo melhor para crianças e adultos autistas. Alysson Muotri Fonte: http://g1.globo.com/platb/espiral/2013/03/04/os-quatro-reinos-autistas/

Sala de Snoezelen - Sala Multisensorial

Achei muito interessante. Acho que vale a pena!

28 de abril de 2013

Ecolalia em crianças com asperger e autismo de alto funcionamento

Um sintoma comum de Asperger e autismo de alto funcionamento inclui repetição de palavras e frases. Em muitos casos, estas frases estão relacionados com algo que o jovem tenha sido exposto a (por exemplo, um filme, livro, música, etc.) O jovem pode continuar a dizer a palavra ou frase durante todo o dia ou até mesmo durante a semana seguinte. Se você é pai ou mãe de um jovem verbal diagnosticado com Asperger, você pode ouvi-los em suas repetições de pedaços de vídeos ou outras fontes. Este tipo de comunicação é chamado de "ecolalia". É uma forma única de expressão, e embora seja pensado como um "sintoma", ele também pode ser um ótimo inicio para começar a trabalhar com o jovem. Ecolalia é, literalmente, a repetição de palavras e sons que a criança tenha ouvido recentemente ou bastante tempo atrás. Crianças Aspergers verbais são muitas vezes "ecolálica" (isto é, eles usam palavras, e às vezes até mesmo usar as palavras apropriadamente, mas a sua escolha de palavras é baseada em um padrão memorizado). Às vezes, ecolalia é imediato (por exemplo, o pai diz: "Michael, você quer um sanduíche? "... e Michael responde:" Você quer um sanduíche "). Assim como, muitas vezes, ecolalia é adiada (por exemplo, um jovem ouve um comercial na televisão, como "Tem Leite?" ... E depois, quando ele está com sede, ele pode dizer "tem Leite?" Exatamente o mesmo tom e sotaque como o anúncio em televisão). Em ambos os casos, a ecolalia pode soar estranho, mas na verdade, é um método que o jovem Aspergers tem desenvolvido para comunicar suas /seus desejos e necessidades. O fato de que a criança tenha feito isso significa que ele / ela é capaz de fazer muito mais com a ajuda de um terapeuta da fala. Em alguns casos, a ecolalia é menos funcional, mas geralmente é um bom ponto de partida para a fala e / ou terapia do jogo . Por exemplo, um jovem pode memorizar segmentos inteiros de um filme favorito e recitá-los mais e mais. Propósito do jovem na recitação pode ser a de acalmar ou reduzir o estresse, mas a recitação também pode indicar um verdadeiro fascínio para os aspectos do filme. Crianças com Asperger podem interagir e comunicar, no entanto, fazem-no de formas diferentes. "Aspies" são realmente mais normal do anormal.Mesmo ecolalia é um caminho normal para aprender a língua. A maioria das crianças usa ecolalia de aprender a língua. A maioria das crianças cavaco de um modo rítmico, que é, na verdade, imitando a cadência da linguagem. Mais tarde, eles copiam sons, palavras, e, eventualmente, frases e frases que se ouvem os adultos usam em contextos específicos, repetitivos. Picos ecolalia por volta dos 30 meses de "típicos" as crianças, e depois diminui. ecolalia foi pensado como apenas outro comportamento inadequado para eliminar de uma criança com Asperger, no entanto, os pesquisadores atualmente vêm como um fenômeno de desenvolvimento que ocorre dentro do jovem cognitivo normal e maturação linguística. Ecolalia parece ser um passo "normal" no desenvolvimento cognitivo do Aspie e maturação de linguagem, e é intrinsecamente gratificante para o jovem. O reforço é, na verdade, o jovem ser capaz de corresponder ao que os outros dizem. Muitas crianças Aspergers tornam especialistas em ecoando o conteúdo do que é dito por outros, assim como a voz, inflexão, e a forma em que as palavras foram originalmente falado. O valor da ecolalia para a criança pode ser que as palavras ecoaram e pistas contextuais tornar a informação armazenada para ele ou ela para se referir mais tarde, como um ensaio interno do evento. A presença de ecolalia tenha realmente sido identificado como um sinal positivo em crianças com Aspergers. A presença de ecolalia é um importante indicador de prognóstico para o crescimento futuro linguagem. Parece que ecolalia fornece a "matéria-prima" para o crescimento linguagem a mais. Crianças com Asperger que estão discurso frase ecolálica desenvolvido mais tarde na vida boa ou não receberam treinamento intensivo de língua. Se ecolalia é uma das fases do desenvolvimento normal da linguagem, parece que ecolalia contínua indica que a criança com Asperger é "presa" no nível de desenvolvimento por um tempo, mas depois parece superá-lo e desenvolver padrões de fala mais normal. Independentemente da utilidade da ecolalia para a criança com Asperger, o hábito pode interferir com a interação social e de aprendizagem. Portanto, a maioria dos terapeutas concentram em ajudar o movimento da criança de uma forma mais criativa de linguagem. Uma criança com Asperger é mais provável usar ecolalia quando ele ou ela não tinha aprendido uma resposta apropriada a uma determinada questão ou solicitação

24 de abril de 2013

A família cresceu...

Estamos muito felizes com a notícia de mais um membro na família. Queríamos muito e desde dezembro decidimos que este ano seria o ideal e já aconteceu. Deus nos abençoa tanto que não sei nem como agradecer tantas bençãos. O Lucas crescendo e evoluindo tão bem e agora mais um pequeno ou pequena para nos fazer ainda mais felizes. Quando a notícia chegou, ouvimos algumas pessoas dizerem "Nossa, e agora como vcs cuidarão de mais um bebê tendo um filho autista que dá tanto trabalho..." ou "Será que este virá autista também???" Infelizmente muitos são tão egoístas que não conseguem ver além de tudo isso. Graças a Deus, nós somos pessoas iluminadas e não pensamos desta maneira tão pequena... Toda a criança dá trabalho e só porque temos um filho autista, não podemos ter outro por conta disso??? Se vai vir outro autista, ou com sindrome de down ou com qualquer outra dificuldade só Deus sabe e em relação a isso não teremos problema algum, pois amaremos esta criança como amamos o Lucas sem restrições ou preconceitos. Nossa vida é tão curta, por isso devemos curtir cada momento e ser feliz. É isso que estamos tentando fazer. SER FELIZ!!!

Terapia com animais

Pesquisas anteriores já haviam demonstrado a capacidade da presença de animais em estimular a interação social entre os seres humanos. O objetivo deste estudo foi analisar as interações de crianças com transtorno do espectro do autismo (ASD) com um adulto e crianças da mesma idade com desenvolvimento típico, na presença de animais (duas cobaias/ Hamsters / Coelhos) em relação aos brinquedos. Método: Noventa e nove crianças de 15 salas de aula em quatro escolas preencheram os critérios de inclusão e participação em grupos de três (uma criança com autismo e dois pares com desenvolvimento típico). Cada grupo foi filmado ao longo de três sessões de 10 minutos de brincadeiras livres com brinquedos e três sessões de 10 minutos com brincadeira livre com duas cobaias. Dois observadores “cegos” ( Isto é: Eles não sabiam quem era a criança com autismo) avaliaram o comportamento de crianças com autismo e as outras duas. Para explicar o desenho do estudo, os dados foram analisados por meio de modelagem linear generalizada e hierárquica. Resultados: Participantes com autismo demonstraram comportamentos mais sociais (incluindo a falar, olhar para rostos, e fazer contato tátil) e receberam abordagens mais sociais das outras crianças na presença dos animais em relação aos brinquedos. Eles também exibiram comportamentos mais pró-sociais e afetivos ( sorrindo e rindo), bem como menos comportamentos de interiorização e afetivos negativos (ou seja, franzindo a testa, chorando, e lamentando), na presença de animais em relação aos brinquedos. Conclusões: Estes resultados sugerem que a presença de um animal pode aumentar significativamente os comportamentos sociais positivos entre crianças com TEA. http://www.plosone.org/article/info%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal.pone.0057010

17 de abril de 2013

Autista ganha na Justiça direito de estudar em instituto federal

Flávia Bernardes Do UOL, em Vitória 17/04/201310h50 Na foto, Eduardo Meneghel Barcellos da Costa (à direita) com os irmãos e o pai Após quatro meses de espera o estudante Eduardo Meneghel Barcellos da Costa, 15, autista e apaixonado pela ciência e pelos bichos, ganhou na Justiça o direito de se matricular no Ifes (Instituto Federal do Espírito Santo). Após cursar o curso preparatório para a instituição e obter 170 pontos no processo seletivo, ele não conseguiu garantir a vaga pelo processo seletivo regular para o curso técnico de agropecuária integral. O instituto não tem reserva de vagas para pessoas com deficiência. De acordo com a decisão da Justiça, o Ifes tem dez dias para adotar todas as providências e orientar Maurice Barcellos da Costa, pai de Eduardo, sobre os procedimentos a serem adotados para início das aulas. Segundo Maurice, a iniciativa de buscar os direitos do filho na Justiça surgiu da luta do próprio estudante por mais autonomia. "Ele foi diagnosticado com autismo aos dois anos e desde lá vem se desenvolvendo muito bem, foi alfabetizado na 4ª série, concluiu o ensino fundamental e frequentou o preparatório do Ifes. Tenho um vago conhecimento das leis que garantem direitos aos deficientes e fui procurar me aprofundar para ajudá-lo", disse Maurice. A escolha do curso agropecuária integral surgiu da paixão de Eduardo pela ciência e por bichos. Segundo o pai, a partir daí começou a busca por um curso que agregasse um pouco dos temas e que possibilitasse a inserção de Eduardo no mercado de trabalho. Professor universitário, Maurice conta que os 170 pontos garantiram apenas a vaga de suplente ao filho, mas que buscou na Justiça os direitos garantidos aos deficientes para que ele não perdesse a vaga. "Sabíamos que o melhor colocado no processo seletivo havia feito 310 pontos e a última aprovada 220. Já os candidatos cotistas [de escola pública] foram aprovados com 110 pontos. O que buscamos na Justiça foi também um acesso privilegiado para situações peculiares, como a de Eduardo", explicou. Para isso, Maurice chegou a protocolar um requerimento administrativo no Ifes requerendo a vaga. Diante da negativa do órgão, mais uma tentativa foi feita, desta vez, pelo Ministério Público Federal através de uma recomendação ao instituto a favor da matrícula do aluno, que também foi negada. "Não temos uma legislação clara e as instituições também não praticam muito a reserva de vagas. Eu lamento o que ocorreu, mas confio na capacidade do Ifes e agora a maior preocupação é recuperar o tempo perdido", ressaltou Maurice. Ansioso para o início das aulas, Eduardo agora terá que aguardar o encontro entre Maurice e a diretoria de ensino do Ifes, em Alegre, para a realização da matrícula e para programar a reposição das aulas perdidas – as aulas começaram em fevereiro. Segundo o professor, tanto as reposições de aula como o apoio educacional no Ifes para de Eduardo são garantidos a ele pela Justiça. Maurice pretende passar a fase de adaptação junto ao filho no município de Alegre, mas garantiu: "Na escola ele tinha um acompanhamento especial, mas nos últimos anos ele não queria mais, vinha tentando dispensar e buscar mais autonomia. Já pegava ônibus da universidade até em casa sozinho", contou o pai. Já a preocupação do filho em não polemizar na escola a sua condição de autista não será possível. Mas, com a repercussão do caso, tranquilizou o pai, a situação do filho deverá servir de inspiração e não de receio. "Espero que o caso sirva de inspiração para as instituições para que se adaptem melhor as necessidades dos deficientes e ampliem seu trabalho em relação a inserção de deficientes na sociedade. Fora isso, eu confio nele, ele é um garoto muito tranqüilo e que consegue ter um auto-controle muito bom diante da doença. Tem as coisas bem resolvidas na cabeça dele", comemorou. Processo seletivo De acordo com o informado pelo Ifes, o Instituto irá cumprir a decisão judicial de garantir a matrícula de Eduardo, mas ressaltou que ainda não há uma política para o cumprimento da reserva de vagas para necessidades especiais previsto no edital, o que dificultou o caso. Apesar do imbróglio, o Ifes informou que possui matriculados na instituição alunos cegos, surdos e cadeirantes que passaram pelo rígido processo seletivo previsto por um edital para o ingresso na instituição.
 
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