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19 de fevereiro de 2011

Tratamento médico e biomédico

É de concenso geral que o portador de autismo deva ser tratado em duas vertentes: tratamento médico e tratamento terapêutico simultaneamente.

O tratamento médico em si apresenta dois caminhos: o tratamento médico convencional e o tratamento biomédico.


No tratamento médico convencional, o psiquiatra ou neurologista se amparam em medicações que visam manejar a exacerbação dos comportamentos autísticos.
Neste link você poderá encontrar informações sobre os medicamentos mais utilizados:

http://gballone.sites.uol.com.br/trats/autism.html

No tratamento biomédico, o médico de qualquer especialidade pode tratar o autista de acordo com os ensinamentos do movimento DAN! - Derrote o Autismo Agora!

O protocolo DAN (Defeat Autism Now/Derrote o Autismo Agora) é desenvolvido pelo ARI (Autism Research Institute/Instituto de Pesquisas em Autismo). Pense no movimento DAN! como um movimento político. Bernard Rimland, médico, cientista, pai e estudioso, não se conformava com a visão limitada da sociedade médica que tratava o autismo como uma doença mental. Na década de 60 fundou o Autism Research Institute (Instituto de Pesquisas no Autismo) e a partir de 1980 junto com mais 2 médicos, Sidney Baker e John Pangborn, deu origem ao movimento DAN!
Em 1995, fez a 1ª conferência DAN! O objetivo formal do movimento DAN é " se dedicar a exploração, validação e disseminação de intervenções biomédicas cientificamente documentadas para indivíduos dentro do espectro autístico, através da colaboração de médicos, cientistas e pais". A experiência desses grupos mostra que o autismo é causado por stress oxidativo, metilação inadequada e distúrbios na sulfatação que acabam atingindo o cérebro e provocando a alteração que chamamos de autismo.
Na visão DAN!, o comportamento autista se mantém em um tripé que envolve os sistemas imunológico, intestinal e endócrino. Este protocolo baseia-se em tratar o autismo através do comportamento do processo metabólico de cada indivíduo. Este método encontra falhas, excessos, desequilíbrios que ocorrem no organismo, através de exames específicos de sangue, urina, fezes e mineralograma. O objetivo final é superar essas falhas e junto com um tratamento educacional intensivo, recuperar essas crianças. Além de verificar o excesso de metais no organismo, esses exames também podem mostrar outros problemas como défit em vitaminas, aminoácidos e sais minerais, hormônios, alergias e intoxicação alimentar, inflamações...
De acordo com o protocolo DAN há muitos pontos a serem analisados que podem estar afetando a criança autista.
A estratégia de intervenção deve ser planejada e a interpretação de eventos que ocorram deve ser cuidadosa, tanto do ponto de vista objetivo quanto subjetivo, de tal modo que eventuais ajustes na conduta sejam implementados.
Nunca se deve esquecer que, em algumas ocasiões, o uso de medicamentos pode vir a ser necessário.

Impactos no desenvolvimento de crianças pertencentes ao espectro autista:

o que está desequilibrado/alterado nessas crianças?
INVESTIGUE ANTES DE MEDICAR.

- níveis de IgA secretora diminuídos

- doença inflamatória intestinal

-deficiências nutricionais

- refluxo gastro-esofágico

- intestino permeável

-acúmulo de metais pesados

- trombofilia

- disfunção sensorial

- alterações cromossômicas (X frágil,Rhett, alterações congênitas-mais raras,etc)

- sarampo recorrente

- presença de opióides

- deficiência de melatonina

- déficits nutricionais

- alergias alimentares

- autoimunidade cerebral

- alteração na perfusão

- alteração nos níveis de dopamina

- CMIS alterado

- gastrite

- disbiose

- nível de amônia elevado

- alteração nos níveis de purina

- alteração nos níveis de serotonina

- alteração nos mecanismos de sulfatação

- deficiência nos níveis de ômega 3

O QUE ISSO NOS INFORMA?

° uma gama de desequilíbrios bioquímicos podem originar problemas, especialmente quando ocorrem todos em um indivíduo

° existência de sub-grupos dentro do espectro

° identificação do impacto bioquímico que acontece dentro do organismo

° estabelece uma conexão entre intestino & cérebro

AGENTES DESENCADEANTES:

Para que a história pregressa faça sentido há necessidade de um acontecimento marcante, que leve à alterações no intestino e, depois, ao cérebro.

° O que pode ser?

° Toxinas, viroses, metais, antibióticos, alterações imunes são algumas possibilidades

° Combinações sinérgicas de todos esses fatores são muito possíveis.
Esses Fatores Necessitam Ser Listados – Estabelecendo prioridades:
° a prioridade é específica para cada criança

° o sucesso requer atenção aos detalhes

° todos os fatores, eventualmente, serão contemplados

° entretanto, o melhor ponto de partida, geralmente é o intestino (CMIS)

Seqüência de Tratamento:

Seu médico lhe orientará baseado na história do paciente, nos exames laboratoriais e nos sintomas. Essa é uma sugestão de programa de tratamento.

° intolerâncias alimentares ( i.e. glúten, caseína)

° imunidade intestinal ( IgAS)

° flora intestinal/integridade da membrana celular de revestimento intestinal

° desintoxicação e eliminação de toxinas do intestino

° digestão

° absorção

° fortalecimento do parênquima hepático para a desintoxicação

° reposição nutricional ( vitaminas, minerais, ácidos graxos essenciais, aminoácidos)

° desintoxicação dos metais pesados

Cada criança tem uma combinação diferente.

Pesquisadores trazem novas pistas diariamente.

As importantes ferramentas clínicas identificadas para avaliação médica e resposta ao tratamento monitorizado inclui:
1. Biomarcadores de Pofirinas - ajuda a determinar se o mercúrio tóxico está presente e, quando ele for encontrado, monitora as alterações das quantidades de mercúrio, durante as terapias de desintoxicação (leia-se: quelação).

2. Biomarcadores de Transulfatação - ajuda a determinar se a suscetibilidade bioquímica ao mercúrio está presente e, quando ela for encontrada, monitora as respostas do paciente durante a suplementação com terapias nutricionais, tais como: metilcobalamina (a forma metil de vitamina B12), ácido folínico, e piroxidina (vitamina B6).

3. O estresse oxidativo/ biomarcadores de Inflamação - ajuda a determinar se há excesso de subprodutos de vias metabólicas e, quando forem encontrados, monitora os progressos dos pacientes durante a suplementação com anti-inflamatórios, como Aldactone ® (espironolactona).

4. Biomarcadores Hormonais - ajuda a determinar se alterações hormonais estão presentes e, quando forem encontrados, monitora os progressos dos pacientes durante o tratamento indicado com drogas de regulação hormonal tais como Lupron ® (acetato de leuprolide) e Yaz ® (drospirenone / ethynyl estradiol).

5. Biomarcadores de disfunção mitocondrial - ajuda a determinar se houver perturbações nos percursos de produção de energia celular e, quando forem encontrados, monitora os progressos dos pacientes durante a suplementação com drogas como a Carnitor ® (L-carnitina).

6. Biomarcadores Genéticos - ajuda a determinar se há susceptibilidade genética ou fatores causais presentes e, quando forem encontrados, fornece dicas sobre as modificações comportamentais que reduzem o impacto desses fatores genéticos.

Abaixo encontra-se anexado uma entrevista com a Dr.a Jaquelyn MacCandless, autora do livro Children with Starving Brains, sobre a sequência de um bom tratamento biomédico.
Fonte: desvendando o autismo

17 de fevereiro de 2011

Vista-se de Azul http://www.lightitupblue.org/

Na noite de 01 de abril e 2 de 2011, os edifícios de destaque em toda a América do Norte e do mundo - incluindo o Empire State Building, em Nova York e da Torre CN, em Toronto, Canadá - irá transformar suas luzes azuis para aumentar a sensibilização para o autismo e comemorar o Dia Mundial da consciência do autismo no sábado, 2 de abril.
Nós estamos procurando a luz azul do mundo todo ao longo de abril - de cidade em cidade, de cidade em cidade - através de uma acção de sensibilização para o autismo em nossas comunidades.
O que você pode fazer para Light It Up Blue
Vista seu autismo peça do puzzle Fala pino todos os dias durante o mês de abril, e informar as pessoas sobre o autismo se perguntar sobre isso.
Alterar sua imagem de perfil do Facebook para a Light It Up logotipo azul tag pelo menos 10 de seus amigos e.
Post em seu blog sobre como você está "iluminando-a azul" para aumentar a conscientização do autismo.
Adicione o Light It Up logotipo azul à sua assinatura de e-mail ... e digite seu e-mails em azul!
Usar roupa azul e fale com o seu co-trabalhadores, escolas e amigos para vestir azul também. Tire fotos e adicioná-los à nossa galeria do Flickr.
Asse os cookies puzzle peça em forma de gelo e os com formação de gelo azul, em seguida, levá-los para o seu trabalho, escola ou local de culto para aumentar a conscientização do autismo.

Repassando...

Vai ter Caminhada pela conscientização sobre autismo em SP dia 03/04.

Estamos vendo se conseguimos tb algo por aqui no RJ, iluminar o Cristo de azul...fazer faixa e panfletos para distribuir na Quinta da Boa Vista, todos de azul...

Vou ver se consigo mandar fazer algumas camisas...

Participe conosco:

Wanya Leite - Nova Iguaçu/RJ
Mãe do Yago - 9 anos, que ESTÁ autista e do Vinícius - 7 anos e 9 meses.
Presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência de Nova Iguaçu - COMUDE
Fundadora do Grupo Bate Papo de Amigos de Autistas

16 de fevereiro de 2011

Início de novas medicações do tratamento biomédico

A Dra. Georgia é nota 10!!! Adoro toda a consulta, pois me sinto muito segura e esperançosa.
O Lucas fez os exames de Acidos Orgânicos na urina e de leveduras no laboratório dos EUA. Os resultados não foram nada bons, pois ele possui muitos fungos e parasitoses (normais nos autistas). O início do tratamento começou hoje. Os anti-fúngicos deixam a criança um pouco irritada, pois quando eles morrem vão para a corrente sanguinea e caminham até o cérebro... (um explicação leiga rs). O início do tratamento dura mais ou menos 1 mês se conseguir ir até o final. Depois ainda tem a próxima fase que ele ficou de me passar depois.
Ela também aumentou a dose de suplementação e indicou uma nova fórmula de homeopatia que será mais estimulante.
Vou anotando no blog os resultados.

15 de fevereiro de 2011

12 de fevereiro de 2011

Divulgação - 02 de Abril Dia Mundial da conscientização do autismo

REPASSANDO O E-MAIL DA WANYA - VAMOS NESSA GENTE!!!

Amigos, quem se prontifica a nos ajudar a organizar um dia de divulgação sobre autismo esse ano?
Dia 02 cai num sábado, vamos para a Quinta da Boa Vista com as crianças???
Temos várias tarefas a serem realizadas..
Conseguiríamos alugar pula-pula para nossas crianças, algo que os distraissem e os divertissem??
Faixas?? Etc...
Entrem em contato comigo.
Ah.. Precisamos de patrocínio para a confecção dos folders de divulgação. Colocaríamos com prazer o seu contato no folder para divulgação.
Alguma instituição ou profissional se interessaria em ajudar?
Qualquer $$ ajuda!
Estamos aguardando o seu contato.
Um abraço.
Segue um esboço do folder em anexo.
Wanya Leite - Nova Iguaçu/RJ
Mãe do Yago - 9 anos, que ESTÁ autista e do Vinícius - 7 anos e 9 meses.
Presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência de Nova Iguaçu - COMUDE
Fundadora do Grupo Bate Papo de Amigos de Autistas
"A inclusão escolar começa na alma do professor, contagia seus sonhos e amplia seus ideais. A utopia pode ter muitos defeitos, mas pelo menos, uma virtude tem: ela nos faz caminhar."
Eugênio Cunha - Autismo e Inclusão - Psicopedagogia e práticas educativas na escola e na familia.
 
02 DE ABRIL
DIA MUNDIAL DA CONSCIENTIZAÇÃO DO AUTISMO DECLARADO PELA ONU

Talvez você já tenha visto algum filme ou ouvido falar sobre pessoas autistas e tenha ficado com a idéia de que são “muito inteligentes” ou “fechados em seu próprio mundo”. Isso não reflete toda a realidade.
Algumas crianças parecem desenvolver-se “normalmente” até os três anos, e aí não interagem bem com outras da mesma idade, algumas chegam a essa idade e não falam, ficam horas olhando para o nada, parecem surdas, outras começam a falar e param repentinamente, outras desde bebê seus pais notam “algo de diferente”.
A pessoa que possui esta síndrome é considerada estranha pelas demais pessoas porque, qualquer que seja seu nível de linguagem e de habilidades práticas, ela não responde de acordo com o padrão esperado.
Possuem déficit na socialização, na comunicação e na imaginação (chamada de Tríade Autística) em menor ou maior grau conforme o comprometimento.

Autismo é um distúrbio do desenvolvimento.
Seu diagnóstico é feito com base no comportamento.

Segundo a CDC (Centers for Disease Control and Prevention), em 2006 a prevalência de ASD(Desordem do Espectro Autístico) era de 1 para 110 crianças nos EUA.
No Brasil, o número de estudos epidemiológicos sobre autismo é pequeno. Entre eles estão um estudo publicado na Revista de Pediatria, em 2004, que mostra uma prevalência de autismo entre 4 e 13 casos por 10.000.
A incidência e a prevalência de autismo variam grandemente, de acordo com as características da população pesquisada e da metodologia do estudo. No entanto, pesquisas realizadas em vários países reportam uma constatação em comum: o crescimento, nos últimos anos, do número de casos de autismo.
Diagnóstico
Com base nas normas médicas norte-americanas (DSM-IV - simplificado), para ser classificada como autista, deve-se observar se a criança tem seis ou mais dos itens abaixo, com pelo menos dois do grupo 1, um do grupo 2 e um do grupo 3:
1)  Relacionamento:
a) dificuldades com o uso de contato visual, expressão facial, gestos;
b) dificuldade para entender quem são seus amigos;
c) dificuldade para compartilhar suas emoções (por exemplo, não mostra uma coisa de que gostou);
d) dificuldade para sentir as emoções das pessoas junto com elas (por exemplo, ficar alegre quando todos estão alegres).
2)  Comunicação:
a) atraso ou falta de linguagem falada;
b) nos que falam, grande dificuldade para iniciar ou manter uma conversa;
c) uso estereotipado e repetitivo da linguagem;
d) dificuldade para imitar os outros (por exemplo, imitar as caretas dos pais).
3)  Comportamento:
a) não gostam de mudanças ou novidades;
b) “manias” ou interesse em um único assunto;
c) movimentos repetitivos (agitar ou torcer as mãos, por exemplo);
d) interesse nas partes de objetos, em vez do todo (fixação na roda de um carrinho, por exemplo).

Síndrome de Asperger
A síndrome de Asperger representa um conjunto de comportamentos que se inserem no espectro do autismo, embora mais leve e com melhores aptidões de linguagem e cognição.
As pessoas com esta síndrome são vistas como estranhas, pedantes, esnobes, esquisitas e anti-sociais, postura corporal “esquisita ou desengonçada”, ao mesmo tempo em que brilhantes nos aspectos que concernem à intelectualidade. Apesar de tanto o autismo como a SA apresentarem comprometimento nas três áreas do desenvolvimento, na SA a maior dificuldade se concentra na aprendizagem das habilidades sociais, enquanto no autismo a dificuldade tem o mesmo – ou quase o mesmo – grau de gravidade em todas as áreas. (Klin, 2000; Schwartzman, 1992).

Informações:


11 de fevereiro de 2011

Um progresso fantástico! Terapia ABA

O Lucas faz a terapia ABA duas vezes por semana. Fazem três meses que ele frequenta e já vemos uma evolução enorme. Ontem a Dayana (terapeuta) filmou e fotografou a sessão. Adorei assistir e acompanhar, pois aí percebemos de onde vem algumas coisinhas que ele já faz de vez em quando. Sem falar no AVD de ir ao banheiro que está ótimo!!! Acho que estamos no caminho certo e eu estou muito feliz por tanta esperança. A Dayana está fazendo um programa muito legal com ele. Ela me explica todas as atividades, mesmo eu não entendendo por inteiro, percebo o porque do Lucas estar progredindo. Dedicação!!! Precisamos de profissionais assim para os nossos filhos. Obrigada!!!









Primeira semana de aula - Escola Rana Cosac

Esta semana foi muito importante, pois o Lucas iníciou na escola.
Fiquei muito contente com a preparação dos profissionais e principalmente com a sede de inclusão social. Na turma do Lucas tem mais um autista e uma menina com paralisia cerebral.
Apesar do soninho, o Lucas gostou e a sua adaptação está sendo tranquila.
No currículo da educação infantil é incluído: psicomotricidade; música; artes e ed. física.
É claro que eu registrei alguns momentos... Segue abaixo os clics:



ESCOLA   RANA   COSAC

Educação Infantil ao 5º ano do Ensino Fundamental

Informações Gerais / 2011

Proposta Pedagógica

Considerando as finalidades e a filosofia da Escola Rana Cosac, a proposta pedagógica definirá a proporção de cada área do conhecimento dentro de seu currículo, e, para cada uma delas, os conteúdos a serem desenvolvidos e as competências a serem atingidas, observando os seguintes aspectos:
I.              igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
II.            liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber;
III.           pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas;
IV.          respeito à liberdade e apreço à tolerância;
V.           valorização do profissional da educação escolar;
VI.          garantia de padrão de qualidade;
VII.         valorização da experiência extra-escolar;
VIII.       vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as práticas sociais

A Escola Rana Cosac se propõe, também, a incluir crianças com necessidades especiais, a partir da implantação de recursos e medidas pedagógicas apropriadas
para alguns tipos de necessidades.
Considerando que o processo ensino-aprendizagem ocorre em contextos bastante diversos nos propomos não torná-lo homogêneo e sim atender as singularidades individuais, subjetivas de cada aluno. Sendo assim, as necessidades educacionais específicas dos alunos representam um ponto de partida para a Escola Rana Cosac planejar sua intervenção pedagógica.
Um dos caminhos é a prática da mediação já utilizada por nossos professores no dia a dia e, para atender os alunos com necessidades especiais, indicamos um facilitador dos processos de socialização e aprendizagem.


Escola RANA COSAC
Rua Cândido Gaffrée, 32 – Urca – Rio de Janeiro – RJ – CEP 22.291.080
Tel: 2295-2895 – E-mail: escola@escolaranacosac.com.br

6 de fevereiro de 2011

Autismo em bebês

Achei este link muito interessante sobre como identificar os sintomas do autismo.

http://www.youtube.com/watch?v=RuYAgpbF2rc&feature=player_embedded#at=212

O método SON-RISE

O Método Son-Rise

O método Son-Rise tem como base a relação interpessoal, uma vez que a dificuldade nesta área é característica de pessoas com autismo. Este método foi criado na década de 70, em decorrência da experiência que Bears e Samahria Kaufman tiveram com o filho, Raun Kaufman, diagnosticado com autismo severo. Eles ficaram com o filho 12 horas por dia, 7 dias por semana, no cômodo com menos estimulação da casa, o banheiro, repetindo os rituais de comportamento. Após quatro meses, exames o caracterizaram como uma criança típica, mas, ainda assim, eles mantiveram o trabalho com o filho por mais dois anos, para certificarem-se de sua cura.
A chave do tratamento foi juntar-se a criança em seus comportamentos repetitivos mostrando amor incondicional por ela e, lentamente, convidando-a a sair de seu mundo através das próprias motivações que ela apresentava (SICILE-KIRA, 2004).
Não se trata de um método fácil, pois este não apresenta técnicas para serem aplicadas com a criança. Na verdade, é uma maneira de se relacionar com ela que parte de alguns princípios que têm a finalidade aumentar o contato visual, a comunicação, interação e atenção. São eles:

• buscar dicas da criança sobre temas de que ela goste e ajudá-la a desenvolver e construir seus talentos, habilidades e interesses. Isto é, deixar que ela guie o processo, descubra e explore a si mesma no mundo, de modo que ela se torne o professor, e, com isso, sinta-se mais motivada a explorar e se desenvolver (KAUFMAN e KAUFMAN, 1998);
• ter em mente que as habilidades específicas agora são menos importantes do que a do impacto de longo percurso de encorajamento a uma criança participativa e motivada (KAUFMAN e KAUFMAN, 1998);
• celebrar cada tentativa de interação, mesmo se for pequena (KAUFMAN e KAUFMAN, 1998);
• não julgar os comportamentos da criança (bom/ruim, certo/errado), pensar que ela está fazendo o melhor que ela pode, da maneira que ela consegue fazer (KAUFMAN e KAUFMAN, 1998);
• ser extremamente flexível; se a criança mover-se em outra direção, diferente daquela em que estávamos com ela, deixe de fazer o que estava fazendo e junte-se a ela (KAUFMAN e KAUFMAN, 1998);
• estar presente de corpo e mente, ficando a vontade, sendo criativo, divertido e disponível (KAUFMAN e KAUFMAN, 1998);
• usar os três E?s: Energia, Excitação (emoção), Entusiasmo (KAUFMAN e KAUFMAN, 1998);
• não pedir/solicitar nada enquanto estiver focado na vinculação, pois o foco de interesse é estar com o outro e conhecê-lo (KAUFMAN, Decision making in the playroom);
• aceitar os comportamentos chorar e reclamar, mas não deixar que sejam percebidos pela criança como uma forma de conseguir coisas e mover pessoas. Para isto, é necessário ter um comportamento neutro, dizendo, por exemplo, que não entende o motivo de ela estar se comportando daquela maneira.
O tratamento deverá ser realizado em um ambiente com baixa estimulação sensorial, estando presente no momento apenas um adulto e a criança. Os brinquedos devem ficar em prateleiras para diminuir a distração e estimulação, e devem preencher os critérios: a) durabilidade, resistentes para não quebrar, amassar ou mastigar; b) não devem funcionar como distração, tendo cores chamativas, luzes ou fazerem barulho; c) devem encorajar a interação. Eles pode ser: fantasias, instrumentos musicais, jogos imaginativos(fantoches, blocos), livros, jogos de tabuleiro, quebra-cabeças, bolha de sabão, bola (KAUFMAN e KAUFMAN, 1998).
A participação dos pais no tratamento é bastante importante, de acordo com os Kaufman, pois eles possuem uma posição única na vida da criança. Entretanto, há muitos profissionais familiarizados com o método e que podem auxiliar neste processo realizando atendimentos domiciliares.
Luisa Guirado é terapeuta da Equipe Novo Olhar

 
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