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27 de janeiro de 2011

Diagnóstico Precoce

Cientistas descobriram teste para detectar a doença em crianças a partir dos seis meses de vida.
Uma em cada cem pessoas no mundo sofre autismo, o que significa que no Reino Unido há mais de 500 mil pessoas com a doença, que se manifesta com transtornos que vão desde leves problemas para interagir socialmente até graves dificuldades de comportamento, como mudez.
O diagnóstico do autismo sempre foi difícil, e a doença costuma permanecer irreconhecível até estados avançados, quando já é muito tarde para ser tratado, mas os pesquisadores do Imperial College de Londres descobriram uma forma de detectar a doença em crianças a partir dos seis meses de vida.
O autor do estudo, Jeremy Nicholson, explicou que as crianças autistas têm uma bactéria nos intestinos que pode ser detectada através de exame de urina, antes que apareçam os primeiros sintomas da doença. O teste custaria em torno de R$13 reais.
Esta descoberta torna possível uma intervenção precoce centrada na conduta social do paciente que poderia reduzir os danos psicológicos permanentes.
Atualmente, o grau de autismo é avaliado a partir de testes que exploram a integração social, a capacidade de comunicação e as aptidões imaginativas do paciente.
A equipe científica que realizou a pesquisa considera que a relação entre a bactéria intestinal e as dificuldades na aprendizagem pode abrir o caminho para tratamentos probióticos contra o autismo.
Os pesquisadores submeteram crianças de idades entre três e nove anos - 39 com autismo, 28 sem autismo, mas com um irmão que tinha, e 34 sem autismo e sem irmãos autistas - a ressonâncias magnéticas, endoscopias e análise químicas.
O estudo revelou que as crianças não autistas, mas com irmãos que tinham a doença, apresentavam uma análise química diferente dos que não tinham irmãos autistas, e a das crianças com autismo era diferente das dos outros dois grupos.
Fonte: Estadão

24 de janeiro de 2011

Férias com muito amor!!!

Estamos passando as férias no Paraná na casa dos meus pais.
Apesar da saudade do pai que não pode vir, Lucas está radiante, também com tanto chamego dos avós só podia, né? O vovô Lázaro e a vovó Arlete não o deixam em paz. Brincam, conversam e dão muito amor. Ele adooora ser mimado, então fica o tempo todo procurando os dois.
Achei incrível o quanto ele está interagindo. Todos os dias eu e meu pai ficamos na frente da casa revezando entre as brincadeiras de pega pega, roda, pulos, cavalinho e muito música com dança. O Lucas gosta tanto que já repetiu várias palavras que ele nunca havia falando e está cantando uma música que eu e meu pai cantamos para ele, logo que terminamos ele repete o refrão que é apenas uma palavra com o mesmo rítimo. Me chamou "mãe" duas vezes olhando nos meus olhos. Isto é maravilhoso!!!
O estímulo terapêutico é muito importante, porém o estimulo em casa, da família e feito com muito amor e aceitação é 10 X mais eficaz.
Quem não gosta de se sentir amado?
A união da família é essencial no tratamento. Achei muito legal meu pai me pedindo explicações sobre o autismo e me puxando para a internet para que eu o oriente onde se informar mais. Minha mãe preocupadíssima com a dieta e o tratamento biomédico, me pedindo orientação de como fazer a comida. Isso realmente é maravilhoso!!! Unindo as força, tudo fica muito mais fácil.
Vamos sentir muita saudades!!!
Obrigada vovó e vovô coruja!!!
Amamos vocês!!!








Equoterapia e autismo

Equoterapia: o que é, como surgiu e seus usos


A Equoterapia, conhecida e desenvolvida no exterior, vem sendo aos poucos, desenvolvida como método terapêutico e educacional no Brasil. De forma sintética a equoterapia seria um método que alcança resultados terapêuticos através do uso do cavalo ( tanto pelo animal em si como pela montaria e cavalgar neste).

Historicamente há registros de que Hipócrates (377 A. C.), o chamado pai da medicina, defendia a equitação como meio de reabilitação da saúde em geral. Posteriormente este tratamento tornou-se importante na recuperação física e psicológica de mutilados da 2ª Guerra Mundial. Em 1952, a dinamarquesa Liz Hartel conquistou a medalha de prata em adestramento nas Olimpíadas de Helsinki, superando as seqüelas da poliomielite que contraíra quando criança. A partir daí, surgiram os primeiros centros de equoterapia na Europa e Estados Unidos.

Equo terapia ( Equo: do latim aequus, relativo à Equus, ‘cavalo’/ Terapia: relativo à terapêutica, que é a parte da medicina que estuda e põe em prática os meios adequados para aliviar ou curar os doentes) é um método terapêutico e educacional que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar, nas áreas de saúde, educação e equitação, buscando o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas portadoras de deficiência e/ou com necessidades especiais. Ela emprega o cavalo como agente promotor de ganhos físicos, psicológicos e educacionais (ANDE-Brasil,2005).

Segue uma relação das dificuldades, deficiências e doenças que podem ser auxiliadas por meio do uso da equoterapia segundo UZUN (2005): paralisia cerebral, acidente vascular encefálico; atraso no desenvolvimento neuropsicomotor; síndrome de down e outras síndromes; traumatismo crânio-encefálico; lesão medular; esclerose múltipla; disfunção na integração sensorial; dificuldades da aprendizagem ou linguagem; distúrbios do comportamento; hiperatividade; autismo; traumas; depressão; stress, etc.

Complementarmente a esses dados ALÍPIO (2005) aponta que comprometimentos sociais e emocionais, tais como: autismo, esquizofrenia, psicose; deficiência visual, deficiência auditiva, problemas escolares (distúrbio de atenção, percepção, linguagem, hiperatividade) e pessoas saudáveis, sem nenhuma deficiência física ou psicológica, podem ser auxiliados e ter ganhos fisico-emocionais pela equoterapia.

Recorrendo novamente à autora UZUN (2005) a equoterapia traria os seguintes benefícios: adequação do tônus muscular; da coordenação motora; do controle de cabeça e tronco; adequação do equilíbrio; facilitação no processo de aprendizagem escolar; estimula a atenção e concentração; socialização; auto-confiança; trabalha com a ativação dos sistemas cárdio-respiratório e músculo-esquelético e atua no alívio do stress.

O cavalo é o instrumento terapêutico, utilizado com base nos benefícios de seu movimento natural "ao passo", movimento este resultante de reações tridimensionais. É ainda, um agente educativo e facilitador da integração física-psíquica e social do paciente.

De acordo com GUIMARÃES (1993), a marcha do cavalo possui três andaduras naturais: ao passo, o trote e o galope. O trote e o galope são andaduras saltadas, com movimentos mais rápidos e bruscos e exigem do cavaleiro mais força e coordenação. Ao passo se caracteriza por uma andadura ritmada, cadenciada e em quatro tempos, ou seja, ouvem-se quatro batidas distintas e compassadas. Durante o passo, o cavalo transmite ao cavaleiro uma série de movimentos seqüenciais e simultâneos que resultam em deslocamento tridimensional do centro de gravidade:
No plano transversal, durante o movimento de flexão da coluna do cavalo, o cavaleiro é impulsionado para cima e, quando ocorre a extensão retorna à posição inicial.
No plano frontal, o movimento e produzido pelas ondulações horizontais da coluna do cavalo, que se estendem da nuca à cauda.
No plano sagital, é produzido um movimento para frente e para trás, composto por perdas e retomadas de equilíbrio

Comparando os movimentos humanos executados em seu deslocamento (ao passo), podemos perceber que este é idêntico ao executado pelo cavalo, quando este também se desloca ao passo. É este movimento que gera os impulsos que acionam o sistema nervoso para produzir as respostas que vão dar continuidade ao movimento e permitir o deslocamento (a chamada ação neurofisiológica).

Um atendimento em equoterapia é planejado em função das necessidade e potencialidades do paciente, onde se incluem o estabelecimento dos objetivos a serem atingidos e conseqüente ênfase na área a ser desenvolvida. Os trabalhos equoterápicos podem ser agrupados nos seguintes estágios distintos:
hipoterapia (paciente vai montado juntamente com o fisioterapeuta ou outro profissional – a ênfase será para a postura do paciente sobre o cavalo e exercícios físicos específicos)
educação /reeducação (paciente monta sozinho com dois profissionais nas laterais auxiliando-o quanto ao equilíbrio – são realizados principalmente exercícios físicos e de fonação, fala, aprendizagem)
pré-esportivo ( paciente monta sozinho e conduz o cavalo, sendo acompanhado de perto pelos profissionais – neste estágio a ênfase maior é para a educação, disciplina e socialização do paciente).

Estes estágios não são uma regra e ordem fixa. São aplicados de acordo com o quadro clínico tratado e as estratégias terapêuticas demandadas pelo mesmo. Por exemplo: no caso de uma criança sem um quadro de deficiência física, mas com grande agitação psicomotora, desatenção, e vontade de cavalgar o estágio hipoterapia não será utilizado, mas sim os estágios de educação /reeducação e talvez até o pré-esportivo – a independência alcançada pela montaria solo é muito mais produtiva e estimulante neste caso.

As principais conquistas da equoterapia são o desenvolvimento da auto-confiança, segurança, disciplina, concentração e bem-estar. A prática eqüestre favorece ainda uma sadia sociabilidade, uma vez que integra o praticante, o cavalo, e os profissionais envolvidos.

Atualmente tem-se no Brasil a Associação Nacional de Equoterapia (ANDE-Brasil - http://www.equoterapia.org.br/equoterapia.html), sediada no distrito federal, que por meio de cursos e palestras informa e instrumentaliza profissionais a atuar com a equoterapia. A ANDE indica como fundamentais para o tratamento da equoterapia os seguintes profissionais: fisioterapeuta, psicólogo e Instrutor de montaria. Mas esta abordagem terapêutica é ministrada geralmente por uma equipe interdisciplinar, ou seja, profissionais de diversas áreas da ciência trabalhando em conjunto (interagindo) pelo bem-estar, restabelecimento e melhoria do quadro clínico do paciente. Comumente encontramos também presentes na equipe de equoterapia: Médico, Fisioterapeuta, Psicólogo, Fonoaudiólogo, Instrutor de montaria, entre muitos outros.


A equoterapia e a criança


Atuando como psicólogo em clínicas psiquiátricas com crianças de diversos diagnósticos clínicos (autismo, psicose, depressão, hipeatividade, entre outros) pude perceber que a atração pelo animal está naturalmente presente (refiro-me a todo tipo de animal, desde cachorro à tartarugas, coelhos, pássaros, cavalos, etc.). Por vezes apresentam uma inaugural insegurança, mas se livram dela rapidamente à medida que o adulto ou outra criança em quem tem certa confiança lhe incentive a aproximar-se e tocar o animal.

Em casos nos quais a criança é muito insegura, retraída, desconfiada ou mesmo desinteressada, o trabalho terapêutico por meio do animal torna-se uma importante ferramenta clínica. Um “quebra-gelo” fundamental para aproximar o profissional da criança e possibilitar as intervenções terapêuticas (sejam psicológicas, fonoaudiológicas, fisioterapêuticas, etc).

Por intermédio do contato com animal começam muitas vezes a falar, contar histórias, sorrir, brincar. O animal abre a possibilidade de trabalho com a criança pois torna-se logo um atrativo e diferencial no tratamento que está sendo proposto. Por vezes é pelo contato com animal que a criança fica mais descontraída para conversar e mais receptiva com as orientações ou questionamentos feitos pelo profissional que a está acompanhando. Tal fato pode ser averiguado nas crianças que são atendidas pela equoterapia.

O cavalo funciona como ponto de sedução em relação à criança (e mesmo ao adulto) pela imponência e poder transmitida pelo mesmo. É um animal com porte magnífico e, conquistar sua confiança, domá-lo, cavalgá-lo, direcioná-lo é uma experiência prazerosa e até mesmo transformadora para algumas pessoas.

Pela atuação física e psíquica que a equoterapia alcança, na ativação e estimulação de diversas funções do corpo humano tais como a respiração, a fala, a atenção, a memória, a cognição, a concentração, a auto-imagem, a auto confiança, entre outros. A criança sente-se estimulada a seguir em frente e participar ativamente do tratamento. Por vezes ela mesma estabelece desafios a serem pouco a pouco superados.

Ao cavalgar a criança precisa coordenar seus movimentos aos do cavalo e se concentrar, prestar atenção no cavalo e no meio que a cerca. O cavalgar cria a todo momento uma instabilidade de movimento, permitindo que o paciente seja encorajado a desenvolver novas maneiras de coordenar uma resposta postural, fundamental no processo de aprendizagem, na realização de atividades funcionais.

Por sua ação neurofisiológica (pela andadura do cavalo) e desafios psíquicos (enfrentamento, concentração, coordenação, linguagem, etc) a equoterapia obtém respostas positivas com crianças “agitadas”, “desatentas”, “hiperativas” – desde que haja interesse pela prática no paciente, claro.

O Dr. Daniel Amem (2000) faz um comentário em seu livro sobre a importância do ambiente externo no tratamento de crianças ou adultos que tenham o déficit de atenção e hiperatividade: “Quando o chefe as estimula a fazer melhor de modo positivo, elas se tornam mais produtivas. Quando se é pai, professor ou supervisor de alguém com TDHA, funciona muito mais usar elogio e estímulo do que pressão. Pessoas com TDHA saem-se melhor em ambientes que sejam altamente interessantes ou estimulantes e relativamente tranqüilos”. Raramente a criança não sente-se atraída ou encantada pelo cavalo e pela possibilidade de nele montar.

Desta maneira tem-se no cavalo, um instrumento facilitador e potencializador para o tratamento de diversas dificuldades, distúrbios, patologias orgânicas e psíquicas. É muito funcional no caso de crianças “agitadas” por todo seu contexto e atuação neurofisiológica. A criança precisa se concentrar, equilibrar e acalmar para poder alcançar seu objetivo, que é domar o cavalo. Buscará com a equipe dicas e macetes para alcançar seu objetivo e desejo e por esta porta aberta pela mesma, os profissionais planejarão estratégias e manejos terapêuticos para melhor desenvolver esta criança.

A guisa de uma conclusão, sabemos que a equoterapia é uma prática complementar que alcança bons resultados dependendo do caso no qual é aplicado, ainda assim, por ser uma prática relativamente recente no Brasil (apenas em 1997 a Sociedade Brasileira de Medicina Física e Reabilitacional e o Conselho Federal de Medicina reconheceram a Equoterapia como método terapêutico) necessita ser melhor fundamentada e explorada em suas aplicações e desenvolvimentos. As pesquisas nesta aréa são fundamentais para enriquecer e fundamentar a prática. Talvez com o avanço progressivo das neurociências possamos verificar e comprovar cientificamente os benefícios alcançados pela mesma e como estes operam a curto, medio e longo prazo.



Referência Bibliográfica:


AMEM, D. G. – Transforme seu cérebro, transforme sua vida. Ed. Mercúrio, 2000

ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE EQUOTERAPIA (ANDE-Brasil) – extraído da home-page:
http://www.equoterapia.org.br, agosto, 2005.

ALÍPIO,T.S. – Equoterapia-método terapêutico complementar. Revista família Guanelliana,
Ano 18, N º 47, Rio Grande do Sul, Fev.Mai. 2005

GUIMARÃES, F. L. – Hippoterapia: conceito e indicações. Temas sobre Desenvolvimento,
Edições Científicas Memnon, v.3, n.14, São Paulo, 1993

UZUN, A.L. – Equoterapia: aplicação em distúrbios do equilíbrio. Ed. Vetor, 2005

Links pesquisados:

http://www.bvs-psi.org.br/psilivros/us_busca.asp
http://www.mentalhelp.com/hiperatividade_infantil.htm
http://www.reneschubert.hpg.com.br

Sobre este artigo: Foi apresentado para o V Encontro da ABEP (Associação Brasileira de Ensino de Psicologia) no dia 8 de setembro de 2005 na PUC-SP.
O artigo completo foi publicado em Dezembro 2005 na Revista Equoterapia - ANDE, Brasilia, sob o titulo: "A Equoterapia como alternativa terapêutica para crianças agitadas"

Natação e autismo

Publicado em 18 de fevereiro de 2009   |   Fonte: Fernanda Gonçalves

Natação para autistas

O autismo é um transtorno global do desenvolvimento de acordo com o CID-10 que é o Código Internacional de Doenças. Manifesta-se antes dos três anos. Segundo a Associação Americana de Autismo (ASA-American Society for Autism) a cada mil nascimentos ocorrem dois casos.
A pessoa autista apresenta dificuldades em interação social, na comunicação e atenção restrita, assim como, movimentos repetitivos. O trabalho com a criança autista não é fácil, pode-se dizer que é um desafio, porém não é impossível de ser realizado e os resultados são perceptíveis e fantásticos de se acompanhar. Desde crianças, assim como as outras, necessitam e devem ter estimuladas as percepções, o desenvolvimento motor, o cognitivo já que podem apresentar deficiência mental associada, assim como o contrário é verdade. Existem casos de autistas superdotados.
A natação é uma das atividades físicas que desenvolve um trabalho corporal completo. Sendo assim, oferece possibilidades de estímulos e desenvolvimento necessários à pessoa autista. Através de músicas, brinquedos e demais objetos utilizados em aula, claro que cada um no tempo e exercício certo, fica mais fácil para conseguir sua atenção e executar um trabalho excelente com ele, visto que, uma das dificuldades do autista é a organização espaço temporal.
Para exemplificar, como as aulas de natação influenciam na percepção espaço tempo do autista, em seu primeiro dia de atividade o professor mostra ao aluno o local onde os dois irão nadar. Ensina a ele por onde e como entrar e/ou sair, utiliza os objetos para o desenvolvimento de cada exercício e incentiva-o a guardar cada um em seu local. Esta é uma forma de organização que começa dar um norte ao aluno. Uma vez gravadas estas informações o professor precisa tomar cuidado com mudanças futuras.
Então, não devemos encarar a natação como simplesmente técnicas de nado, pois ela engloba muito mais do que isto. Há a preocupação da adaptação ao meio líquido, o desenvolvimento motor de maneira lúdica, o nado de sobrevivência, sem falar da fonte de conhecimento corporal que esta atividade física é. A criança irá aprender a se deslocar pela piscina e terá certa independência na água refletindo assim no seu dia-a-dia. O trabalho todo feito com o autista precisa ter o objetivo de desenvolver o máximo a independência da criança com este transtorno global.
É preciso salientar a importância do trabalho olho no olho com o autista, pois ele apresenta déficit de atenção e se o professor não se fizer ser entendido, seu esforço de nada adiantará. Uma vez conseguido com que o aluno perceba você, ele provavelmente executará todas as atividades proposta. Este é um momento de grande conquista e avanço para ele. Professores e família, esta mais ainda precisa vibrar, participar e entender que qualquer movimento que ele consiga fazer, por mais simples que seja já é um grande passo e todos devem partilhar disto. O simples ato de mergulhar o nariz já é uma grande realização para esta criança. Feito este merecedor de aplausos e incentivos. Incentivo! Esta é uma das maneiras de se reforçar o quão seu aluno está indo bem e conseguir atingi-lo cada vez mais. Ao contrário do que muitos em nossa sociedade pensam, o autista tem sentimentos sim, mas encontra uma grande dificuldade em expressa-los. E assim como toda criança, gosta de ser elogiado e percebe quando fez algo certo ou “decepcionante”.
A natação, além de todos os benefícios motores e cognitivos trabalha também o lado social da criança. O autista não consegue abordar as pessoas com a mesma naturalidade que nós. Nesta atividade como se faz em um meio que a princípio o aluno não conhece, ele é obrigado a estabelecer uma relação de confiança com o professor. (Claro que o professor terá que se esforçar para conseguir esta relação). Sem contar que estará cercado de outras pessoas também praticantes ao mesmo tempo em que ele e muitas vezes estes “coleguinhas” irá abordá-lo em aula, sem muito sucesso inicialmente, mas alcançando algum resultado futuro.
Outra função da natação é a de atividade relaxante. O autista pode apresentar crises de auto agressão ou agressão aos outros. Mas isto acontece somente se for irritado ou ocorrer mudanças bruscas em sua rotina. Nas aulas de natação este aluno terá oportunidade de aliviar suas tensões, pois por si só a água já é prazerosa, com as práticas realizadas de forma lúdica e contínua o resultado é melhor ainda. Situações de relaxamento que podem ocorrer em aula: tocar, deitar, deslizar, mergulhar, jogar água para cima, brincar de bater na água para fazer com que espirre por todo o lado.
Enfim, é uma prática esportiva que trás inúmeros benefícios a clientela autista, porém ainda não é de conhecimento de todos. E não podemos deixar que estas pessoas sejam privadas de algo tão prazeroso e importante a elas. Pois isto ocorre somente por nossa sociedade ainda não ter conhecimento destas informações tão necessárias até mesmo para evitar a segregação ou a super – proteção destas pessoas que em ambos os casos prejudicam o desenvolvimento global delas.
(*) Fernanda Gonçalves de Sousa é professora da academia Aquário Natação e Unic. Formada em Educação Física e especialista em educação especial e inclusão.

19 de janeiro de 2011

Agenda 2011 - Endereços do tratamento

Este ano será muito corrido. Estamos com a agenda cheia...rsrsrsrs Além da escolinha que o Lucas começará no período da tarde, ainda terá equoterapia, musicoterapia, terapia ABA, natação, capoeira e tratamento biomédico.
Recebi algumas mensagens pedindo os endereços e telefones dos locais em que o Lucas é atendido no momento. Estou postando todos abaixo:

Musicoterapia: ABBR Tel: 3528-6363 (por sessão 30,00. Porém se tiver encaminhamento de um médico do SUS para a terapia, o valor é reduzido e fica muito mais em conta. Vou passar por um médico com o Lucas para tentar mais barato.)

ABA Terapia: Beatriz Cunha Tel: 2539-2361

Equoterapia e Capoeira: Joquei com Beatriz Tel: 3905-8933

Natação: Acqua Mania Rua Barata Ribeiro com Republica do Peru Copacabana (Com prof. Antonio)

Escola Rana Cosac: Escola Regular até o término do ensino fundamental Tel: 2295-2895

Tratamento Biomédico: Médica Dra Georgia Telefones: Centro (atendimento popular, apenas R$ 30,00 a consulta) 2252-8792 / Barra: 2432-8333 / Realengo: 3332-4185.







10 de janeiro de 2011

Feliz Aniversário!!!

Que Festa legal!!! Vários amigos e família. Comemoramos com muita paz e amor e é claro né, muita comida...rsrsrs Detalhe: Comidinhas livre de gluten e caseína...rsrsrsr
Foi muito bom!!! Que Deus abençoe esse menino e que seus 3 anos sejam repleto de felicidades!!!







5 de janeiro de 2011

Lucas - 3 aninhos

Neste dia 10 de janeiro o Lucas estará completando seus 3 aninhos. Ele está crescendo, quase um mocinho...rsrsrs.
Me lembro com saudades dele dentro da minha barriga, mexendo a noite toda não me deixando dormir... De quando ele era um nenenzinho... tão pequenininho e guloso. Saudades mesmo!!! Daqui um tempo eu terei saudades deste tempo de agora e assim sucessivamente... Filhos, um presente maravilhoso de Deus!!! Não canso de agradecer, Obrigada meu Deus!!!
Vou colocar algumas fotinhas para matar a saudade...

Lucas logo que nasceu. Ficou no hospital alguns dias para ficar mais fortinho. E como ficou fortinho...rsrsrsr.  Um anjinho!!!


Lucas com 8 meses. Apaixonado pelo Mengo!!!

 


Fofo!!! Com 10 meses.


Feliz da vida com seus 3 meses.


Lindo demais!!!


Ponta Grossa. Saudades...

 








Lucas com a Bisavó Paulina. Lindos!!! Saudades!!!




1º Aninho



3 de janeiro de 2011

Feliz 2011!!!

Começamos o ano novo cheios de esperenças e objetivos. Isto é muito bom, pois nos faz pensar de que aquele último ano já foi, já passou e este será muito melhor, nos estimula a criar novas esperanças e "arregaçar as mangas" com mais determinação.
O ano de 2010 foi muito marcante para mim. Foi um ano onde percebi a força que eu possuo para enfrentar dificuldades. O ano em que por algum tempo o mundo caiu em minha cabeça com a notícia de algo tão novo e tão assustador. 
A palavra "Autismo" sempre me colocou medo desde que eu ainda nem pensava em ter filho.  Sem muitas informações eu via os sintomas como uma condenação, acredito que muitas pessoas ainda tem esta mesma visão. Não me critico e muito menos critico os outros, pois apesar do autismo estar sendo mais falado pelo fato de estarem descobrindo mais casos, ainda é pouco explorado.
Bem... Vamos falar de 2011. Eu e Lucas temos muitos objetivos neste novo ano. Lucas está doidinho para começar a falar, pular, brincar com os amiguinhos, estudar e dar muito amor. Eu tenho muitos objetivos também, porém o principal é estar sempre segurando a sua mão, com muito amor, comemorando cada vitória e doando o meu ombro em cada dificultadade.
Deus está nos guiando sempre para o melhor caminho e tenho absoluta certeza de que este caminho foi bem planejado por Ele. "Se Deus é por nós, quem será contra nós?" Este texto da bíblia me faz acreditar que quando pensamos coisas boas e fazemos sempre o nosso melhor para o bem de todos, não temos porque nos preocupar. Deus sabe de tudo e nos recompensará na hora certa.
Obrigada meu Deus, paizinho querido que está nos céus!!! Nos guia neste ano novo. Confio em ti e entrego em tuas mãos a minha vida e de minha família. Nos ilumina e nos dê sabedoria para que possamos sempre te dar Glória!!! Em nome do seu filho amado, Jesus Cristo. Amém!!!

Feliz 2011!!!
 
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