Translate

29 de setembro de 2010

Doações para CRIART - Rua Goiânia 26 Andaraí/RJ

Recebi um e-mail de uma mãe, onde o filho faz o tratamento no CRIART e ela me contou que esta sendo desenvolvido um projeto de reestruturação, uma salinha do "grupo identidade", um projeto novo de estimulação. 
Eles estão precisando de doações:

8 Colchonetes
1 aparelho de dvd (pode ser até com defeito)
1 sonzinho(Pode ser até com defeito)
1 aparelho de ar condicionado
1 TV (Pode ser com defeito)
Latas : de leite em pó, Mucilon (Vazias)
Caixas de papelão

Caso alguém queira ajudar, segue telefone para esclarecimentos: (0xx21) 2570-4873 falar com a Tia Adriana ou com a Sônia.

Obrigada Pessoal!

23 de setembro de 2010

23 de Setembro - 1º Avaliação Terapêutica ABA

Hoje foi a primeira avaliação com a metodologia ABA. A avaliação é feita em mais ou menos três dias e logo depois se inicia o programa. Lucas ficou um pouco nervoso pois está cheio de estereotipias com quebra-cabeças e jogos de encaixar, onde ele pega o brinquedo, olha e deixa ao lado dele... de vez em quando conta todos e empilha ao lado... se deixar ele faz isso umas 300 vezes sem parar e quando alguém tenta interferir se irrita muito.
Bem... ainda há muita coisa para se trabalhar. A terapeuta observou que a sua coordenação motora precisa ser trabalhada, pois reflete em várias habilidades como por exemplo a fala.
Os primeiros passos estão sendo dados estou muito confiante que dará certo.
OREM POR NÓS!!!

22 de Setembro - 1º dia de Natação

Que bagunça na água! Lucas parecia explodir de tanta felicidade. E a mãe??? Filmando e chorando...rs Que emoção observar o meu anjinho e ver a sua pureza e capacidade de vencer seus obstáculos... Mesmo as vezes com medo, ele fazia os exercícios como se estivesse se desafiando e mostrando que ele consegue... E é claro que ele consegue. Que aprendizado maravilhoso ele me passa a cada dia! Fiz um video mais lindo que o outro,depois fiquei babando!!!rs
Observei o que ele precisa melhorar em sua coordenação motora: Ele ainda não pula, nem mesmo na água; não corre; não se equilibra sozinho nas bóias e procurava sempre apoio do professor para ficar dentro da água.
É só uma questão de tempo e então comparamos os videos.

17 de setembro de 2010

Sou louca por este garoto!!! Gato demaissss...rsrsrsrs

Eu vou fazer!!! Curso Son Rise / 2010 - Rio de Janeiro

Workshop Nível 1

A Aprendizagem Social Através da Interação Prazerosa - Um Workshop de 3 dias Ministrado por Sean Fitzgerald, Professor Certificado do Programa Son-Rise®
Datas: 5, 6 e 7 de novembro de 2010 (sexta, sábado e domingo) Local: Centro Empresarial Rio, Praia de Botafogo, Rio
Horário: 9:00 às 17:30

Inscrições limitadas Inscrições abertas até o dia 29 de outubro de 2010 (sexta-feira), ou até que as vagas sejam preenchidas.

Nossos filhos não podem esperar...

Especialistas pedem mais investimento público no tratamento do autismo

24/11/2009 - Iara Farias Borges / Agência Senado
 
Ao afirmarem que autismo tem cura, participantes de audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) exigiram políticas públicas direcionadas ao problema e mais investimentos em pesquisa para diagnosticar a doença de forma precoce.
A coordenadora de política mental do Ministério da Saúde, Cristina Hoffman, afirmou que o assunto é uma das prioridades. Ela destacou que o transtorno deve ser tratado com atendimento integral e de forma multidisciplinar e individualizada. Também o acompanhamento da família, destacou, é importante para garantir o sucesso do tratamento e a recuperação da criança autista.
Também na avaliação da diretora presidente da Associação em Defesa do Autista (Adefa), Julceli Antunes, é necessário envolvimento de profissionais das áreas de saúde e educação - como médicos, nutricionistas e educadores -para tratar pessoas com autismo e os políticos tem papel de garantir recursos para os tratamentos.
A Biomédica e pesquisadora da Universidade Federal Fluminense, Mariel Mendes, explicou que crianças sensíveis podem desenvolver o autismo em razão de alergia a açúcar e glúten ou pela intoxicação com algumas substâncias encontradas em alimentos industrializados. Essas crianças, enfatizou, não estão preparadas para receber tantas toxinas porque seu organismo não consegue eliminá-las. Ela defendeu investimento em pesquisa para detectar os agentes intoxicantes e assim poder fazer prevenção.
Berenice Piana de Piana, que representou as mães de autistas, informou que, atualmente, nos Estados Unidos, há uma criança autista para cada 90 nascimentos. No Brasil, ressaltou, não há estatísticas sobre o número de pessoas nessa condição.
Os números apontam que algo grave está acontecendo. Que geração teremos? Uma geração de autistas. Sempre perguntam que planeta deixaremos para nossas crianças, mas pergunto que crianças deixaremos para o nosso planeta - ao afirmar que o número de portadores do transtorno está aumentando.
Incompetência
A diretora do Movimento Orgulho Autista do Brasil, Maria Lúcia Gonçalves, informou que há poucos de profissionais competentes para diagnosticar autismo precocemente. Como exemplo de tal carência, ela informou que, no Brasil, há três psiquiatras para cada 100 mil pessoas com menos de 20 anos e com transtornos severos.
O militar Ulisses da Costa Batista, pai de um menino autista, cobrou do Estado diagnóstico precoce para que os pediatras possam detectar o autismo precocemente e seja possível iniciar o tratamento ainda em bebês.
Iranice do Nascimento Pinto, representante da Associação de Pais e Amigos de Pessoas Autistas Mão Amiga, disse que, na maioria das vezes, as crianças autistas são cuidadas pelas mães. Em caso de morte da mãe, alertou, essas crianças sofrem por não saberem se comunicar com outras pessoas e por não haver, em âmbito público, profissionais especializados para cuidar delas.
É uma sentença para os pais saber que o filho é autista e que não há tratamento na rede pública - disse o deputado estadual do Rio de Janeiro Audir Santana.
Projeto
As entidades vão apresentar projeto de lei à CDH com as reivindicações dessa parcela da população. O senador Paulo Paim (PT-RS) disse que vai pedir ao presidente do colegiado, senador Cristovam Buarque (PDT-DF), a relatoria da matéria. Paim também prometeu levar a proposta à Câmara dos Deputados, Casa na qual tramita o Estatuto da Pessoa com Deficiência (PL 3638/00), de autoria de Paim, para que os deputados incluam as necessidades dos autistas no projeto.
O debate foi uma iniciativa do vice-presidente da comissão, senador Paulo Paim. A audiência, que emocionou os presentes, teve início com Saulo Pereira, autista de 25 anos, cantando Ave Maria, e foi encerrada com O Sole Mio e Quem Sabe? Pereira também toca piano e fala Inglês, alemão e italiano.
Participaram da audiência pública entidades dos estados de Alagoas, Minas Gerais, São Paulo, Bahia, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Amazonas, Goiás e Santa Catarina.  

Direitos do Austista. Lei 4.709 - Ainda não foi aprovada...

Jornal do Brasil, 04/01/2009:
Autistas serão tratados no Rio
Novo secretário da Pessoa com Deficiência promete implementar o serviço na rede municipal
Paulo Marcio Vaz
Um dos primeiros atos do novo secretário municipal da Pessoa com Deficiência, Márcio Pacheco, será iniciar estudos para a implementação de um serviço especializado no tratamento de pessoas autistas no Rio. A iniciativa, pioneira no Brasil, é comemorada principalmente por pais de crianças afetadas pela síndrome, que praticamente não têm a quem recorrer depois de obtido – a duras penas – o diagnóstico. Mesmo no setor privado, no Brasil inteiro, são raros os centros de tratamento bem capacitados para lidar com autistas.
Antes de implementar o serviço na cidade, Márcio Pacheco pretende buscar especialistas e representantes de entidades que lidam com o autismo para a realização de um grande seminário, previsto para março, visando a capacitar profissionais e discutir medidas a serem adotadas para a eficácia do tratamento da síndrome. Apesar da quase inexistência de informações oficiais sobre formas de prevenção e tratamento do autismo no país, novas terapias e métodos de diagnóstico vêm dando ótimos resultados nos Estados Unidos – conforme o JB noticiou em sua edição de 1° de junho de 2008.
– Pretendemos trazer ao seminário os melhores profissionais do mundo para que possamos capacitar da melhor forma possível nossos profissionais de saúde – afirmou Pacheco.
Um dos que vão auxiliar Márcio Pacheco na empreitada é o funcionário público Ulisses da Costa Batista, pai de Rafael, um autista de 12 anos que apresenta grande melhora depois de ser submetido a tratamentos vindos do exterior. Ulisses faz parte de um grupo de pais de autistas que, por conta própria, trocam informações e investem em contatos e consultas com os especialistas estrangeiros, em busca de tratamento de saúde adequado para seus filhos.
Lei municipal
Foi Ulisses Batista quem procurou o então vereador Márcio Pacheco, em 2006, para denunciar o estado de abandono em que se encontravam os autistas no Rio. O contato resultou na Lei nº 4.709 [veja trecho da lei abaixo], de autoria de Pacheco, que obriga a prefeitura a oferecer tratamento especializado para autistas. Apesar de vetada pelo então prefeito Cesar Maia, a lei foi mantida pelos vereadores.
Entre as entidades que devem participar do seminário, está a Associação em Defesa do Autista (Adefa), localizada em Niterói. Vice-presidente da entidade, a bióloga Eloah Antunes – mãe de Luan, autista de 7 anos – foi uma das primeiras a buscar tratamentos no exterior que deram novas esperanças e qualidade de vida ao filho. Mesmo sem ajuda oficial, a Adefa patrocina a ida de profissionais de saúde brasileiros aos Estados Unidos e oferece os novos tratamentos para crianças autistas, com resultados considerados bastante positivos.
Entre os especialistas brasileiros que já se mostram dispostos a participar do seminário, está a médica Carolina Lampréia, professora da PUC-Rio. Carolina desenvolveu um protocolo capaz de diagnosticar precocemente o autismo em crianças de zero a 3 anos, o que aumenta as chances de bons resultados no tratamento.
– O trabalho da Carolina é muito importante, e ela já se dispôs a dar palestras para os pediatras no Rio – diz Ulisses da Costa. – Estou ouvindo entidades, profissionais de saúde e pais de autistas que me ajudam a formular uma lista de convidados para o seminário.
Márcio Pacheco prefere ser cauteloso ao dar detalhes sobre como será o serviço de atendimento a autistas no Rio:
– Agora, precisamos dar os primeiros passos: descobrir porque, apesar da lei, o tratamento a autistas nunca foi implementado na cidade. Também temos de capacitar nossos profissionais e identificar a demanda de pacientes. Se for preciso, farei parcerias com entidades privadas.
***
Síndrome ainda é pouco estudada no Brasil
Foi por meio de estudos e pesquisas feitas por conta própria que a bióloga Eloah Antunes contrariou médicos brasileiros e atestou que seu filho, Luan, então com 2 anos, era autista. Ao ver a própria criança dar cabeçadas na parede, não atender aos chamados de ninguém e apresentar constantes problemas de saúde, Eloah não aceitou o diagnóstico de “traumas psicológicos” dado por diversos neurologistas. Só depois que ela própria teve certeza da real condição de seu filho, é que um pediatra confirmou que Luan era autista.
Por muitos anos considerada uma doença neurológica incurável, o autismo, segundo novas pesquisas feitas nos Estados Unidos, é uma síndrome ligada a diversos fatores que influenciam diretamente na sua manifestação. De alergias alimentares à falta de capacidade de eliminar metais pesados do organismo, os fatores que contribuem para o aparecimento do autismo são diversos – a verdadeira causa da síndrome ainda é um mistério para a medicina.
Tratamentos que vêm dando resultado nos EUA – e que lentamente chegam ao Brasil – incluem dietas, reposição vitamínica (com substâncias importadas) e terapias comportamentais, entre outros processos. Recentemente, pesquisa publicada na revista científica Neuropsychology Review atestou que até 25% de crianças autistas tratadas adequadamente ficaram livres de todos os sintomas que poderiam caracterizá-las como portadoras da síndrome.
***
Representação na OEA
Por estar ainda muito longe das atuais novidades e, principalmente, dos tratamentos que dão esperança aos pais de autistas nos EUA, o Brasil pode ser condenado pela Organização dos Estados Americanos (OEA). Ulisses da Costa Batista, que luta para tratar seu filho Rafael, de 12 anos, foi o responsável pela iniciativa da Defensoria Pública Geral do Estado do Rio, que entrou com a representação na OEA contra o Brasil. O documento, já em tramitação, pede a condenação do país por não oferecer condições adequadas de atendimento a autistas. (P.M.V.)
——————————
Lei Municipal do Rio de Janeiro Nº 4.709 de 23/11/2007
Art. 2º  Em decorrência do reconhecimento efetivado por esta Lei, e em consonância com o que dispõe, dentre outros, os arts. 377 a 380 da Lei Orgânica do Município do Rio de Janeiro é obrigatório para o Município:
I – manter, em diversas regiões do seu território, centros de atendimento integrado de saúde e educação, especializados no tratamento de pessoas portadoras de autismo;
II – realizar testes específicos gratuitos para diagnóstico precoce de autismo, preferencialmente em crianças entre os quatorze e vinte meses de idade;
III – disponibilizar todo o tratamento especializado nas seguintes áreas:
a) comunicação (fonoaudiologia);
b) aprendizado (pedagogia especializada);
c) psicoterapia comportamental (psicologia);
d) psicofarmacologia (psiquiatria infantil);
e) capacitação motora (fisioterapia);
f) diagnóstico físico constante (neurologia);
g) métodos aplicados ao comportamento (ABA, TEACCH e outros);
h) educação física adaptada; e
i) musicoterapia.
Parágrafo único. A obrigação do Município poderá ser cumprida diretamente ou através de convênios, e sempre em unidades dissociadas das destinadas a atender a pessoas com distúrbios mentais genéricos.
 

Lucas com 1 aninho - Flamenguista como o pai...rs

Muito cuidado com as escolas

Sabemos que a dificuldade principal do autista e a comunicação. Muitos não falam e os que falam ainda assim sentem dificuldade de se expressar.Por isso devemos ter muito cuidado com as escolas, pois não sabemos o que acontece, principalmente nas escolas especiais que não permitem os pais terem acesso para acompanhar.
O Lucas havia começado o tratamento terapêutico há três meses em uma escola especial por meio período. Chegávamos à 13:00 e saíamos às 17 horas. Eu nunca fui permitida a ver pelo menos um dia da atividade. Pois bem, queremos o melhor para o nosso filho e confiamos. Para minha surpresa, ontem a escola foi denunciada por maus tratos às crianças... Que horrível! Até amarrar as crianças à cadeira... Chega a me dar arrepios.
Estou decepcionada e muito revoltada. Estou indo até lá hoje para fechar a matrícula e só não "dou uma porrada" porque quero acreditar que não fizeram isso com o meu filho. Estas coisas doem muito para nós mães, pois damos a nossa vida por eles e de repente nos deparamos com pessoas más, sem escrúpulos e ainda por cima enganadores... Mães tenham cuidado! Esta foi a minha primeira experiência, sei que ainda terei muitas outras, mas agora estarei muito mais atenta.

16 de setembro de 2010

Setembro 2010 - Lucas agora nos chama para brincar.

Brincar com o papai é uma alegria! Eles deitam e rolam quando estão juntos.

Medicações do Tratamento Biomédico

O Lucas iniciou há três semanas as primeiras medicações do tratamento biomédico. Ao contrário de muitos tratamentos não ussamos nenhum remédio psicotrópico, apenas medicamentos naturais, homeopatias e suplementos vitamínicos. Na sua listinha estão: Probióticos para reabilitar o seu intestino, enzimas digestivas, vitaminas A, D, C e Ômega 3.
As reações começam a aparecer. Tanto as boas, como também ruins. Depois de duas semanas ele começou a contar até 10. Achamos o máximo!!! Para quem ainda não fala, apenas repete algumas palavras sem sentido, foi muito bom! É até engraçado, pois ele não pode ver os números que fica rindo e logo começa UMMMM, DOISEEEE, TRÊEEEEISE, QUAAAAAQUA, IIIIIINCOOOOOO, SEEEEEISSSS, SAAAAATAAAAA, OIIIIIIIII, DAAAADAAAA, DEEEEEEZZZZZ. Muito lindo!!! rsrsrsrsrsr
Também está tendo um comportamento muito obsessivo, muito mais do que antes. Tudo vira uma estereotipia. Mas estamos interfirindo e redirecionando. Ensinar é primordial! Quando percebemos que ele faz algo sem sentido apenas por obsessão, paramos e ensinamos o correto. Se ele não aceitar, ofereço uma outra proposta e assim o tempo todo...HAJA FÔLEGO!
O seu comportamento também está mais irritadisso... começou a morder quando está nervoso. Começamos uma homeopatia hoje para que desapareça estes sintomas.
O organismo dos autistas é totalmente desequilibrado, por isso quando se começa o tratamento biomédico com a dieta, observamos muitas reações diferentes, porém é apenas um tempo até que, quando normalizado o seu comportamento melhora muito.

Tratamento Biomédico

         TRATAMENTO BIOMÉDICO
Historicamente o autismo era considerado uma “misteriosa desordem do cérebro”, sugerindo que se inicia e termina no cérebro. Com o resultado de pesquisas de vários centros dedicados ao autismo e o trabalho pioneiro ARI - Autism Research Institute analisando o comportamento comum dos autistas e procurando respostas em exames emergiu uma perspectiva mais apropriada para o autismo como o cérebro sendo o resultado do funcionamento dos sistemas que envolvem o corpo humano. O autismo seria então o resultado de um organismo bioquimicamente desequilibrado.
O tratamento biomédico fundamenta-se na análise de muitos parâmetros bioquímicos, metabólicos e imunológicos, habitualmente alterados nestas crianças. O tratamento visa o equilíbrio das alterações evidenciadas, tão corretamente quanto possível. O termo biomédico abrange um grande leque de tratamentos para o autismo, desde medicamentos prescritos até suplementos, probióticos e dietas orgânicas. 
Segundo o método DAN! – Defeat autism now! - este é um processo com passos estruturados que é sempre individualizado, pois cada criança é única. O método DAN fundamenta-se no diagnóstico analítico das alterações bioquímicas e metabólicas das crianças com autismo, e consequente tentativa de correção ou minimização do seu impacto sistêmico. O ideal é que deva ser iniciada a correção biomédica dos sintomas do autismo antes dos cinco anos de idade.
O desequilíbrio no organismo do autista que precisam ser tratadas acontece nas seguintes áreas: Inflamação do intestino e Intestino Permeável; Deficiência de Nutrientes; Aumento de fungos; Metilação e Sulfatação inadequada com aumento de toxicidade e Metais pesados no organismo.
 INFLAMAÇÕES DO INTESTINO E INTESTINO PERMEÁVEL
Inflamação no intestino pode ser causada por toxinas, alergia ou sensibilidade alimentar e crescimento desordenado de bactérias. Isto pode causar dores em geral (dores de cabeça, gases, refluxo, azia, má digestão, constipação, diarréia...) que afetam o comportamento: auto-agressão, estereotipias mecânicas como situações variadas onde esteja sempre de bruços ou em posição de feto, beliscões no corpo e nos olhos, bater a cabeça, são sintomas comuns.
Quando a digestão é pobre, o intestino muito permeável, os nutrientes dos alimentos não são adequadamente absorvidos. Isto leva a deficiência nutricional que pode afetar toda a função celular, inclusive uma baixa função cerebral.
Opiáceos podem ser criados pela digestão incompleta do glúten e da caseína levando a sintomas de excesso de opiáceos: pensamentos conturbados e desfocados levando a falta de concentração e dificuldade de aprendizado, insensibilidade a dor, alteração dos sentidos com comportamentos inadequados e irritabilidade.
DEFICIÊNCIAS DE NUTRIENTES
Processos bioquímicos cerebrais complexos requerem o consumo de nutrientes e estes só estão disponíveis através do consumo da alimentação ou suplementação. Mesmo assim, o sistema gastrintestinal deve estar em bom funcionamento para que o alimento seja devidamente quebrado e absorvido. Para isso é necessário melhorar a digestão e incrementar os valores nutritivos.
A deficiência de nutrientes provoca uma percepção gustativa alterada e limitada e aliada a presença de metais pesados, provoca uma situação bastante comum no autismo - que é um distúrbio do paladar e onde vemos essas crianças consumirem produtos inapropriados e perigosos como: shampoos, sabonetes, colas, tintas, tijolos.
 CRESCIMENTOS DE FUNGOS
Fungos é micro organismos poderosos que afetam o nível de energia, a claridade de pensamentos e a saúde intestinal. Quando há o crescimento desordenado de fungos, as toxinas produzidas entram na corrente sanguínea e seguem até o cérebro onde podem provocar sintomas como: alienação falta de clareza mental e comportamento viciado. O crescimento de fungos é detonado pelo uso de antibióticos ou devido a um sistema imunológico desequilibrado e gera uma inflamação intestinal que requer persistência para ser controlada.
 METILAÇÃO E SULFATAÇÃO INADEQUADA COM O AUMENTO DE TOXIDADE
      Metilação, Transulfatação e Sulfatação são uns conjuntos de atividades bioquímicas que não funcionam bem em muitas pessoas com autismo. Quando a metilação não funciona adequadamente, os neurotransmissores não podem ser metilados, portanto não são "ativados" como deveriam ser, aumentando ou detonando sintomas como: ansiedade, depressão, déficit de atenção e problemas com o sono.
Quando o processo de sulfatação não funciona bem, não são adequado, as toxinas e as químicas provenientes do ambiente e do consumo alimentar como: alumínio, mercúrio, glutamato, e toda sorte de ingredientes artificiais, não são eliminadas corretamente, provocando um acúmulo no organismo. A sulfatação inadequada enfraquece a barreira hemato encefálica e essas toxinas podem chegar até o cérebro e causar sintomas como: irritabilidade, agressão, hiperatividade e comportamento auto-agressivo. Além de aumentar as possibilidades de danos celulares e cerebrais.
 METAIS PESADOS NO ORGANISMO
Os metais pesados são substâncias presentes no nosso dia-dia devido principalmente ao processo de industrialização. Estes estão presentes na água, no ar, alimentos, cigarros, etc.. Casos de intoxicação aguda de mercúrio, chumbo, cádmio, arsênico, níquel e alumínio são raros, mas, uma exposição pequena, porém crônica destes metais é muito comum, podendo levar a problemas de saúde, como depressão, insônia, redução de inteligência entre muitos outros. A contaminação da água, ar e alimentos por numerosos produtos químicos e elementos não essenciais como os metais pesados que são subprodutos da sociedade industrializada, podem trazer muitos problemas a nossa saúde.
O resultado do acúmulo de metais pesados no corpo humano se exterioriza através de doenças e sintomas como: Anemia, déficit de aprendizado e inteligência, mudança comportamental e cognitiva, tremores, gengivites, hipertensão arterial, irritabilidade, câncer, depressão, perda de memória, fadiga, cefaléias, gota, insuficiência renal crônica, infertilidade, alteração da função sexual, osteoporose, e possibilidades de esclerose múltipla e doença de Alzheimer.
O diagnóstico precoce do tipo de contaminação e seu tratamento tornam-se uma arma importante no combate e prevenção de doenças.
 METAIS PESADOS E AUTISMO             
Existe uma ligação entre o autismo e a exposição a metais pesados, segundo o estudo do Pieta Research, de Edimburgo, No Reino Unido, depois de análises a amostras de urina de centenas de crianças francesas.
Os metais pesados bloqueiam a produção desse componente, provocando a acumulação de porphyrins na urina. A concentração de uma molécula, a coproporphyrin, era 2,6 vezes maior na urina das crianças com autismo do que nas que não têm a doença. Através de um tratamento farmacológico que elimina os metais pesados do organismo, os investigadores conseguiram reparar a concentração normal de porphyrin em 12 crianças. O tratamento medicamentoso para determinados casos de autismo, retirando do organismo a contaminação dos metais.
Os seres vivos necessitam de pequenas quantidades de alguns desses metais, incluindo cobalto, cobre, manganês, molibdênio, vanádio, estrôncio, e zinco, para a realização de funções vitais no organismo. Porém níveis excessivos desses elementos podem ser extremamente tóxicos. Outros metais pesados como o chumbo e cádmio e o mercúrio já citado antes, não possuem nenhuma função dentro dos organismos e a sua acumulação pode provocar graves doenças, sobretudo nos mamíferos.
A Medicina Alternatica Complementar (CAM), portanto, pode ajudar pessoas com autismo. Ao verificar qual foi o dano causado no organismo (seja no sistema imunológico, alérgias ou outros problemas) e trabalhar na busca de uma solução, existe dietas, tratamentos farmacológicos e terapias que em conjunto podem auxiliar a solucionar ou amenizar situações graves. E todo e qualquer tratamento iniciado precocemente terá melhores resultados.

O que é autismo?

Em 1943 o Autismo foi conceituado pela primeira vez pelo Psiquiatra Leo Kanner que iniciou um estudo com onze crianças consideradas “diferentes”. Logo depois, o psicólogo Bruno Bettlelhein criou a Teoria “Mãe Geladeira”, que dizia que os pacientes estavam com transtorno psiquiátrico por terem sido rejeitados pela mãe.
Esse tratamento foi adotado como convencional para os portadores da síndrome e o paciente passava por “sessões terapêuticas” onde devia bater numa árvore de pedra que representava a figura da mãe e assim extravasar todas as suas frustrações.
Em 1964, em meio a esse mar de escuridão, surge o Dr. Rimland colocando por terra essa teoria, trazendo o conceito de que o autismo é um distúrbio geneticamente detectado, com transtorno de desenvolvimento (social e linguagem). 
            Autismo é uma complexa desordem neurológica e biológica que geralmente afetam crianças entre dezoito meses e cinco anos de idade. O autismo afeta cada pessoa de forma diferente e em diferentes graus. Algumas pessoas com autismo são afetadas severamente, não podem falar, necessitam de ajuda constante, e não poderão viver independentemente. Enquanto outros têm sintomas não tão severos, podem comunicar-se e eventualmente adquirem as habilidades necessárias para viverem independentemente.
Os sintomas do autismo são: Aparente insensibilidade a dor; Resiste a métodos normais de ensino; Ausência de medo de perigos reais; Risos e gargalhadas inadequadas; Forma de brincar estranha e intermitente; Apego inadequado a objetos; Não se aninha, rejeita carinho; Não mantêm contato visual, não olha nos olhos de outras pessoas; Gira objetos de maneira bizarra e peculiar; Dificuldade em se misturar com outras crianças; Resiste a mudanças de rotina; Hiperatividade física marcante e extrema; Ecolálico repete palavras sem sentido aparente; Habilidades motoras fina/grossa desniveladas; Conduta distante e retraída; Indica suas necessidades através dos gestos; Crises de choro e extrema angústia por razões não discerníveis; Age como se fosse surdo.
O grande caso de autismo na Califórnia originou uma pesquisa e coleta de dados, a partir de 2002, que constatou a epidemia. Muitas pesquisas se sucederam e hoje, nos Estados Unidos, para cada 150 crianças, uma é autista. Várias pesquisas já comprovam que o Autista apresenta transtornos de ordem neurilóinflamatória, gastrointestinal, imunológica e toxológica, contrariando tudo o que até então se falava sobre o assunto e dando uma nova perspectiva para o tratamento e pesquisa, imprimindo um novo conceito de autismo não como deficiência, mas sim, enfermidade.
Desde então, a comunidade médica e terapêutica de um modo geral vem se omitindo em fechar diagnóstico de autismo, sugerindo aos pais a observação da evolução de cada caso, o que resulta em tempo perdido para o tratamento.

      AUTISMO TEM CURA?
 “Crianças autistas com idade acima de sete anos não podem ser ajudadas; Crianças com autismo sempre apresentam retardo mental e não podem aprender muito; Não existe tratamento para autismo; Autismo é sempre condição para o resto da vida; Autismo é causado pela forma com que as crianças são criadas” Estas são algumas crenças que foram desenvolvidas ao longo do tempo sobre autismo. Felizmente após estudos científicos realizados por cientistas nos Estados Unidos e outros países, todas estas crenças já caíram por terra, e hoje os estudos científicos estão comprovando que o autismo tem tratamento que pode levar a pessoa a uma grande melhora ou até mesmo a cura.
O autismo pode ser transformado profundamente através de tratamentos biomédicos, dietas alimentares e terapias comportamentais e cognitivas.                    

15 de setembro de 2010

Maio 2010 - Lucas iniciou o tratamento

Início do tratamento . Lucas gostava somente de bater a gangorra e quando conseguíamos colocá-lo para balançar ele não conseguia se equilíbrar, precisávamos ajudar.

Lucas em Abril de 2010 - Ainda não fazia o tratamento

Este video foi realizado quando descobrimos o autismo. Ele ainda não fazia tratamento nenhum. Lucas não conseguia subir as escadas do escorregador e quando chegava em cima era como se ele estivesse em outro mundo, ficava um tempão olhando para o nada e sempre tínhamos que chamá-lo para que ele descesse.


Onde encontrar produtos para a dieta?

Lista de Produtos e fabricantes:

Leites:

Os leites mais balanceados em termos de nutrientes são: Isomil, Aptamil soja 1 e 2 e NAN Soy. 
O Isomil é o ideal por não conter oleína de palma e ter acréscimo ideal de cálcio. 
Muitas pessoas dizem que não podem dar esses leites aos filhos por estar escrito na lata que é recomendado para crianças até 1 ano. Não há problema em usar para crianças maiores e adultos. Esta recomendação se deve ao fato de haver leites apenas para bebês até 6 meses de idade e também porque o aleitamento exclusivo não é recomendado após 1 ano de idade.

Opções de leites baratos e com bom nível nutricional são o Supra Soy Sem Lactose e o Soymilke Ômega natural ou com sabores morango, banana e chocolate. (Não se pode usar Novomilke, pois ele é mistura de leite de vaca e soja.)

Ades, Elegê soja e Naturis soja da Batavo podem ser usados em receitas e esporadicamente, pois não contém acréscimo de cálcio.
São bons para bolos e também para fazer o iogurte com eles.

Os sucos Ades e o leitinho achocolatado são uma boa opção para o lanche da escola.

Há também iogurte Ades e Naturis soja com pedaços de fruta. A Naturis soja também fabrica o flan de chocolate. 
Outros iogurtes muito bons são: O Alpha Soy (que contém probióticos e resveratrol) e o Yosoy da Ecobrás.
Não compre nada em que venha escrito contém leite em pó, soro de leite, caseína ou caseinato.
Leite condensado de soja e doce de leite de soja em latinha Soymilke. São excelentes para cobertura de bolos. São da marca Olvebra.
Creme de leite: Sollys da Nestlé e Naturis soja da Batavo.

Nestlé- 0800-7702411 http://www.nestle.com.br/

Olvebra Industrial SA – Br116, km 287 – Eldorado do Sul/RS- tel(0XX51)34999000- http://www.olvebra.com.br/

Batavo- 08007281234 http://www.batavo.com.br/

Nutraceutica Ind Com (do Alpha Soy)- Av Bortolan 1350- Limeira/SP- CEP 13483132
Atendimento ao consumidor: (19) 3446-1292/8175-2528 - Mauricio Oliveira

Ecobrás http://www.ecobras.com.br/ – (21) 2178-4078


Chegou a pouco tempo no Brasil um leite de arroz orgânico italiano muito bom para ser utilizado com nossas crianças. Boa alternativa de leite vegetal para os que precisam ou querem evitar a soja. Tem enriquecido com cálcio, com ômega 3, com amêndoas e avelãs. São das marcas La Finestra e Isola Bio e são comercializados pela SIM alimentos.
Em SP são encontrados na Rede Pão de Açúcar. No RJ estão disponíveis por enquanto somente em algumas lojas de produtos naturais.
Esta empresa também está comercializando creme de leite de arroz, sobremesas, sucos e bolachas orgânicos, sem açúcar e sem glúten.

Tel: 11 3021-5005

Uma opção de leite de arroz nacional é o Bio Rice. Encontrado em lojas de produtos naturais e pela internet.
Achocolatados:

Não use Nescau, pois contém glúten. Observe bem os rótulos.
Um bom substituto de achocolatado é o Achocollato da marca 3 Corações.
Pode-se usar cacau em pó da Nestlé para bolos. Também ficam bons com Chocolate em Pó Solúvel da marca Carrefour, Nestlé ou Garoto. Outra boa opção para bolos e usar no leite é o Palate Chocolate da marca Paladar.
Um substituto tanto para os achocolatados, o chocolate ou cacau em pó ou em barra é a alfarroba, encontrada em lojas de produtos naturais.

Tel: 041-30189067.

Paladar – (55)11 45372542 sac.paladar@cba.com.br


Chocolates:
As barrinhas de chocolate da Chocosoy são muito gostosas, especialmente as com crispis de arroz. São da marca Olvebra.
Chocolate Tri-Gostoso. Não possui açúcar, lactose e glúten.
Chocolife. Sem açúcar e feito com chocolate orgânico.
Tem também as barrinhas de chocolate orgânico Ouro Moreno.
O Toblerone meio amargo com crocante e mel, não têm glúten.
Em alguns supermercados também podem ser encontrados chocolate importado meio amargo orgânico Cassino Bio.
Na rede de lojas Cacau Show, também tem barras de chocolate meio amargo orgânico e sem glúten. 
Para utilização de chocolate em barra em maiores quantidades além de ser uma opção mais econômica, pode ser utilizado o chocolate Melken meio amargo em barra de 1 kg. Este chocolate é produzido pela empresa Harald. Para a utilização em coberturas de bolos, doces e bombons pode-se utilizar a cobertura meio amarga em barra Confeiteiro produzido pela mesma empresa.

Central de atendimento ao consumidor Harald:
São Paulo: (011) 4156-9002
Outras localidades: 0800-177101

Chocolife – Rua Anita Garibaldi 500/605 – Porto Alegre/RS sac@chocolife.com.br

Tri-Gostoso- (41) 33389584


Pães, Bolos, Biscoitos e Macarrão
A Marilis de São Paulo produz deliciosos biscoitos e pães.
Outra boa padaria sem glúten no Rio de Janeiro é a vida Sem Glúten. As encomendas são feitas por telefone ou internet: (21)24915020 e (21)82229511 – www.vidasemgluten.com.br
Nas lojas Mundo Verde você poderá encontrar biscoitos sem glúten, principalmente os da marca Goodcookies sem glúten, que também faz brownies de chocolate.
A Vitao produz salgadinhos, snacks integrais, tipo o Cheeto’s assados, sem glúten, glutamato monossódico e corantes.
O macarrão de arroz Bifum, encontrado em lojas de produtos japoneses, pode ser usado. 
Outro macarrão melhor ainda é o espaguete da marca Blue Ville que pode ser encontrado em algumas lojas Mundo Verde e na Marilis.
Também tem o espaguete da marca Casarão, encontrado em lojas de produtos naturais e macarrão da marca Urbano, parafuso e penne, todos são de arroz.
Tem também o macarrão de quinua da empresa Quinua Real. Esta mesma empresa fornece cookies de baunilha e chocolate, barrinhas de cereais e granola sem glúten.

Tel: 55 11 3081-8523 e 3063-4007

Atendimento ao consumidor: 0800-475051

Casarão:
SAC: 0800-7092080

Os biscoitos de polvilho que são vendidos em supermercados também são bons, mas lembre-se de verificar os rótulos, pois vários contêm soro de leite.
 O da marca CBA não contém leite, mas lembre-se de não comprar o de sabor queijo. 
O biscoito CRAC ZERO de polvilho, do pacote azul e dourado não contém glúten nem leite.
Biscoitos tipo cookies de Quinua Real da Uyuni. Em mercados e lojas de produtos naturais.
O único cereal matinal da Kellogg´s que não contém glúten é o Choco Krispis de chocolate. O cereal Super Balls da Superbom também não possui glúten.
As barrinhas de arroz caramelizado da marca Okoshi e Miyako são boas para lanchinhos rápidos.

 Superbom
SAC: 08008885555
Goodsoy-
Uberaba/MG- tel(0XX34)33181500 falecom@goodsoy.com.br

Santalucia SA (macarrão Blue Ville)
Av Surubiju, 1188- Alphaville- Barueri/SP- tel(11)42087000 e (51)36929000

 Miyako – www.sidchen.com.br

Okoshi – (11) 29418488 hikage@uol.com.br


Outros produtos:

Pasta de amendoim:

A Grão Natura fornece pastas de amendoim totalmente natural sem aditivos. Tem também nas versões com açúcar mascavo e chocolate. Fornece também alfarroba em pó.
Esses produtos podem ser comprados on-line no site http://www.guiavegano.com.br/ ou faça contato com a empresa para disponibilidade em sua cidade.

(48)3063-0200/3063-0204
(48) 8413-2092 / 8413-4927

Cremes de frutas orgânicas:

A empresa Bio daterra fornece cremes de banana e maçã orgânicos sem açúcar e aditivos que podem ser utilizados na fabricação de receitas, em sorvetes, sucos e como geléia. Tem também uma deliciosa bananada cremosa sem açúcar.
Faz venda direta ao consumidor.
Esta mesma empresa produz barrinhas de cereais feitas com banana orgânica.

Sérgio - (47) 3275 2141 Cel: (47) 9975 2601 - SC







 

Dieta Livre de Glúten e Caseína

Iniciei o tratamento do meu filho com a dieta livre de glúten e caseína. No início haviam muitas dúvidas. Como iniciar? Será que realmente funciona? Como ainda não há nada comprovado cientificamente, muitas mães nem tentam... Eu acho que devemos tentar tudo. Comecei a conversar com mães que viram uma melhora enorme quando introduziram a dieta. Comecei e para o meu espanto duas semana depois, meu filho já estava dormindo a noite toda. UAU!!! Acho que funciona, então continuei. Parece que ele acordou e saiu do "transe". Está muito mais esperto e comunicativo. Compensa tentar! Segue abaixo um texto que eu recebi da pediatra do meu filho que me ajudou muito a entender e espero que ajude a vocês também.

O glúten são as proteínas (gliadina e glutenina) existentes em alguns cereais em grão como o trigo, aveia, cevada e centeio.(Ele também está presente no malte)
O que é a caseína?
A caseína é a proteína do leite animal (cabra,vaca, etc)
As proteínas são longas cadeias de pequenas unidades individuais chamadas aminoácidos. Elas são essenciais para a formação de novas células e para a reparação celular.
Quando comemos um alimento contendo proteínas elas serão quebradas no estômago por uma enzima chamada pepsina em unidades menores que são os polipeptídeos, as peptonas e as proteoses e depois na parte superior
do intestino delgado por enzimas como tripsina, quimotripsina e outras em pequenos peptídeos e aminoácidos e depois por enzimas chamadas peptidases em aminoácidos individuais que serão então absorvidos pela circulação e irão ser usados na fabricação das nossas próprias proteínas.
Como você viu é um caminho trabalhoso. Se por alguma razão esta digestão for incompleta ou houver algum defeito na permeabilidade intestinal alguns peptídeos serão absorvidos pela circulação.
Vários estudos descobriram que da digestão da caseína deriva um peptídeo chamado casomorfina e da digestão do glúten um peptídeo chamado gluteomorfina (ou gliadomorfina) que,como os próprios nomes dizem, têm
atividade opióide.
O que é atividade opióide?
Como o próprio nome diz, atividade semelhante ao ópio e seus derivados (morfina e heroína).
Você já deve ter ouvido falar que algumas pessoas são viciadas em exercícios intensos por causa da liberação de ENDORFINAS. Pois bem,isto quer dizer que todos nós temos o nosso sistema opióide endógeno(do próprio
organismo). A razão para os animais terem um sistema opióide endógeno é muito simples:uma analgesia natural. Ela é necessária como uma questão de sobrevivência quando o animal mesmo ferido precisa continuar lutando para sobreviver ou ter forças para correr.
Nas células do nosso sistema nervoso temos os receptores dessas endorfinas (que são peptídeos naturais – fabricados pelo nosso próprio organismo) e é nesses receptores que se ligam as drogas opióides e aonde também se ligarão os peptídeos do glúten e da caseína se por acaso eles conseguirem entrar na circulação.
Os estudos sobre o papel do leite e derivados e do glúten nas desordens de comportamento e na esquizofrenia começaram na década de 60 com o Dr F.C. Dohan. Na década de 70 vários estudos clínicos confirmaram seus achados e também em autistas.
Na década de 80 os peptideos foram descobertos e descritos no líquido cérebro-espinhal e na urina de pacientes esquizofrenicos e autistas.
 Na década de 90 esses estudos continuaram e pesquisadores japoneses e ingleses encontraram peptídeos opióides na urina de 70 a 80% das pessoas com autismo. A quantidade desses componentes era tal que seria impossível serem de origem endógena,então só poderiam ser derivados da dieta.
Atualmente grandes descobertas tem sido feitas sobre o aumento da permeabilidade intestinal nas crianças autistas o que explica a passagem dos peptídeos para a circulação. Também se verificou que as pessoas autistas têm vários defeitos enzimáticos o que prejudica a degradação completa dessas proteínas.
Além de toda essa pesquisa médico-científica existe o relato de centenas de pais sobre a melhora de seus filhos com a dieta. Nos EUA e na Europa existem várias associações de pais para a implementação e suporte da dieta e ela é a primeira intervenção a ser recomendada pelo protocolo de tratamento para o autismo de várias universidades e centros de tratamento e pesquisa.( Como por exemplo a Universidade de Sunderland na Inglaterra)
É importante ressaltar que após a retirada desses peptídeos da dieta a criança poderá apresentar uma piora temporária do comportamento, agressões e estereotipias e sintomas digestivos e de pele. Isto significa uma espécie de síndrome de abstinência que é o mesmo que ocorre com os viciados em drogas. Este é um dos fatores de abandono da dieta antes de se esperar pelos efeitos benéficos e também o motivo de algumas pessoas dizerem que tentaram a dieta mas que a criança só melhorou após a suspensão dela.
A caseína é eliminada em dias mas o glúten pode demorar alguns meses para ser eliminado e se não houver persistência não vai adiantar. A restrição tem que ser total e os familiares têm que esquecer aquele ditado de que "um pouquinho só não vai fazer mal".

PROTOCOLO SUNDERLAND
O Protocolo Sunderland dos doutores Paul Shattock e Paul Whyteley é um protocolo para tratamento de autismo da Universidade de Sunderland na Inglaterra que implementa a dieta GFCF em todos os seus pacientes.
Eles recomendam a retirada da caseína primeiro (por 3 semanas) e depois ACRESCENTAR a retirada do glúten aos poucos, por um período de 3 meses até a retirada completa.
Por que?
Os efeitos da retirada do leite podem ser rápidos e bem marcados.
Eles postulam que os efeitos adversos da retirada dos 2 ao mesmo tempo pode ser minimizado se retirados em separado:
"...This another reason why we prefer to separate the removal of the two
elements,gluten and casein,during this protocol..."
(Esta foi outra razão pela qual preferimos separar a remoção dos 2 elementos,gluten e caseína,durante este protocolo)
Como a eliminação urinária dos peptídeos do glúten é mais lenta e os efeitos benéficos da dieta demoram mais para aparecer eles recomendam a retirada do glúten por 3 meses
.
PORÉM:
No mesmo texto eles relatam:"...In our trial(Whyteley 1999) there had only been 26% reduction in urinaly levels after a 5 MONTH PERIOD.
If the body is incapable of breaking these peptides...store them probably in fat tissues"
(Em nosso estudo houve redução dos níveis urinários de apenas 26% num período de 5 meses.Se o organismo é incapaz de degradar esses peptídeos, os depositarão, provavelmente, nos tecidos gordurosos).
E LOGO ADIANTE:
"...We normally expect to see changes in 3-4 weeks so we suggest that people consider removal for a period of 3 months.After this time is appropriate to review the progress.WE ARE AWARE OF A NUMBER OF CASES WHERE DRAMMATIC IMPROVEMENTS HAVE OCCURED 7-9 MONTHS AFTER IMPLEMENT THE DIET AND IN ONE CASE (REICHELT) THESE IMPROVEMENTS BECAME APPARENT AFTER TWO YEARS OF A RIGID DIETARY INTERVENTION. As previously stated, the disappearance of the peptides from gluten appear to be more gradual than with the casomorphins. Therefore,the withdrawal effects tend to be somewhat milder in severity but rather more prolonged particularly in adults.
(Normalmente nós esperamos ver as mudanças em 3-4 semanas, assim sugerimos que as pessoas considerem a remoção por um período de 3 meses.Após este tempo deve-se avaliar os progressos obtidos.NÓS SOMOS CONSCIENTES DE UM NÚMERO DE CASOS ONDE DRAMÁTICAS MELHORAS OCORRERAM APÓS 7-9 MESES DE IMPLEMENTAÇÃO DA DIETA E EM UM CASO (REICHELT) ESSAS MELHORAS SE TORNARAM APARENTES APÓS 2 ANOS DE RÍGIDA INTERVENÇÃO DIETÉTICA.Como declarado
anteriormente,o desaparecimento dos peptídeos do glúten parece ser mais gradual do que os peptídeos do leite(casomorfinas). Por isso,os efeitos colaterais da retirada tendem à ser mais brandos em suavidade porém mais prolongados particularmente nos adultos.)

THE NORWEGIAN STUDIES HAVE BEEN GOING ON FOR THE LONGEST PERIOD OF
TIME (KVINISBERG1995)AND THEY HAVE ALWAYS PROPOSED REMOVAL OF GLUTEN AS WELL
OF CASEIN.Interestingly,they observed a phenomenon we have also noted in subjects who have used this approach where the casein and gluten are removal simultaneously.there is an initial rapid withdrawal period and improvement.THIS TENDS TO BE FOLLOWED BY A PERIOD WHERE NOT MUCH HAPPENS AT
ALL AND PARENTS OFTEN BEGIN TO WONDER IF THEIR INITIAL IMPROVEMENT OBSERVATIONS WERE A RESULT OF SELF-DELUSION.AFTER A FURTER PERIOD OF TIME,OTHER IMPROVEMENTS APPEAR,SOMETIMES AFTER A SECOND SET OF WITHDRAWAL SIMPTOMS."
(Vejam que os efeitos colaterais da retirada ou o período de latência podem fazer com que os pais achem que a dieta não funciona)
(OS ESTUDOS NORUEGUESES JÁ TÊM SIDO FEITOS HÁ BASTANTE TEMPO
(KVINISBERG1995) E ELES SEMPRE PROPUSERAM A REMOÇÃO DO GLÚTEN COMO DA CASEÍNA.Curiosamente eles ,como nós,também observaram um fenômeno em pessoas que removeram o glúten e a caseína simultaneamente. Há um período inicial rápido de efeitos colaterais e depois melhora.ESTE PERÍODO TENDE A SER SEGUIDO POR UM OUTRO ONDE NÃO ACONTECE MUITA COISA E OS PAIS FREQUENTEMENTE COMEÇAM A SE PERGUNTAR SE AS SUAS OBSERVAÇÕES INICIAIS DE MELHORA NÃO FORAM RESULTADO DE UMA ILUSÃO.DEPOIS DE UM CERTO TEMPO OUTRAS MELHORAS
APARECEM,ALGUMAS VEZES DEPOIS DE UM SEGUNDO TEMPO DE EFEITOS DE ABSTINÊNCIA)

Em outro documento eles dizem:"We are aware of a number of instances where parents have see significant improvements only after a much longer period of time sometimes SIX MONTHS OR EVEN A YEAR".
(Nós temos consciência de um número de instâncias onde os pais observaram significantes progressos apenas após um período de tempo muito maior,algumas vezes SEIS MESES E ATÉ UM ANO.)
Dr Karl Reichelt,diretor do Departamento de pesquisa em Pediatria e professor do Hospital Nacional Rikshospitalet em Oslo,na Noruega e que pesquisa autismo com trabalhos publicados desde 1981 diz:"In GENERAL WE RECOMMEND A DIET FREE OF GLUTEN AND CASEIN FOR AUTISTIC PATIENTS.The reason for this is a opioid peptides from gliadin are almost of the same structure as casomorphins from casein.We also recommend addition of multivitamin with trace minerals and magnesium,cod liver oil and calcium.We usually remove casein and gluten both.Opioids from these proteins are very similar....EFFECTS OF DIET IF USEFUL TENDS TO BE CUMULATIVE.MUST BE TRIED FOR 1 YEAR."(GERALMENTE NÓS RECOMENDAMOS UMA DIETA LIVRE DE GLÚTEN E DE CASEÍNA PARA
PACIENTES AUTISTAS.A razão é que os peptídeos opioides da gliadina têm a mesma estrutura que as casomorfinas da caseína.Nós também recomendamos a adição de multivitaminas,minerais essenciais e magnésio,óleo de fígado de bacalhau e cálcio.Nós costumamos remover ambos, o glúten e a caseína.Os
opióides destas proteínas são muito similares...OS EFEITOS DA DIETA TENDEM À SER CUMULATIVOS.DEVE SER TENTADA POR UM ANO.)

Dr Robert Cade,professor de medicina e fisiologia da Universidade da Flórida e que também tem vários trabalhos publicados refere:
.95% dos pacientes com esquizofrenia e autismo têm significante polipeptidúria(presença dos peptídeos opioides na urina)
.O nível dos peptídeos diminuem por diálise ou por uma RÍGIDA ADERÊNCIA À UMA DIETA SEM GLÚTEN E SEM CASEÍNA"
Ele fez um acompanhamento da dieta por UM ANO em 70 pacientes e demonstrou uma importante melhora de todos os sintomas de autismo.
Dr Andrew Wakefield dir. do Centro de Gastroenterologia da Royal Free University de Londres recomendou em um artigo recente:"...modification of diet and entero-colonic microbial milieu in order
to reduces toxins substances...focusing,for exemple,on the pharmacology of local OPIOID ACTIVITY IN THE GUT".
(...MODIFICAÇÃO DA DIETA E DA FLORA MICROBIANA INTESTINAL COM OBJETIVO DE
REDUZIR AS SUBSTÂNCIAS POTENCIALMENTE TÓXICAS...OBJETIVANDO,POR EXEMPLO,A
ATIVIDADE FARMACOLÓGICA DOS OPIÓIDES NO INTESTINO)
FATORES QUE DEVEM SER COMPREENDIDOS:
Muitos autistas têm condições patológicas subjacentes ao autismo como hipóxia ao nascer, paralisia cerebral,X-frágil,erros inatos do metabolismo como Fenilcetonúria e outros.
Não se deve confundir alergia alimentar com intolerância alimentar e ação dos peptídeos opióides da caseina e do glúten.Alergia à leite de vaca e intolerância a leite de vaca são condições distintas em medicina e apesar de
muitas crianças autistas poderem apresentar múltiplas alergias isto nada tem a ver com o fator da atividade opioide dos peptídeos. O processo é mais DE NATUREZA TOXICOLÓGICA DO QUE ALÉRGICA.
 
Desenvolvido por MeteoraDesign.Blogspot.com | Contato