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30 de abril de 2011

FALSA PSICÓLOGA - Indignação!!!

Edição do dia 27/04/2011
28/04/2011 00h14 - Atualizado em 28/04/2011 00h48

Presa falsa psicóloga que atendia crianças na zona sul do RJ

Beatriz Cunha foi presa em flagrante. Ela disse à polícia que estudou psicologia, mas não chegou a se formar. A clínica dela, em Botafogo, era especializada em tratamento de autismo.

iNo depoimento à polícia, revolta. “Estou indignada, chocada, decepcionada, descrente”, diz a mãe da criança, Andréia Ribeiro.
A partir da denúncia feita pelo casal, a polícia chegou a uma clínica, em Botafogo, zona sul do Rio, especializada em tratamento de autismo. Imagens gravadas pelos agentes mostram Beatriz Cunha atendendo a delegada pensando que ela fosse mãe de um paciente.
“Ela disse que - sem ver a criança - que era uma criança autista que precisaria do tratamento máximo de três horas de tratamento”, conta a delegada Patrícia Paiva Aguiar.
Beatriz foi presa em flagrante. Ela disse à polícia que estudou psicologia, mas não chegou a se formar. Mesmo assim, participava como palestrante em congressos, onde se apresentava como pós-graduada.
Durante dez meses de tratamento os pais da criança nunca desconfiaram que Beatriz Cunha não era preparada para o trabalho. Eles pagaram R$ 5 mil por mês pelo atendimento. Agora, querem saber o que o filho deles, de sete anos, fazia durante três horas, todos os dias, na clínica e entendem porque ele não vinha apresentando melhora.
Eles só perceberam que estavam sendo enganados quando pediram os recibos das consultas, com o registro profissional de Beatriz Cunha.
A falsa psicóloga vai responder por estelionato, falsidade ideológica, exercício ilegal da profissão e propaganda enganosa. “É uma lesão que não é patrimonial só, não tenho como auferir. É uma lesão a cabeça do meu filho”, Gilson Moreira, pai da vítima.
 

25 de abril de 2011

Saudades do Padrinho Carlinhos!!!

O Padrinho  Carlinhos veio nos visitar neste final de semana e foi a maior festa. O Lucas achava que ele tinha que serví-lo, o tempo todo mandava ele fazer alguma coisa como: fazer mamá, passear, colocar os sapatos... engraçadíssimo!!!
Fizemos um passeio na Feira de São Cristóvão e nos divertimos muito.
Volta logo dindinho!!! Te amamos!!!






Cortando os cabelos

Cortar os cabelos... Quando passa a máquina ele adora, tem cocequinhas...rsrsrs Mas quando a tesoura entra em cena, haja música para distrair...  O seu incomodo já diminuiu muito.
Hoje em dia até para cortar as unhas ele fica quietinho...
Muito gato!!!




20 de abril de 2011

Massagem e Estimulação para a linguagem

Não sei se alguém conhece esta terapia. Recebi da minha amiga Estela, mãe de Sophia. Ela me disse que foi maravilhosa a sua experiência e indicou. Estou bem animada para começar, já preparei as figuras... Obrigada Estela pela indicação!

Primeira Semana:

      Proibido dizer a Palavra Proibida! NEGAR AÇÕES OU COMPORTAMENTOS SOMENTE COM FRASES AFIRMATIVAS. (ao invés de “não abrir”usar “fechar”)
      Massagear 5 minutos diariamente – sempre a mesma pessoa – (Pai ou Mãe) sendo a primeira e segunda semana com creme ou óleo; terceira e quarta semana por talco; quinta semana por bucha seca (libera endorfina)
      Montar um caderno de figuras, pasta plástica. Figuras de Objetos diários, sendo 03 objetos por folha. Média de 07 folhas.
      Primeira semana: apontar  e falar a figura usando a mão dela na mão
      Segunda semana: apontar e falar a figura pegando no pulso
      Terceira semana: apontar  e falar a figura pegando no cotovelo
      Quarta semana: apontar e falar a figura colocando apenas a mão no ombro.

História de Derek Paravicini. SUPERAÇÃO!!!

Derek nasceu prematuro, com 25 semanas de gestação (o normal são 40 semanas). Sua cegueira foi causada por uma terapia com oxigênio dada a ele durante o tempo em que ficou em uma unidade de cuidados intensivos neonatais. Isso também afetou o seu cérebro em desenvolvimento, resultando em sua incapacidade grave de aprendizado. Ele também tem autismo e é sanvant.
“Derek nasceu com menos de um quilo. Teve morte clínica por duas ou três vezes”, lembra o pai, Nick Paravicini. “Parece ter perdido parte das funções cerebrais. Não conseguia aprender como as outras crianças”.
Começou a tocar piano com dois anos de idade quando sua babá tentando lhe distrair pegou um teclado antigo de seu avô. No início, Derek utilizou seus punhos, palmas das mãos  para tocar porém fora do teclado. Gradualmente, porém, sem aula, ele começou a movimentar as mãos em sincronia, para cima e para baixo das teclas e logo ele estava formando acordes. Um dia, sua irmã mais velha, Libbet, foi correndo até a sala onde estavam seus pais, Nicolas Paravicini and Mary Ann Parker Bowles, e anunciou: “Rápido, rápido, venham e vejam, Derek está tocando o hino que cantamos na igreja”
Como tinha acontecido aquele “milagre” era o que todo mundo se perguntava. O que aconteceu? Como ele magicamente teve a capacidade de produzir música de dentro de seu cérebro danificado?
Seus pais o colocaram na escola de música para deficientes visuais Linden Lodge School, em Londres. Em sua visita introdutória para a escola, na sala de música, ele se livrou de seus pais e foi direto para um piano que já estava sendo usado e então empurrou a pessoa que estava tocando, Adam Ockelford, para poder tocar. Ockelford, hoje seu mentor e treinador, o encorajou e programou aulas que primeiramente eram semanais e, em seguida passaram a ser diárias.
“Seu fascínio com padrões abstratos de som, aquelas milhares de horas passadas simplesmente ouvindo durante os primeiros 20 meses de sua vida, em grande parte não contaminadas pelo entendimento, foram a causa de milhões de conexões neuronais” diz o professor Ockelford. “E são estas conexões que já estavam por trás do surgimento de uma musicalidade precoce.”
O professor Derek Ockelford ensinou a Derike suas técnicas convencionais e também as não-convencionais – em especial o seu desejo de tocar a música o mais alto possível!
Ainda hoje, em Bristol, o professor está ao lado de Derek, gentilmente lhe guinado e apresentando e batendo-lhe nas costas, encorajando-o a continuar tocando quando o público entra em erupção novamente.
Quase não existem relatos na história de gente com essa combinação de talentos. Além da supermemória, Derek é capaz de ouvir qualquer nota musical, identificar e reproduzir. Essa é uma habilidade conhecida como “ouvido absoluto”. Ouvido absoluto é a capacidade de ouvir um acorde com as 10 notas e identificar cada uma.
“Diziam que Derek era um grande papagaio, capaz de reproduzir o que ouvia”, lembra doutor Ockelford. Mas ele provou que as pessoas estavam erradas. Derek mostrou que também dá um show na hora do improviso!
Derek fez seu primeiro concerto aos sete anos em Tooting Leisure Centre no sul de Londres. Aos nove anos, o menino cego e autista teve sua estréia como concertista anunciada pela TV. O pequeno Derek empolgou o público tocando jazz com uma orquestra filarmônica.
Aos dez, ele foi agraciado com o prêmio infnatil  Barnardo’s Children’s Champion entregue por Lady Di.
Desde então, Derek tem desempenhado vários concertos. Ele nunca foi pago, tocando na maior parte do tempo em prol de caridade, e seu público varia de pacientes com demência, que prosperam com as velhas canções que ele produz, a pedido, a celebridades. Ele já tocou  duas vezes em Downing Street – para Tony Blair e Gordon Brown. Ele ainda tocou pedidos de Hugh Grant.
“Eu gosto de ter uma audiência quando eles me apaludem”, diz Derek. “Eu não fico nervoso antes de tocar”
Apesar de seu dom da música, habilidades verbais de Derek são limitadas. Seu Inglês é bem falado, alto e claro, mas a sua capacidade de pensamento não se alonga muito. Ele é um echolalico, o que significa que ele repete o que você diz a ele, transformando a sua pergunta em um comunicado.
Você sabe Smoke Gets in Your Eyes, Derek?   Alguém pergunta. “Sim, eu sei Smoke Gets in Your Eyes.
Derek se comunica muito bem é através da música:
“É uma compensação maravilhosa para suas deficiências”, explica Nicolas, seu pai. “Ele ama as pessoas e sua interação com eles é através da música e tocando algo para elas.”
Uma das suas peças favoritas é Karma Chameleon do Culture Club jogado em um estilo ragtime. “Demorou muito tempo para ensinar Derek sobre estilos”, diz o Prof Ockelford. “Enquanto as peças são simples para ele entender, o estilo é mais abstrato.”
Derek tem hoje 30 anos  e mora em uma casa de cuidados em Redhill, Surrey, administrada pelo   Instituto Nacional para Cegos Real pois ele necessita de cuidados especiais e sua gaurda estava sendo disputada pela família na justiça. Em maio desse ano o Tribunal de Proteção, que controla o futuro de adultos incapazes de gerir seus próprios assuntos, nomeou sua família (mãe, pai e irmã) como responsável por  cuidar de seu bem-estar e futuro comercial.
A esperança da família, com a decisão do tribunal, é que Derek finalmente será capaz de ganhar a vida com seu talento. Ele está esperando para fazer uma série de mini-tours em os EUA, onde ele é bem conhecido depois de aparecer duas vezes no popular programa CBS News 60 Minutes. Fala-se também de conseguir um contrato de gravação profissional.
“Esperamos que ele possa ser capaz de começar a ganhar a vida por si mesmo”, diz Nicolas. “É um grande passo para ter uma vida normal. Com sua própria renda, ele pode ser capaz de abandonar a assistência residencial, começar sua própria casa, e ter um cuidador para morar com ele. Finalmente, esta é uma chance para ele continuar fazendo o que ele ama.”
Em seu site oficial, vi que Derek já gravou seu primeiro CD comercial e  é um album solo chamado de “Echoes of the Sounds to be”. O CD traz uma compilação de melodias empolgantes dos compositores como Harold Arlen, Jerome Kern, Thelonious Monk, Thomas “Fats” Waller, Stephen Sondheim, Scott Joplin e Jelly Roll Morton e foi produzido por Evangelos Himonides (Instituto de Educação da Universidade de Londres) e Ockelford Adam (Roehampton University).
Derek já está gravando seu segundo CD e fazendo muitos shows pelo mundo todo.
Com certeza sua vida é tocar. E nós temos o privilégio de escutar (ainda que de longe…)
Assista o documentário The musical genius (em inglês, sem legendas).

19 de abril de 2011

Dia do Índio!!!

 Quando eu cheguei na escola para buscar o Lucas, encontro esta coisinha linda vestido de indiozinho, com arco e flecha na mão. Fui cantando para ele a música do Índio que eles estavam ouvindo e ele ria muito, até fazia UHUHUUHUHUH, quando eu cantava "Indio fazer barulho..."
Uma Graça!!!


15 de abril de 2011

Fonoaudiologia e Autismo

A Fonoaudiologia é vital para o autismo


Durante décadas, predominou o conceito de que o Autismo era uma doença psicológica, a qual se baseava na dificuldade de relacionamento entre mãe e filho e, conseqüentemente, a criança não teria um desenvolvimento normal.

Nos últimos quinze anos, aproximadamente, o conceito de Autismo mudou. Segundo a Classificação Internacional de Doenças (CID-10), publicada pela Organização Mundial de Saúde, o Autismo é uma disfunção neurológica de base orgânica, que afeta a sociabilidade, a linguagem, a capacidade lúdica e a comunicação.

O Autismo não ocorre por bloqueios ou razões emocionais, como insistiam os psicanalistas, mas pode ser agravado por eles. As causas podem ser viroses gestacionais (como citomegalovirus), quadros de hipoxia (déficit de oxigenação no parto), presença do X Frágil, infecções e mal formações congênitas, toxoplasmose, rubéola etc.Acomete cerca de 5 entre 1.000 nascidos e é quatro vezes mais comum entre meninos do que entre meninas.

As crianças autistas apresentam os sintomas até os três primeiros anos de idade.
O desenvolvimento da fala, nessas crianças, é lento e anormal, senão ausente, caracterizando-se pela repetição daquilo que é dito por terceiros ou pela substituição das palavras por sons mecânicos.

São sintomas freqüentes do autismo, a falta de reação a sons e à dor, assim como a incapacidade de reconhecer situações de perigo, e a repetição rítmica de certos movimentos como, por exemplo, balançar o tronco para a frente e para trás ou bater palmas.

Como o autista tem grave alteração de comunicação, mais especificamente no desenvolvimento de linguagem, a figura do fonoaudiólogo é imprescindível para o tratamento precoce da criança.

O Autismo é associado ao retardo mental em cerca de 70% dos casos, e poucos indivíduos apresentam Q.I. acima de 80.

Durante décadas, muitos que não foram tratados precocemente, foram diagnosticados como doentes mentais e internados em instituições fechadas.

Uma das pioneiras no tratamento do autista na Fonoaudiologia é a professora doutora Fernanda Dreux Miranda Fernandes, que há cerca de 20 anos trabalha com crianças e adolescentes autistas na Universidade de São Paulo.
Fernanda Dreux foi a primeira a publicar um capítulo sobre o tratamento fonoaudiológico do autista, em 1982, no livro Distúrbios da Comunicação – estudos interdisciplinares sobre Autismo. A doutora Fernanda coordena o atendimento de 35 a 40 crianças e adolescentes, na maioria carentes, que comparecem duas vezes por semana ao Ambulatório do Curso de Fonoaudiologia da USP/São Paulo.

“É uma população em que as deficiências individuais são muito diferentes. Cada paciente exige uma compreensão específica”, afirma a doutora Fernanda.
O atendimento é a longo prazo e não há critérios específicos para alta; mesmo assim, todos têm alta assistida, com retornos a cada três, seis meses ou anuais.
“O tratamento fonoaudiológico supera todas as expectativas da literatura internacional, de que as crianças devem falar até os seis anos ou, então, não falarão.” Entre seus pacientes, há um adolescente que começou a falar com 13 anos, após nove anos de terapia fonoaudiológica.

Para Fernanda Dreux, a terapia fonoaudiológica deve contar com o envolvimento da família, especialmente da mãe, para a melhora da criança. Todos os casos atendidos por Fernanda, cerca de 500 nestes anos, tiveram uma melhora significativa, pois alguns começam a falar e outros se comunicam, freqüentando escolas comuns ou especiais.

A preocupação maior da doutora Fernanda está no despreparo da maioria dos profissionais, que não têm bagagem de conhecimento sobre o tratamento fonoaudiológico do Autista.

No ambulatório da UNIFESP, a doutora Jacy Perissinoto e sua equipe já atenderam, nos últimos três anos de funcionamento do ambulatório, cerca de 30 pacientes, e hoje estão em tratamento 8 casos.

Há crianças que decoram calendários e anúncios de televisão, e são identificadas como
Autistas, mas, na verdade, são portadores da Síndrome de Asperger, que está classificada no mesmo grupo dos Autistas, em Transtornos Invasivos do Desenvolvimento ou Distúrbios Globais do Desenvolvimento.

No ambulatório da UNIFESP, os Autistas com maior desenvolvimento de linguagem são encaminhados para escolas comuns ou especiais, selecionadas pelos fonoaudiólogos, durante a terapia.
Os profissionais acompanham o desenvolvimento dessas crianças nas instituições de ensino, com o objetivo de potencializar as condições de desenvolvimento da criança. Por isso a interação entre os professores, pais e fonoaudiólogo é fundamental para o tratamento. O ambulatório criou um grupo de apoio às famílias de Autistas, além de contar com a presença deles na terapia.
As fonoaudiólogas Fernanda Dreux e Jacy Perissinoto concordam que o uso de medicamentos em crianças dispersivas melhora a qualidade de atenção, mas isso deve ser analisado caso a caso.

Equipe Multidisciplinar

Segundo o neurologista Wanderley Manoel Domingues, que atua com Autistas há pelo menos 33 anos, é importante que o Autista seja assistido por uma equipe multidisciplinar.
“Se a criança Autista não tiver atendimento precoce, evolui para deficiência mental, por falta de estimulação”, alerta o neurologista.

Hoje com o novo conceito de que o Autismo é uma doença de disfunção neurológica orgânica, identificada através da neuro imagem, por estudos anatomo-patológicos, pela ressonância magnética funcional e outros, a maioria dos Autistas são tratados com medicamentos, afirma Wanderley.
Esses medicamentos tratam as complicações, como: convulsões, distúrbios do sono, agitação psicomotora, crises de alta e baixa agressividade, impulsividade elevada, dispersão etc.

“Os medicamentos existentes facilitam o tratamento fonoaudiológico e de outros profissionais da equipe multidisciplinar”, destaca o neurologista.

Cerca de 50% dos autistas são portadores de convulsões, fator decorrente de disfunções neurológicas. 30 a 40% dos autistas apresentam níveis de seratonina (neuro transmissor cerebral, responsável pela sensação de bem estar) elevados.

O Autista tem sentimento narcisista, não é altruísta, e há uma grande incidência da doença entre gêmeos univitelinos. Segundo Wanderley Domingues, o autista olha através do observador e não para o observador.

Wanderley Domingues é responsável pela criação do Centro Pró-Autista, que é uma organização não governamental, criado em julho/2000, que conta com o apoio de instituições internacionais e da iniciativa privada e atende 30 crianças e adolescentes. O Centro Pró-Autista é constituído por pediatras, neurologistas, psiquiatras, psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacional, fisioterapeutas e professores de educação física.
No mês de julho, o Centro Pró-Autista organizou o 1º Curso Internacional de Atualização sobre Autismo, em São Paulo, sob a coordenação do doutor Wanderley Domingues. O evento contou com a presença da fonoaudióloga June Dickinson, do Hospital Einstein College of Medicine, Bronx – New York/EUA, uma das maiores especialistas em Autismo.

“Uma sociedade só é civilizada, quando cuida de seus frágeis”, conclui Wanderley Domingues.


Extraído da Internet: lista educautismo – yahoogrupos

Distribuição Associação Mão Amiga – www.maoamiga org

13 de abril de 2011

Palavrinhas Abençoadas!!!

O Lucas começou a falar algumas palavras, além de números e letras.
Toda vez que ele quer brincar com o carrinho, ele me leva até o quarto e fica olhando para o brinquedo. Logo depois eu digo a ele que se ele quer o carro ele pode pedir e ele logo diz "CARRO". Ele também pede jogo para brincar no celular, "liga" para ligarmos o computador ou tv , "troca" quando quer que troque o desenho, disse tia para minha amiga Denise, "bolo" apontando o bolo, "segura" quando segura a bolsa... Mas tudo isso ele diz sempre que solicitamos, ainda não disse espontâneamente, mas para nós já é um grande avanço.
Na escola ele apontou a bolsa e disse "embora" quando viu que eu estava esperando.
A cada dia ele nos surpreende. Agora estamos batalhando para colocá-lo em uma fono para estimulação. Marquei avaliação em alguns lugares e vamos decidir onde ele fará, depois divulgo.
Logo que acabamos o remédio anti-fúngico isso tudo começou a acontecer. Tenho certeza de que é um resultado de todo o tratamento e principalmente a estimulação que ele está tendo na escola.  Continuemos então!

11 de abril de 2011

Tia Denise - Interação Total

O Lucas e a Tia Dê fizeram a maior bagunça neste final de semana. Ele gostou tanto da bagunça que chegou a dizer "Ai ... Tia" para ela. Foi afinidade à primeira vista.



Baguncinha na praia

A praia é uma grande alegria para o Lucas. Teve uma fase em que ele não aceitava sair da água e parecia não ter medo de entrar no fundo. Desta última vez,  brincou muito na areia e quando pedia para ir até a água, só molhava os pézinhos. Quando a onda batia forte ele saia correndo, muito engraçado! Não saiu de perto de mim e também não fez nenhuma birra. Ficamos três horas muito agradáveis na beira do marzão de Ipanema, êta praia booooa!!!









7 de abril de 2011

Escala CARS

Escala CARS para avaliação complementar de Autismo


Childhood Autism Rating Scale (CARS). Autismo infantil: tradução e validação da Childhood Autism Rating Scale para uso no Brasil

Fonte: Pereira A, Riesgo RS,Wagner MB.Childhood autism: translation and validation of the Childhood Autism Rating Scale for use in Brazil.



O autismo é umtranstorno invasivo do desenvolvimento, e seu quadro comportamental é composto basicamente de quatro manifestações: déficits qualitativos na interação social, déficits na comunicação, padrões de comportamento repetitivos e estereotipados e um repertório restrito de interesses e atividades.
 Somando-se aos sintomas principais, crianças autistas freqüentemente apresentam distúrbios comportamentais graves, como automutilação e agressividade em resposta às exigências do ambiente, além de sensibilidade anormal a estímulos sensoriais.
A prevalência do autismo varia de 4 a 13/10.000, ocupando o terceiro lugar entre os distúrbios do desenvolvimento infantil à frente das malformações congênitas e da síndrome de Down tico de autismo permanece clínico.Os critérios atualmente utilizados são aqueles descritos no Manual Estatístico e Diagnóstico da Associação Americana de Psiquiatria, o Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM-IV)4 .Os critérios do DSM-IV para diagnóstico de autismo têm umgrau elevado de especificidade e sensibilidade emgrupos de diversas faixas etárias e entre indivíduos com habilidades cognitivas e de linguagemdistintas; no entanto, para avaliar os sintomas de forma quantitativa e refinar o diagnóstico dife-
rencial, outros instrumentos são necessários.A Childhood Autism Rating Scale (CARS) foi desenvolvida ao longo de anos e é especialmente eficaz na distinção de casos de autismo leve, moderado e grave, além de discriminar crianças autistas daquelas com retardo mental.
É uma escala de 15 itens que auxilia na identificação de crianças com autismo e as distingüe de crianças com prejuízos do desenvolvimento sem autismo. Sua importância consiste na diferenciação do autismo leve-moderado do grave.
É breve e apropriada para uso em qualquer criança acima de 2 anos de idade. Sua construção foi realizada durante 15 anos e incluiu 1.500 crianças autistas. Para tal, levaram-se em conta os critérios diagnósticos de Kanner (1943), Creak (1961), Rutter (1978), Ritvo & Freeman (1978) e doDiagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM-III) (1980).
A escala avalia o comportamento em 14 domínios geralmente afetados no autismo, mais uma categoria geral de impressão de autismo. Estes 15 itens incluem: relações pessoais, imitação, resposta emocional, uso corporal,uso de objetos, resposta a mudanças, resposta visual, resposta auditiva, resposta e uso do paladar, olfato e tato,medoou nervosismo, comunicação verbal, comunicação não verbal, nível de atividade, nível e consistência da resposta intelectual e impressões gerais.
Os escores de cada domínio variam de 1 (dentro dos limites da normalidade) a 4 (sintomas autistas graves). A pontuação varia de 15 a 60, e o ponto de corte para autismo é 30.

Tabela 2 - Versão em português da CARS

Relações pessoais:
1 Nenhuma evidência de dificuldade ou anormalidade nas relações pessoais: O comportamento da criança é adequado à sua idade. Alguma timidez, nervosismo ou aborrecimento podem ser observados quando é dito à criança o que fazer, mas não em grau atípico;
2 Relações levemente anormais: A criança pode evitar olhar o adulto nos olhos, evitar o adulto ou ter uma reação exagerada se a interação é forçada, ser excessivamente tímida, não responder ao adulto como esperado ou agarrar-se ao pais um pouco mais que a maioria das crianças da mesma idade;
3 Relações moderadamente anormais: Às vezes, a criança demonstra indiferença (parece ignorar o adulto). Outras vezes, tentativas persistentes e vigorosas são necessárias para se conseguir a atenção da criança. O contato iniciado pela criança é mínimo;
4 Relações gravemente anormais: A criança está constantemente indiferente ou inconsciente ao que o adulto está fazendo. Ela quase nunca responde ou inicia contato com o adulto. Somente a tentativa mais persistente para atrair a atenção tem algum efeito.

 II. Imitação:
1 Imitação adequada: A criança pode imitar sons, palavras e movimentos, os quais são adequados para o seu nível de habilidade;
2 Imitação levemente anormal: Na maior parte do tempo, a criança imita comportamentos simples como bater palmas ou sons
verbais isolados; ocasionalmente imita somente após estimulação ou com atraso;
 3 Imitação moderadamente anormal: A criança imita apenas parte do tempo e requer uma grande dose de persistência ou ajuda do adulto; freqüentemente imita apenas após um tempo (com atraso);
 4 Imitação gravemente anormal: A criança raramente ou nunca imita sons, palavras ou movimentos mesmo com estímulo e assistência.

III. Resposta emocional:
1 Resposta emocional adequada à situação e à idade: A criança demonstra tipo e grau adequados de resposta emocional, indicada por uma mudança na expressão facial, postura e conduta;
2 Resposta emocional levemente anormal: A criança ocasionalmente apresenta um tipo ou grau inadequados de resposta emocional. Às vezes, suas reações não estão relacionadas a objetos ou a eventos ao seu redor;
3 Resposta emocional moderadamente anormal: A criança demonstra sinais claros de resposta emocional inadequada (tipo ou grau). As reações podem ser bastante inibidas ou excessivas e sem relação com a situação; pode fazer caretas, rir ou tornar-se rígida até mesmo quando não estejam presentes objetos ou eventos produtores de emoção;
4 Resposta emocional gravemente anormal: As respostas são raramente adequadas à situação. Uma vez que a criança atinja um determinado humor, é muito difícil alterá-lo.Por outro lado, a criança pode demonstrar emoções diferentes quando nada mudou.

IV. Uso corporal:
1 Uso corporal adequado à idade: A criança move-se com a mesma facilidade, agilidade e coordenação de uma criança normal da mesma idade;
2 Uso corporal levemente anormal: Algumas peculiaridades podem estar presentes, tais como falta de jeito, movimentos repetitivos, pouca coordenação ou a presença rara de movimentos incomuns;
3 Uso corporal moderadamente anormal:Comportamentos que são claramente estranhos ou incomuns para uma criança desta idade podem incluir movimentos estranhos com os dedos, postura peculiar dos dedos ou corpo, olhar fixo, beliscar o corpo, auto-agressão, balanceio, girar ou caminhar nas pontas dos pés;
4 Uso corporal gravemente anormal: Movimentos intensos ou freqüentes do tipo listado acima são sinais de uso corporal gravemente anormal. Estes comportamentos podem persistir apesar das tentativas de desencorajar as crianças a fazê-los ou de envolver a criança em outras atividades.

V. Uso de objetos:
1 Uso e interesse adequados por brinquedos e outros objetos: A criança demonstra interesse normal por brinquedos e outros objetos adequados para o seu nível de habilidade e os utiliza de maneira adequada;
2 Uso e interesse levemente inadequados por brinquedos e outros objetos: A criança pode demonstrar um interesse atípico por um brinquedo ou brincar com ele de forma inadequada, de um modo pueril (exemplo: batendo ou sugando o brinquedo);
3 Uso e interesse moderadamente inadequados por brinquedos e outros objetos: A criança pode demonstrar pouco interesse por brinquedos ou outros objetos, ou pode estar preocupada em usá-los de maneira estranha. Ela pode concentrar-se em alguma parte insignificante do brinquedo, tornar-se fascinada com a luz que reflete do mesmo, repetitivamente mover alguma parte do objeto ou exclusivamente brincar com ele;
4 Uso e interesse gravemente inadequados por brinquedos e outros objetos: A criança pode engajar-se nos mesmos comportamentos citados acima, porém com maior freqüência e intensidade. É difícil distrair a criança quando ela está engajada nestas atividades inadequadas.

VI. Resposta a mudanças:
1 Respostas à mudança adequadas à idade: Embora a criança possa perceber ou comentar as mudanças na rotina, ela é capaz de aceitar estas mudanças sem angústia excessiva;
2 Respostas à mudança adequadas à idade levemente anormal: Quando um adulto tenta mudar tarefas, a criança pode continuar na mesma atividade ou usar os mesmos materiais;
 3 Respostas à mudança adequadas à idade moderadamente anormal: A criança resiste ativamente a mudanças na rotina, tenta continuar sua antiga atividade é difícil de distraí-la. Ela pode tornar-se infeliz e zangada quando uma rotina estabelecida é alterada;
4 Respostas à mudança adequadas à idade gravemente anormal: A criança demonstra reações graves às mudanças. Se uma mudança é forçada, ela pode tornar-se extremamente zangada ou não disposta a ajudar e responder com acessos de raiva

VII. Resposta visual:
1 Resposta visual adequada: O comportamento visual da criança é normal e adequado para sua idade. A visão é utilizada em conjunto com outros sentidos como forma de explorar um objeto novo;
2 Resposta visual levemente anormal: A criança precisa, ocasionalmente, ser lembrada de olhar para os objetos. A criança pode estar mais interessada em olhar espelhos ou luzes do que o fazem seus pares, pode ocasionalmente olhar fixamente para o espaço, ou pode evitar olhar as pessoas nos olhos; 3 Resposta visual moderadamente anormal: A criança deve ser lembrada freqüentemente de olhar para o que está fazendo, ela pode olhar fixamente para o espaço, evitar olhar as pessoas nos olhos, olhar objetos de um ângulo incomum ou segurar os objetos muito próximos aos olhos;
4 Resposta visual gravemente anormal: A criança evita constantemente olhar para as pessoas ou para certos objetos e pode demonstrar formas extremas de outras peculiaridades visuais descritas acima.

VIII. Resposta auditiva: 
1 Respostas auditivas adequadas para a idade: O comportamento auditivo da criança é normal e adequado para idade. A audição é utilizada junto com outros sentidos;
2 Respostas auditivas levemente anormais: Pode haver ausência de resposta ou uma resposta levemente exagerada a certos sons. Respostas a sons podem ser atrasadas e os sons podem necessitar de repetição para prender a atenção da criança. A criança pode ser distraída por sons externos;
3 Respostas auditivas moderadamente anormais: As respostas da criança aos sons variam. Freqüentemente ignora o som nas primeiras vezes em que é feito. Pode assustar-se ou cobrir as orelhas ao ouvir
alguns sons do cotidiano;
4 Respostas auditivas gravemente anormais: A criança reage exageradamente e/ou despreza sons num grau extremamente significativo, independente do tipo de som

IX. Resposta e uso do paladar, olfato e tato:
1 Uso e resposta normais do paladar, olfato e tato: A criança explora novos objetos de um modo adequado a sua idade, geralmente sentindo ou olhando. Paladar ou olfato podem ser usados quando adequados. Ao reagir a pequenas dores do dia a dia, a criança expressa desconforto, mas não reage exageradamente;
2 Uso e resposta levemente anormais do paladar, olfato e tato: A criança pode persistir em colocar objetos na boca; pode cheirar ou provar/experimentar objetos não comestíveis. Pode ignorar ou ter reação levemente exagerada à uma dor mínima, para a qual uma criança normal expressaria somente desconforto;
3 Uso e resposta moderadamente anormais do paladar, olfato e tato: A criança pode estar moderadamente preocupada em tocar, cheirar ou provar objetos ou pessoas. A criança pode reagir demais ou muito pouco;
4 Uso e resposta gravemente anormais do paladar, olfato e tato: A
criança está preocupada em cheirar, provar e sentir objetos, mais pela sensação do que pela exploração ou uso normal dos objetos. A
criança pode ignorar completamente a dor ou reagir muito fortemente a desconfortos leves.

X. Medo ou nervosismo:
1 Medo ou nervosismo normais: O comportamento da criança é adequado tanto à situação quanto à idade;
2 Medo ou nervosismo levemente anormais: A criança ocasionalmente demonstra muito ou pouco medo ou nervosismo quando comparada às rea-ções de uma criança normal da mesma idade e em situação semelhante;
3 Medo ou nervosismo moderadamente anormais: A criança demonstra bastante mais ou bastante menos medo do que seria típico para uma criança mais nova ou mais velha em uma situação similar;
4 Medo ou nervosismo gravemente anormais: Medos persistem mesmo após experiências repetidas com eventos ou objetos inofensivos. É extremamente difícil acalmar ou confortar a criança. A criança pode, por outro lado, falhar em demonstrar consideração adequada aos riscos que outras crianças da mesma idade evitam.

XI. Comunicação verbal:
 1 Comunicação verbal normal, adequada à idade e à situação;
2 Comunicação verbal levemente anormal: A fala demonstra um atraso global. A maior parte do discurso tem significado; porém, alguma ecolalia ou inversão pronominal podem ocorrer. Algumas palavras peculiares ou jargões podem ser usados ocasionalmente;
3 Comunicação verbal moderadamente anormal: A fala pode estar ausente. Quando presente, a comunicação verbal pode ser uma mistura de alguma fala significativa e alguma linguagem peculiar, tais
como jargão, ecolalia ou inversão pronominal. As peculiaridades na fala significativa podem incluir questionamentos excessivos ou preocupação com algum tópico em particular;
4 Comunicação verbal gravemente anormal: Fala significativa não é utilizada. A criança pode emitirgritos estridentes e infantis, sons animais ou bizarros, barulhos complexos semelhantes à fala, ou pode apresentar o uso bizarro e persistente de algumas palavras reconhecíveis ou frases

XII. Comunicação não-verbal:
1 Uso normal da comunicação não-verbal adequado à idade e situação;
2 Uso da comunicação não-verbal levemente anormal: Uso imaturo da comunicação não-verbal; a criança pode somente apontar vagamente ou esticar-se para alcançar o que quer, nas mesmas situações nas quais uma criança da mesma idade pode apontar ou gesticular mais especificamente para indicar o que deseja;
3 Uso da comunicação não-verbal moderadamente anormal: A criança geralmente é incapaz de expressar suas necessidades ou desejos de forma não verbal, e não consegue compreender a comunicação não-verbal dos outros;
4 Uso da comunicação não-verbal gravemente anormal: A criança utiliza somente gestos bizarros ou peculiares, sem significado aparente, e não demonstra nenhum conhecimento do significados associados aos gestos ou expressões faciais dos outros.

XIII. Nível de atividade:
1 Nível de atividade normal para idade e circunstâncias: A criança não é nem mais nem menos ativa que uma criança normal da mesma idade em uma situação semelhante;
2 Nível de atividade levemente anormal: A criança pode tanto ser um pouco irrequieta quanto um pouco “preguiçosa”, apresentando, algumas vezes, movimentos lentos. O nível de atividade da criança interfere apenas levemente no seu desempenho;
3 Nível de atividade moderadamente anormal: A criança pode ser bastante ativa e difícil de conter. Ela pode ter uma energia ilimitada ou pode não ir prontamente para a cama à noite. Por outro lado, a criança pode ser bastante letárgica e necessitar de um grande estímulo para mover-se; 4 Nível de atividade gravemente anormal: A criança exibe extremos de atividade ou inatividade e pode até mesmo mudar de um extremo ao outro.

XIV. Nível e consistência da resposta intelectual:
1 Ainteligência é normal e razoavelmente consistente em várias áreas: A criança é tão inteligente quanto crianças típicas da mesma idade e não tem qualquer habilidade intelectual ou problemas incomuns;
2 Funcionamento intelectual levemente anormal: A criança não é tão inteligente quanto crianças típicas da mesma idade; as habilidades apresentam-se razoavelmente regulares através de todas as áreas; 3 Funcionamento intelectual moderadamente anormal: Em geral, a criança não é tão inteligente quanto uma típica criança da mesma idade, porém a criança pode funcionar próximo do normal em uma ou mais áreas intelectuais;
4 Funcionamento intelectual gravemente anormal: Embora a criança geralmente não seja tão inteligente quanto uma criança típica da mesma idade, ela pode funcionar até mesmo melhor que uma criança normal da mesma idade em uma ou mais áreas.

XV. Impressões gerais:
1 Sem autismo: a criança não apresenta nenhum dos sintomas característicos do autismo;
2 Autismo leve: A criança apresenta somente um pequeno número de sintomas ou somente um grau leve de autismo;
3 Autismo moderado: A criança apresenta muitos sintomas ou um grau moderado de autismo;
 4 Autismo grave: a criança apresenta inúmeros sintomas ou um grau extremo de autismo.
Pode ser pontuada utilizando valores intermediários =1,5; 2,5; e 3,5.
15-30 = sem autismo 30-36 = autismo leve-moderado 36-60 = autismo grave

Este estudo traduziu e validou para a língua portuguesa, do Brasil, a CARS, uma escala mundialmente utilizada para diagnóstico e classificação do autismo e que, pela sua importância, já está traduzida para o japonês, sueco, francês, entre outros idiomas.
O DSM-IV representa um sistema de classificação desenvolvido pela Associação Americana de Psiquiatria e utiliza as três características básicas do autismo, enquanto os 15 itens da CARS permitem um diagnóstico mais objetivo ao incluírem as características de autismo primário descritas por Kanner, as observadas por Creak&Rutter e escalas adicionais (CID-10 e DSM-IV).
. A correspondência entre os dois métodos pode chegar a 98%9, sendo, portanto, complementares no diagnóstico.

CARS - Diagnóstico de Autismo

A escala CARS brasileira: uma ferramenta de triagem padronizada para o autismo
  
Isabelle Rapin; Sylvie GoldmanI
ISaul R. Korey Department of Neurology, Department of Pediatrics, The Rose F. Kennedy Center for Research in Mental Retardation and Human Development, Albert Einstein College of Medicine, Bronx, NY, USA
  
O autismo não é uma doença. Não existe exame de sangue, neuroimagem ou eletroencefalografia (EEG) que realize ou confirme seu diagnóstico. O autismo é uma síndrome definida por comportamento que denota o desenvolvimento atípico do cérebro imaturo e se manifesta em lactentes mais velhos, em crianças em idade pré-escolar ou na pré-escola. Para os clínicos experientes, o autismo clássico é um diagnóstico óbvio. Mas a experiência e a expertise não são mensuráveis, e portanto são insuficientes quando se trata de incluir crianças em pesquisas ou convencer as autoridades escolares a oferecer serviços educacionais especializados e de alto custo, especialmente para crianças que ainda não celebraram seu terceiro aniversário.
A Classificação Internacional de Doenças (CID-10)1 e o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-IV)2 foram criados para serem paralelos, com pequenas diferenças entre si. Os dois especificam que transtornos difusos do desenvolvimento (PDD - chamado apenas de "autismo" neste editorial) afetam três domínios comportamentais: 1) sociabilidade e empatia; 2) linguagem comunicativa e imaginação (brincadeiras de faz-de-conta); e 3) flexibilidade cognitiva e comportamental. Os sintomas devem estar claros aos 3 anos de idade, criar deficiências significativas e não poder ser explicados por outros diagnósticos, apesar de não haver critérios de exclusão para o diagnóstico de PDD/autismo. O DSM apresenta descritores de quatro comportamentos em cada um de três domínios e especifica que para o diagnóstico de transtorno autístico (autismo clássico ou de Kanner), no mínimo seis dos descritores devem ser preenchidos, pelo menos dois em sociabilidade e um em cada domínio restante: linguagem,e brincadeiras e rigidez e perseverança. Menos itens, um dos quais deve ser sociabilidade, ou uma distribuição diferente de itens, leva ao diagnóstico de síndrome de Asperger se a linguagem se desenvolveu na idade normal e o quociente de inteligência (QI) é de pelo menos 70, ou outros transtornos globais do desenvolvimento não especificados para os restantes. Não discutiremos aqui o transtorno desintegrativo, para crianças que regridem após desenvolvimento e linguagem iniciais completamente normais, nem a síndrome de Rett, uma causa genética específica do autismo.
O diagnóstico de autismo é fácil e incontroverso quando ocorre em crianças pequenas e aparentemente saudáveis, pois a saliência da falta de relacionamentos sociais, as brincadeiras empobrecidas, os comportamentos repetitivos e aparentemente sem propósito (estereotipias), a falta de expressão na linguagem ou a ocorrência de linguagem afetada, prolixa ou ecolálica, os acessos de raiva e os comportamentos agressivos provocados pela intromissão nas atividades da criança, sem contar a pouca variedade das escolhas de alimentos e os problemas de sono. Mas o diagnóstico fica muito mais difícil e controverso se o autismo está associado ao transtorno de déficit de atenção com hiperatividade, deficiência cognitiva grave ou alto nível de inteligência.
O diagnóstico comportamental na infância raramente é uma dicotomia do tipo sim ou não, pois os critérios mudam com o desenvolvimento, e este é descontínuo e variável em sua velocidade. Diagnósticos comportamentais são necessariamente dimensionais. Como não existe uma demarcação estrita da fronteira entre normalidade e patologia, a confiabilidade do diagnóstico aumenta junto com o desvio em relação à média da população. Assim, o diagnóstico depende de critérios consensuais, não absolutos, e a confiabilidade exige instrumentos clínicos com fortes propriedades psicométricas.
Clínicos e pesquisadores possuem objetivos diferentes. O diagnóstico clínico precisa trabalhar com todos os pacientes que aparecem, e se preocupa com a causa de todos os problemas apresentados e com o que fazer com eles. Como os serviços são limitados, o diagnóstico clínico costuma ser impreciso em casos borderline, de modo que as crianças não deixem de receber os serviços adequados apenas por causa do diagnóstico oficial. Os pesquisadores, por outro lado, buscam amostras com diagnósticos e idades bem definidos a fim de maximizar a confiabilidade entre locais diferentes, eliminar casos extremos e reduzir a sobreposição com grupos controle. O instrumento mais usado e mais bem documentado desde sua publicação em 1980 é a Childhood Autism Rating Scale (CARS, ou "Escala de Pontuação para Autismo na Infância") de Schopler3,4. A CARS é considerada a mais forte escala para comportamentos associados com o autismo. A escala já foi traduzida para diversas línguas, pois o autismo é um transtorno que ocorre no mundo todo.
Os diferentes objetivos de médicos e pesquisadores afetam as escolhas de instrumentos diagnósticos e seus usos. Instrumentos de triagem, como a CARS, foram criados para ser eficientes na clínica e na identificação de possíveis sujeitos de pesquisas. A triagem exige confirmação clínica ou, especialmente para pesquisas, corroboração de instrumentos diagnósticos mais completos, exigentes e demorados.
O último quarto de século viu o desenvolvimento de vários questionários padronizados para pais e observações de comportamentos e atividades de crianças. A Entrevista Diagnóstica do Autismo - Revisada (ADI-R)5, um método bem padronizado que fornece uma perspectiva histórica sobre comportamentos autísticos, e o Programa de Observação Diagnóstica do Autismo - Genérico (ADOS-G)6 com uso de modelos apropriados para diferentes idades e níveis de desenvolvimento, são os métodos de praxe nas pesquisas atuais. Suas desvantagens são sua demora, a necessidade de treinamento caro e extenso, e o fato de não serem realistas e adequados para aplicações clínicas e muitas aplicações de pesquisa.
Alguns leitores podem se perguntar por que um CARS brasileiro, não um CARS português? Sem dúvida pelo mesmo motivo pelo qual o inglês estadunidense e o inglês britânico, apesar de praticamente idênticos em sua forma escrita, se distanciaram bastante em termos de vernáculo durante os últimos trezentos anos. O mesmo certamente ocorreu com o português desde que Pedro Álvares Cabral chegou à costa brasileira em 1500, precedendo a colonização dos Estados Unidos por europeus anglófonos em cerca de 80 anos. Assim, a europeização mais longa e a multiculturalidade mais profunda da história brasileira começa mais cedo do que nos EUA, o que sem dúvida enriqueceu ainda mais sua linguagem oral. Assim, não é apenas adequado, mas até mesmo necessário, que os instrumentos comportamentais sejam adaptados ao dialeto, aos costumes e ao linguajar do país em que serão usados.
Pereira et al.7 apresentam uma tradução e padronização exemplar da CARS para o Brasil: dois tradutores independentes que trocaram experiências para chegar a uma versão unificada, seguida pela tradução de volta para o inglês por um terceiro. Para estabelecer sua sensibilidade e especificidade, a CARS brasileira foi então administrada a uma população de 60 crianças brasileiras entre 3 e 17 anos, 73% das quais eram meninos (como é típico do autismo), indicadas pela clínica diagnóstica universitária na cidade de Porto Alegre, no sul do Brasil. Os pesquisadores não incluíram em sua população de padronização crianças de desenvolvimento típico da região de Porto Alegre ou de outras cidades brasileiras (afinal, o Brasil é um país enorme, e deve haver diferenças significativas entre norte e sul, cidades e regiões costeiras e do interior), nem crianças com transtornos de desenvolvimento não-autísticos. As palavras de aviso dos autores sugerem que tais estudos podem aparecer no futuro.
A força da CARS é que a escala exige relativamente pouco treinamento, é usada há mais de 30 anos, foi padronizada com grandes populações (n = 1.500) nos Estados Unidos e é usada em diversos países. Em vez dos diagnósticos no sistema DSM/CID, baseados em 12 descritores de comportamento em três domínios comportamentais, a CARS usa uma escala de gravidade em quatro pontos (déficit ausente, leve, moderado ou grave) para cada um de 14 comportamentos bem descritos, além de um escore diagnóstico de gravidade geral. A soma geral do escore da CARS varia entre um potencial de zero (sem características de autismo) a 60 (todas as características graves preenchidas).
Outros trabalhos apontam que escores entre 36 e 60 indicam autismo grave (ou seja, transtorno autístico), 30-35 indicam autismo moderado, e menos de 30 indicam não-autismo. É possível criticar a CARS porque não separa a síndrome de Asperger do PDD-NOS (transtorno global do desenvolvimento não especificado) e porque existem crianças com características de autismo entre aquelas com escores entre 20 e 30 que não são incluídas no grupo com autismo moderado. Alguns clínicos defendem que estas se encontram no espectro, na zona cinza entre "normal" e "levemente afetado". Tais casos borderline se confundem com deficiências cognitivas, transtorno obsessivo compulsivo, transtorno semântico-pragmático sem autismo e outros fenótipos comórbidos.
A alta convergência da CARS brasileira com a Escala de Avaliação de Traços Autísticos (ATA)8 e com o diagnóstico clínico indica que a escala está identificando crianças autísticas corretamente. A alta consistência interna dos 14 comportamentos que envolvem reciprocidade social, comunicação e comportamentos restritos e repetitivos apóia o autismo enquanto construto único. Foi uma surpresa não ver qualquer análise do efeito da idade ou do QI sobre as propriedades psicométricas da CARS brasileira. Lord9 demonstrou, em seu estudo de acompanhamento de crianças de 2 anos de idade indicadas para diagnóstico de autismo, que a CARS tem a tendência de diagnosticar autismo excessivamente em crianças com deficiências cognitivas aos dois anos de idade, mas menos aos três anos. Outra fraqueza da CARS é sua discriminação pouco confiável entre crianças pequenas com autismo e crianças com idade mental equivalente que sofrem de outros transtornos, especialmente limitações lingüísticas9.
O trabalho de Pereira et al.7 é um modelo de como adaptar um teste que já possui alta aceitação a uma nova cultura, e esperamos que os leitores de outros países sigam o exemplo. Também esperamos que a comunidade internacional de estudiosos aceite os futuros estudos clínicos e experimentais brasileiros sobre autismo que usarem a CARS local como parte do processo diagnóstico. É importante, no entanto, que não apenas os casos óbvios sejam diagnosticados com a ferramenta, mas também os casos mais controversos, especialmente crianças levemente afetadas para as quais a intervenção precoce pode representar a diferença entre a capacidade de se adaptar e funcionar no mundo real e uma vida cara e dependente. A CARS não atenderá todas as necessidades dessas crianças, mas é claramente um primeiro passo realista e importante nessa direção para o Brasil.

Referências
1. World Health Organization. The ICD-10 classification of mental and behavioural disorders. Clinical descriptions and diagnostic guidelines. 10 ed. Geneva: World Health Organization; 1992.         [ Links ]
2. American Psychiatric Association. Diagnostic and statistical manual of mental disorders. Fourth edition, text revision: DSM IV-TR. 4th ed. Washington, DC: American Psychiatric Association; 2000.         [ Links ]
3. Schopler E, Reichler RJ, DeVellis RF, Daly K. Toward objective classification of childhood autism: Childhood Autism Rating Scale (CARS). J Autism Dev Disord. 1980;10:91-103.         [ Links ]
4. Schopler E, Reichler RJ, Renner BR. The Childhood Autism Rating Scale (CARS) for diagnostic screening and classification in autism. New York: Irvington; 1986.         [ Links ]
5. Lord C, Rutter M, Le Couteur A. Autism Diagnostic Interview-Revised: a revised version of a diagnostic interview for caregivers of individuals with possible pervasive developmental disorders. J Autism Dev Disord. 1994;24:659-85.         [ Links ]
6. Lord C, Risi S, Lambrecht L, Cook EH Jr, Leventhal BL, DiLavore PC, et al. The autism observation schedule-generic: a standard measure of social and communication deficits associated with spectrum of autism. J Autism Dev Disord. 2000;30:205-23.         [ Links ]
7. Pereira A, Riesgo RS, Wagner MB. Childhood autism: translation and validation of the Childhood Autism Rating Scale for use in Brazil. J Pediatr (Rio J). 2008;84:487-494.         [ Links ]
8. Ballabriga MCJ, Escudé RMC, Llaberia ED. Escala d'avaluació dels trests autistes (A.T.A.): validez y fiabilidad de una escala para el examen de las conductas autistas. Rev Psiquiatr Infanto-Juvenil. 1994;4:254-63.         [ Links ]
9. Lord C. Follow-up of two-year-olds referred for possible autism. J Child Psychol Psychiatry. 1995;36:1365-82.         [ Links ]

5 de abril de 2011

Viagem - Família Rodarte!!!

Viajamos para visitar a família do Neyro em Sorocaba. Como fomos de ônibus, fiquei com receio do Lucas ficar estressado, pois a viagem seria longa. Pelo contrário, quando Lucas viu o ônibus de viagem ficou doidinho para entrar e logo dormiu como uma pedra.
Ficamos o final de semana muito tranquilos, Lucas se sentiu em casa, também com tanto chamego, só podia. Fomos na pizzaria do primo a noite e mais uma vez Lucas se comportou muito bem, uma surpresa, pois das últimas vezes ele não quis ficar de jeito nenhum. Nos divertimos muito! Mais uma evolução. O meu filhinho está um homenzinho. Há cada dia só me enche mais ainda de orgulho... êta mãe coruuuuja!!!


















6 Meses de Natação!

Como escrevi sobre a equoterapia, a natação também foi primordial na melhora motora do Lucas. Além da parte motora ele também evolui muito na socialização. Foi pouco tempo e a sua melhora é nítida.
Aconselho todos os pais a incentivarem seus filhos a praticarem natação. O Lucas é a criança mais feliz do mundo quando pratica e é muito emocionante ver a sua felicidade e tantos obstáculos que ele  vence a cada momento com um sorrisão no rosto. Quando fazemos o que gostamos e nos dá prazer, conseguimos superar tudo. Tenho certeza que desta maneira ainda teremos muitas novidades boas deste danadinho. 
Os professores são muito incentivadores e dedicados e o principal é que o Lucas os adoooora!!! Obrigada Tia Sara, Tio Antonio e Tio Rafael!







Vovôs no Rio!!!

Como diz a musiquinha do COCÓRICÓ... "Carinho de avô, carinho de avó, não tem nada melhor não não não..." Realmente o carinho de avós não tem nada melhor. Conseguimos reunir aqui no Rio os avós. Meu pai mora no Paraná e o pai do meu marido mora no Pará, imaginem só a distância... Os dois babaram muito o neto.
Vovô Neyro e Vovô Lázaro amamos vocês!!! 
Vejam os clics.



 
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