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30 de dezembro de 2012

Férias - Passeio no Shopping

Fizemos um passeio muito agradável no Shopping Rio Sul esta semana. Há um ano atrás nós não conseguíamos passear no Shopping com o Lucas, pois ele ficava muito vidrado com as imagens digitais das lojas ou das decorações do Shopping, com as escadas rolantes... Era uma batalha quando tentávamos, pois ele se irritava com tudo, chorava e esperneava até saírmos do Shopping. Agora ele simplesmente está amando bater perna, olhar o movimento e as decorações... Ainda se fixa em algumas coisas, mas não se irrita quando eu digo que temos que continuar o passeio... Ele só não quer entrar nas lojas, é muito engraçado, pois tive que entrar em uma para trocar um presente e ele me olhava e falava (na lingua dele) choramingando, como se quisesse me dizer que queria continuar andando... Mas até que ficou bem, pois toda hora eu explicava que ia ser muito rápido e que continuaríamos o passeio. E é claro que ele também fica esperando uma passadinha no MC Donald para finalizar o passeio. Tirei algumas fotos da decoração de Natal que estava linda. A decoração tinha vários animais como urso, girafa, leão e etc. Ele amou o leão, acariciou e deu até beijo. Muito lindooo!!! Por isso insisto em dizer, nunca desistam deles, pois a cada momento eles nos surpreendem. Acreditem sempre!!!

28 de dezembro de 2012

PLS 168/11 - AGORA É LEI!

OS AUTISTAS TEM UMA LEI FEDERAL DE PROTEÇÃO AOS SEUS DIREITOS A CIDADANIA, RESGATANDO-LHES O DIREITO A TRATAMENTO DIGNO E O CONVÍVIO FAMILIAR!!! MUDAMOS A HISTÓRIA DE DOR E SOFRIMENTO DE PESSOAS COM AUTISMO NO BRASIL. BRASÍLIA - DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO 28dez2012 LEI 12.764, DE 27 DE DEZEMBRO DE 2012 Institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista; e altera o § 3o do art. 98 da Lei 8.112, de 11 de dezembro de 1990. A P R E S I D E N T A D A R E P Ú B L I C A Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1o Esta Lei institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista e estabelece diretrizes para sua consecução. § 1o Para os efeitos desta Lei, é considerada pessoa com transtorno do espectro autista aquela portadora de síndrome clínica caracterizada na forma dos seguintes incisos I ou II: I - deficiência persistente e clinicamente significativa da comunicação e da interação sociais, manifestada por deficiência marcada de comunicação verbal e não verbal usada para interação social; ausência de reciprocidade social; falência em desenvolver e manter relações apropriadas ao seu nível de desenvolvimento; II - padrões restritivos e repetitivos de comportamentos, interesses e atividades, manifestados por comportamentos motores ou verbais estereotipados ou por comportamentos sensoriais incomuns; excessiva aderência a rotinas e padrões de comportamento ritualizados; interesses restritos e fixos. § 2o A pessoa com transtorno do espectro autista é considerada pessoa com deficiência, para todos os efeitos legais. Art. 2o São diretrizes da Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista: I - a intersetorialidade no desenvolvimento das ações e das políticas e no atendimento à pessoa com transtorno do espectro autista; II - a participação da comunidade na formulação de políticas públicas voltadas para as pessoas com transtorno do espectro autista e o controle social da sua implantação, acompanhamento e avaliação; III - a atenção integral às necessidades de saúde da pessoa com transtorno do espectro autista, objetivando o diagnóstico precoce, o atendimento multiprofissional e o acesso a medicamentos e nutrientes; IV - (VETADO); V - o estímulo à inserção da pessoa com transtorno do espectro autista no mercado de trabalho, observadas as peculiaridades da deficiência e as disposições da Lei no 8.069, de 13 de julho de1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente); VI - a responsabilidade do poder público quanto à informação pública relativa ao transtorno e suas implicações; VII - o incentivo à formação e à capacitação de profissionais especializados no atendimento à pessoa com transtorno do espectro autista, bem como a pais e responsáveis; VIII - o estímulo à pesquisa científica, com prioridade para estudos epidemiológicos tendentes a dimensionar a magnitude e as características do problema relativo ao transtorno do espectro autista no País. Parágrafo único. Para cumprimento das diretrizes de que trata este artigo, o poder público poderá firmar contrato de direito público ou convênio com pessoas jurídicas de direito privado. Art. 3o São direitos da pessoa com transtorno do espectro autista: I - a vida digna, a integridade física e moral, o livre desenvolvimento da personalidade, a segurança e o lazer; II - a proteção contra qualquer forma de abuso e exploração; III - o acesso a ações e serviços de saúde, com vistas à atenção integral às suas necessidades de saúde, incluindo: a) o diagnóstico precoce, ainda que não definitivo; b) o atendimento multiprofissional; c) a nutrição adequada e a terapia nutricional; d) os medicamentos; e) informações que auxiliem no diagnóstico e no tratamento; IV - o acesso: a) à educação e ao ensino profissionalizante; b) à moradia, inclusive à residência protegida; c) ao mercado de trabalho; d) à previdência social e à assistência social. Parágrafo único. Em casos de comprovada necessidade, a pessoa com transtorno do espectro autista incluída nas classes comuns de ensino regular, nos termos do inciso IV do art. 2o, terá direito a acompanhante especializado. Art. 4o A pessoa com transtorno do espectro autista não será submetida a tratamento desumano ou degradante, não será privada de sua liberdade ou do convívio familiar nem sofrerá discriminação por motivo da deficiência. Parágrafo único. Nos casos de necessidade de internação médica em unidades especializadas, observar-se-á o que dispõe o art. 4o da Lei no 10.216, de 6 de abril de 2001. Art. 5o A pessoa com transtorno do espectro autista não será impedida de participar de planos privados de assistência à saúde em razão de sua condição de pessoa com deficiência, conforme dispõe o art. 14 da Lei no 9.656, de 3 de junho de 1998. Art. 6o ( V E TA D O ) . Art. 7o O gestor escolar, ou autoridade competente, que recusar a matrícula de aluno com transtorno do espectro autista, ou qualquer outro tipo de deficiência, será punido com multa de 3 (três) a 20 (vinte) salários-mínimos. § 1o Em caso de reincidência, apurada por processo administrativo, assegurado o contraditório e a ampla defesa, haverá a perda do cargo. § 2o( V E TA D O ). Art. 8o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Brasília, 27 de dezembro de 2012; 191o da Independência e 124o da República. DILMA ROUSSEFF José Henrique Paim Fernandes Miriam Belchior BRASÍLIA - DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO 28dez2012 LEI 12.764, DE 27 DE DEZEMBRO DE 2012 Institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista; e altera o § 3o do art. 98 da Lei 8.112, de 11 de dezembro de 1990. A P R E S I D E N T A D A R E P Ú B L I C A Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1o Esta Lei institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista e estabelece diretrizes para sua consecução. § 1o Para os efeitos desta Lei, é considerada pessoa com transtorno do espectro autista aquela portadora de síndrome clínica caracterizada na forma dos seguintes incisos I ou II: I - deficiência persistente e clinicamente significativa da comunicação e da interação sociais, manifestada por deficiência marcada de comunicação verbal e não verbal usada para interação social; ausência de reciprocidade social; falência em desenvolver e manter relações apropriadas ao seu nível de desenvolvimento; II - padrões restritivos e repetitivos de comportamentos, interesses e atividades, manifestados por comportamentos motores ou verbais estereotipados ou por comportamentos sensoriais incomuns; excessiva aderência a rotinas e padrões de comportamento ritualizados; interesses restritos e fixos. § 2o A pessoa com transtorno do espectro autista é considerada pessoa com deficiência, para todos os efeitos legais. Art. 2o São diretrizes da Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista: I - a intersetorialidade no desenvolvimento das ações e das políticas e no atendimento à pessoa com transtorno do espectro autista; II - a participação da comunidade na formulação de políticas públicas voltadas para as pessoas com transtorno do espectro autista e o controle social da sua implantação, acompanhamento e avaliação; III - a atenção integral às necessidades de saúde da pessoa com transtorno do espectro autista, objetivando o diagnóstico precoce, o atendimento multiprofissional e o acesso a medicamentos e nutrientes; IV - (VETADO); V - o estímulo à inserção da pessoa com transtorno do espectro autista no mercado de trabalho, observadas as peculiaridades da deficiência e as disposições da Lei no 8.069, de 13 de julho de1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente); VI - a responsabilidade do poder público quanto à informação pública relativa ao transtorno e suas implicações; VII - o incentivo à formação e à capacitação de profissionais especializados no atendimento à pessoa com transtorno do espectro autista, bem como a pais e responsáveis; VIII - o estímulo à pesquisa científica, com prioridade para estudos epidemiológicos tendentes a dimensionar a magnitude e as características do problema relativo ao transtorno do espectro autista no País. Parágrafo único. Para cumprimento das diretrizes de que trata este artigo, o poder público poderá firmar contrato de direito público ou convênio com pessoas jurídicas de direito privado. Art. 3o São direitos da pessoa com transtorno do espectro autista: I - a vida digna, a integridade física e moral, o livre desenvolvimento da personalidade, a segurança e o lazer; II - a proteção contra qualquer forma de abuso e exploração; III - o acesso a ações e serviços de saúde, com vistas à atenção integral às suas necessidades de saúde, incluindo: a) o diagnóstico precoce, ainda que não definitivo; b) o atendimento multiprofissional; c) a nutrição adequada e a terapia nutricional; d) os medicamentos; e) informações que auxiliem no diagnóstico e no tratamento; IV - o acesso: a) à educação e ao ensino profissionalizante; b) à moradia, inclusive à residência protegida; c) ao mercado de trabalho; d) à previdência social e à assistência social. Parágrafo único. Em casos de comprovada necessidade, a pessoa com transtorno do espectro autista incluída nas classes comuns de ensino regular, nos termos do inciso IV do art. 2o, terá direito a acompanhante especializado. Art. 4o A pessoa com transtorno do espectro autista não será submetida a tratamento desumano ou degradante, não será privada de sua liberdade ou do convívio familiar nem sofrerá discriminação por motivo da deficiência. Parágrafo único. Nos casos de necessidade de internação médica em unidades especializadas, observar-se-á o que dispõe o art. 4o da Lei no 10.216, de 6 de abril de 2001. Art. 5o A pessoa com transtorno do espectro autista não será impedida de participar de planos privados de assistência à saúde em razão de sua condição de pessoa com deficiência, conforme dispõe o art. 14 da Lei no 9.656, de 3 de junho de 1998. Art. 6o ( V E TA D O ) . Art. 7o O gestor escolar, ou autoridade competente, que recusar a matrícula de aluno com transtorno do espectro autista, ou qualquer outro tipo de deficiência, será punido com multa de 3 (três) a 20 (vinte) salários-mínimos. § 1o Em caso de reincidência, apurada por processo administrativo, assegurado o contraditório e a ampla defesa, haverá a perda do cargo. § 2o( V E TA D O ). Art. 8o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Brasília, 27 de dezembro de 2012; 191o da Independência e 124o da República. DILMA ROUSSEFF José Henrique Paim Fernandes Miriam Belchior http://sphotos-f.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-ash4/c0.0.403.403/p403x403/749_4779246210718_1266683908_n.jpg

26 de dezembro de 2012

Que calor!!! Praia, praia...

Mais um dia de praia... Foi muito legal! Hoje fomos para Ipanema... O único problema é que o Lucas só quer fica dentro da água e como o sol está muito forte, não podemos abusar... Mas tava muuuuuito bom !!!

Dia de Natal com os que amamos...

O Natal é uma data maravilhosa! É a data que eu mais gosto do ano. E estar com a minha família, com saúde e com muito amor é a coisa mais importante do mundo. Fizemos um passeio em um parque. Pode ser um passeio simples para alguns, mas para nós estes momentos são valiosos. Clics não faltam...rs

20 de dezembro de 2012

Despedida da Escola Palmo e Meio

Só de pensar que vamos mudar tudo no ano que vem, me dá um friozinho na barriga, mas não tem jeito. A vida é cheia de mudanças o tempo todo e temos que nos adaptar. Sei que para o Lucas não será nada fácil... Até criar vínculos, criar uma nova rotina, enfim... Será uma fase de novas adaptações e temos que nos preparar. Fiquei muito feliz com o que o Lucas conquistou este ano. Na escola atingiu vários objetivos, principalmente na socialização onde brincou, dançou e se divertiu com os amigos. Ontem mostrei alguns videos para o Lucas da escola e foi incrível, pois ele escolheu os videos em que ele estava na sala de música, dançando e brincando com os amigos e ria muito... Ficou nítido o sentimento que ele tem por todos e isso me comoveu. Gostaria de agradecer mais uma vez a todos da escola que nos acolheram tão bem. Sentiremos muita saudades da Dona Sônia no portão sempre sorrindo para nos receber. A Fefê com seu jeitinho meigo, sempre preocupada e cuidadosa. A Bete como uma mamãezona acolhendo a criançada e a Karol sempre alegre e entusiamada com as boas novas que o Lucas conquistava. Foi uma grande equipe!!!! E continuará sendo para continuar este trabalho abençoado que é ensinar. Obrigada a todos e que Deus os ilumine neste jornada maravilhosa! Mais fotos para termos mais saudades... snif

19 de dezembro de 2012

Senado aprova política de proteção dos direitos dos autistas - PLS. 168/2011

"OS AUTISTAS PODERÃO TER SEUS DIREITOS RESPEITADOS EM LEI. O SENADO APROVOU NESTA QUARTA-FEIRA A “POLÍTICA NACIONAL DE PROTEÇÃO DOS DIREITOS DA PESSOA COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA”. A proposta aprovada pelos senadores equipara os direitos dos autistas aos das demais pessoas com deficiência. Ficam assegurados aos que sofrem do transtorno do autismo a garantia de inserção social, o estímulo à entrada no mercado de trabalho, o direito a acompanhante nas escolas e à previdência social. O projeto estabelece ainda que os autistas devem estudar em classes comuns de ensino regular e as escolas que negarem as matrículas poderão pagar multa de até vinte salários mínimos. Há ainda punição de até dois anos de prisão para quem maltratar, castigar ou ofender as pessoas com este tipo de distúrbio. A pena pode aumentar em até doze anos de cadeia se a agressão resultar em morte. O senador Wellington Dias, do PT do Piauí, é pai de uma menina autista. Ele lembrou que o projeto que cria a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista foi apresentado pela Comissão de Direitos Humanos do Senado, a partir de uma sugestão da Associação em Defesa do Autista. Eu tenho o privilégio de Deus de ter uma filha que é autista, a Daniele. A gente aprende muito com as pessoas que têm deficiências. São pessoas que nos ensinam muito. Eu tenho sempre reafirmado o quanto mudou a minha vida e a vida da minha esposa a partir desta experiência. Acho inclusive que estas coisas têm seus propósitos, e eu creio que esta regulamentação vai nos ajudar muito. O médico Drauzio Varela explica que o autismo é um transtorno de desenvolvimento marcado por três características mais importantes: a falta de habilidade para interagir socialmente, a dificuldade no domínio da linguagem para comunicar-se ou lidar com jogos simbólicos e um padrão de comportamento restritivo e repetitivo. Reportagem: Larissa Bortoni.

Mais despedidas...

Como estamos na última semana de atividades, nos despedimos com muita saudades dos terapeutas que fizeram este trabalho tão maravilhoso com o Luquinha durante o ano todo... Obrigada Vanessa, Davidson, Aderson, Simone e Roberta pelo carinho e dedicação. Olhem as fotos... Saudadessssss...

Ideias de atividades natalinas para as crianças

O Natal está chegando e algumas crianças especiais não conseguem entender o significado Natalino. Aproveite esta fase do ano para desenvolver atividades em família.Envolva as crianças na montagem da árvore e do presépio, colocação das luzinhas e guirlandas, no embrulho dos presentes deixar seu filho explorar e manipular os enfeites natalinos preparar biscoitinhos natalinos pedir a criança para confeccionar os cartões natalinos utilizando desenhos, pinturas, dobraduras ou pequenos textos escritos com suas próprias letrinhas contar histórias infantis para as crianças sobre Natal

16 de dezembro de 2012

Texto de um pai de autista sobre inclusão escolar

Em favor da Sanção do PLS 168/11, vejam o texto do advogado e pai de autista Renato Franca: Tema controverso e que gerou muitas duvidas nos pais e o que se refere ao art. 7 da PL 1631/11, o que o nobre legislador quis dizer nesse parágrafo único e que infelizmente existe crianças que não podem frequentar a rede regular de ensino, em nenhum momento o nobre legislador disse que cabe ao gestor escolar ou autoridade competente a exclusão do aluno no regime regular. Somente cabe isso ao médico, sob pena de infringir o Código Penal, então segundo o ponto de vista desse jurista que vós escreve não há inconstitucionalidade nesse artigo, porém alguns advogados usando de artimanhas jurídicas usam o caput (art. 7) como se ele estivesse interligado intrinsecamente ao parágrafo único, coisa que não é verdade. Para esses advogados aviso que se interpretarem dessa forma farão com que o gestor seja culpado do Crime de exercício ilegal da profissão. Se mesmo assim quiserem interpretar dessa forma qualquer jurista dará parecer favorável a criança autista, sob pena de infringir o art. 6 que diz claramente que a educação e um direto social e ao art. 5, parágrafo XLI que diz que a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais, portanto nenhuma criança pode deixar de frequentar a escola regular. Alguns vão dizer, mas se a lei e dúbia, porque não suprimi-la, primeiro novamente a lei não é dúbia, a interpretação errônea de advogados espertos e que fazem algo claro se tornar dúbio. Segundo suprimir esse parágrafo único, faz com que a lei toda não seja implementada por mais dois anos, e com isso os outros direitos defendidos nessa lei ficarão no limbo prejudicando milhares de autistas. Terceiro se a lei for aprovada como esta, e algum desses advogados quiserem entrar na justiça tentando tirar uma criança autista do colégio, cabe os pais procurarem seu direito diante da Carta máxima desse país, ou seja, a Constituição para proteger seus direitos. E ai haverá uma figura de grande valor jurídico chamado jurisprudência que vai nortear e guiar todos os juristas e pessoas provando por A + B se esse parágrafo único é ou não inconstitucional. Renato Franca, OAB/AM, n. 3208

Psicomotricidade - Despedida

Como vamos nos mudar para o Paraná, esta semana foi a última sessão do Lucas com a Márcia Valéria. É uma despedida a qual sinto muito pelo bom trabalho que ela sempre desenvolveu com ele. A Márcia é uma excelente profissional e o Lucas adoooora as sessões. Fizemos uma baguncinha muito legal e com aperto no corações dizemos "Até um dia quem sabe"... Nunca esquecerei as palavras e os ensinamentos de Márcia, onde sempre com muita sensibilidade me ensinava a ver e respeitar o Lucas como criança, ser humano e não como "autista"... Quando entendi o espírito da coisa, percebi a mudança que tivemos e consequentemente a mudança que vimos no Lucas. Obrigada Márcia por tudo e que Deus te abençoe neste caminho de trabalho e luta para o desenvolvimento dos nossos pequenos.

10 de dezembro de 2012

Dia de sol - Praia Vermelha

Lucas e eu fomos para a praia no sábado e curtimos muito. É incrível ver como o meu pequeno está crescendo. Brincou bonitinho, respeitando os limites da água e de onde estávamos. Normalmente ele chorava muito na hora de ir embora, mas desta vez eu expliquei que estava na hora, acho que pelo cansaço, me abraçou e fomos para a casa na maior tranquilidade. É a criança mais maravilhosa do mundoooooo!!! Vejam as nossas fotos.

6 de dezembro de 2012

A importância da inclusão escolar

Segue abaixo uma experiência de inclusão escolar muito motivadora... Ontem, o professor estagiário de Português do Colégio Serravalle deu uma prova em dupla - e colocou o colega Edelvan para trabalhar com Gabriel. A principal questão era de ortografia, em que Gabriel é fera. Orientei Edelvan , a pedir a Gabriel que soletrasse cada palavra e a não permitir que Gabriel as visse, pois a questão pedia para escolher as que foram escritas erradamente. Se ele as visse, ia se confundir e soletrar do jeito que estava lendo. Uma a uma, Gabriel soletrou, e Edelvan comparou com o que estava escrito, marcando a que não condizia com o que Gabriel soletrava. Gabriel errou, apenas, a palavra "muxoxo", que ele não conhece. Deixei que eles errassem, afinal, a prova era deles. Engraçado é que Gabriel soletrava alto e Mailza e Gerlânia "colaram" as respostas do Gabriel. O professor corrigiu na hora e, quando marcou o erro de Gabriel na prova das meninas, Maílza reclamou: -"Ah, mas eu fiz do jeito que Gabriel disse!" A segunda questão era mais complicada, pois pedia para escolher entre mau com "U" e mal com "L" - o que depende do contexto da frase. Ainda que Gabriel entenda o significado do que lê, ele não conseguiu discernir qual palavra seria a correta nesse caso. Vejam na foto. Edelvan usava o livro de História para encobrir a prova. Reparem, também, que Gabriel ficou com suas bolinhas na mão, para suas estereotipias. Nós não as inibimos. Hoje, ele consegue largar os objetos que usa para fazê-las, quando precisa usar as mãos para comer, desenhar, escalar a corda indiana ou subir no trapéio do Circo, por exemplo. O mais importante é que Gabriel, mesmo irritado, mesmo querendo sair da sala, entendeu que a "regra" era ficar ali durante o teste, com o colega. Como Mariene e eu dizemos, "socialização" é masi do que fazer amigos no clube. É aprender regras, aprender a assumir responsabilidades, a compartilahr experiências, a ser solidário, trabalhar em grupo... Coisas que não se aprendem simplesmente brincando no clube, praça ou playground, e que vão muito além de aprender o "conteúdo" - coisa que, hoje em dia, se consegue na internet. Por isso insistimos que é tão importante a frequência na escola regular. Essas coisas dificilmente se aprenderão na escola "especial". -- Geólogo Argemiro Garcia Salvador - Bahia Secretário da AFAGA Associação de Familiares e Amigos da Gente Autista Secretário da ABRAÇA Associação BRasileira para AÇão por direitos das pessoas com Autismo

13 de novembro de 2012

II Jornada sobre NeuroEducação

DIVULGANDO... Dia: 23 e 24/11/2012 Local: ACM - Associação Cristã dos Moços - Rua da Lapa, 86, 6º andar - Lapa - Rio de Janeiro E-mail: contato@creativeideias.com.br Telefone: (21) 2577 8691 | (21) 3246 2904 | (21) 8832 6047 PÚBLICO ALVO: Professores, Mediadores (Estagiários, Monitores e/ou Facilitadores), Pedagogos, Psicólogos, Psicopedagogos, Fonoaudiólogos, Estudantes de Graduação e/ou Pós, Familiares e demais interessados no assunto. CRONOGRAMA: 23 de Novembro: 15h30 - Credenciamento (O credenciamento pode ser realizado até às 18h) 16h às 17h50 - Fátima Alves (Oficina) 17h50 às 18h - Intervalo 18h às 19h30 - Suzana Herculano-Houzel (Palestra de abertura) 24 de Novembro: 8h às 9h - Credenciamento 9h às 10h30 - Marta Relvas 10h30 às 10h40 - Intervalo 10h40 às 12h - Cibele Fernandes 12h às 13h10 - Almoço Livre 13h10 às 14h30 - Bianca Soares 14h30 às 14h40 - Intervalo 14h40 às 16h10 - Dr. Alfred Sholl 16h10 às 16h20 - Intervalo 16h20 às 17h30 - Eugênio Cunha 17h30 - Encerramento com sorteio de brindes. PROGRAMAÇÃO 23 DE NOVEMBRO: Neurociência do Aprendizado - Palestra de Abertura Suzana Herculano-Houzel - Neurocientista com pós-doutorado no Instituto Max-Planck de Pesquisa do Cérebro (Alemanha), doutorado na Universidade Paris VI (França), mestrado na Case Western Reserve University (EUA), bióloga formada pela UFRJ. É Cientista do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), Pesquisadora 1D do CNPq, e Scholar da James S. McDonnell Foundation. É também autora de seis livros de divulgação científica, colunista da Folha de São Paulo e da revista Mente & Cérebro, e conteudista da Rádio SulAmérica Paradiso. Recebeu o Prêmio Jabuti de Literatura (Ciências Naturais) e o Prêmio José Reis de Divulgação Científica (menção honrosa). Psicomotricidade: Corpo, Ação e Emoção - Oficina Fátima Alves - Mestre em Estudos de Ciências da Saúde e do Ambiente. Fonoaudióloga, Psicomotricista titulada pela SBP, Sócio-terapeuta Ramain-Thiers, Sócia-Titular da ABP, Docente dos cursos de pós-graduação da AVM Faculdade Integrada, Docente conteudista do curso de pós-graduação e do curso de Graduação da AVM Faculdade Integrada. Autora de livros: "Psicomotricidade: Corpo, Ação e Emoção", "Para entender Síndrome de Down", "Inclusão - Muitos Olhares, Vários Caminhos E Um Grande Desafio" e "Como aplicar a Psicomotricidade. PROGRAMAÇÃO 24 DE NOVEMBRO: Neurociências e os Transtornos da Aprendizagem. Reconhecendo o cérebro hiperativo e recriando estratégias pedagógicas na sala de aula. Marta Relvas - Neurobióloga, Psicopedagoga, Bióloga, Professora da UCAM/AVM, IBMR e Estácio Membro da Sociedade Brasileira de Neurociência e Comportamento, Doutora e Mestre em Psicanálise, Pós Graduada em Anatomia Humana, Especialista em Fisiologia Humana, Bioética Aplicada e Didática do Ensino Superior. Pesquisadora na área de Biologia Cognitiva e Aprendizagem. Coordenadora do Curso de Pós Graduação de Neurociência Pedagógica, da Universidade Cândido Mendes – Faculdade Integrada AVM, ministrado as disciplinas de Neurociência da Anatomia e Fisiologia Cognitiva e Emocional e autora dos livros: Fundamentos Biológicos da Educação – desenvolvendo inteligência e afetividade na aprendizagem, Neurociência e os Transtornos da Aprendizagem, Neurociência e Educação: Gêneros e potencialidades na sala de aula, entre outros, todos editados pela WAK. Avaliação Neuropsicológica Cibele Fernandes - Psicóloga (CRP-05/3853), pela Faculdade de Psicologia da Universidade Santa Úrsula. Título de especialista em Psicologia Escolar pelo CRP RJ. Formação em Terapia Familiar. Especialista em Neuropsicologia pela Divisão de Psicologia do Hospital das Clínicas-Faculdade de Medicina USP, concluído em 2009. Autora de diversos artigos para revistas de educação e saúde, além de participação no programa Nota 10 do Canal Futura. Contribuições da Neuroeducação no processo de inclusão educacional e social Bianca Soares - Bianca Fonseca é Neurocientista, Psicopedagoga e Psicomotricista, Pesquisadora em Neuroeducação (OCC/CeC-NuDCEN/UFRJ), Transpsicomotricista Educacional (UERJ), Especialista em Dificuldade de Aprendizagem: Prevenção e Reeducação (UERJ) e Mestre em Neurolinguística (IL/UERJ). Atua na área da Educação a mais de 12 anos e é professora colaboradora da Faculdade de Educação da UERJ na pós-graduação de Dificuldades de Aprendizagem: Prevenção e Reeducação desde 2008. Atua na área de educação com ênfase na educação inclusiva e nos distúrbios do desenvolvimento, comportamento e aprendizagem. Bases e Desafios da Neuroeducação Dr. Alfred Sholl Franco - Neurocientista com Doutorado e Mestrado em Ciências pelo Instituto de Biofísica (UFRJ) e Especialização em Neurobiologia (UFF). É Jovem Cientista do Nosso Estado (FAPERJ) e Professor Associado I na Universidade Federal do RIo de Janeiro onde atua nas áreas de Neuroeducação, Neurofisiologia, Desenvolvimento e Regeneração no Sistema Nervoso. Organizou o livro Caminhos da Neuroeducação. É membro-fundador da Sociedade Brasileira de Neurociências e Educação (SBNED) e atua como coordenador do Centro de Pesquisas em Neurociências e Educação (Neureduc, CNPq) e do Ciências e Cognição - Núcleo de Divulgação Científica e Ensino de Neurociências (CeC-NuDCEN UFRJ), onde desenvolve ações de alfabetização, difusão e popularização em Neurociências em escolas do Rio e Grande Rio e para Profissionais da Educação. É Fundador e Editor-Chefe da revista eletrônica Ciências & Cognição.editoração e divulgação científica. Autismo e o Processo de Aprendizagem Eugênio Cunha - Doutorando e Mestre em educação, professor, psicopedagogo e jornalista. Leciona na Educação Básica e no Ensino Superior. Pesquisador na área educacional vinculado ao Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas de Educação da Universidade Federal Fluminense - GRUPPE/UFF/CNPq. Trabalha, também, na educação de alunos com dificuldades de aprendizagem e necessidades educacionais especiais. INVESTIMENTO: 01 dia de participação: R$ 60,00 - individual (cartão) - parcele em até 3 vezes sem juros R$ 50,00 - individual (depósito) R$ 40,00 - grupo (depósito) - cada inscrito a partir de 3 pessoas 02 dias de participação: De: R$120,00 • ATÉ 16/11 Por: R$ 90,00 - individual (cartão) - parcele em até 3 vezes sem juros R$ 80,00 - individual (depósito) R$ 70,00 - grupo (depósito) - cada inscrito a partir de 3 pessoas • ATÉ 21/11 R$ 120,00 - individual (cartão) - parcele em até 3 vezes sem juros R$ 100,00 - individual (depósito) R$ 90,00 - grupo (depósito) - cada inscrito a partir de 3 pessoas Inscrições: www.creativeideias.com.br Realização: Creative Ideias Apoio: UFRJ, WAK, Movimento Uniforme, Editora Vieira e Lent, Escolas Rio e Appai

11 de novembro de 2012

Motoqueiro

O Lucas desde que ganhou uma moto elétrica no dia das crianças não sabe brincar de outra coisa. Já aprendeu a pilotar e o mais engraçado é que quando ele sobe na moto, pede para colocar a máscara do Batman (que veio com a moto). Fizemos alguns clics engraçados...rsrsrsrs Um gato mesmo!!!

7 de novembro de 2012

COMO DEVO LIDAR COM MEU FILHO AUTISTA?

Gente, recebi esta carta que foi escrita por uma mãe como um desabafo e achei fantástica! Não conheço a autora, mas se alguém souber quem ela é, me fale por favor. Muito verdadeiro e simplesmente retrata o que nós passamos. Leiam abaixo. COMO DEVO LIDAR COM MEU FILHO AUTISTA? Comece por você, se reeduque, pois daqui prá frente seu mundo será totalmente diferente de tudo o que conheceu até agora. Se reeducar quer dizer: fale pouco, frases curtas e claras; aprenda a gostar de musicas que antes não ouviria; aprenda a ceder, sem se entregar; esqueça os preconceitos, seus ou dos outros, transcenda a coisas tão pequenas. Aprenda a ouvir sem que seja necessário palavras; aprenda a dar carinho sem esperar reciprocidade; aprenda a enxergar beleza onde ninguém vê coisa alguma; aprenda a valorizar os mínimos gestos. Aprenda a ser tradutora desse mundo tão caótico para ele, e você também terá de aprender a traduzir sentimentos, um exemplo disso: "nossa, meu filho tá tão agressivo", tradução: ele se sente frustrado e não sabe lidar com isso, ou está triste, ou apenas não sabe te dizer que ele não quer mais te ver chorando por ele. Você irá educar bem seu filho se aprender a conhecer o autismo "dele", pois cada um tem o seu próprio, mesmo que inserido em uma síndrome comum. Deverá aprender a respeitar o seu tempo, o seu espaço, e reconhecer mesmo com dificuldades que ele tem habilidades, e verá que no fundo elas são tão espetaculares ! Você irá aprender a se derreter por um sorriso, a pular com uma palavra dita, e a desafiar um mundo inteiro quando este lhe diz algum não. Você começará a ver que com o tempo está adquirindo super-poderes, e que a Mulher-Maravilha ou o Super-Homem, não dariam conta de 10% do que você faz. Você tem o super poder de estar em vários lugares ao mesmo tempo, afinal escola, contra-turno, natação, integração sensorial, consultas, fono, pedagoga, ufa...dar conta de tudo isso só se multiplicando e ainda se teletransportando ! Você é a primeira que acorda e última que vai dormir,isso é, quando ele te deixa dormir, e no outro dia tá sempre com um sorriso no rosto ao despertar do teu galã. Você faz malabarismos e consegue encaixar o salário da familia, em tantas contas e coisas que precisa fazer, que só mesmo com super-poderes. Você nota que seu cérebro é privilegiado, embora você nunca tivesse imaginado que dentro de você haveria um pequeno Enstein, pois desde o diagnóstico de seu filho, você já estudou: neurologia, psiquiatria, pediatria, fonoaudiologia, pedagogia,nutrição, farmácia, homeopatia, terapias alternativas, e tantas outras matérias. Você dá aula de autismo, ouve muitas bobagens em consultórios de bacanas, e ainda ensina muitos deles o que devem fazer ou qual melhor caminho a seguir para que seu filho possa se dar bem. Ah... e a informática que anteriormente poderia lhe parecer um bicho-de-sete-cabeças ... à partir deste filho, você encarou, e domina o cyberespaço como ninguém! São tantas listas de autismos, blogs, facebook, orkut, twitter ... ih ... pesquisa no google então, já virou craque, ninguém encontra nada mais rápido que você ! Uma hora você verá o que essa "reeducação" proporcionou a você, pois hoje você é uma pessoa totalmente diferente do que era antes de ser mãe de um autista. Nossa como você mudou, hein? E topará com a pergunta que não quer calar: "como devo educar meu filho autista?" Olhará ao redor, olhará para seu filho e perceberá que ele também está diferente, que ele cresceu, que já não é tão arredio, que as birras já não se repetem tanto, que ele até já te joga beijos! Que aquela criança que chegou solitária na escola, hoje já busca interagir, e já até fez algum amiguinho. Que ele já está aprendendo "jeitinhos" de se virar, e nem te requisita tanto mais. Então, chegará a conclusão que mesmo sem saber responder a tal pergunta, você tá fazendo um bom trabalho, e que ninguém no mundo poderia ser melhor mãe/pai que você para esse filho!

24 de setembro de 2012

22 de setembro de 2012

CURSO BÁSICO PECS!!!!

Repassando para quem interessar... O curso e' oferecido pela Pyramid Consultoria Educacional do Brasil cujo os donos são os criadores do metodo PECS- Andy bondy e Lori Frost. Pyramid é o provedor exclusivo de treinamento e consultoria para o Sistema de Comunicação pela Troca de Figuras (PECS) e da Abordagem Pyramid à educação. O curso intensivo de dois dias é projetado para ensinar a teoria por trás do Sistema de Comunicação por Troca de Figuras (PECS) e os protocolos para aprender como implementar adequadamente as seis fases do PECS. Este curso é recomendado para os professores, assistentes, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, psicólogos, pais/cuidadores ou alguém que mora ou trabalha com indivíduos portadores de necessidades especiais. CURSO BASICO PECS- 2 DIAS Brasilia - 24 e 25 de Setembro São Paulo - 8 e 9 de Outubro Goiania - 22e 23 de Outubro Rio de Janeiro - 5 e 6 de Novembro Salvador- 26 e 27 de Novembro São Paulo - 3 e 4 de Dezembro Belem - 10 e 11 de Dezembro Horario: de 8.30 as 16.30 Valor:R$ 690,00 Profissionais, R$ 600,00 Estudantes,R$ 520,00 Pais Oferecemos descontos de 10% para inscrições e pagamentos realizados 30 dias antes do curso! Para conhecer os detalhes sobre os locais onde será realizado o curso, a programação do evento, horários e fazer a sua inscrição, por gentileza, acesse o link a seguir: www.pecs.com Garanta o seu MANUAL DE TREINAMENTO PECS TOTALMENTE GRATIS fazendo a sua inscrição e pagamento nos cursos acimas!!!! CONTO COM A SUA PRESENÇA!!!! Soraia Cunha Peixoto Vieira Diretora Geral Pyramid Consultoria Educacional do Brasil Ltda.

A probabilidade de uma família ter crianças nessas condições é de uma a cada nove milhões

Becky Kenyon, 40, é uma mãe como poucas. Ela tem três filhos e cada um deles apresenta um tipo diferente de deficiência. O mais velho Ben, 15, tem síndrome de Asperger, um transtorno de desenvolvimento que possui semelhanças com o autismo. O do meio, Harry, 13, tem síndrome de Down e o caçula Charlie, 8, é autista. Longe de considerar o fato falta de sorte, Becky declarou ao jornal The Sun: “Saber que eles precisariam de atenção extra e cuidados durante toda a vida foi difícil no início. Mas eu me joguei de cabeça e pesquisei muito sobre todas as condições de meus filhos e disse a mim mesma que eles precisariam de mim”. Apesar de difícil, Becky não fazia ideia de quão rara era sua situação até consultar a Dra. Carol Cooper. Segundo a médica, a probabilidade de ter um filho autista é de uma a cada 100 chances. A síndrome de Asperger é uma condição relacionada ao autismo, então uma vez que você possui um filho diagnosticado com a doença, a chance de ter outro é de uma em dez, disse a mãe ao jornal Quanto às chances de ter um bebê com síndrome de Down, a ocorrência é de um a cada 1.250. Mas a chance de ter filhos com cada uma destas condições é incrivelmente rara: uma a cada nove milhões, contou a mãe. O primeiro filho a apresentar sintomas foi Harry, que foi diagnosticado com Down no momento do nascimento. Dois meses depois, Becky e o marido Andy, 50, descobriram que o filho de 2 anos, Ben, tinha Asperger. Com duas crianças especiais em casa, Becky contou ao jornal que foi um desafio de adaptação. Mas a situação ainda ficaria mais complicada quando a mulher engravidou de Charlie. O bebê nasceu prematuro, mas parecia bem. “Quando ele tinha 18 meses, começou a andar na ponta dos pés, um sinal clássico de deficiência, então comecei a me preocupar”, disse. Os médicos então diagnosticaram o bebê com autismo. “Outras mães me perguntam como eu consigo lidar com tudo isso, mas sinceramente eu nunca conheci outra maneira de ser mãe. Meus bebês estão vivos e cheios de amor, as coisas poderiam ter sido muito piores”.

12 de setembro de 2012

Plenário aprova Plano de Proteção à Pessoa Autista

O Plenário aprovou, nesta terça-feira o Projeto de Lei 1631/11, que cria a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. Como a matéria foi aprovada com emendas da Comissão de Seguridade Social e Família, a matéria retorna ao Senado para nova votação. O texto equipara os autistas, para todos os efeitos legais, às pessoas com deficiência, permitindo acesso a tratamento especializado na rede pública. Durante a votação em Plenário, a deputada Rosinha da Adefal (PTdoB-AL) recomendou a aprovação do projeto em nome da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Entre as diretrizes da política nacional estão: a garantia de inserção social dos autistas; o estímulo à entrada no mercado de trabalho, desde que respeitadas as limitações da síndrome; o acesso a atendimento multiprofissional e a medicamentos; o direito a acompanhante em escolas de ensino regular e a proteção previdenciária. O projeto prevê ainda a inclusão dos estudantes autistas nas classes comuns de ensino regular e o atendimento educacional especializado gratuito quando não for possível a inserção em classes comuns. Recusa de matrícula Uma das emendas da relatora na Comissão de Seguridade Social, deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP), cria sanção administrativa expressa para o gestor escolar ou autoridade competente, em escola regular, que recusar a matrícula da pessoa com transtorno do espectro autista. Segundo a deputada, a emenda pretende evitar o excesso de arbitrariedade dos gestores escolares no cumprimento dos objetivos da política. “A educação especial fora da rede regular pode ser o mais indicado para casos muito específicos de autismo severo, mas isso não pode ser usado pelos gestores como desculpa para recusar matrículas”, argumentou. A emenda aprovada sujeita o infrator a multa de 3 a 20 salários mínimos. Em caso de reincidência, será instaurado processo administrativo que poderá resultar na perda do cargo, assegurada a ampla defesa. O texto, no entanto, ressalva os casos em que, comprovadamente, e somente em função de especificidades do próprio aluno, a inclusão na rede regular de ensino for prejudicial a ele. “Essa previsão vale não apenas para educandos com autismo, mas também para pessoas com qualquer outro tipo de deficiência”, destacou a relatora. Tratamento cruel Outra emenda aprovada altera o Código Penal (Decreto-Lei 2.848/40) para tipificar a conduta daquele que aplicar qualquer forma de castigo corporal, ofensa psicológica, tratamento cruel ou degradante à criança ou ao adolescente com deficiência física, sensorial, intelectual ou mental, como forma de correção, disciplina, educação ou a qualquer outro pretexto. O crime será punível com detenção de seis meses a dois anos. Se do fato resultar lesão corporal de natureza grave, a pena será transformada em reclusão de 2 a 4 anos. No caso de morte, a reclusão será de 4 a 12 anos. Asilo O projeto também determina que, nos casos de necessidade de internação médica em unidades especializadas, isso não poderá ocorrer em estabelecimentos com caráter de asilo, sem condições de oferecer assistência adequada. Para facilitar os cuidados dos pais com parentes portadores de deficiência (cônjuge, filho ou dependente), o projeto retira do Estatuto do Servidor (Lei 8.112/90) a necessidade de compensação de horário especial concedido quando comprovada sua necessidade por junta médica oficial. Íntegra da proposta: PL-1631/2011

2 de setembro de 2012

Entrevista com a Secretária de Educação Especial do MEC

Inclusive – Como entende a questão da diversidade na escola e qual a avaliação que faz sobre os programas e iniciativas de educação para a diversidade? Claudia Dutra – O termo diversidade é, muitas vezes, usado como um mero reconhecimento de diferenças que são historicamente instituídas, perdurando a ideia de respeito, de aceitação ou tolerância com relação ao outro. Nesse sentido, a diversidade traz uma referência ao “outro” que denota a oposição entre pólos distintos e não traduz uma concepção das diferenças como a expressão da diversidade humana. Essa designação do “outro” como aquele que difere do padrão de normalidade estabelecido, implicou em diversas formas de exclusão na educação, que são decorrentes da produção do estereotipo da anormalidade. No que tange às pessoas com deficiência, estas foram marcadas pelo rótulo do anormal da aprendizagem, sem que tenham sido questionadas as práticas pedagógicas que decorrem da visão homogênea do ensino e da aprendizagem. A falta da compreensão da heterogeneidade de todos os seres humanos conduziu ao equívoco de se pensar que a escola não estaria preparada para atender alguns alunos porque demandariam um grau de especialização, conhecimento ou controle sobre suas necessidades ou expectativas, com base na condição de deficiência. No caminho inverso, os diversos programas e ações que tratam da atenção à diversidade humana concebidos na perspectiva da inclusão avançam com relação a um saber centrado em torno de um conjunto de características físicas, intelectuais ou sensoriais, passando a ser pensados no sentido amplo de mudanças no contexto da escola, desde a organização dos recursos até a formação docente para que nenhum aluno tenha limitada sua potencialidade de desenvolvimento acadêmica e social. A educação especial na perspectiva da educação inclusiva questiona os conceitos que envolvem a classificação e seleção de alunos identificados como “os diferentes”, “os especiais” e outras, contemplando um desenvolvimento inclusivo da escola para promover a aprendizagem conjunta de todos os alunos, que elimine as barreiras que impedem seu pleno acesso, participação e aprendizagem. Inclusive – A formação docente ou a falta dela é apontada muitas vezes como um dos principais entraves para o desenvolvimento de práticas pedagógicas inclusivas. Existe, nos cursos de Pedagogia e de licenciatura de um modo geral, a preocupação com a formação específica para uma educação inclusiva? Claudia Dutra – O direito de pleno acesso à educação definido pela legislação brasileira alterará as propostas pedagógicas dos cursos de formação de professores. Os cursos de licenciatura vêm contemplando os componentes curriculares que tratam das necessidades educacionais específicas de alunos público-alvo da educação especial e o tema da inclusão escolar é recorrente na elaboração, debates e estudos acadêmicos. No que se refere à disciplina de Libras, o Censo da Educação Superior/2008 (INEP/MEC) registra sua oferta optativa em 7.614 cursos e, como disciplina obrigatória, está inserida em 694 cursos de Pedagogia, 404 cursos de Letras, dentre outros. Atualmente, a Resolução CNE/CP nº 1 de 2006 que dispõe sobre as Diretrizes da Pedagogia elimina as habilitações específicas e passa a trabalhar a perspectiva da ênfase curricular em determinadas áreas do conhecimento, possibilitando que os professores do ensino regular tenham formação acerca do desenvolvimento das praticas pedagógicas inclusivas. Inclusive – Como estão organizados os programas de formação para inclusão desenvolvidos e oferecidos pelo MEC? Essa formação está chegando aos municípios do interior? Claudia Dutra – Conforme a Resolução nº4 CEB/CNE/2009, “Para atuação no AEE, o professor deve ter formação inicial que o habilite para o exercício da docência e formação específica para a Educação Especial”. Considerando as demandas dos sistemas de ensino, a SEESP implementa desde 2003, o Programa Educação Inclusiva: direito à diversidade que forma gestores e educadores para atuarem no processo de construção de sistemas educacionais inclusivos. O Programa é desenvolvido por meio de 168 municípios pólos de todos os estados, os quais realizam cursos de formação para seus municípios de abrangência, contemplando desta forma a totalidade dos municípios brasileiros. A SEESP implementa ainda desde 2007 o Programa de Formação Continuada de Professores na Educação Especial, na modalidade a distância, constituindo uma rede de formação composta atualmente por 13 Instituições de Educação Superior Públicas, que ofertam cursos em nível de aperfeiçoamento e especialização nas áreas da educação especial na perspectiva da educação inclusiva e do Atendimento Educacional Especializado. Em 2009 foram disponibilizadas 6.350 vagas em quatro cursos de especialização e 6.020 vagas em cursos de aperfeiçoamento, neste ano estão sendo ofertadas 24.000 vagas para cursos de aperfeiçoamento disponibilizadas aos professores na Plataforma Freire. As vagas são disponibilizadas para professores que estão em exercício nas redes públicas estaduais e municipais. Além disso, são desenvolvidos, em parceria com os estados, cursos presenciais de formação continuada para professores das redes públicas estaduais que atuam no atendimento educacional especializado e nas classes comuns do ensino regular. Inclusive – Qual a importância da inserção de conteúdos de educação em direitos humanos e a oferta obrigatória de Sociologia e Filosofia inclusive para crianças no ensino fundamental? Claudia Dutra – A educação em direitos humanos está fundamentada na concepção de educação como um direito humano fundamental, que além de seu valor em si torna-se estratégica ao possibilitar o acesso a outros direitos fundamentais. Dessa forma, os conteúdos da educação em direitos humanos possibilitam que a educação insira em seus processos, valores e princípios éticos fundamentais para a construção de uma cidadania comprometida com o desenvolvimento de uma sociedade mais justa, solidária e voltada à valorização das diferenças. Desse modo, os conteúdos de uma educação em direitos humanos se propõem a romper com uma trajetória histórica, onde as diferenças serviam como justificativa para as desigualdades sociais e os processos de exclusão. No caso da Sociologia e da Filosofia, ambas ofertam instrumentos para uma maior compreensão da sociedade onde estamos inseridos. No caso da Sociologia, possibilita que reconheçamos as relações de poder estabelecidas na sociedade e os processos de exclusão gerados por estas relações. Já a Filosofia, estimula uma postura crítica frente à realidade social, disponibilizando instrumentos para uma reflexão sobre o fazer humano e suas relações. Esses conteúdos se complementam, dando condições para que as crianças e adolescentes desta geração possam atuar no mundo com maior compreensão e autonomia. Este arcabouço possibilita que sejam feitas verdadeiramente escolhas por parte deste público, tendo como base um conhecimento aprofundado e uma visão desmistificadora do mundo em que se vive. Inclusive - A regulamentação dos recursos do FUNDEB para o financiamento do Atendimento Educacional Especializado pelo Dec. 6.571/2008 diz respeito às escolas públicas. Como as escolas particulares estão agindo no sentido de atender aos alunos com deficiência? Claudia Dutra – A Constituição Federal de 1988 traz a educação como direito de todos (art.205), garantias fundamentais como o princípio da igualdade de condições para o acesso e permanência na escola (art. 206) e a garantia do atendimento educacional especializado (art.208, III). A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (ONU/2006), promulgada no Brasil pelo Decreto Nº. 6.949/2009, no art. 24, preconiza o direito das pessoas com deficiência de acesso a um sistema educacional inclusivo em todos os níveis. Ao ratificar esta Convenção, com status de Emenda Constitucional, o Brasil assume o compromisso de assegurar que as pessoas com deficiência não sejam excluídas da escola comum e que sejam adotadas medidas de apoio para sua plena participação em igualdade de condições com as demais pessoas. Portanto, a legislação atribui à responsabilidade de oferta do atendimento educacional especializado aos alunos público alvo da educação especial que demandem os recursos pedagógicos e serviços de acessibilidade, às instituições de ensino, sejam públicas ou privadas. As despesas decorrentes desses serviços compõem os custos gerais da instituição, não devendo estas ser atribuídas aos pais de estudantes com deficiência. Inclusive – Apesar de ilegalmente, muitas escolas particulares ainda recusam-se a receber e a matricular alunos com deficiência. Em muitos estados da federação há experiências positivas no sentido de parcerias afirmativas em relação ao cumprimento dos preceitos legais, envolvendo Conselhos de Direitos, movimentos sociais, Ministério Público e outras instituições. Que avaliação faz dessa situação? É possível afirmar que há avanços na compreensão legal sobre o tema com a adoção da Convenção sobre Os Direitos da Pessoa com Deficiência com status de emenda constitucional? Claudia Dutra – A disseminação da legislação educacional e dos direitos das pessoas com deficiência deflagrou um importante processo de transformação das escolas brasileiras, que vem alterando suas práticas pedagógicas, eliminando barreiras e investindo na formação docente e em práticas de gestão voltadas para o desenvolvimento inclusivo da escola. Os recentes debates realizados na Conferência Nacional da Educação que embasará o Plano Nacional de Educação (2011 a 2010) são indicativos claros de que há avanços na compreensão do tema da educação inclusiva. Este processo se dá com a participação de vários atores, envolvendo os movimentos sociais, o poder público, as famílias e os operadores da área do direito da infância e juventude e das pessoas com deficiência. Inclusive – Se no âmbito das escolas privadas há quem sustente que o caráter obrigatório de atendimento às pessoas com deficiência recai apenas sobre a educação pública, muitas escolas públicas valem-se do despreparo como forma de justificar as dificuldades com a educação inclusiva. Mesmo as famílias identificam o despreparo como fator de preocupação. Até que ponto é possível preparar previamente os educadores para a inclusão e quais os requisitos efetivamente importantes nesse processo? Claudia Dutra – Partido do pressuposto de que cada estudante com deficiência apresenta uma singularidade inerente à condição humana, à escola cabe a organização e a oferta de recursos didáticos e de acessibilidade necessários para atender a especificidade de cada aluno. Sendo assim, o processo de formação continuada é fundamental neste constante fazer pedagógico, plural e singular ao mesmo tempo. Logo, não há uma condição ideal padronizável, pois esta se desenvolve a partir da realidade de cada escola e das respostas às necessidades educacionais específicas apresentadas pelo conjunto da escola para cada aluno. Inclusive – A educação inclusiva poderia significar o desenvolvimento da educação para todos, colaborando na construção da sociedade mais igualitária? O que poderia ser apontado nesse sentido? Claudia Dutra – O desenvolvimento inclusivo da sociedade requer o fortalecimento de políticas para os direitos humanos e a consolidação de um sistema educacional inclusivo torna-se estratégico para a transformação das relações sociais e históricas que produzem discriminação e exclusão. Os movimentos sociais de defesa dos direitos humanos contrapõem as diversas formas de exclusão que impedem as pessoas ou grupo de pessoas do exercício pleno da sua cidadania. A educação inclusiva, a partir da compreensão de que todos os alunos se beneficiam quando as escolas asseguram igualdade de condições de acesso e participação, implica em mudanças de concepção de gestão, formação e práticas pedagógicas para que a organização curricular expresse as diferenças humanas presentes em todos e em cada um como possibilidades de enriquecimento educacional. A educação inclusiva, neste sentido, promove uma educação para todos porque dissemina a formação de cidadãos autônomos e combate a manutenção da tutela de instituições políticas com relação a determinados grupos populacionais. Ao desestabilizar a hegemonia de um pensamento que representa as relações de poder instituídas que determinam um padrão de escola que seleciona, segrega e exclui, o movimento da educação inclusiva vem construindo novos referenciais que oportunizam questionar esse modelo de educação e de sociedade. Fonte: Inclusive – Inclusão e Cidadania Licenciado pela CC2.5

28 de agosto de 2012

Novo exame consegue identificar autismo em 10 minutos

Em apenas 10 minutos já é possível dizer se uma criança tem autismo, graças a um novo exame desenvolvido por cientistas americanos. O teste, que usa um aparelho de ressonância magnética comum, possibilita um diagnóstico cada vez mais precoce. A expectativa é que ele esteja disponível nos hospitais em cinco anos. A um custo de 266 reais por paciente, o método apresenta uma precisão de 95%. Mostrando como diferentes partes do cérebro se comunicam, ele deve substituir a exaustiva série de exames tradicionais a que psicólogos, psiquiatras e neurologistas submetem as crianças atualmente - e que mesmo assim podem levar anos para chegar a uma conclusão. Pessoas autistas têm conexões mais fracas entre diferentes partes do cérebro, o que resulta em lentidão no aprendizado e problemas de comunicação e comportamento. O exame desenvolvido em Harvard mostra como moléculas de água viajam pelas conexões cerebrais. Com esse dado, os médicos são capazes de dizer se o paciente tem um cérebro autista ou não. Eficiência - Os pesquisadores afirmam que ainda é preciso realizar mais testes para comprovar se o exame é realmente eficiente, mas estão otimistas. Em exames com 60 pessoas, entre sete e 26 anos, a eficiência foi de 95%. "O paciente mais jovem que testamos tinha 7 anos, mas estamos realizando testes em crianças de três”, diz Nicholas Lange, da Harvard Medical School. Além da rapidez no diagnóstico, o exame pode contribuir também para o tratamento que, conforme já se sabe, precisa começar o quanto antes para dar resultados satisfatórios. Atualmente, há um caso de autismo no mundo para cada grupo de 100 pessoas. Fonte: veja.com

Abordagem lúdica para tratamento odontológico do autista

A odontologia para pacientes com necessidades especiais tem um grande desafio no que diz respeito ao atendimento ambulatorial do paciente autista em razão da dificuldade de relacionamento social que este apresenta. Psicólogos e especialistas em desenvolvimento infantil têm apontado há décadas que crianças que possuem desenvolvimento típico aprendem melhor através de experiências interativas e emocionalmente prazerosas com outras pessoas. Nestas interações, a criança é um participante ativo ao invés de um recipiente passivo de informação. Nos últimos dez anos, os pesquisadores têm percebido que o mesmo vale para crianças com autismo e dificuldades similares. As novas perspectivas e pesquisas em relação ao autismo estão começando a perceber o que o Programa Son Rise® já vem praticando há anos. Este programa tem sido utilizado internacionalmente por mais de 30 anos com crianças e adultos representantes de todo o Espectro do Autismo e dos Transtornos Globais do Desenvolvimento. O Programa Son Rise® é centrado na pessoa com autismo. Isto significa que o tratamento parte do desenvolvimento inicial de uma profunda compreensão e genuína apreciação da pessoa, de como ela se comporta, interage e se comunica, assim como de seus interesses. O Programa Son Rise® descreve isto como "ir até o mundo da pessoa com autismo", e é isso que fazemos para alcançar com êxito o tratamento odontológico. O autismo infantil é um transtorno global do desenvolvimento caracterizado por um desenvolvimento anormal ou alterado, manifestado antes dos três anos de idade, e apresentando uma perturbação característica do funcionamento em cada um dos três domínios seguintes: interações sociais, comunicação, comportamento focalizado e repetitivo. Além disso, o transtorno se acompanha comumente de numerosas outras manifestações, por exemplo: fobias, perturbações de sono ou da alimentação, hetero ou autoagressividade, hand flapping (agitar as mãos), rodopiar etc. O objetivo desse trabalho é apresentar a técnica usada pela autora para facilitar o tratamento odontológico, minimizando o estresse e os custos com o procedimento, favorecendo a inclusão social e treinamento para que mais profissionais usem a técnica, tornando-se aptos a realizar o atendimento em nível ambulatorial. RELATO DE CASO Paciente do gênero masculino, 14 anos, autista, apresentou-se na clínica de odontologia do Projeto Social "Vila Maria - Um Caso de Amor", da Escola de Samba Unidos de Vila Maria, acompanhado da mãe à procura de tratamento. Após realização de uma anamnese criteriosa foi constatado ser um autista de baixo funcionamento, sem verbalização, riso inapropriado, pouco contato visual, resistência à mudança de rotinas, sem acompanhamento psicológico, terapêutico ou escolar, que nunca havia ido ao dentista e apresentava dificuldade de aceitar a higienização bucal feita pela mãe. Foi relatada sua preferência por carros de brinquedo, e o que realmente mais apreciava era comer. Não gostava de ser contrariado e se sentir preso, nessa situação poderia desencadear uma crise. Essa anamnese foi realizada só com a mãe sem a presença do paciente porque o tempo da entrevista poderia deixá-lo nervoso. Após a entrevista iniciou-se o planejamento das sessões de condicionamento lúdico para o tratamento odontológico. Nosso vínculo seria conseguido através dos carrinhos e esse era o primeiro caminho. Na 1ª sessão de condicionamento lúdico iniciei com abordagem adaptando o método Son Rise® à odontologia, fui ao encontro do paciente, que estava sentado na sala de espera realizando movimentos estereotipados com o tronco para frente e para trás, sem notar minha presença. Abortei o uso do jaleco branco e nas mãos levava um carrinho de plástico. Não falei nada, apenas passava na frente dele com o carro entre os dedos. Sentei ao seu lado e aos poucos fui empurrando o carrinho sobre sua perna, imediatamente ele pegou. Comemorei com aplausos e disse: "muito bem!", como indica o Programa Son Rise®. Dessa forma estava sendo motivado a interagir e a intenção era "entrar no mundo da pessoa com autismo". Aos poucos foi aceitando que manipulasse o carrinho sobre suas pernas. Mas precisava mais, teria que entrar ao consultório e era um ambiente novo, desconhecido, cheio de estímulos visuais que podem sobrecarregá-los e serem competitivos ao condicionamento, além de odores que poderiam desencadear crises nesse paciente. Devemos simplificar o ambiente de trabalho. Na cabeça, fiz a opção de usar uma tiara com 2 borboletas presas por longas molas que se mexiam num simples toque, o retorno com essa ação era buscar o contato visual, uma das mais difíceis maneiras de relacionamento do paciente autista. Associei o uso da tiara à música "Borboletinha" das cantigas infantis, em tom baixo e buscando o contato visual. Aos poucos estendi as mãos ao paciente e o conduzi ao consultório. Mais uma vez deu tudo certo e ele me seguiu. Comemoramos novamente: "Muito bem! Formidável!", e mais aplausos. O Programa Son Rise® é lúdico. A ênfase está na diversão. As atividades são adaptadas para serem motivadoras e apropriadas ao paciente mesmo que ele seja um adulto. Uma vez que a pessoa com autismo esteja motivada para interagir com o profissional, este poderá criar situações de aprendizagem - e no nosso caso é conhecer, entender e aceitar o tratamento odontológico. O paciente tem que ter segurança no profissional, confiar em suas palavras e gestos, e o profissional não deve nunca quebrar esse vínculo, respeito e confiança. Entramos no consultório e sentamos sobre um tapete de EVA colocado no chão, onde alguns carrinhos nos esperavam para prosseguir o condicionamento. Falo em prosseguir porque o mesmo já foi iniciado no 1º contato, ainda na recepção, onde detalhes não podem ser esquecidos, já que para esses pacientes não são detalhes. Na altura de nossos olhos estava fixo na parede um espelho de 0,50 x 1,00 m, para tentarmos de várias maneiras o contato visual. Alguns pacientes autistas buscam o contato visual através da imagem refletida no espelho e devemos ficar atentos a isso e comemorar imediatamente quando esse contato for alcançado, motivando para que ele seja repetido. Sempre que comemoramos a habilidade adquirida estamos fortalecendo para que ela se repita. Quando um comportamento é fortalecido é mais provável que aconteça no futuro. Podemos comemorar com aplausos, bolinhas de sabão e várias tentativas até encontrar o que realmente motiva essa pessoa. Buscamos o contato visual porque será o melhor caminho de comunicação para o paciente perceber que você existe e aceitar você para seu mundo. Não podemos ter medo de ousar, confiar sempre, estudar a técnica e aplicá-la com amor. Nessa sessão, conseguimos o contato visual por três vezes, além disso o paciente entrou espontaneamente ao consultório, observou tudo, sentiu alguns objetos com as mãos e aceitou o contato das minhas mãos - que, nesse momento, já estavam com as luvas. Na 2ª sessão de condicionamento lúdico, o paciente chegou e imediatamente entrou ao consultório procurando o carrinho usado na sessão anterior. Meu planejamento era que ele sentasse na cadeira odontológica, então prendi o carrinho no refletor com fita crepe e deixei a luz acesa para chamar a sua atenção. Ótimo, ele encontrou o carrinho e sentou na cadeira. Bati palmas, comemorei e, é claro, dei o carrinho em suas mãos. Nesse momento consegui mais um contato visual e percebi que nosso vínculo estava ficando mais forte. Aproveitei o momento para apresentar a seringa tríplice lançando um pouco de ar no carrinho e depois na perna do paciente, subindo a caminho da boca. Nesse momento gosto de fazer uso das músicas infantis, brincando, cantando e apresentando os instrumentos do consultório. É importante observar cada reação de nosso paciente, apresentar verbalmente cada ação para não ser uma surpresa e fazer de maneira calma sem assustar nem causar estresse. Podemos usar figuras para apresentação dos instrumentos do consultório e depois mostrar o objeto propriamente dito. Parece que dessa forma eles reagem melhor a novidades, essas figuras devem ser simples e exemplificar realmente o objeto de maneira clara - como a fotografia de mãos com luvas, mostrando as mãos com as luvas para que ele possa sentir sua textura. Se a opção for atender pacientes autistas não pense que tudo isso "são detalhes". Ótimo, aceitou a tríplice, as luvas e a manipulação da face, com auxílio de fantoches de dedo e todo apoio lúdico conseguimos acesso à cavidade bucal, e a higiene oral com escova e pasta foi realizada. Nunca se esquecer de recompensar: muito bom! Bolinhas de sabão. Isso é o que afirma o Programa Son Rise®. Para essa sessão já estava ótimo. Na 3ª sessão ele entrou muito tranquilamente e sentou na cadeira, arrancou o carrinho do refletor e começou a gritar alguma coisa que não entendi. De repente o compressor ligou e foi um desastre, uma gritaria só. Ele batia a mão na cabeça e movimentava o tronco para frente e para trás. Pedi que desligassem o compressor mas já era tarde, encerramos a sessão. A 4ª sessão foi marcada com intervalo de uma semana para diminuir o estresse anterior. Estava muito ansiosa ao recebê-lo, mas foi tudo bem: ele entrou, sentou e arrancou o carrinho do refletor. Desta vez o compressor já estava desligado! Iniciamos com profilaxia com uso da baixa-rotação, 1º no carrinho, depois na mão, no rosto e finalmente na boca. Foi ótimo, consegui a profilaxia de todo arco superior e deu para terminar o exame clínico. Conforme fazia a profilaxia, ia mexendo a cabeça para que as borboletinhas balançassem e foi ótimo, consegui por várias vezes o contato visual e percebi que já tínhamos um vínculo. Sessão terminada para não estressar o paciente. Nesse momento sempre pego o brinquedo e guardo afirmando que irá encontrá-lo na próxima sessão e sempre dá certo no retorno. A 5ª sessão foi a mais tranquila de todas: o paciente entrou, sentou, arrancou o carrinho do refletor e ficou com a boca aberta. ÓTIMO! Terminei a profilaxia e marcamos retorno bimestral para controle e prevenção, porque o paciente não apresentava cáries. CONCLUSÃO Para conseguir o tratamento odontológico do paciente autista em ambulatório sem uso das faixas de contenção, é preciso dedicação do profissional, estudo da técnica proposta, compreensão das necessidades e limitações dos indivíduos, acreditar que é possível, paciência, tentar várias vezes cada procedimento e ter muito amor no que se faz. BIBLIOGRAFIA Baron-Cohen et AL. Psychological markers in the detection of autism in infancy in a large population. British Journal of Psychiatry, n.168, p.158-163, 1996. 2. Frith,U. Autism and Asperger Syndrome .Cambridge University Press, 1991. 3. Gauderer, E. Christian. Autismo. São Paulo: Atheneu; 1993. 4. Hogan. Autism Treatment Center of America. Home of the Son-Rise Program®. Modelo de desenvolvimento do Programa Son-Rise®, tradução: Barreto,AD e Inspirados pelo autismo, 2007. 5. Katz, CRT, et al. Abordagem psicológica do paciente autista durante o atendimento odontológico. Odontologia Clín.Cientif. Recife, 8 (2):115-121, a br/jun.,2009 6. Moore, ST. Síndrome de Asperger e a escola fundamental: soluções práticas para dificuldades acadêmicas e sociais. São Paulo: Associação Mais 1,2005. 7. Zink,AG et al. Atendimento odontológico do paciente autista - Relato de caso. Revista ABO Nacional - vol.16, nº5, 313-316, out/Nov.2008. Adriana Zink link do lattes:https://wwws.cnpq.br/curriculoweb/pkg_menu.menu?f_cod=9B470E8BB09F91E8B3C8861E51F47146 -cirurgiã-dentista especialista em pacientes com necessidades especiais -mestranda na Unicsul -membro da Câmara técnica de pacientes especiais do CROSP -vencedora do VI prêmio orgulho autista Brasil http://www.portaleducacao.com.br

23 de agosto de 2012

+ Fotos da Escola Palmo e Meio

O trabalho que a Escola Palmo e meio está fazendo com o Lucas é de tirar o chapéu. Ele está totalmente diferente de quando entrou. Muito mais concentrado nas atividades, brincando com as professoras e com os amiguinhos,está um sapeca nas brincadeiras na sala de psicomotricidade e o mais importante, está super feliz. Tanto as professoras como a mediadora são ótimas e super dedicadas. Estão sempre trocando comigo e registrando os momentos dele na escola para que possamos acompanhar. Então,divido com vocês as grandes vitórias do meu amorzinho. SALA DE PSICOMOTRICIDADE
< TIA KAROL E LUCAS
SALA DE LEITURA

21 de agosto de 2012

Mulher com autismo vira 'encantadora ' de rebanhos nos EUA

Quando era criança, a americana Temple Grandin não se relacionava com outras pessoas e só começou a falar aos quatro anos de idade. Hoje, é uma celebridade, foi tema de filmes, dá aulas na Universidade de Colorado, é assessora do governo dos Estados Unidos e uma autoridade mundial em saúde animal. Temple Grandin foi diagnosticada com autismo durante a infância. A empatia de Grandin com o gado e sua capacidade de entender o que os animais sentem levou à introdução de uma série de mudanças radicais no trabalho com o gado e na indústria de carne americana. Seus livros e palestras a tornaram tão popular que sua vida foi mostrada em documentários para televisão americana e europeia. Grandin esteve recentemente no Uruguai, participando de um encontro sobre saúde animal. Ela afirmou que o autismo está na raiz de sua habilidade. "O autismo me ajuda a entender o gado", disse Grandin em entrevista à BBC. "Penso de forma totalmente visual e é assim que os animais pensam. Minhas memórias são fotográficas e este pensamento visual me permite perceber detalhes que podem aterrorizar os animais, como as sombras, os reflexos no metal ou uma entrada que é muito escura." A professora afirmou que suas memórias parecem um vídeo que ela pode passar várias vezes em sua mente, explorando cada detalhe. Detalhes e métodos Grandin disse que tanto a "mente autista como a mente animal" notam detalhes que podem parecer mínimos para outras pessoas. Em um dos casos em que trabalhou, ela notou que o gado parava abruptamente na entrada de um curral e que isso ocorria devido aos objetos que estavam espalhados no caminho dos animais. Em outro caso, o que assustava os animais era uma entrada muito escura. Ao invés de reconstruir o curral, a abertura de uma janela foi o suficiente para resolver o problema. Os métodos utilizados por Grandin não são convencionais e incluem deitar-se no chão, no local onde o gado fica, para que os animais se aproximem, como se fosse uma "encantadora" de gado. "O gado se sente ameaçado por coisas desconhecidas (...). Uma vaca em uma fazenda de leite vai caminhar sem problemas sobre uma sombra se a vê todos os dias. Mas um animal em um curral vai se assustar com esta mesma sombra se a ver como algo novo." Bem-estar e medo Grandin disse à BBC ser fundamental para a saúde dos animais que os abatedouros obedeçam a alguns requisitos. "Paredes sólidas e um chão que não escorrega são essenciais. Os animais entram em pânico quando escorregam", afirmou. "Os funcionários também devem manter a calma e reduzir muito o uso do bastão elétrico (para ajudar a conduzir o rebanho). A forma como os animais são tratados afeta a qualidade da carne. O uso do bastão e a agitação durante os últimos cinco minutos antes do abate fazem com que a carne fique mais dura", disse. No entanto, a professora afirma que a principal razão de mudar o tratamento dos animais é que "eles são capazes de sentir tanto medo como dor". Alguns críticos perguntam a razão de se melhorar o bem-estar do gado se eles serão mortos para o consumo humano e se o melhor seria simplesmente não matar estes animais. "Quando me perguntam como posso justificar a matança de animais para o consumo de sua carne, minha resposta é a seguinte: o gado não teria nascido se não os tivéssemos criado com fins alimentícios. Devemos dar a eles uma vida boa e uma morte sem dor", afirmou Grandin. Palestras Além de seu trabalho com bem-estar animal, Grandin também dá numerosa palestras sobre autismo, destacando a importância de fornecer logo cedo o apoio de professores capazes de dirigir as fixações de crianças autistas em direções que rendam frutos. "(Albert) Einstein hoje seria diagnosticado como autista. Ele não falou até os três anos de idade." "Steve Jobs, o fundador da Apple, foi perseguido por seus colegas de escola e era considerado um solitário, estranho quando estava na escola", disse Grandin à BBC. "As pessoas diferentes são capazes de conseguir coisas grandiosas", acrescentou. http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI6060476-EI238,00-Mulher+com+autismo+vira+encantadora+de+rebanhos+nos+EUA.html

20 de agosto de 2012

Escola Palmo e meio

Brincando com a Tia Fefê
Brincando com os amigos
 
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