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27 de outubro de 2011

Hipotonia resultante de Disfunção do Processamento Sensorial – como a Terapia Ocupacional pode ajudar


Há muitas origens e causas da hipotonia, algumas congênitas outras adquiridas. Nem sempre é fácil de diagnosticar, e principalmente quando a hipotonia leva a alterações muito além do aspecto motor.


Vale lembrar que nós amadurecemos numa relação contextual de vida. Estamos sempre em conexão com o meio externo e, interno, simultaneamente. Para isso temos um corpo que se estrutura ao longo da vida para poder fazer esta integração.


E quando o corpo amadurece em um tempo e de um jeito diferente da grande maioria? Ou ainda, quando o meio externo não favorece uma “chamada” para este amadurecimento?


Temos estruturas do sistema nervoso que são responsáveis pela regulação do tônus e que estão ligadas a outras estruturas centrais e periféricas do corpo criando mensagens para o ser humano se adaptar aos desafios da vida. O corpo age de “comum acordo biológico” para naturalmente tudo funcionar colaborando, sobretudo para a sobrevivência.


Mas nem sempre isso acontece com fluidez. Por vários motivos. Um deles pode ser pelo código genético com cromossomas que marcam um tipo de tônus. Outro jeito pode ser adquirido por fatores externos e internos afetando o funcionamento orgânico.


Dentre as causas da hipotonia encontramos a disfunção do processamento sensorial que tem origem nas estruturas do sistema nervoso central interferindo, no mínimo, nas etapas de maturação sensório-motora.


Como o desenvolvimento se dá pela cooperação quando algo não amadurece no tempo ou de forma harmônica há também uma interligação de fatores para se configurar o comportamento. Um processo engendra o outro.


Um tônus diminuído pode levar a criança explorar o espaço de forma “econômica” e isto pode levar a uma criação de repertório cognitivo em defasagem com o grupo. Um comando cerebral que regula o tônus muscular de forma inconsistente pode ser responsável também pela criança não ter inciativa em brincar de forma autônoma. Quando o estado de alerta estiver alterado pode resultar em dificuldade de sustentar a atenção numa brincadeira ou na interação social. Desta forma percebemos como o sensorial age sobre o motor e este sobre o cognitivo, e cada um sobre os demais.


Para saber a melhor forma de intervir seja no contexto clínico, nas brincadeiras em casa ou na escola é importante investigar qual a causa e o grau de hipotonia para conseguirmos influenciar na qualidade de desenvolvimento da criança.


Quando houver um ou mais dos seguintes sinais aliados a hipotonia é aconselhável passar por uma avaliação de terapia ocupacional com formação em Integração Sensorial:


- atraso de controle postural.
- alteração do estado de alerta e atenção
- dificuldade nas atividades diárias como alimentação, higiene, vestuário, inclusive a hora de dormir, acordar e sair de casa
- defasagens na coordenação motora ampla e fina
- defasagem no brincar
- alteração na interação social e estado humor
- defasagem escolar, em idade precoce ou tardia. Muitas atividades pedagógicas precisam de uma prontidão corporal para sustentar a atenção, planejamento, e coordenação motora global e fina.
- alteração em outros sentidos como do equilíbrio, tátil, auditivo e/ou visual.


Muitas vezes sintomas de “defensividade sensorial” como intolerância a alguns estímulos inclusive mudanças de posição e pouca habilidade de interação não são investigados prevalecendo a maior atenção somente ao impedimento motor.

COMO A TERAPIA DE INTEGRAÇÃO SENSORIAL PODE AJUDAR



Pode se chegar a uma melhor qualidade de tônus principalmente pelas combinações graduadas das informações sensoriais em um contexto de brincadeiras livres ou com um fim específico.

A terapia de Integração Sensorial é construída por meio de situações lúdicas para a criança conhecer e aprender a usar de forma integrada o seu corpo no tempo e espaço adequado para envolver-se nas atividades significativas a ela.


Sugestões para o dia-a-dia

Brincadeiras que favoreçam vivência proprioceptiva como pular, balançar, puxar, carregar.

Subir em árvores e brinquedos de parque.

Aprender a sustentar seu corpo nas diversas posturas, de bruços, de lado, sentado, em pé, sempre no contexto lúdico.

Brincadeiras com músicas que favoreçam ritmo. Estabelecer início, meio e fim.

Aprender a passar pelos momentos de transição, começar e parar.

Favorecer boas experiências táteis como massagens, toque corporal com pressão, poder se sujar, fazer comidas em grupo.

Brincar com massa de modelar, argila e demais materiais de artes plásticas.

Ter sempre por perto para as brincadeiras: almofadas, massageador, bichos e bolas com diferentes pesos, formas e texturas.

Quando for possível usar canudos, instrumentos de sopro e alimentos mastigáveis.

Sentar em superfície firme e com pés apoiados. Sempre ver se o tipo de material favorece um contato para firmeza e sustentação do próprio corpo.

Vale salientar que tudo deve estar ao alcance da criança a depender da fase em que se encontra, dos seus desejos e possibilidades. A prioridade é o sucesso da criança.

FONTE:http://terapiaocupacional-bethprado.blogspot.com/2011/08/hipotonia-resultante-de-disfuncao-do.html

Dentro da abordagem de Integração Sensorial sabemos que os sentidos vestibular, tátil e proprioceptivo tem grande influência no estado de alerta, na qualidade da atenção, no desempenho das aquisições motoras e nas demais modalidades sensoriais afetando, e sendo afetados pela regulação tônica. Se dá pelo funcionamento dos sistemas interligados: motor, sensorial, emocional e social.

Sistema Vestibular e Equilíbrio

O sistema vestibular nos permite manter o tônus ​​muscular, coordenar ambos lados do corpo, manter a cabeça ereta contra a gravidade, coordenar a cabeça, movimentos dos olhos e do corpo e manter o equilíbrio. Este sistema recebe informações através do ouvido interno, sobre equilíbrio, gravidade, movimento, e mudanças de posição no espaço. Ela está intimamente relacionado ao sistema auditivo, que também tem receptores sensoriais no ouvido interno (King, 2002c).
Muitas crianças no espectro autista têm dificuldade em processar as informações do sistema vestibular e podem ser mais reativas aos estímulos percebidos pelo sistema vestibular (Hoekman, 2005). A criança que é mais reativa pode sentir-se enjoada com o movimento do carro ou em um balanço e com isso tentar evitar o movimento excessivo. Em contraste, uma criança que é sub reativa aos estímulos do sistema vestibular estará em constante movimento, girando ou chacoalhando os braços, mãos ou coisas. A criança pode ter falta de equilíbrio e frequentemente esbarrar em coisas ou pessoas. Ambas crianças com dificuldade do processamento no sistema vestibular, terão problemas com interações, bem como com a atenção compartilhada.

Muitos terapeutas têm observado aumento na produção da fala após a estimulação vestibular por causa da relação estreita entre o sistema auditivo e o sistema vestibular (Ayers, 1979;. Yack et al, 2002). Por esta razão, estimular o sistema vestibular pode ser uma boa estratégia quando se quer promover a produção da fala em uma criança.
Porque o aparelho vestibular fornece as informações de equilíbrio, gravidade e movimento, apenas com relação à cabeça, não pode realizar ajustes posturais por conta própria. Sensores no pescoço e talvez em outros músculos posturais são extremamente importantes na sinalização de alterações de equilibrio para o sistema nervoso central na relação entre a cabeça e o corpo. Estes dois sistemas funcionam em conjunto com os olhos para formar um sistema de controle notável que nos mantém em posição ereta em uma ampla variedade de posturas estáveis ​​e instáveis.

O papel do abdomem na postura é crucial, baixo tônus muscular na região do abdomem afetará o bom funcionamento do sistema vestibular, não permitindo que a pessoa "livre energia" para focar a atenção em outros aspectos, sociais por exemplo, e esteja num constante monitoramento do corpo para poder manter o equilíbrio ou uma posição.

Tônus muscular

 

O sistema neurológico determina o nosso nível de tônus ​​muscular. Tônus muscular permite-nos manter nosso corpo em posição e nos dá a capacidade de movimento. Tônus muscular é o estado dinâmico da musculatura do corpo, em preparação para o movimento. Ele reflete as reações do sistema nervoso central a estímulos sensoriais. É um estado de prontidão, que é o resultado de um ciclo normal sensório-motor-sensorial de impulsos. Por exemplo, se você tentar endireitar o braço de alguém, os músculos rapidamente se contrairão, em resposta, mas depois relaxarão após o estímulo terminado (Gagnon, 2003).

Tônus muscular fornece uma estrutura física normal com seus diversos graus de estabilidade e mobilidade. Isso permite que uma criança se sente em uma cadeira enquanto ouve as instruções, sem medo de cair da cadeira. A criança pode alcançar facilmente qualquer coisa sobre uma mesa ou no chão e sentar-se ereto novamente. A criança fica estável, que lhe permite facilmente mover contra a gravidade.

Problemas que envolvem não ter um adequado tônus muscular:
Uma criança com hipertonia, reage com exagero aos estímulos que a pessoa com tônus muscular normal lida sem problemas. o músculo irá reagir a um ritmo mais rápido e vai recuperar a um ritmo mais lento, o que cria uma falta de prontidão para o movimento dinâmico. Crianças com tônus ​​muscular elevado são freqüentemente descritas como rígidas ou espásticas em seus movimentos (Gagnon, 2003). Pode ser difícil para elas manter a cabeça erguida contra a gravidade ou alcançar algo sem cair.

Aqui é onde a criança começa a desenvolver compensações, o que torna os músculos do pescoço ainda mais rígidos, o que acaba por agravar a inflexibilidade do músculo e dificultar ainda mais o movimento.

Uma criança com, hipotonia, os músculos são lentos para iniciar uma contração e não conseguem contrair totalmente. Muitas vezes, essas crianças também têm dificuldade em manter a contração durante o mesmo tempo que alguém com o tônus ​​muscular normal conseguiria. Tônus muscular baixo faz com que os músculos sejam desajeitados (Gagnon, 2003). Você pode observarque a criança deita a cabeça e o corpo sobre a mesa, porque é difícil mantê-los de pé contra a gravidade. Crianças com baixo tônus ​​muscular tem dificuldade em iniciar o movimento a uma velocidade normal e manter esse movimento. Ela podem ser lenta para responder a estímulos sensoriais, ter dificuldade em manter uma resposta e pode precisar de suporte físico do ambiente, como por exemplo, uma cadeira com braços e a altura em que os pés podem estar firmimente apoiados no chão.

Nosso corpo se mover melhor quando há estabilidade, com o corpo centrado e equilíbrado na linha média.

23 de outubro de 2011

Brincadeiras de Imitação para crianças Autistas

 

- Em todas as brincadeiras, os olhos do adulto deverão estar no mesmo nível do olhar da criança. 
- “Vou pegar nome da criança”(frases curtas e simples) - brincar de “pegar”, fazer cócegas, abraçar. Repetir várias vezes e parar. Se a criança , de alguma forma, pedir que o adulto repita a brincadeira, o adulto deve repetir. 
- Soprar bolas de sabão ,balão
- Pião – demonstrar para a criança, repetir, parar, esperar que ela peça por mais. No início, aceitar qualquer tentativa de comunicação. 
- Brinquedos com sons / luzes – deixar a criança explorar, depois brincar com ela, em turnos. 
- Fantoches de animais – o adulto deve fazer uma voz diferente; imitar o som do animal; dizer o nome do animal. O fantoche beija a criança, abraça, se esconde, dá tchau, bate palmas. 
- Músicas - aproveitar o interesse da criança e dançar com ela, segurando suas mãos, pulando, balançando
( se a criança mais tarde imitar os seus, ótimo !). 
- Bola – jogar ou rolar para a criança e ensiná-la a jogar/ rolar a bola de volta (talvez sejam necessários dois adultos) . Quando ela souber jogar para outra pessoa, jogar outros brinquedos, como carrinhos. 
- Livro - mostrar figuras , apontando para a figura e para a criança, sucessivamente. 
- Surpresa! – coloque vários objetos/ brinquedos num saco e ao retirá-los, exagere a surpresa. Quando a criança se interessar, ela e o adulto retiram em turnos. 
- Surpresa! 2 - esconda objetos/brinquedos pela casa e procure-os com a criança. Quando encontrá-los, exagere a surpresa. 
- Imitar a criança em brincadeiras menos óbvias ( aqui também são necessários dois objetos ) : falar ao telefone, colocar o boné, colocar um objeto na cabeça, pentear o cabelo, brincar de “comidinha”etc. 
- Brincar com bonecos – dar comida, banho, pentear, colocar para dormir, sentar na cadeira, entrar na casa, sair etc.

Fonte: Monica Accioly – Mão Amiga

Camundongo transgênico abre novos caminhos para compreensão do autismo

GENÉTICA

Mayana Zatz
Uma das maiores geneticistas do país responde dúvidas de leitores
      O autismo, atualmente referido como transtornos do espectro autista (TEA), que atinge um em cada 150 indivíduos, tem sido objeto de muitas pesquisas. Trata-se de uma doença complexa e heterogênea e a maioria dos casos parece obedecer a um mecanismo de herança multifatorial com interação entre os genes e o ambiente. Uma das causas genéticas recentemente identificadas, que entretanto acomete menos de 1% dos casos, são alterações do número de cópias (pode faltar = deleção; ou pode estar a mais = duplicação) de um pedaço no cromossomo 16.
     Pesquisar como alterações genéticas produzem as características do comportamento autístico tem sido de grande interesse. Um grupo de cientistas liderados pela Dra. Alea Mills acaba de gerar um modelo de camundongo com as mesmas mutações encontradas em seres humanos. A pesquisa publicada no   Proceedings of the National Academy of Sciences ( 3 de outubro) permitirá estudar nos camundongos vários parâmetros de grande relevância porque entender é o primeiro passo para gerar novos
 tratamentos.    
             Para falar mais sobre isso entrevistei a Dra. Maria Rita Passos-Bueno,uma das grandes autoridades no assunto, que coordena importantes pesquisas em autismo no Centro de Estudos do genoma Humano.
     A sua equipe vem testando essa mutação em pacientes com suspeita de autismo desde 2010. Quantos pacientes apresentaram essa alteração?

Dra. Maria Rita
Passos-Bueno

     Até o momento foram testados 350 pacientes com suspeita de autismo e em 3 casos detectamos esta alteração do cromossomo 16: 2 com duplicação e 1 com duplicação (0.8%).
     O que os pesquisadores observaram no modelo animal contendo essas alterações genéticas?
     Estes pesquisadores “construíram” alguns animais com deleção e outros com duplicação equivalente a região do cromossomo 16 que está alterada em pacientes com TEA. Eles verificaram alterações de comportamento, principalmente nos animais com deleção. Observaram ainda que algumas das estruturas cerebrais estudadas eram maiores nos animais com deleção do que naqueles com duplicação.
     Essas alterações são comparáveis ao que se observa em seres humanos?
     Estes resultados mostram que esta região cromossômica é tambem importante para o desenvolvimento do cérebro em outros animais que não o homem. As comparações entre camundongos e humanos devem ser feitas com muita cautela. Contudo, a correlação entre o tamanho do cérebro e a presença de deleção (maior) e duplicação (menor) observada nestes animais é um resultado bastante relevante e comparável a macrocefalia (cérebro de tamanho aumentado) e microcefalia (cérebro de tamanho diminuido) que são observadas nos pacientes com deleção e duplicação da regiao 16p11.2, respectivamente.
     Como esses achados poderão ajudar em futuros tratamentos?
     Esta região do cromossomo 16 que pode estar faltando (deleção) ou que pode estar a mais (duplicação) envolve mais de 25 genes. Sendo assim, uma questão muito importante é descobrir qual ou quais destes genes são de fato os causadores do autismo. A expectativa dos cientistas é que entendendo a causa do autismo seja possível identificar drogas que possam auxiliar no tratamento destes pacientes. Uma outra vantagem de se dispor de um modelo animal com alterações mensuráveis é a possibilidade de testar-se medicamentos experimentalmente antes usá-los em humanos.
     Qual é a importância de testar-se pacientes para essa ou outras mutações?
     Uma das grandes angústias dos pais de crianças portadoras de algum problema é saber o “por quê”. A identificação da alteração no cromossomo 16 pode ser uma resposta a esta questão. Além disso, ela possibilita estimar com precisão se há risco de repetição em novas gestações. Além da alteração do cromossomo 16, estamos conseguindo identificar a causa genética do autismo em alguns outros pacientes.         
     Apesar da proporção ser relativamente pequena, isso permite conhecer e entender melhor a variabilidade clínica e prognóstico destes casos, o que certamente irá contribuir para um diagnóstico clínico mais precoce e mais preciso em um futuro próximo.
Revista VEJA 21.10.2011
Fotos - Google

21 de outubro de 2011

Lucas e Lilica - Amigos para sempre...rsrsrsrs

A Lilica é mais uma criança em casa. Adoooora o Lucas. Imita tudo que ele faz, quer comer tudo que ele come e quer brincar com tudo que ele brinca. É muito legal ver as ações e reações destes dois. Estou postando um video dos dois na varandinha onde ficam horas e horas fofocando...rsrsrsrs 


19 de outubro de 2011

Bebês prematuros e de baixo peso têm maior risco de autismo

      Os bebês prematuros e de baixo peso são cinco vezes mais propensos a desenvolver autismo que os bebês nascidos no período correto e com peso normal, segundo um estudo divulgado nesta segunda-feira nos Estados Unidos após duas décadas de pesquisas.

     Há algum tempo se sabe que os bebês prematuros correm mais riscos de ter problemas de saúde e atraso cognitivo, mas o estudo publicado na revista "Pediatrics" é o primeiro a estabelecer uma relação entre o baixo peso ao nascer e o autismo.

     Os cientistas estudaram 862 crianças do nascimento até a idade adulta. Os participantes do estudo nasceram entre 1984 e 1987 em três condados de Nova Jersey com pesos entre 500 g e 2 kg.

     Com o tempo, 5% dos bebês com baixo peso no nascimento foram diagnosticados com autismo, contra 1% de prevalência entre a população geral.

     "A medida que a sobrevivência dos bebês menores e imaturos melhora, os que seguem adiante representam um desafio cada vez maior para a saúde pública", disse a principal autora do estudo, Jennifer Pinto Martin, diretora do Centro de Estudos do Autismo e Deficiências do Desenvolvimento da Faculdade de Enfermaria da Universidade da Pensilvânia.

     "Os problemas cognitivos nestas crianças podem esconder um autismo de fundo", completou, antes de pedir aos pais que levem os filhos para exames ante a suspeito de um transtorno de espectro autista.
"A intervenção rápida melhora os resultados em longo prazo e pode ajudar estas crianças tanto na escola como em casa", disse.

     Autismo é o termo que designa uma série de condições que vão desde uma escassa interação social a comportamentos repetitivos e silêncios arraigados. Este transtorno afeta principalmente os meninos e suas causas são objeto de intensos debates.

Da France Presse



 

12 de outubro de 2011

Sinais que podem indicar um problema de desenvolvimento

5 sinais para prestar atenção
Caso seu filho apresente um desses sintomas,
é hora de procurar um pediatra
 FALA
O atraso da linguagem deve ser observado pelos pais.
Se a criança não falar até os 16 meses, é preciso investigar
     "O diagnóstico precoce está na mão do pediatra. O problema é que passa incólume por eles", afirma Amira. Em geral, médicos que atendem o serviço público têm apenas 15 minutos por paciente — e muitas vezes o problema não é notado. Amira, que também é presidente da Sociedade de Pediatria do Pará, é responsável pela criação de um projeto de capacitação de médicos e enfermeiros de alguns estados do Brasil e de países da América Latina para perceber o atraso do desenvolvimento infantil. "Depois do treinamento, vimos que estávamos recebendo mais crianças e muito mais cedo", diz.
     Ricardo Halpern concorda que os esforços devem ser direcionados para o treinamento médico. "É preciso treinar os médicos para que eles percebam estes sinais", diz. A ideia, segundo Halpern, é que a partir do próximo ano sejam realizados cursos de capacitação profissional em cada região do país.
     Atenção aos pais — Halpern explica que vários fatores podem contribuir para problemas do desenvolvimento que, em geral, são uma combinação da genética com fatores ambientais. Doenças como autismo e esquizofrenia, por exemplo, são essencialmente genéticas. Outros elementos, porém, podem contribuir para comprometer o desenvolvimento infantil. Entre eles, estão crianças filhas de mães que tiveram depressão pós-parto ou que não tiveram uma orientação adequada para a amamentação, com histórico de alcoolismo na família, que vivem em um ambiente desfavorável, vítimas de maus tratos.
     Segundo o pediatra, é preciso voltar a atenção para o que os pais dizem durante a consulta. Ele diz que em cada dez diagnósticos, os pais acertam em oito. "Os pais têm uma percepção muito adequada quando seu filho não está bem. Ele pode não saber o que é, mas sabe que ele não está bem", diz.

OLHAR

Quando a criança evita o contato visual direto,
não desenvolve empatia e não compartilha interesses.
     AGRESSIVIDADE

Até certo ponto, a agressividade pode ser normal.
Mas é preciso observar se o comportamento agressivo é frequente e em que situações ele ocorre.



    APRENDIZADO



Quando a criança é hiperativa, tem dificuldade de parar quieta e de aprender.


  SOLIDÃO

Se o seu filho é solitário e não interage com outras crianças,
apresenta características melancólicas e atitudes anti-sociais,
pode haver um distúrbio oculto.

Lucas Bebê...

10 de outubro de 2011

Estratégia para usar quando a criança tem crises de choro - Programa SON RISE

Quando vemos a nossa criança chorar, o que sentimos? O que nos passa pela cabeça? Talvez para alguns, a resposta a esta pergunta seja; quando a vejo chorar sinto um certo desconforto. Muitos sentirão tristeza e culpa pois podem achar que tem algo a ver com o facto de ela estar a chorar. Outros acharão que são responsáveis pela facto da criança estar infeliz. Alguns podem até pensar que chorar poderá fazer mal á criança, por isso fazemos tudo que está ao nosso alcance para que fique tudo bem e que a criança pare de chorar. Reagimos e respondemos quando a criança chora (dando-lhe por exemplo algo que elas querem) e com isto aaprendem que chorar é uma forma efectiva de comunicar o que querem e o que não querem e que se chorarem conseguem mover o “mundo” para terem tudo que querem!
Como disse no paragrafo anterior, o choro da criança é uma forma de comunicação. As crianças choram porque nos estão a tentar dizer algo. Não significa que estejam tristes ou zangadas. Significa apenas que nos querem dizer algo. Quando reagimos e respondemos ao choro, estamos a dizer á criança que esta é uma forma de comunicar com os outros.
Queremos ajudar as nossas crianças a entender que chorar não é a forma mais efectiva de comunicar. Para fazer isto vou dar-vos algumas técnicas que podem implementar em casa com a vossa criança – VAI AJUDAR-VOS
Primeiro devemos começar com a nossa atitude. Perceber que a criança quando chora está apenas a comunicar algo para nós e para o mundo. É importante que tenhamos uma atitude calma e que transmitamos amor ( mesmo que eles estejam a chorar porque bateram com a cabeça ou se auto agrediram) Quando nos sentimos confortáveis, a criança sente-se segura e protegida, o que leva a que também se acalme.
Segundo, é importante não reagir. Queremos que a criança saiba que chorar não vai mudar o mundo e que não o vai fazer alterar a sua atitude e decisão.
A noite passada a minha filha teve uma crise de choro depois de eu lhe ter explicado que ela não iria á festa da escola ( devido a incidente que tinha anteriormente acontecido). Ela começou a saltar na cama durante cerca de uma hora, enquanto gentilmente mordia os braços e batia na cara. Imediatamente afastei-me para me poder acalmar e ajuda-la. Eu não estava a reagir aos gritos, ou preocupada porque ela se estava a auto-agredir. Sabia que ela iria ficar bem. Nunca vi ninguém morrer por chorar, por isso decidi deixa-la estar. Relativamente ao facto de se estar a morder e a bater-se, consegui ver que ela não estava a morder-se de forma a ficar sem pele, nem a bater-se com força suficiente para se aleijar verdadeiramente, por isso deixei-a estar. O que é que eu fiz? Saí e fui para um local ainda mais calmo do que o anterior, confiando em mim, sabendo que ela iria resolver a situação – apesar de não ir á festa.
Quando acalmou, decidi explicar-lhe. As explicações dão-lhes uma imagem clara da razão que nos levou a tomar aquela decisão e o porquê, e porque acreditamos que chorar não vai ser útil como forma de eles conseguirem o que querem ou como forma de dizerem o que querem dizer. Calmamente dirigi-me a ela e expliquei-lhe: “ Quero ajudar-te, e não sei o que me queres dizer quando estás aos gritos”. A minha filha continuou a chorar, eu mantive-me calma e com uma atitude carinhosa e sentei-me ao lado dela. Ela então gritou “ Eu quero ir á festa da escola.” Uma vez mais, mantive-me calma e disse-lhe:” Mesmo sabendo que é isso que queres, não vamos á festa. Não há problema se quiseres chorar; mas não vai alterar o facto de tu não ires á festa”. Depois de ter explicado isto á minha filha, ela saltou ainda mais alto na cama, agrediu-se ainda com mais força, e gritou ainda mais alto do que anteriormente.
Assim que a crise começou a ficar mais intensa, decidi que iria sentar-me ao lado dela, enquanto gritava, sem dizer nada. Estava claro que ela iria continuar a gritar até querer parar. Sentei-me ao lado dela durante quase uma hora; não olhava para ela; nem reagia; estava e sentia-me confortável sentada ao fundo da cama dela.
Após 50 minutos a minha filha começou a acalmar e sentou-se na cama. Olhou para mim e disse:” Eu quero ir á festa da escola ! Estou triste por não poder ir!” A minha resposta foi gentil, carinhosa e calorosa: “ obrigada por me dizeres isso. Efectivamente não vais á festa, mas sabes que te amo muito” Com um gemido, a minha filha disse “ Eu também te amo,” e deitou-se silenciosamente na cama.
Na situação acima, usei os princípios do programa SON RISE para ajudar a minha filha com o choro, que por sua vez ajuda-a a comunicar mais efectivamente. Ela aprendeu também que chorar não altera nada daquilo que ficou decidido.
Não reagir, ser calmo, consistente e estar confortável com a situação, é o maior presente que podem dar aos vossos filhos quando eles tem uma crise. Espero que tenham a oportunidade de usar isto brevemente.
Amanda Louison – terapeuta do programa SON RISE
Traduzido por Vencer Autismo

Fotos da escola Rana Cosac

Infelizmente a escola Rana Cosac vai fechar em dezembro. Estamos tristes pois vemos a dedicação que todos os profissionais trabalham e o quanto o Lucas aprendeu com eles.
Com esta notícia, já estou visitando algumas escolas e até agora nenhuma foi receptiva. Acho um absurdo quando as pessoas colocam "rótulos" como por exemplo: "autistas são agressivos". Todo ser humano é único, independente de ser autista ou não. Tive que ouvir isso... "se ele bater em algum coleguinha..." Chorei muito, não pela condição de mãe de uma criança especial, mas pelo preconceito que o meu filho terá que vencer. Muitos vão pensar muitas coisas antes de conhecê-lo.
Enquanto isso, ele aproveita os últimos momentos no Rana Cosac, que sempre nos recebeu de braços abertos e com muito amor. Segue as fotos:















9 de outubro de 2011

Dançando coreografia...rsrsrs

O Lucas é um dançarino. Adora dançar as músicas da Xuxa e do Patati Patatá. Algumas coreografias ele já imita e até canta algum refrão, mas algumas ele inventa e dança. Quando eu apareço ele pára. Agora vou começar a registrar sem ele me ver. Lindoooo!!! rsrsrs




Lucas e os passeios de final de semana!

Lucas passeia muito. Este final de semana fomos na Quinta da Boa Vista  (como sempre...rsrsrs) e fomos na pracinha dos cavalinhos. Ele se amarra!!!










Adooora o papai


Este video abaixo é muito especial, pois registra o Lucas subindo escadas sem segurar. Uma grande vitória!!!

3 de outubro de 2011

Lucas descansando no final de semana! rsrsrs

Como lidar com crianças autistas na escola



 - No início da aula, a transição de deixar o seu pai / cuidador para se tornar parte de seu grupo, é uma forma estressante para criança com autismo.Dica para os professores - deixar pronto todos os materiais e inciar com o brinquedo preferido da criança ou atividades que são fáceis de fazer. 
-Pergunte ao pai/ cuidador antes do início das aulas que atividades favoritas dos seus filhos são, e encontrar uma maneira de trabalhá-las neste momento de transição.
-Materiais como papel machê, cola, tintas de dedo, massinha, argila, etc, pode causar a criança a ter uma resposta negativa. Incentivar o uso de ferramentas (pincel, trincha ou luvas) para as crianças  super sensiveis ao toque.Planejar as atividades e estar ciente de certas modificações.
-O aluno que têm um fascínio com os brinquedos de transporte (carro,trem).Propor uma atividade pintura ou modelagem com eles.

-As pistas visuais (objetos concretos, fotos) são muito importantes.O ambiente deve ter uma imagem explicando o seu uso e finalidade.
-Coloque imagens em embalagens de itens do que pertence no recipiente. Coloque essas mesmas imagens nas prateleiras onde os recipientes sejam mantidos. Isso é muito reconfortante e acolhedor para uma criança com autismo.
-Ordem e previsibilidade são muito importantes. Essas pistas visuais ajudá-los a prever os efeitos do seu ambiente, e remover o medo do desconhecido. Além disso, a utilização de um programa de imagem ou o nome da criança gravado (mesa, hora da roda e nos materiais)
-Mais uma vez, a previsibilidade ajuda a criança com autismo funcionam suavemente e sem medo e stress. Quanto mais você pode informar a criança com autismo sobre seu ambiente e que vai acontecer a seguir, mais sucesso você terá comportamentalmente.
 -Ambiente tranquilo (um cantinho com um tapete no chão, uma cadeira puff ou uma cadeira de balanço para sentar. Criar um espaço maravilhoso para a criança mais agitada acalmar.
- Muitas pessoas com autismo têm dificuldade em filtrar ruídos estranhos. Usando um tapete no chão, vai ajudar a minimizar estes sons.
-Evitar vários cartazes, brinquedos, e outros estimulos. As crianças com autismo, são completamente distraído por estímulo visual. Um educador sábio, que quer a atenção de seus alunos, irá evitar nas paredes vários cartazes.
-Incentivar a ajuda na limpeza e organizar o ambiente  é uma ótima maneira para a criança com problemas de integração sensorial para usar seus músculos grandes. Fazer estas crianças para transportar cadeiras pesadas ou livros ajuda a organizar seu cérebro e também tem um efeito calmante sobre o sistema nervoso. 
-Deixar o aluno com autismo ser ajudante na sala de aula. Isso lhes dará mais oportunidades para o movimento que muitas destas crianças anseiam.Carregar os materiais, apagar o quadro-negro, lavar mesa, organizar os brinquedos são algumas idéias.
-Nunca punir uma criança com autismo que procura movimento, tirando um recreio ao ar livre. Isso só vai aumentar a inquietação e explosões. 
-Para as atividades de círculo e de grupo, tentar fornecer puff ou tapete individual, para que o aluno com autismo entende que sua posição é no espaço. Isto proporciona-lhe um limite físico.
-Preparar e organizar o ambiente e os materiais de acordo com nível intelectual da criança com autismo.

Passeio na Quinta da Boa Vista

Como moramos próximo da Quinta da Boa Vista, temos a rotina de todo o domingo fazer um passeio por lá. O Lucas adoooora! Ontem fomos às 9:30 da manhã e retornamos às 13:30 horas, mas por ele só voltávamos para a casa no final do dia... Sempre volta embora aborrecido...
Registrei alguns momentos.

Lucas pulando na cama elástica. Aprendeu a pular há pouco tempo.


A piscina de bolinhas é a sua paixão!


O balanço também...rsrsrs


Brincou com  a amiguinha...


Escorregou...


Andou de Trenzinho e queria mais e mais... Para tirá-lo do trenzinho foi um sufoco... rsrsrsrs


Fico muito feliz do Lucas estar curtindo e brincando... Há um tempo atrás, tínhamos que direcioná-lo para brincar e mesmo assim, parecia não ter prazer e logo desistia, pegava em nossa mão para ir embora. Percebo que ele está se abrindo para o mundo.
Eu te amo muito meu lindooooo!!!

2 de outubro de 2011

TERAPIA OCUPACIONAL - Coordenação Motora


 


1) Pintura com os dedos - Trabalhar mobilidade dos dedos


2) Furador de papel (flores,estrelas,coração)- trabalhar fortalecimento muscular no dedo indicador depois realizar uma colagem com os desenhos.


3) Labirinto- colocar dentro saco ziploc com fita adesiva e gel de cabelo com bolinhas de gude.Trabalhar dedo indicador o caminho com a bolinha de gude.


4) Colocar moedas dentro do cofrinho -trabalhar o dedo indicador e polegar.


5) Colar os adesivos de bolinha dentro das
bolinhas desenhadas no papel.


6) Transferir os cereais(arroz,feijão,milho) de uma vasilha para potes de iogurte com colher sem deixar derramar.Pode brincar faz de conta-inventar uma receita e nomear os ingredientes e depois escolher os nomes das pessoas da familia ou da escola para oferecer a comidinha. 


7) Brincadeira com areia- colocar com as mãozinhas a areia dentro do funil e balde.


8) cartelas com as letras e colocar o pregador de roupa na letra representada.Trabalhar fortalecimento muscular dedo indicador e polegar.


9) Escrever as letras com o dedo indicador -trabalhar os movimentos do dedo para sentido e direção correta das letras.



10) Escrever as letras do alfabeto com cola colorida e passar o dedo indicador em cima da letrinha.Pode confeccionar cartões com as letras com texturas diferentes(emborrachado,lixa,espuma) -Trabalhar a percepção tátil e os movimentos do dedo indicador -preparação para escrita. Depois pode brincar com criança,falar uma palavra com a letra(associação).


11) Pegar objetos pequenhos com palitinho de japonês ou de cabelo(colocar uma gominha para facilitar os movimentos abrir e fechar) e transferir os objetos para vasilha.


12) Jogo de pinos ou Resta um -Trabalhar os movimentos pinça fina indicador e polegar para encaixe dos pinos.



13) Pegar bolinhas de algodão com pegador de saladas o de macarrão e colocar dentro dos potes.Trabalhar o movimento abrir e fechar com movimentos do dedo indicador e polegar.Depois,a criança pode contar a quantidade de bolinhas no pote ou noção quantidade(muito/pouco).


14) Colorir o desenho dentro do limite no plano vertical -trabalhar fortalecimento muscular na parte ombro e braço.
 
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