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16 de setembro de 2010

O que é autismo?

Em 1943 o Autismo foi conceituado pela primeira vez pelo Psiquiatra Leo Kanner que iniciou um estudo com onze crianças consideradas “diferentes”. Logo depois, o psicólogo Bruno Bettlelhein criou a Teoria “Mãe Geladeira”, que dizia que os pacientes estavam com transtorno psiquiátrico por terem sido rejeitados pela mãe.
Esse tratamento foi adotado como convencional para os portadores da síndrome e o paciente passava por “sessões terapêuticas” onde devia bater numa árvore de pedra que representava a figura da mãe e assim extravasar todas as suas frustrações.
Em 1964, em meio a esse mar de escuridão, surge o Dr. Rimland colocando por terra essa teoria, trazendo o conceito de que o autismo é um distúrbio geneticamente detectado, com transtorno de desenvolvimento (social e linguagem). 
            Autismo é uma complexa desordem neurológica e biológica que geralmente afetam crianças entre dezoito meses e cinco anos de idade. O autismo afeta cada pessoa de forma diferente e em diferentes graus. Algumas pessoas com autismo são afetadas severamente, não podem falar, necessitam de ajuda constante, e não poderão viver independentemente. Enquanto outros têm sintomas não tão severos, podem comunicar-se e eventualmente adquirem as habilidades necessárias para viverem independentemente.
Os sintomas do autismo são: Aparente insensibilidade a dor; Resiste a métodos normais de ensino; Ausência de medo de perigos reais; Risos e gargalhadas inadequadas; Forma de brincar estranha e intermitente; Apego inadequado a objetos; Não se aninha, rejeita carinho; Não mantêm contato visual, não olha nos olhos de outras pessoas; Gira objetos de maneira bizarra e peculiar; Dificuldade em se misturar com outras crianças; Resiste a mudanças de rotina; Hiperatividade física marcante e extrema; Ecolálico repete palavras sem sentido aparente; Habilidades motoras fina/grossa desniveladas; Conduta distante e retraída; Indica suas necessidades através dos gestos; Crises de choro e extrema angústia por razões não discerníveis; Age como se fosse surdo.
O grande caso de autismo na Califórnia originou uma pesquisa e coleta de dados, a partir de 2002, que constatou a epidemia. Muitas pesquisas se sucederam e hoje, nos Estados Unidos, para cada 150 crianças, uma é autista. Várias pesquisas já comprovam que o Autista apresenta transtornos de ordem neurilóinflamatória, gastrointestinal, imunológica e toxológica, contrariando tudo o que até então se falava sobre o assunto e dando uma nova perspectiva para o tratamento e pesquisa, imprimindo um novo conceito de autismo não como deficiência, mas sim, enfermidade.
Desde então, a comunidade médica e terapêutica de um modo geral vem se omitindo em fechar diagnóstico de autismo, sugerindo aos pais a observação da evolução de cada caso, o que resulta em tempo perdido para o tratamento.

      AUTISMO TEM CURA?
 “Crianças autistas com idade acima de sete anos não podem ser ajudadas; Crianças com autismo sempre apresentam retardo mental e não podem aprender muito; Não existe tratamento para autismo; Autismo é sempre condição para o resto da vida; Autismo é causado pela forma com que as crianças são criadas” Estas são algumas crenças que foram desenvolvidas ao longo do tempo sobre autismo. Felizmente após estudos científicos realizados por cientistas nos Estados Unidos e outros países, todas estas crenças já caíram por terra, e hoje os estudos científicos estão comprovando que o autismo tem tratamento que pode levar a pessoa a uma grande melhora ou até mesmo a cura.
O autismo pode ser transformado profundamente através de tratamentos biomédicos, dietas alimentares e terapias comportamentais e cognitivas.                    

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